domingo, 25 de setembro de 2011

A igreja cristã vive um período de crise espiritual

QUANDO A CRISE MOSTRA A SUA FACE

Textos Áureo: Neemias - 1.1-7
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OBJETIVO: Mostrar  que somente uma liderança guiada e orientada por Deus pode enfrentar os tempos de crises.

INTRODUÇÃO: O livro bíblico de Neemias, com enfoque na liderança em tempos de crise. No estudo desa semana, destacaremos os aspectos contextuais do livro de Neemias, em especial o seu chamado. Em seguida, destacaremos o relacionamento que Neemias tinha com Deus. Ao final, apontaremos o valor da oração e alguns aspectos da liderança de Neemias, que se revelou ser guiada e orientada por Deus para enfrentar os tempos de crise.

1. NEEMIAS, CHAMADO EM TEMPO DE CRISE: Neemias é o último dos livros históricos do Antigo Testamento e registra a história do terceiro retorno dos judeus após o cativeiro. O livro destaca o período da reconstrução dos muros da cidade de Jerusalém, mas, principalmente, a renovação da fé do povo de Deus. A maior parte do livro foi escrita em primeira pessoa, sugerindo, portanto, que o próprio Neemias é o autor, ainda que os estudiosos concordem que Esdras, o escriba, teria sido o editor. A data aproximada para a composição do livro é 445 a 432 a. C, tendo como pano de fundo o reinado de Zorobabel, que liderou o primeiro retorno do povo a Jerusalém em 538 a. C. Em 458, Esdras liderou o segundo retorno, e finalmente, em 445, Neemias retornou com o terceiro grupo para reconstruir os muros de Jerusalém. O texto-chave do livro é Ne. 5.15,16: “Acabou-se, pois, o muro aos vinte e cinco de elul, em cinqüenta e dois dias. E sucedeu que, ouvindo-o todos os nossos inimigos, temeram todos os gentios que havia em roda de nós e abateram-se muito em seus próprios olhos; porque reconheceram que o nosso Deus fizera esta obra”. As principais personagens do livro de Neemias são: o próprio Neemias, Esdras, Sambalate e Tobias. Esse livro enfoca o cumprimento das profecias de Zacarias e Daniel a respeito da reconstrução dos muros da cidade de Jerusalém. O livro apresenta a seguinte divisão geral: 
 
1) Reconstrução dos muros de Jerusalém, dirigida por Neemias (1.1 – 7.73); 
2) Avivamento em Jerusalém liderado por Esdras (8.1 – 10.39);
3) Neemias promove a Reforma da Nação (9.38 – 13.1-31).

2. MESMO NA CRISE, NEEMIAS CONHECE O SEU DEUS: Neemias, contemporâneo de Esdras, servia na corte de Artaxerxes I (rei da Pérsia), como copeiro. Naquele contexto, ele soube que os exilados que se encontravam em Judá viviam em situação de opróbrio, principalmente porque a cidade estava em crise, Jerusalém não passava de ruínas. Diante daquela condição, Neemias orou ao Senhor, intercedendo pela condição do seu povo. Em resposta à oração, o copeiro do rei recebeu uma autorização para viajar até Jerusalém, enquanto governador, a fim de reerguer os muros da cidade. Neemias reconhecia a soberania de Deus, o Deus do céu (Ne. 1.5; 2.4,20). Diante da grandeza de Deus, Neemias sabia que o Senhor estava no controle de todas as coisas, e que seus desígnios não podem ser frustrados (Ne. 4.15) e que pode redundar em benção a cruel maldição (Ne. 13.2). O Deus de Neemias era digno de confiança, pois Ele cumpre Sua aliança para com aqueles que O amam e obedecem aos Seus mandamentos (Ne. 1.5; 9.32), Ele é fiel às Suas promessas (Ne. 9.8). Mas esse também é um Deus Santo, que mesmo assim perdoa os pecados daqueles que se arrependem (Ne. 1.6-7; 9.2). Por isso Ele é um Deus misericordioso, por esse motivo, quando o pecador se volta para Ele, a resposta é o perdão das ofensas e a restauração (Ne. 9.16-19), por isso Ele é reconhecido como um Deus de perdão (Ne. 9.17). A graça de Deus se manifesta pelo fato de Ele não tratar o pecador como merece, mas age em bondade, visando sempre um bem maior (Ne. 2.8,18). Ele não é um Deus ausente, que se esqueceu do homem, mas que, mesmo estando nos céus (transcendente), é sensível às necessidades do povo (Ne. 6.12) e que se revela, guiando-o na adversidade (Ne. 7.5).

3. ORAÇÃO E LIDERANÇA EM TEMPOS DE CRISE: A crise estava posta, o povo de Deus se encontrava em condição crítica. Neemias, ao ser chamado por Deus, revelou determinados atributos de liderança. Primeiramente, suas ações foram conduzidas pelas Escrituras. A partir das promessas bíblicas, Neemias conduziu os ditames da nação (Ne. 1.5,9; 4.20; 9.7-8,17). Mas Neemias não apenas lia a Torá, ele revelou ser um homem de oração. A autosuficiência tem minado a liderança de muitos líderes, que, por falta de oração, já não mais agem em conformidade com a vontade de Deus. Neemias começa sua atuação ministerial com uma oração na Pérsia (Ne. 1.3) e a conclui com uma oração em Jerusalém (Ne. 13.31). O livro de Neemias nos instiga à oração, haja vista que, diante da crise, a oração é um fator primordial para: a adoração (Ne. 8.6; 9.3,5), ação de graças (Ne. 12.24, 27,31,40,46), confissão (Ne. 1.4-7; 9.33-34), súplica (Ne. 1.11; 2.4) e intercessão (Ne. 1.3). No livro de Neemias existem orações de angústia (Ne. 4.4,5; 6.14; 13.29), de alegria (Ne. 12.43), por proteção (Ne. 4.9), de dependência (Ne. 6.9) e compromisso (Ne. 13.14, 22, 31). A história de Neemias se confunde com a sua vida de oração, pois é por meio da oração que ele encontra perspectiva (Ne. 1.11), que ele expande seus horizontes (Ne. 2.4) e focaliza sua visão (Ne. 2.12) e controla suas ansiedade (Ne. 4.8-9). Através da oração Neemias partilha suas tristezas (Ne. 1.4), confessa suas fraquezas (Ne. 1.6-7) e se conscientiza do seu trabalho futuro (Ne. 1.11). A espiritualidade de Neemias reflete em seu estilo de liderança. Eles foi um líder de compaixão e sensibilidade espiritual (Ne. 1.4), que buscava a orientação que vinha de Deus (Ne. 1.5-11), que demonstrou integridade (Ne. 1.6; 5.10), que pôs sua visão em objetivos sublimes (Ne. 1.3; 2.12), que estava ciente da sua vulnerabilidade (Ne. 2.2), que demonstrou habilidade para inspirar outros (Ne. 2.17,20), que reconheceu a necessidade de delegar tarefas (Ne. 3.1-22), que não desanimou diante das adversidades (Ne. 4.1-12), que revelou capacidade de adaptar-se às circunstâncias (Ne. 4.13-22), que estava disposto a fazer sacrifícios pessoais (Ne. 4.23).

CONCLUSÃO: A igreja cristã vive um período de crise espiritual, os muros da fé cristã, em solo brasileiro, estão arruinados. Os fundamentos da doutrina bíblica estão sendo substituídos por modismos distanciados da Palavra de Deus. Diante dessa situação, Deus está levantando homens e mulheres que não se dobram diante dessas deturpações. Quando a crise mostra a sua face, a liderança cristã não pode fazer concessões em relação à verdade. Como Neemias precisam ser sensíveis à causa do Senhor Jesus, manterem-se fiéis às Escrituras, priorizarem a oração, e o mais importante, conhecerem profundamente ao Senhor nosso Deus. PENSE NISSO!

Deus é Fiel e Justo!
      Clerisvaldo Ferreira da Silva        
                      CRC/BA-018030
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