sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

ELE NÃO CONHECE PLENAMENTE
  
Um cidadão ao entrar no ônibus da grande São Paulo, senta-se no banco, e puxa a conversa com o passageiro que estava do seu lado. O senhor conhece esta cidade? Ele respondeu tranquilamente: “Eu moro aqui há mais de 50 anos e não a conheço”.

Este diálogo ocorreu no tête-à-tête com o sanfoneiro, que trabalha com a música na informalidade, nordestino, respeitado pela aparência, que vive da arte musical, e trabalhador urbano da grande metrópole paulistana.

Podemos inferir por mais  que o ser humano  viva sob a Terra durante os seus 50, 60, 70, 80, 90 anos  ou  mais poderia  conhecer plenamente a Deus (em sua essência por completo) ? Poderá alguém afirmar com toda eloqüência ou religiosidade cristã, ou autoridade ministerial afirmar com toda sapiência, eu conheço o Eterno, o Sublime que acima dos deuses é Senhor.

A limitação humana não permite esse avanço. Paulo, apóstolo, disse que em parte conhecemos, profetizamos. Quando estivermos lá, então conheceremos o Todo. Então, não sabemos tudo a seu respeito, nem o conhecimento, nem a experiência, a vivência prolongada poderá dizer que O conhecemos.

Os dias vãos girando, como os ponteiros dos relógios, e podemos contar com a benção de Sua presença, e que podemos contar com o “Senhor te abençoe e te guarde” e teremos parte nas lutas, nos trabalhos, nas conquistas, e principalmente de que os agradecimentos ao Senhor Deus que a tudo pertence, sendo pois dEle a Glória e a Honra eternamente.   

Agora, se debatêssemos entre os teólogos da atualidade, qual seria o beneficiado que por mais ultrapassasse a marca do centenário poderia conhecer verdadeiramente o Criador dos Céus e da Terra? Eu teria, sem modéstia, pouco conhecimento.

No entanto, podemos não conhecê-Lo plenamente, mas podemos conhecer o propósito que Ele destinou aos homens, isto é, que estivéssemos junto a Ele.  Ele sempre quer sejamos feliz e traçou as Suas leis, os Seus estatutos, as Suas instruções, todavia, foi demais para o homem ser perfeito e alcançar uma vida de pleno gozo.

Mas a natureza busca o sentido oposto, quer quebrar as Suas leis, os Seus estatutos e as Suas instruções. Por conseguinte, sofre com as conseqüências das rupturas das leis naturais e espirituais.

Portanto, o homem é incapaz, no sentido de ser perfeito perante o Senhor. Porque a Natureza que busca a direção oposta daquilo que é bom e agradável e perfeito, logo, todo homem é imperfeito. Sendo imperfeito, conhecemos os atributos divinos imperfeitamente. Desconhecemos porque houve catástrofe no Rio de Janeiro e mortandades de quase milhares de pessoas, números incontáveis. Podemos tirar lições de vida: ação do homem deve ser revista ou a interferência sobrenatural deve ser aceita. Este ponto fica à reflexão do leitor.

Para isso o propósito divino se fundamenta que Cristo veio para cumprir toda a Lei e os profetas, veio para trazer a criatura às origens. Enfim, por meio dEle, que esta aproximação ocorreu, a escada que separava o abismo, por Ele, podemos, agora, chegar a presença de Deus. Pense nisso.

Um grande abraço.
No Senhor Jesus.
Elcio Cunha
Escritor da Fé. 

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