sábado, 3 de setembro de 2011

Os Extremos da "Religião" nos dons e no fruto.

Todos os extremos são perigosos principalmente os provocados pela "religião" de exteriores. Devemos tomar muito cuidado para não cairmos neles no cristianismo evangélico.  A mornidão é um extremo condenado pelo Senhor na Igreja de Laodiceia ao contrário do fogo fátuo da de  Corinto, sendo esses dois exemplos desses extremos.

Devemos ter equilíbrio tanto no exercício dos dons como no exercício do fruto, pois também a busca unicamente dos frutos nos leva ao orgulho espiritual, quando nos achamos melhores por termos mais frutos aparentes que os outros, ou seja, nos tornamos  verdadeiras quitandas espirituais com frutos apodrecidos pelo orgulho. Pois os frutos não consumidos, acabam por se apodrecerem. Perigo esse que corremos quando somos crentes de quatro paredes nas Igrejas de programas. Nas reuniões devemos aprender e nos encher das virtudes do Alto para quando sairmos lá fora, lá onde os não alcançados famintos e sedentos estão para levar-lhes a mensagem da salvação em Cristo Jesus, nosso Senhor. O termo usado para salvação (sozo) significa além de salvação, também cura e libertação. O evangelho nos restaura por completo e não apenas por partes, pois ele é pleno.

Em alguns estudos gosto de comparar a vida espiritual a uma moeda de grande valor. Toda a moeda para ter valor necessita ter as duas faces: a cara e a coroa. Na moeda espiritual a cara é o fruto e a coroa os dons. Uma face não existe sem a outra, pois havendo uma face apenas numa moeda essa será falsa, sem valor para nada.

O nome dessa moeda espiritual é Ágape, ou o amor de Deus refletido em nós. Sem o amor ágape as nossas vidas espirituais serão tão somente um fracasso completo, o equivalente a enterrarmos a moeda que o Senhor nos deu igual ao servo infiel da parábola dos talentos. Um discípulo de Cristo sem amor não merece esse título, pois o discípulo é imitador do Mestre. E ELE nos amou profundamente nos dando vida e vida em abundância. Continua a nos amar tanto hoje como nos amou no dia de nossas conversões, como continuará nos amando até a eternidade que viveremos com Ele ou NEle em amor. Esse amor nos leva a produzirmos o fruto do Espírito e ao exercício dos dons do Espírito em benefício do próximo. O único dom para o benefício próprio é o de línguas, por isso é chamado o menor dos dons. Mas mesmo o menor dos dons é útil para a nossa edificação pessoal conforme I Coríntios 14.4, e quando interpretado ou traduzido serve para a edificação da Igreja - I Coríntios 14.5.



Não é sem motivo que o capítulo do amor - I Coríntios 13 - esteja entre dois capítulos que disciplinam o bom uso dos dons do Espírito Santo - 12 e 14. Também esse capítulo do amor fala do fruto do Espírito no verso 3: "Ainda que eu dê ao pobres tudo o que possuo e entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me valerá.
Sempre que amamos o próximo o maior beneficiado seremos nós próprios, pois a virtude exercida para o bem dos outros sempre passa por nós e nos deixa fortalecidos. Assim também o dom será fruto. Explico melhor, pois tendo os dons de cura, por exemplo, com amor vou exercê-lo para o benefício de meus queridos, dos meus próximos. Exercendo o dom da consolação vou levar a consolação do Espírito para o alívio e libertação dos sentimentos daqueles que necessitam cura para alma.

Tudo em nós deve vir do Senhor através de Seu Espírito que em nós habita, por isso devemos perseguir igualmente tanto os dons como o fruto do Espírito.

Um abraço do maninho Ivo.



Ivo Gomes do Prado - 
Reprodução total autorizada.

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