sábado, 5 de fevereiro de 2011

Experiência de Quase Morte (EQM)

Amados,

Estou repassando aos amados irmãos e amigos a matéria abaixo da irmã Mary Schultze. São experiências de quase-morte muito comoventes para mim. Já ouvi de amigos e parentes experiências desse tipo que irei publicá-las em breve em meu blog.

Ivo Gomes do Prado.




EXPERIÊNCIA DE QUASE MORTE (EQM) (PARTE I)

Experiência de Quase Morte (EQM) 

(Parte I)

O Dr. Raymond Moody nasceu em 30/06/1940, nos Estados Unidos. Ele é um famoso médico psicanalista, autor de vários livros, entre os quais existem dois que se tornaram bestsellers - “Life After Life” e ”Near-Death Experience”.
Em 1975, o livro do Dr. Moody - “Life After Life” (Vida Após a Vida) - focalizou a atenção pública sobre a vida após a morte, como jamais havia acontecido. O Dr. Moody escreveu outros livros, como “The Light Beyond”, “Reunions”, “Life After Loss”, “Coming Back”, “Reflections” e “The Last Laugh”, todos muito apreciados pelo seu público leitor.
O Dr. Moody registrou e comparou as experiências de 150 pessoas que haviam falecido - ou quase falecido e depois acordaram. Sua pesquisa descreve os resultados de décadas de busca do fenômeno EQM, durante o qual ele evidencia, especialmente, nove elementos que acontecem:
1. - Um som estranho - Um barulho ou toque de campainha, conquanto a pessoa tenha a sensação de estar morta.
2. - Paz e ausência de dor - Enquanto a pessoa está morrendo, ela pode sentir intensa dor; mas, logo que ela sai do corpo, a dor desaparece e ela experimenta uma sensação de paz.
3. - Experiência fora do corpo - a morte em geral traz a sensação de que a pessoa se eleva e flutua no ar, acima do corpo, enquanto este está rodeado de médicos, e fica observando tudo que acontece, sentindo-se confortável.
4. - A experiência do túnel - A pessoa sente que está sendo atraída para uma densa escuridão e começa a atravessar, rapidamente, um túnel, até chegar a uma luz branco-dourada. Mesmo que às vezes a pessoa sinta um pouco de medo, ela nunca imagina que esteja indo para o inferno.
5. - Chegando logo ao Céu - em vez de um túnel, algumas pessoas registram estar chegando rapidamente ao Céu e observam a Terra como uma esfera celestial, conforme fizeram os astronautas da NASA.
6. - Pessoas de Luz - Chegando ao outro lado do túnel, ou depois de chegar ao Céu, o morto encontra pessoas que brilham com uma luz interior. Muitas vezes, ele encontra amigos e parentes já falecidos, os quais estão ali para o receber.
7. - O Ser de Luz - Após ter encontrado as pessoas de luz, o morto em geral encontra um poderoso ser espiritual, que muitos identificam como sendo Deus, Jesus ou outra figura religiosa.
8. - A revisão da Vida - O ser de luz apresenta ao morto uma visão panorâmica de sua vida, de tudo que ele fez. Isto significa que ele revive cada ato praticado em relação a outras pessoas e chega à conclusão de que o amor é a coisa mais importante na vida. [N.T.: Seria este o Tribunal de Cristo, do qual a Bíblia fala na 2 Coríntios 5:10?].
9. - Relutância em voltar - O Ser de Luz, muitas vezes, ordena ao morto que ele volte à vida. Algumas vezes, dá-lhe a chance de escolher entre permanecer ali ou regressar à Terra. Em geral, o morto fica relutante em retornar. Os que decidem voltar só o fazem por causa dos seus amados, que ficaram para trás e estão chorando a sua perda.

O que o Dr. Moody acha do Ser de Luz, Conforme o livro “Life After Life”
O que parece ser o elemento mais inacreditavelmente comum nas narrativas que tenho estudado, ou seja, o elemento de efeito mais profundo sobre o indivíduo, é o seu encontro com um ser de luz muito brilhante [N.T.: semelhante ao brilho resplandecente que os apóstolos viram em Cristo no episódio da Transfiguração?]. Em geral, a luz é fraca, porém vai se tornando rapidamente mais radiante, até chegar a um brilho que não existe na Terra. Mesmo assim, esta luz que é descrita como sendo “clara” e branca, tendo um brilho indescritível, conforme alguns fazem questão de esclarecer, não fere os olhos nem os ofusca, mas permite que eles enxerguem bem tudo que acontece ao redor, talvez porque não se trate de olhos físicos que possam ser ofuscados. 
Apesar da incomum manifestação de luz, nenhum dos mortos expressou a menor dúvida de que se trata de um ser de luz e que, além disso, ele é uma personalidade. O amor e o calor que emanam deste ser em direção à pessoa falecida são absolutamente inenarráveis. E o falecido se sente absolutamente rodeado de amor e calor, na presença do ser de luz. Ele se sente totalmente à vontade, com uma atração magnética por esta luz, para a qual é irresistivelmente atraído.
Curioso é que, conquanto a descrição do ser de luz seja totalmente invariável, sua identificação varia de uma pessoa para outra, provavelmente em função do passado religioso, da educação e da crença da pessoa envolvida. Por isso, a maioria dos cristãos o identifica como sendo Cristo, e até oferecem textos bíblicos para respaldar sua interpretação. Um homem e uma mulher judeus identificaram a luz como sendo um anjo; mas, claro, não implicando que o ser de luz tivesse asas, tocasse uma harpa ou tivesse uma aparência humana. Ele era apenas uma luz. O que todos concluíram é que se tratava de um emissário ou guia. Um homem que não havia adotado qualquer crença religiosa identificou-o simplesmente como “um ser de luz” e também uma senhora cristã, a qual obviamente, não achou que se tratasse de Cristo, tendo chegado à mesma conclusão.
Logo após o aparecimento, o ser de luz começa a se comunicar com a pessoa que está morta. Notavelmente, esta comunicação é do mesmo nível do que já antes era conhecido, ou seja, através do pensamento (telepatia) trocado entre duas pessoas. Aqui, segundo eles afirmam, não se escuta som algum ou qualquer voz física vinda do ser, nem a pessoa responde, através de um som audível. É como se apenas os pensamentos acontecessem e de modo tão claro que é impossível haver um mal-entendido ou mentira ao ser de luz.
Além disso, esta comunicação não é feita na língua nativa do falecido; porém, mesmo assim, ele entende tudo, imediatamente, sem precisar traduzir os pensamentos, todos fluindo, ao mesmo tempo. O falecido sente como se estivesse tomado por uma total compaixão...

Parte II

Vamos focalizar nesta segunda parte as narrativas de alguns pacientes, os quais passaram pela EQM e quiseram narrar o que experimentaram do outro lado da vida. Quem as conta é o Dr. Aziz Khabirpour, outro conhecido estudioso do fenômeno, o qual assim se expressa: 
Ao longo dos tempos, muitos mistérios têm permanecido ocultos [o que nos leva a Deuteronômio 29:29: “As coisas encobertas pertencem ao SENHOR nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei.”] Quase não existe muita coisa que tenhamos deixado de entender. Podemos clonar humanos, sabemos como funciona o corpo humano e até como funciona o sistema solar. Mesmo assim, uma questão tem permanecido sem resposta, através da história: “Com o que a morte se assemelha?”
Costumamos usar diferentes exemplos para explicar o fenômeno do “morrer” aos nossos filhos e amigos. Dizemos que a morte se assemelha a um sono ou mesmo a um esquecimento (Moody 12). Mas, quando refletimos de fato nessas comparações, vemos que o sono é agradável, porque sabemos que dele vamos despertar, no dia seguinte. Mas, no esquecimento não esquecemos apenas as coisas ruins, as quais gostaríamos de esquecer, mas também as coisas boas. A verdade é que não sabemos muita coisa a respeito da morte e por isso não conseguimos explicá-la. Parece improvável que um dia cheguemos a explicar cientificamente a que se assemelha o “morrer”, do mesmo modo como é difícil provar como um determinado sonho se torna verdadeiro.
Existem aproximadamente 13 a 14 milhões de pessoas nos Estados Unidos, mais uns 15 milhões no mundo inteiro, as quais já passaram por uma definida experiência de quase morte (EQM) (William, q.1). A EQM é uma experiência de morte (durante a qual cessam os batimentos cardíacos), ou algo que se aproxima da morte (quando alguém está em coma). Esse assunto não é muito conhecido porque as pessoas não gostam de falar sobre ele. Mesmo assim, as EQMs são uma realidade e tanto nos falam de uma vida após a morte como também de nossa própria vida na Terra.
Durante muitas EQMs, elementos fascinantes e extremamente interessantes acontecem, mesmo não sendo em todas as pessoas clinicamente mortas ou em coma, as quais tiveram a mesma experiência; mas ninguém entende o motivo. Esse fenômeno é talvez a coisa mais misteriosa que alguém possa experimentar, sendo literalmente uma experiência de morte, comprovando a existência da vida após a morte. As pessoas que passam por tal experiência têm uma percepção do que acontece, depois que falecem. Fascinante é verificar que os elementos de partes das suas experiências são idênticos e concordantes. (Moody 21). Não existe experiência alguma com um elemento que não tenha sido encontrado duas vezes, mesmo não havendo duas experiências exatamente iguais, pois cada uma delas é exclusiva.
Espantoso, também, é que as pessoas que narram tais experiências não pertencem à mesma classe social ou econômica, mas a culturas diferentes. Quer seja nos Estados Unidos, na África ou na Índia, elas vão narrar os mesmo elementos básicos encontrados em cada uma dessas experiências. Mesmo assim, a explicação de cada pessoa depende da sua origem cultural é étnica, do seu vocabulário, bem como da maneira como confrontaram a morte. (Moody, 10).
As EQMs são, mais que tudo, uma prova da existência de vida após a morte. Existem onze semelhanças principais entre as EQMs e, muito embora as pessoas experimentem elementos semelhantes, elas nunca experimentam todos eles, mas, em média, apenas uns 7 ou 8. (Moody, 24).
Muitas pessoas descrevem extremos contrastes nos sentimentos e sensações excessivamente agradáveis, durante os primeiros estágios da EQM. São sensações de paz, de muito conforto, de calma, de relax e solidão. Também é descrito um extremo contraste entre o sofrimento e as dores de alguém, antes e depois da morte. 
Um homem que havia morrido, após ter sido gravemente ferido na Guerra do Vietnã, expressou os seus sentimentos como sendo de profundo alívio. Não experimentou dor alguma, mesmo estando dentro de uma zona de guerra. (Moody 30).
É notável o fato deste homem ter descrito o seu alívio, visto como uma mulher chamada Ebrahinzadeh, por mim entrevistada, ter deixado bem claro que tudo gira em torno de um sentimento ou sensação, de algo que não pode ser descrito em palavras.
Em geral, quando se pede que as pessoas narrem suas experiências, elas concluem que não existem palavras para descrevê-las. Durante uma entrevista com Ebrahimzadeh, verifiquei que esta mulher se sentia profundamente enlevada com a sua EQM, ansiando por explicá-la perfeitamente, porém notando a impossibilidade de fazê-lo. Ela o tentou, explicando como alguém se sente quando está apaixonado; portanto vi que seria impossível. Para essas pessoas, não existem palavras e adjetivos para qualificar tais experiências. Uma delas me disse: “É como descrever a quarta dimensão, quando só temos palavras para descrever as três dimensões; portanto é impossível fazer uma descrição perfeita. Isto é o que mais se aproxima do que eu consigo fazer”. (Moody, 26).
Inúmeras pessoas têm contado que puderem observar os médicos e outros que as olhavam, e também escutar, quando os médicos as declararam mortas. Muitas vezes elas se sentiram como sendo outra pessoa postada em algum lugar da sala, observando tudo que acontecia, porém sendo incapazes de sentir coisa alguma no próprio corpo.
Ebrahinzadeh tinha apenas 23 anos de idade, quando cochilou ao volante, perdeu o controle do veículo, colidiu e foi arremessada a uma altura de 15 metros, para depois cair no chão. Foi apanhada por uma ambulância e levada ao hospital. Ela conta que jamais vai esquecer a aparência dos médicos que a operavam, um deles tendo corpo coberto de manchas brancas. (Ebrahimzadeh).
O túnel escuro é outro elemento sempre lembrado nas EQMs. Ele é descrito de muitas maneiras: como uma caverna, um poço, um esconderijo, um funil, um vácuo, um moinho, um vale e um cilindro. (Moody, 30,31).
Um homem contou uma estória interessante sobre o túnel escuro. Antes do acidente de bicicleta, que aconteceu em sua infância, ele tinha medo do escuro: “Tive a sensação de estar me movendo através de um vale profundo e escuro. Tão densa e impenetrável era a escuridão que eu nada podia enxergar. Mas foi a experiência mais maravilhosa e tranquilizante que se possa imaginar”. Depois disso, ele perdeu o medo do escuto. (Moody, 31).
A existência da luz é o elemento mais comumente predominante nas narrativas da EQM. Esta luz é o que produz o efeito mais profundo nas pessoas. (Moody, 58). 
Tipicamente, logo que aparece, a luz é fraca, mas vai crescendo rapidamente e ficando cada vez mais radiante, até que o seu brilho se torna indescritível. A maioria das pessoas diz que, mesmo com esse brilho enorme, de modo nenhum a luz fere os olhos ou prejudica a visão. Ela é descrita como sendo branco-amarelada. O carinho que dela emana não pode ser descrito. “É uma luz de perfeita compreensão e amor” . Moody, 63).
As pessoas também esclarecem que são rodeadas por um ser de luz e aceitas em sua presença. Ebrahimzadeh, hoje com 30 anos, descreve-o como um oceano de luz e, ao mesmo tempo, dela fazendo parte. (Ebrahimzadeh).
Inacreditavelmente, muitas pessoas descrevem a luz como tendo personalidade e senso de humor, o que torna divertido estar perto dela.. Uma garotinha que faleceu afogada numa piscina, voltou à vida e comentou: “Vocês vão ver como a luz é engraçada!” (Moody, 1).
Nota da tradutora: - Tudo faz crer que esta luz “tão engraçada” é o “anjo de luz”, contra o qual a 2 Coríntios 11:14 nos admoesta. Dificilmente, o Senhor Jesus Cristo (assentado à destra do Pai) iria se abalar do Céu para se manifestar, mesmo que fosse a uma criança. Além disso, uma recepção carinhosa, do outro lado da vida, não significa que, logo em seguida, o “pai da mentira” disfarçado em “anjo de luz” não conduza ao inferno o falecido que rejeitou o Evangelho da salvação e deixou de aceitar Cristo como Salvador e Senhor de sua vida. Ele disse: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”. 

Parte III

Quando uma pessoa falece, algumas visões em geral lhe são apresentadas. Essas visões às vezes acontecem em forma de um filme (playback), o qual mostra coisas irrelevantes e também importantes sobre a vida do falecido. Observar tais visões é o mesmo que participar delas, mesmo quando o morto permanece como expectador. Uma mulher contou que a luz desempenha um grande papel neste caso, visto como a luz é quem vai indagar, mentalmente: “O que você tem para me mostrar?”, mesmo que esse ser de luz não precise de informação alguma, pois conhece tudo a respeito do morto (Moody 66), também porque ele bem poderia ser o próprio Criador. [N.T. - Isto nos lembra a pergunta que Jesus costumava fazer àqueles que precisavam de cura: “queres ser curado?”].
Encontrar outras pessoas durante a EQM não é incomum e muitas vezes acontece, o que produz um enorme efeito sobre a pessoa. As pessoas ali encontradas podem ser membros da família, já falecidos; “Senti que eles tinham vindo para me proteger e me guiar. Era como se eu estivesse voltando ao lar [N.T.: como no caso do “Rake’s Progress”, a ópera de Igor Stravinsky, que narra a estória do “Filho Pródigo”], com a família e os amigos, esperando para me recepcionar com as boas vindas. Tudo me parecia claro e bonito. Foi um momento belo e glorioso!” (Moody, 55).
Outras narrativas têm sido registradas durante ou próximas da morte. Algumas são muito desagradáveis, muitas vezes acontecendo ruídos fortes e desconfortáveis, de sons de campainhas, e outras sensações bastante desagradáveis. “Tive a impressão de ter sido abandonada, por mim mesma, ficando completamente sozinha, e até senti um tipo de depressão” (Moody 54).
Seria esta uma forma de inferno? Narrar tais experiências negativas parece ficar cada vez mais raro e talvez estejam rareando porque as pessoas se sentem incomodadas ao falar sobre elas, visto como falar do inferno pode significar que elas tenham vivido uma vida reprovável. 
Muitas vezes, quando as pessoas deixam o corpo através da morte, elas perdem totalmente o interesse pelos seus corpos, ou então desenvolvem extremos sentimentos de ligação com os mesmos. [N.T. - Creio que essas pessoas são aquelas por demais ligadas ao prazer carnal, ou então os avarentos, que não desejam se separar de sua riqueza]:
“Eu sabia que era o meu corpo, mas nada sentia em relação ao mesmo”. Outra: “Eu me senti muito mal, quando olhei para o meu corpo e vi como ele estava arruinado!” (Moody 40).
Isso poderia depender de muitas coisas. Uma das teorias é que se o morto não quer se libertar do corpo, ele seria um daqueles tremendamente apegados aos bens materiais, não tendo desenvolvido uma vida espiritual ao ponto de se libertar desse apego e prosseguir na caminhada além túmulo.
Quando alguém experimenta ou chega perto da morte, muitas vezes afirma ter visto o corpo físico como se este pertencesse a outra pessoa, ali na sala: “Lá de cima, eu os observei tentando me reanimar, socando o meu peito, esticando meus braços e pernas, aí pensei: ‘Para que tanto trabalho? Estou me sentindo tão bem, agora!’”’ Foi o que uma mulher declarou. Ela havia sofrido um mal cardíaco e estivera hospitalizada durante um ano. (Moody, 36).
“Vi meu irmão sentado ao meu lado, na ambulância. Ele estava muito preocupado. Gostaria de poder dizer-lhe como eu me encontrava feliz, agora; porém não o consegui”. (Ebrahimzadeh). Isto comprova que o morto pode estar separado do corpo, mas sua alma continua viva. Este “corpo espiritual” possui muitas qualidades que também temos no reino físico, porém possui muitas outras qualidades, além das que temos no corpo físico, dando-nos a capacidade de realizar muito mais. Ele parece não ter limitação alguma, tornando a pessoa muito mais dotada.
Algumas semanas antes de falecer, um homem soube que o seu amigo Bob tinha sido assassinado. Ele contou: ”Eu podia vê-lo mentalmente, como se ele estivesse ali, mas era estranho. Senti que ele ali estava, mas sem deixar o corpo. Era um corpo claro e eu sentia cada parte do seu corpo - braços, pernas, etc., mesmo não o vendo fisicamente. De fato, eu nem sequer tinha olhos!” (Moody, 56).
EQM é uma experiência de morte, uma introdução à morte, em vez de uma vida após a morte. Ela é a fronteira ou o limite, sendo em geral descrita como “uma porta, uma barricada atravessando o campo, uma espécie de nevoeiro, ou simplesmente uma linha divisória.” (Moody, 73). Para isto preciso usar mais do que uma citação direta, visto achar que o elemento mais importante é o que separa a vida da vida, após a morte. Vejamos um relato espantoso:
“Na presença da luz, os pensamentos e as palavras me fluíam à mente: ‘Você quer morrer?’ Respondi que não sabia, porque não conhecia a morte. Então a luz branca disse: ‘Atravesse a linha e saberá’... Quando atravessei a linha, as sensações mais maravilhosas me dominaram - sensações de paz, tranquilidade, com todas as preocupações anuladas” (Moody, 75).
Esta experiência mostra como a vida e a vida pós a morte estão separadas e como as EQMs que as pessoas têm são apenas uma fase entre a vida e a vida após a morte.
Aqui, outro homem fala sobre a sua viagem e assim a descreve:
“Olhei para cima e vi uma linda porta lustrada, porém sem maçaneta. Aureolando suas extremidades pude ver uma luz realmente brilhante, com raios luminosos, como jamais alguém viu, e me senti tão feliz ali, rodopiando e me movendo ao redor. Olhei para cima e falei: Senhor, estou aqui. Se tu quiseres, leva-me agora. Ele me devolveu tão depressa, que eu quase perdi o fôlego”. (Moody 77) Estes dois testemunhos mostram claramente a fronteira entre a vida e a vida após a morte, conforme acontece na EQM. Para que as pessoas possam narrar suas experiências, elas precisam voltar da EQM. A volta do mundo onde estiveram é muitas vezes extremamente difícil e até insuportável. É como abandonar uma pessoa amada.
No princípio, essas pessoas tiveram problemas para viver neste mundo, após terem compartilhado porções do outro. Contudo, o desejo de ficar no “outro mundo” também foi interrompido pela lembrança dos amados que elas haviam deixado aqui, especialmente no caso de mães com filhos pequenos. (Moody, 80).
Visto como esta experiência é de tal magnitude, ela resulta em grande efeito psicológico sobre as pessoas. Pessoas que tiveram uma EQM começaram a amar e aceitar os outros, sem quaisquer exigências ou condições impostas pela sociedade. (Lanning, Sec. 3-A). Isto acontece, provavelmente, porque a pessoa experimentou o amor universal e deseja difundi-lo. A incapacidade de reconhecer e verificar os limites, fronteiras e regras é outro efeito psicológico muito comum. (Sec. 3-B). As pessoas que usavam relógios se sentiram incomodadas, pois lhes pareceu que o tempo ali correu muito depressa (Sec 3-C).
O temor que alguns possam ter tido antes da experiência deve ter sido anulado, enquanto as coisas que eram confusas se tornaram claras (Sec. 4-D).
Ebrahimzadeh fazia muitas perguntas sobre a morte, desde que perdera o pai, na tenra idade. Após a EQM, todas as suas preocupações e insegurança foram resolvidas. (Ebrahimzadeh).
Muita gente também vai começar a se considerar como alma imortal, habitando atualmente numa forma mortal, da qual a alma imortal vai viajar para a próxima vida, abandonando o corpo físico. (Sec 3_F).
Muito embora tais experiências sejam um grande presente e generosidade, elas também podem ser confusas e podem desencadear sentimentos desconfortáveis. O efeito mais negativo nas EQMs é o morto ficar zangado, quando precisar abandonar o lugar onde se encontrava, para voltar ao mundo. Isto pode causar uma grande depressão, ao comparar a vida que ele tivera aqui, com a vida que lá experimentou. Muitos até imaginam que suas experiências não foram reais e por isso não gostam de falar sobre elas, imaginando que tudo não passou de uma quimera, de um sonho. (Lanning, Sec. 5).
O impacto da experiência sobre a vida da pessoa é o elemento conclusivo que conduz à “lição” aprendida, para o seu uso na experiência atual. Este elemento é definitivamente muito poderoso. Quando a pessoa volta à vida, sua atitude em relação à vida muda. Ela começa a sentir menos prazer nas idas aos shoppings, e se inclina mais e mais para as coisas da alma. (Ebrahimzadeh). Pessoas que experimentaram uma EQM também passam a viver uma vida completamente nova, totalmente diferente daquela que antes viviam. Elas tanto desfrutaram os momentos passados durante a EQM que perderam o medo de morrer. “Se fosse possível escolher entre minha filha e eu quem deveria morrer, eu escolheria a mim mesma... com um egoísmo consciente!”
Após termos visto todos estes elementos, não resta dúvida alguma de que existe uma vida após a morte... Então, se a resposta que tivemos é tão óbvia, por que não aproveitá-la, em vez de continuar vivendo uma vida sem sentido algum? Muitas vezes as pessoas receiam a morte, por isso não falam sobre a mesma. Ninguém gosta de falar do fim, mas se atentarmos às respostas aqui obtidas, poderemos verificar que não existe um fim, mas apenas um novo começo.
Não há razão para crer que todas estas experiências tenham sido apenas sonhos ou fantasias, visto ser improvável que 15 milhões de pessoas tivessem tido o mesmo sonho. O único motivo para se duvidar destas coisas poderia ser o fato de jamais termos experimentado as mesmas. Se apenas 2% da população da Terra tivesse sonhado, ainda assim elas mereceriam crédito pelo que sonharam, o mesmo valendo para as EQMs. E, certamente, estas nos oferecem mais insights factuais sobre a vida após a morte do que tivemos, até hoje. 
[N.T. - Quem teve uma experiência real de “novo nascimento” em Cristo não precisa de uma EQM para ser nova criatura. Tudo que é mundano perdeu o brilho e só nos alegramos naquilo que possa redundar em honra e glória para o Nome Santo do nosso Deus e grande Salvador Jesus Cristo. Neste ponto, o nascido de novo não teve uma EQM, mas uma verdadeira morte na cruz, para renascer na glória da eternidade, mesmo vivendo aqui, neste mundo perverso]. 

Dr. Aziz Khabirpour “What it is like to Die”, comentando o livro Near Death Experience, do Dr. Raymond Moody.
Traduzido e comentado por Mary Schultze, em 02/02/2011.
http://www.maryschultze.com/news.php?readmore=405

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