sexta-feira, 29 de julho de 2011

IGREJA NOS LARES - INTERCESSÃO – LIÇÃO 1



Jeremias 33.3 - Clama a mim e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes que não sabes.

A – DEFINIÇÃO:-
  • Ação de apresentar súplicas e petições a Deus, geralmente a favor de outros. Buscar o auxílio do Senhor.
A INTERCESSÃO DEPENDE DE:
  • Um sentido de solidariedade entre os homens, que o induz a buscar o bem do outro.
  • A convicção por parte do intercessor que Deus pode salvar ou abençoar a pessoa necessitada por quem se intercede.
EXEMPLOS DE INTERCESSORES

Apresentamos abaixo uma lista de pessoas que foram intercessoras, responda-nos porque foram intercessoras, para que intercederam e o resultado da sua intercessão. Pelos textos, sabemos que Deus responde a intercessão dos homens. 

  1. Abraão - Gênesis 18. 23-33.
  2. Moisés - Êxodo 32. 11-14, 21-24.
  3. Samuel  - I Samuel 7.5-10.
  4. Isaías e Ezequias - Isaías 37. 5-38.
  5. Daniel - Daniel 9. 1-19.
  6. Jesus - João 17. 9-21. 
  7. Paulo - Romanos 1.10.
  8. Nós - I Timóteo 2. 1-5.
TAREFA
  • Durante a semana faça um trabalho sobre as áreas nas quais nosso país necessita de intercessão.

  • Faça uma lista de textos de orações intercessórias que há na Palavra de Deus.

MCI

CASAS DE PAZ - LIVRAMENTO

Lição para Células



Josué. 2.1; 8-21; 6.24,25 (texto completos Josué. Capítulos 2-6)

























Pr. Elpídio Lourenço
celulael@terra.com.br
http://www.igrejabatistanet.com.br/licoes_igreja/listar_licoes_exibir.php?id=233

segunda-feira, 25 de julho de 2011

John Wesley e o Avivamento Wesleyano

"Eu me coloco em chamas, e o povo vem para me ver queimar" - John Wesley (respondendo à pergunta de como ele atraía as multidões)
 
"Eu considero todo o mundo como a minha paróquia; em qualquer parte que eu esteja, eu considero que é certo, correto e o meu sagrado dever declarar a todos que estejam dispostos a ouvir, as boas novas da salvação." - John Wesley
"Dai-me cem homens que nada temam senão o pecado, e que nada desejam senão a Deus, e eu abalarei o mundo." - John Wesley 
(Citações do livro "On Earth as it is in Heaven" por Stephen L Hill)
 
O Grande Reavivamento dos anos 1739 - 91 é freqüentemente chamado de Reavivamento Wesleyano. É que, embora Deus tivesse usado grandemente George Whitefield, os dois irmãos Wesley e dúzias de pregadores leigos para acender o fogo de reavivamento, John Wesley pregou em mais lugares, a mais pessoas e durante um maior número de anos do que os outros. Ele também fez mais para conservar o fruto do reavivamento. John Wesley foi claremente o líder escolhido por Deus para este impressionante despertamento espiritual. - Wesley Duewel, O Fogo de Reavivamento
 
John Wesley nasceu no dia 17 de junho de 1703, em Epworth, Lincolnshire, Inglaterra. Com dezessete anos ele começou estudar teologia na faculdade de Oxford, e recebeu sua diploma de bacharel em 1724 e seu doutorado em 1727. Ele foi consagrado ministro da igreja Anglicana (Igreja da Inglaterra) em 1724. John continuou na faculdade de Oxford, onde ele era membro do Conselho da Faculdade Lincoln e professor de grego. 

Em 1729 Charles Wesley, o irmão de John, e mais dois estudantes começaram um pequeno grupo que se reunia para oração, estudo bíblico e encorajamento mútuo. John logo tornou-se o líder do grupo, que era chamado o "Clube Santo". Eles usavam um sistema metódico de auto-exame e auto-disciplina, e por este motivo foram chamados de 'metodistas' por alguns. O grupo nunca cresceu muito, variando entre 10 e 15 membros, com um máximo de 25. Um outro jovem chamado George Whitefield juntou-se ao grupo depois de alguns anos, tornando-se um grande amigo de John Wesley. 

Em outubro de 1735 John e Charles Wesley viajavam para América como missionários, porém depois de um pouco mais que dois anos, John voltou a Inglaterra, em fevereiro de 1738, preocupado com sua própria salvação. "Fui para a América converter os índios", ele lamentou, "mas, oh, quem vai me converter?". Poucos meses depois, no dia 24 de maio, John teve uma experiência na qual ele obteve a certeza da sua salvação pelá fé. Poucos anos depois, John e outros membros do Clube Santo tiveram uma experiência poderosa de enchimento com o poder do Espírito Santo: 

No dia do Ano Novo, 1739, John e Charles Wesley, George Whitefield e mais quatro membros do Clube Santo fizeram uma festa de amor [santa ceia] em Londres. 'Cerca de três da manhã, enquanto estávamos orando, o poder de Deus caiu tremendamente sobre nós, a tal ponto que muitos gritaram de alegria e outros caíram ao chão (vencidos pelo poder de Deus). Tão logo nos recobramos um pouco dessa reverência e surpresa na presença da Sua majestade, começamos a cantar a uma voz: "Nós te louvamos, ó Deus; Te reconhecemos como Senhor"'. Este evento foi chamado de Pentecoste Metodista. - Wesley Duewel, O Fogo de Reavivamento
 
A partir deste dia, um grande avivamento começou. Dentro de um mês e meio, George Whitefield estava pregando para multidões de milhares, com John Wesley fazendo o mesmo dentro de três meses. Com apenas 22 anos de idade, Whitefield começou a pregar ao ar livre: 

As multidões aumentavam diariamente até chegar a vinte mil ouvintes. Os mais ricos ficavam sentados em seus coches e outros em seus cavalos. Alguns sentavam nas árvores e em toda parte o povo se reunia para ouvir Whitefield pregar. Todos eram às vezes levados a chorar, conforme o Espírito de Deus descia sobre eles. 
Whitefield continuava insistindo com Wesley para ir a Bristol e ajudá-lo. Em abril, Wesley ficou ao lado de Whitefield em Kingswood, ainda questionando se era adequado falar fora do prédio da igreja. Naquela noite Whitefield pregou sobre o Sermão do Monte. De repente compreendeu que Jesus também pregara ao ar livre. Whitefield voltou a Londres e no dia seguinte Wesley pregou então a três mil ao ar livre em Kingswood. Ele permaneceu em Bristol durante dois meses, mais ocupado do que nunca. Seus cultos das 7 horas da manhã de domingo geralmente tinham de cinco mil a seis mil ouvintes. 
Ali, para surpresa de Wesley, ele começou a observar o Espírito Santo convencendo poderosamente as pessoas de seus pecados enquanto pregava. Indivíduos bem vestidos, amadurecidos, repentinamente gritavam como se estivessem em agonia. Tanto homens como mulheres, dentro e fora dos prédios das igrejas, tremiam e caíam no chão, Quando Wesley interrompeu seu sermão e orava em favor deles, logo encontravam paz e rejubilavam-se em Cristo. 
Um quacre [membro de uma seita evangélica], grandemente aborrecido com os gemidos e gritos das pessoas que eram convencidas de seus pecados, foi repentinamente atirado ao chão em profunda agonia por seus próprios pecados. Depois de Wesley ter orado, o quacre exclamou: "Agora sei que és um profeta do Senhor". Cenas similares ocorreram em Londres e Newcastle. Wesley não encorajava essas reações emocionais e declarou que poderia haver casos de fingimento. Ele falava sempre em voz calma e controlada, sem mostrar emoção. Mas reconheceu também que o poder de Deus estava operando, convencendo e transformando pessoa após pessoa.
Wesley Duewel, O Fogo de Reavivamento
 
Whitefield continuo pregando a milhares, na Inglaterra e nos Estados Unidos, até sua morte, aos 56 anos, em 1770. Ele e o John Wesley tiveram uma diferença de teologia, com o Whitefield se tornando calvinista e associando-se à igreja Presbiteriana, porém os dois permaneceram grandes amigos. Sabendo das suas diferenças doutrinárias, alguém perguntou a Whitefield se ele achava que iria ver o John Wesley no céu. "Temo que não", ele respondeu, "ele estará tão perto do trono eterno, e nos tão distantes, que quase não veremos ele". 

O ministério de evangelismo do Wesley continuou a crescer, e ele começou a criar "sociedades de avivamento" nos lugares onde ele ministrava. Este grupos pequenos se reuniam para oração, encorajamento e estudo bíblico. No início Wesley encorajava os grupos a permanecer na Igreja na Inglaterra, mas diferenças com a igreja a respeita a seu estilo de pregação ao ar livre, sua mensagem de salvação pela fé, e sua utilização de leigos como pregadores e líderes das sociedades, levou ao estabelecimento da igreja Metodista. 

John Wesley viajou extensivamento, na Inglaterra e na Ámerica, e o fogo de avivamento se espalhou rapidamente. Em agosto de 1770 havia 29.406 membros, 121 pregadores e 50 zonas na Inglaterra e 4 pregadores e 100 capelas nos Estados Unidos. Quando Wesley morreu, no dia 2 de março de 1791, havia mais de 120.000 metodistas nas suas sociedades. 

http://www.avivamentoja.com/pmwiki.php?n=Passado.Wesley

sábado, 23 de julho de 2011

Formação de Líderes - A CURA DAS RAÍZES DE AMARGURA E O FRUTO DO ESPÍRITO - TOMANDO POSSE DO PERDÃO

A CURA DAS RAÍZES DE AMARGURA.

No estudo das parábolas proferidas no ministério terreno do Senhor Jesus Cristo acerca do perdão, vemos em Mateus 18.23-35, acerca do perdão.
  
23 Por isso o reino dos céus é comparado a um rei que quis tomar contas a seus servos;
24 e, tendo começado a tomá-las, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos;
25 mas não tendo ele com que pagar, ordenou seu senhor que fossem vendidos, ele, sua mulher, seus filhos, e tudo o que tinha, e que se pagasse a dívida.
26 Então aquele servo, prostrando-se, o reverenciava, dizendo: Senhor, tem paciência comigo, que tudo te pagarei.
27 O senhor daquele servo, pois, movido de compaixão, soltou-o, e perdoou-lhe a dívida.
28 Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos, que lhe devia cem denários; e, segurando-o, o sufocava, dizendo: Paga o que me deves.
29 Então o seu companheiro, caindo-lhe aos pés, rogava-lhe, dizendo: Tem paciência comigo, que te pagarei.
30 Ele, porém, não quis; antes foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida.
31 Vendo, pois, os seus conservos o que acontecera, contristaram-se grandemente, e foram revelar tudo isso ao seu senhor.
32 Então o seu senhor, chamando-o á sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste;
33 não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, assim como eu tive compaixão de ti?
34 E, indignado, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que pagasse tudo o que lhe devia.
35 Assim vos fará meu Pai celestial, se de coração não perdoardes, cada um a seu irmão.
 
O servo I devia a fortuna de 10.000 talentos * (valor praticamente incalculável de tão alto - vide no rodapé)  ao rei e foi perdoado. O servo II devia ao servo I a pequena quantia de 100 denários e não recebeu o perdão. Um denário era o valor de um dia de trabalho braçal.

Em virtude da falta de perdão o Rei suspendeu o perdão ao servo mau. O valor do perdão que recebemos do Senhor é incalculável, sendo as ofensas de qualquer pessoa a nós, por maiores que sejam, são insignificantes perto do perdão divino recebido.Com base na falta de perdão, veremos hoje acerca das raízes de amargura.

Devemos cultivar a cada dia o fruto do Espírito em nossos corações. Do estado que eles se encontrem vai depender esse cultivar, pois sabemos que os  espinheiros podem sufocar a boa planta e impedi-la de produzir frutos.

Nós estávamos espiritualmente separados de Deus e separação na Bíblia é igual a morte. Mas, através da redenção que há no sangue do Cordeiro, fomos vivificados, nascemos de novo no momento de nossa conversão. No novo nascimento o nosso espírito é recriado em Cristo Jesus e a nossa ligação com Deus é refeita. O nosso espírito já não pode ser tocado por satanás. Passa a existir o novo homem citado em Efésios 4:22-24, que é o homem espiritual em contraste com o velho homem que é o carnal.

O homem é constituído de corpo, alma e espírito, ou mais precisamente: somos um espírito que tem uma alma que habita num corpo. Somos assim hoje e o seremos novamente após a ressurreição, portanto em toda a eternidade.

As nossas emoções, desejos, vontades e raciocínios ou pensamentos residem na alma, também chamada de mente. O "inimigo" sabe que não pode atingir o espírito recriado, então "ele" ataca a alma, as emoções dos crentes, desde o ventre materno até o momento da morte física. Não podendo tocar em nossa salvação, o diabo vai querer impedir a produção dos frutos de uma vida santificada.

Muitos crentes vivem uma vida amarga, falando mal de outras pessoas, criticando a tudo e a todos. Outros têm medos, traumas e complexos. Não conseguem crescer em suas vidas materiais e espirituais, impedindo também o crescimento dos outros. Dos corações crescem verdadeiros espinheiros. Cortar apenas os ramos de espinhos, apenas mudar as circunstâncias, não vai resolver a causa do problema que está no coração.

Hebreus 12:15 nos diz: "Cuidem que ninguém se exclua da graça de Deus; que nenhuma raiz de amargura (raiz venenosa) brote e causa perturbação, contaminando muitos;"

O problema real está num lugar fora da nossa vista: na raiz, no coração, na alma e aí ele deve ser tratado. Uma fruta bichada é colocada na caixa junto com as outras sadias, mais tarde apodrece contaminando as demais. Assim é conosco, uma ferida não tratada provocará sofrimento a todo o corpo e quanto mais cedo for tratada, mais facilmente será curada. A falta de perdão, que estamos tratando aqui, é pior que uma fruta bichada e causa muitos danos à nossa vida e à nossa comunidade.

Fomos no passado, somos hoje e seremos sempre alvos do "maligno", não estamos imunes às suas investidas. Mas foi-nos providenciado algo grandioso, há um tratamento para nós, vem de Jesus Cristo através do Espírito Santo. O diabo é um vencido e nós somos vitoriosos, em Jesus.

O texto do profeta Isaías 53 versos 4, 5 nos mostra os quatro benefícios da cruz:-

Perdão dos pecados – "Ele foi transpassado pelos nossos pecados". Recebemos a salvação, nosso espírito foi recriado.

Libertação da iniqüidade – "Ele foi moído/esmagado pelas nossas iniquidades". Dá-nos um novo coração. Mat. 15.19 e Lucas 7.45.

Cura para a alma – "O castigo que nos traz a paz estava sobre Ele". Ver Salmo 23.3 e Salmo 41.4.

Cura para o corpo – "pelas suas pisaduras fomos sarados".

No salmo 103.1-5 temos descritos esses benefícios. Muitas pessoas têm alcançado apenas o primeiro benefício da cruz que é a salvação. Pensando ter  obtido automaticamente os demais não os buscam verdadeiramente. O crescimento espiritual e a santificação dependem da nossa vida com Deus em nosso dia a dia.

Voltemos a Hebreus 12:15 e vejamos:- Necessitamos impedir que a raiz de amargura brote e nos perturbe, pois isso acontecendo, muitos serão contaminados. Todo problema não resolvido em seu início, aumenta de volume a cada dia, ficando cada vez mais difícil solucioná-lo. Efésios 4:26-28 diz :- "Quando vocês ficarem irados, não pequem. Apazigúem a sua ira antes que o sol se ponha, e não dêem lugar ao Diabo".

A falta de perdão nos leva a grande raiz de amargura provocando-nos muitos males e até enfermidades como reumatismo, doenças da coluna, artrites, artroses, dores, úlceras, cânceres, etc. Por esse motivo muitas pessoas não são curadas e os frutos reais de uma vida cristã não são manifestados.

Devemos nos perdoar uns aos outros, pois Deus nos perdoou primeiro. O perdão é uma virtude a ser exercida. Quando oramos a oração do "Pai Nosso" dizemos:- "...e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também temos perdoado os nossos devedores..." esse é o perdão a ser exercido. Falando a alguém palavras de perdão podemos "não sentir nada", mas se o fizermos de coração, logo uma paz muito grande nos invadirá. Não devemos viver pelo que sentimos e sim pela Palavra de Deus, pela fé. Exercitemos o perdão, o amor e as demais virtudes do fruto do Espírito.

Em um coração curado, sem raízes de amargura, Cristo reina exercendo o controle total, e, em consequência, o fruto do Espírito fluirá em abundância, muitos frutos serão colhidos, para o engrandecimento do Reino de Deus.

Libertemo-nos das algemas de satanás, dos traumas do passado, do presente e do futuro, tomando posse da vitória completa em Jesus Cristo. Assim poderemos levar aos cativos e oprimidos não só nosso apoio mas, também a ministração do Evangelho Pleno, pois Jesus nos salva, cura, liberta e santifica.

Vamos orar perdoando todas pessoas a quem não conseguimos perdoar, àquelas que nos ofenderem, nos humilharam, desejaram nosso mal. Peçamos também o perdão do Senhor por termos abrigado em nosso coração a falta de perdão. 

Abrace quem está ao seu lado e lhe conte suas frustrações orando com ele, cumprindo-se assim Tiago 5.16a. ("Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros para serem curados").

"Sede pois imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave." Efésios 5: 1 e 2.

Ivo Gomes do Prado –

Tetos bíblicos:- versão NVI - Autorizado a cópia, impressão e uso mencionando a fonte.

* Da Wikipédia:- O talento de ouro ou prata era a unidade de moeda romanaGrécia Antigaromano. para grandes quantidades de dinheiro. O talento foi introduzido na e depois adaptado para o sistema monetário
Um talento era igual a 60 minas, que, por sua vez eram equivalentes a 100 dracmas. Sabendo que uma dracma era igual a 4,5 a 6 gramas de ouro ou prata, um talento significava entre 27 a 36 quilogramas de metal.

Nota Ivo - O valor de um talento hoje somaria mais de dois milhões de reais. O servo mau devia dez mil talentos ao seu senhor.

OS CRENTES BATISTAS E OS DONS DO ESPÍRITO SANTO

Isaias Andrade Lins Filho
I Co. 12:1-11

Não há como negar, seja o povo batista ou não, o Senhor Deus está realizando uma grande obra e, de algum tempo para cá, estamos vivendo um grande "mover do Espírito Santo", isto porque, não tenham dúvidas, o Senhor, à luz da Sua Palavra, está promovendo no meio do seu povo "um grande avivamento espiritual".

Numa época como esta, nada mais justo do que exercermos atitudes cautelosas em muitas e determinadas coisas.
Como Pastor desde meus 20 anos de idade, ordenado na Igreja Batista da Encruzilhada em Recife, hoje com 53 anos de idade, portanto 33 anos de Ministério, ouvi, estudei e aprendi dos grandes mestres e professores livros e estudos dirigidos, etc., muitas coisas que foram ministradas e ensinadas e, principalmente sempre li as lições dos "Pontos Salientes" da Escola Bíblica Dominical que eram ministradas nas nossas igrejas e uma das coisas que se ensinava e escrevia é que:
1) "os dons cessaram";
2) "não mais haveria a necessidade de manifestações dos dons" e,
3) "as manifestações dos dons eram necessárias naquela época apostólica para o povo poder crer ..."
Todavia, queridos leitores, nós sabemos que não é nada disto, os dons do Espírito Santo são uma evidência clara no meio do povo de Deus, os dons do Espírito Santo não são propriedades exclusivas de nossos amados irmãos em Cristo pentecostais ou assembleianos (a quem amamos e respeitamos), ou dos neo-pentecostais (os quais também amamos), hoje tantos, mas os "dons do Espírito Santo" são também uma clara evidência no meio do povo batista no Brasil e no mundo numa demonstração inequívoca  que a Palavra do Senhor é a mesma de ontem e será eternamente, pois o Senhor assim ministrou: "Passarão os céus e a terra, mas, as minhas palavras não haverão de passar ..." Mateus 24:35.
Não sei por que tanta gente tem medo de tratar deste assunto e de ministrar ao povo batista a grande verdade que o Senhor está a realizar grandes maravilhas, que o "mover do seu Espírito" é hoje uma realidade que ninguém pode negar.
Não tenham dúvidas que é por causa dessa omissão do líder batista de não querer se expor e dizer claramente ao povo que nós os batistas CREMOS NOS DONS DO ESPÍRITO SANTO, sabemos que, como diz a Bíblia Sagrada, "o Espírito Santo opera todas essa coisas, repartindo particularmente a cada um como quer ..." (I Co. 12:11), que, a "manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil ..." (I Co. 12:7), portanto se não for para ser útil, não será dada a manifestação nem será dado o Dom, é por causa dessa omissão que estamos vendo tantas distorções doutrinárias no meio do povo batista.
Humilde e submisso à vontade do Senhor é que pretendo escrever uma série de estudos sobre o assunto Dons do Espírito Santo e, para tanto, tenho orado e pedido as orações dos irmãos da Igreja Batista dos Mares da qual sou o Pastor, para que orem por mim, pois o que desejo nada mais é que a vontade da Palavra de Deus, nos próximos estudos adentrarei de maneira direta numa análise à luz da Bíblia sobre os "dons espirituais" e, pasmem, até sobre os "dons de línguas" incontestavelmente um tabu no meio do povo batista, mas uma realidade insofismável na vida do povo de Deus, contudo ensinaremos que ao ser exercido, mediante a dádiva do Espírito Santo, o é para edificação própria, pois o que "fala em língua estranha edifica-se a si mesmo" (I Co.14:4), este texto fala mesmo da "variedade de línguas, isto é, línguas que não correspondem a nenhuma língua conhecida por aquele que fala..." , conforme está explicado no rodapé da Bíblia de Estudos Almeida, da Sociedade Bíblica do Brasil, às páginas 252, do Novo Testamento, edição recente de 1999, Baureri, São Paulo), mas ninguém se espante porque também iremos dizer que "o amor" além de ser superior aos dons, é sem dúvida o elemento legitimador do uso dos dons na edificação do povo de Deus, o amor não deixa o crente presunçoso, orgulhoso, achando que é superior aos demais, nem "orando para que os outros crentes se convertam", pois, quem recebeu a Jesus e permanece fiel ao Senhor, dia após dia, não tem que se converter de novo, nem porque foi a um "encontro tremendo" é que agora se converteu. Cuidado! É bom ter calma, prudência, mas que Deus está fazendo uma grande obra, está !
Até ao próximo estudo !
Pr. Isaias Andrade Lins Filho, Pastor da Igreja Batista dos Mares. Teólogo, Mestre em Ciências da Religião, Doutor em Teologia e Advogado.
http://www2.uol.com.br/bibliaworld/igreja/estudos/espir008.htm

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Casas de Paz - 2 - “Conversão”

Lição para Células

 
Introdução: 
 
Como vimos na lição passada, vamos continuar estudando na palavra de Deus, sobre o que acontece em uma casa quando Jesus entra verdadeiramente nela.

Vimos como Jesus abençoou a Cornélio, sua família e até mesmo a todos que ali estavam, isto porque Cornélio abriu a porta da sua casa para Jesus entrar. Hoje vamos ver como Zaqueu, apesar de ser um grande pecador, foi transformado, perdoado e salvo com toda a sua família e assim a sua casa, bem como a de Cornélio, se tornaram em casas de paz. Vejamos pois algumas lições sobre Zaqueu.

I. Quem era Zaqueu e o que ele procurava em Jesus? Lc. 19.3a

II. Quais obstáculos Zaqueu teve que vencer para chegar a Jesus? 

a. Duas coisas: era chefe dos publicanos e era rico. Lc 19.2

b. Mais duas coisas: era de pequena estatura e a multidão era grande. Lc. 19.3

c. O seu próprio nome lhe era um obstáculo; Zaqueu significa puro e reto e sua vida era suja.

III. Quais foram as atitudes tomadas por Zaqueu que o levaram a uma vida transformada em Cristo?

a. Duas coisas: correu adiante... e subiu na figueira Lc. 19.4

b. Mais duas coisas: desceu da figueira e recebeu a Jesus. Lc. 19.5e6

c. Mais duas coisas: aceitou a palavra de Jesus e o levou para casa. Lc. 19.5-7; Jo. 14.23-24

d. Abriu o coração para corrigir o mal. Lc. 19.8

e. Passou a honrar o significado do nome “Zaqueu”. 1 Jo. 1.7

IV. Vejamos algumas palavras em destaque no encontro de Zaqueu com Jesus:

a. Destaque no verso 4 que diz: “havia de passar por ali” – hoje Jesus não passa por aqui – Jesus está aqui. Mt. 18.19-20

b. Destaque no verso 5 que diz: “hoje me convém pousar em sua casa” – hoje Jesus quer fazer parte da família. Mt. 28.20

c. Destaque nos versos 9 a 10: (ler). Jesus quer salvar a família toda.

d. Destaque no verso 6 onde lemos – “apressando-se...” isto fala de como o pecador não deve adiar a sua salvação.

e. Zaqueu foi salvo com toda a sua família e sua casa se tornou uma casa de paz.

f. Zaqueu não deixou Passar a oportunidade e deu os passos necessários para a o seu encontro com Deus, levando a bênção para a sua casa.

g. Hoje não é diferente para que alguém alcance a transformação em Cristo, os passos são: a) ouvir; b) arrepender; c) receber Jesus; d) batizar-se; e) ficar firme;

h. Como na casa de Zaqueu, Jesus quer dizer aqui também – “hoje veio Salvação a esta casa”

Amém.

Pr. Elpídio Lourenço
celulael@terra.com.br

terça-feira, 19 de julho de 2011

Enchei-vos do Espírito

  
“E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas ENCHEI-VOS DO ESPÍRITO”.
 
   Batismo no Espírito é um ato único e definido, como o novo nascimento, não se repete. Enchimento ou plenitude pode ser repetido. Os doze foram cheios do Espírito no dia de Pentecostes, e, no entanto lemos em Atos 4.31 foram cheios do Espírito Santo. Logo, a plenitude do Espírito pode repetir-se.

   Quando a pessoa recebe Cristo como Salvador, passa a ser morada do Espírito Santo como está em I Coríntios 3.16 e 6.19.

   Os onze apóstolos andaram com Jesus por espaço de três anos, e apesar disso, pouco fizeram na conquista de almas. Quando, porém, no Pentecostes foram batizados no Espírito Santo, deixaram de ambicionar cargos e começaram a trabalhar, e num só dia ganharam três mil para Jesus e nenhum deles buscou lugares especiais no Reino.

   O crente cheio do Espírito já renunciou os apetites da carne. Todavia, se der lugar a carne, não perde a salvação, mas entristece o Espírito, que fica apagado no seu coração. E o resultado é deixar as almas preciosas caminharem para o inferno.

   Outros, porem, desocupam o lugar que pertence ao Espírito, o Espírito ocupa esse lugar, o crente fica cheio do Espírito e começa a trabalhar (Atos 2.4).

   Quando o cálice do coração transbordar, como o de Pedro no Pentecostes, o crente se levanta e começa a trabalhar para glorificar o nome de Jesus. No poderoso derramar do Espírito no seu coração, o crente recebe dons, graça e poder e passar a ser um crente espiritual. E o mundo passa a ver Cristo nessa vida na sua beleza e majestade.

   Na carta aos Efésios Paulo descreve nossa eleição em Cristo, discute doutrinas em profundidade, mostra nossa luta com diabo, descreve as armas que estão ao nosso alcance para vencer as astutas ciladas do inimigo, e afirma como algo comum o crente ser cheio do Espírito: cheio para lutar, cheio para vencer, cheio para viver, cheio para testificar da vitória em Cristo (Efésios 5.18).

   Você deve ser cheio do Espírito como uma HERANÇA. O Senhor Jesus, repetidas vezes prometeu o Espírito. Ele iria para o Pai e o Espírito viria em seu lugar.

   Uma coisa é o Novo Nascimento, quando nós saímos das mãos do diabo e passamos para as de Jesus (Colossenses 1.13). Nossos pecados são perdoados e passamos a figurar no Livro da Vida do Cordeiro. Essa verdade é a principal em nossa vida. Os onze apóstolos do Senhor já pertenciam ao Senhor. Tinham o Espírito, mas o Espírito ainda não os possuíam. Uma pessoa que tem o seu nome no Livro da Vida do Cordeiro pode viver 20, 30 anos ou mais sem o batismo no Espírito, se morrer irá para o céu. Batismo no Espírito não é condição para ir para o céu, é necessário, indispensável para trabalhar na Seara do Mestre.

   João 7.37,38 na Festa dos Tabernáculos aponta Jesus se levanta e, proclama como a FONTE DA AGUA VIVA. E disse mais que os que cresciam nele teriam no seu interior uma fonte de água viva que fluiria para sempre. Essa promessa estava marcada para o tempo em que Jesus seria glorificado, cumprida com sua morte na cruz.

   A seguir para ser cheio do Espírito é necessário receber. Quando Jesus se despediu dos cristãos no Monte das Oliveiras, Paulo em I Coríntios 15.6 diz que Jesus ressurreto apareceu a mais de quinhentos irmãos. No entanto em Pentecostes estavam apenas 120 (Atos 1.15). Para onde teriam ido o maior numero? O fato é que só os 120 receberam Pentecostes. E os demais? Não receberam porque não obedeceram Lucas 24.49. Os 120 creram, esperaram e RECEBERAM.

   Para o crente receber a Plenitude do Espírito é preciso que ele sinta sua responsabilidade com
               Sua vida
               Sua família
               Sua Igreja.
               Com o mundo perdido. 

Faço falta no exército do Senhor. Vou me alistar nas suas fileiras. Fico as dispor de Jesus meu General. A clarinada já soou. Levantar-me-ei e irei. Vou lutar cheio do Espírito e voltarei trazendo as almas conquistadas.

               Sou soldado de Cristo
               Chamado para a luta
               Para um combate vitorioso, preciso ser cheio do Espírito
   Eis-me aqui, envia-me a mim. Usa-me, Senhor......

Pr. Enéas Tognini

sábado, 16 de julho de 2011



Gen. 2.7 "E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida; e o homem tornou-se alma vivente".
Deus soprou sobre o homem quando o fez ser vivente. Embora o fato não se repita, o todo o ser humano ao nascer recebe a consequência desse sopro: a alma e o espírito.

À humanidade nos é dado o poder de nos reproduzirmos, dessa forma passamos o sopro da vida aos nossos descentes.
João 20. 22 "E havendo dito isso, assoprou sobre eles, e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo".
O Senhor Jesus soprou sobre os discípulos o Espírito. 

Os discípulos receberam o sopro como evidência da salvação. Esse fato, que é o recebimento do Espírito, não ocorre mais visivelmente, no entanto sempre que alguém recebe a vida eterna, nasce de novo espiritualmente recebe esse sopro em sua vida. Permanecem as conseqüências do mesmo. 

Ao contrário do que muitos pensam esse sopro não foi simbólico, pois todos os atos na vida do Senhor Jesus foram reais.

Ao homem também foi dado o poder de através do testemunho da Palavra, passar o sopro de uma nova vida a outras pessoas.
Atos 2.2 "De repente veio do céu um ruído, como que de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados"
O terceiro sopro de Deus sobre o homem é o sopro do Dom do Espírito. O homem foi criado alma vivente através do sopro do Senhor derramado sobre a raça humana, ainda é salvo através da atuação do Espírito quando recebe pela fé o Senhorio de Cristo Jesus em suas vidas e o consequente sopro espiritual. Em terceiro lugar recebe o poder do alto quando lhe é transmitido o Dom do Espírito que em nós habita. Recebendo a capacitação e as armas espirituais para as grande batalhas a enfrentar.

O Senhor disse que receberiam poder ao descer sobre os discípulos o Espírito Santo no Pentecostes. Esse evento não mais se repete na história, mas os seus efeitos têm permanecido sobre a Igreja Neotestamentária. Todas as gerações através da história têm o testemunho do recebido desse sopro. Em nossa geração não tem sido diferente, pois se repete a cada dia.

Renovemos nossas vidas recebendo o sopro do Espírito ou sendo avivada a chama de nossa sujeição ao Espírito do Senhor.
Ivo Gomes do Prado

sexta-feira, 15 de julho de 2011

CASAS DE PAZ - A Salvação de Cornélio


Introdução: 

Este é um dia muito especial. Uma casa está com suas portas abertas para Jesus. O que esperamos é que aqui e nas casas de todos aqueles que entrarem nesta aliança de oito semanas, milagres aconteçam, famílias sejam restauradas, vidas sejam salvas, enfermos curados e cativos libertos.

Hoje vamos meditar sobre a história de um homem chamado Cornélio, que não somente recebeu a salvação em sua casa, mas também foi usado para trazer muitas outras vidas para viverem também aquela experiência com Deus. Vejamos, portanto alguns aspectos de como foi a salvação de Cornélio:


Vejamos quantas coisas que Cornélio fazia em sua vida religiosa e, no entanto não estava salvo:

1) Era piedoso e temente a Deus. At. 10.2a
2) Era piedoso e temente a Deus com toda a sua casa At. 10.2b
3) Ajudava as pessoas Carente. At. 10.2c
4) Buscava a Deus em oração. At. 10.2d
5) Jejuava. At. 10.30
6) Era justo e temente a Deus At. 10.22a
7) Era de bom testemunho At. 10.2b


1) Enviou homens a Jope. At. 10. 7-8
2) Preparou sua casa para receber a Pedro, tendo convidado seus parentes e amigos. At. 10.24.
3) Cornélio preparou o espírito do grupo para receber o mensageiro e a palavra de Deus. At. 10.27 e 33
4) Cornélio juntamente com todos os presentes creram em Jesus e foram salvos. At. 10:44-46 e 11.15-17
5) Foram batizados. At. 10.47-48
6) Cornélio bem como todos os convertidos rogaram que Pedro ficasse com eles por alguns dias. At. 10.48
7) Concluímos, pois que nasceu ali na casa de Cornélio uma verdadeira Casa de Paz.


1) Em primeiro lugar, Deus sabia que La em Cesareia havia um homem que procurava servi-lo. Em Apocalipse 5.6 lemos sobre os sete olhos e os sete espíritos de Deus. Os sete espíritos falam da onisciência de Deus e os sete olhos falam que Deus vê todas as coisas – assim Ele Deus via Cornélio... E vê cada um de nós...
2) Enviou um anjo e um semeador da paz (Pedro) At. 10.3-6
3) Tomou conhecimento do estilo de vida de Cornélio e das suas orações e esmolas. At. 10.4
4) Preparou a Pedro para a missão. At. 10.9-22
5) Deus envia Pedro para evangelizar a Cornélio. At. 10.19-20 e 23-24
6) Deus deu o arrependimento para salvação a Pedro e aos que estavam com ele. At. 11.18
7) Deus derramou o Espírito Santo sobre eles. At. 10.44-46 e At. 11.15-17

Conclusão 

É isto que Deus quer fazer em cada casa que abrir suas portas para receber Jesus. Ap. 3.20

Amém

Pr. Elpídio Lourenço – 08/05/2011

Pr. Elpídio Lourenço
celulael@terra.com.br
http://www.igrejabatistanet.com.br/licoes_igreja/listar_licoes_exibir.php?id=227

quinta-feira, 14 de julho de 2011

As Verdadeiras Promessas: uma critica à premiação promovida pela Rede Globo



A Bíblia possui muitas promessas. Alguns dizem que ela traz mais de trinta e duas mil delas, e não duvidamos. O próprio Jesus veio como confirmação de promessas (Rm 15:8) e elas são o consolo e a força dos Cristãos por todo o mundo, em todas as épocas. Porém, existem alguns que interpretam errado ou ignoram muitas das promessas da Escritura, torcendo a Palavra de Deus a fim de satisfazer os próprios deleites. Um exemplo disso é o recém criado “Troféu Promessas”, promovido pela Rede Globo e a Geo Eventos.

O “Troféu Promessas” se intitula como “a maior premiação da música evangélica”. Ele será entregue em um evento que será realizado em dezembro, tendo como principal proposta “reconhecer o trabalho daqueles que exaltam fielmente o nome de Deus por meio da música e o fazem com excelência, influenciando gerações”. Eles querem premiar os “destaques” da música gospel do ano de 2010 e 2011, honrando com a estatueta representantes de nove categorias: Melhor Grupo, Melhor Ministério de Louvor, Melhor Cantor, Melhor Cantora, Artista Revelação, Melhor Música, Melhor DVD/BluRay, Melhor CD e Melhor Evento.

Perdoem-nos a dureza, mas se esse troféu carrega alguma promessa, é a promessa de que viria “o tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, sentindo coceira nos ouvidos, segundo os seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos. Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos” (2 Tm 4:3,4).

O site explica que o troféu chama-se “Promessas” por que “Deus cumpre as Suas promessas e cuida para que a Sua Palavra seja cumprida”, baseando-se corretamente em Jeremias 1:12. Contudo, o que essa premiação não percebe é que ela vai diretamente contra promessas claras do evangelho, negligenciando a verdade de Deus.

Primeira promessa: Deus nos ensina por Sua Palavra

A primeira promessa que esse evento quebra é a de que Deus nos ensinaria tudo por meio de Sua Palavra. O próprio Cristo nos prometeu que o Espírito Santo nos ensinaria “todas as coisas” (Jo 14:26) e esse Espírito usa as Escrituras para nos informar sobre a vontade e as promessas do Pai, já que ela é suficiente para que sejamos perfeitos e perfeitamente preparados para tudo (2 Tm 3:16,17).

Onde a Escritura nos ensina a criar eventos para premiar nossos ministros de música? Em lugar nenhum! Não há qualquer mandamento ou promessa vinda de Jesus, dos apóstolos, dos profetas ou de qualquer escritor bíblico para que criemos tal coisa. Em Levítico 10:1, dois sacerdotes foram mortos por Deus, não por ir contra mandamentos dEle, mas simplesmente por fazer algo que Deus não mandou. Ou seja: Se não há mandamento, há proibição.

Concursos de adoração são tão anti-bíblicos como concursos de qualquer outra disciplina espiritual. Ora, se podemos fazer concursos de louvor, por que não fazermos um concurso de oração? Quem orar mais e melhor leva o troféu joelho roxo. Ou melhor, por que não um concurso de pregação? Quem pregar melhor leva o troféu garganta de ouro. Ou, para os pentecostais, um concurso de profecias? O que trouxer a melhor mensagem de Deus leva o troféu ungido de Jeová. Por que esses concursos seriam condenados por qualquer crente e os concursos de louvor são tratados como algo normal?

Músico, quando você aceita esse concurso e o acha coerente, você está desprezando a promessa de Deus que Ele revelaria sua vontade nas Escrituras e que nelas pautaríamos nossa conduta.

Segunda promessa: todo cristão é um sacerdote

A segunda promessa é ignorada logo no vídeo de apresentação do evento (vídeo acima), o qual dá a entender que os músicos são levitas e os únicos que podem carregar a arca e, assim, a presença e a glória de Deus. Contudo, a intenção de Deus desde Êxodo é que todo Seu povo fosse uma nação sacerdotal. Progressivamente, Deus mostra isso com Moisés, em Êxodo 19:6, antes de os filhos de Levi se ajuntarem aos que eram do Senhor (Ex 32) e serem, por isso, separado para servirem junto ao templo (cabe ressaltar que esse serviço não era musical até Davi! Levitas eram aqueles que cuidavam do templo). A promessa de uma nação sacerdotal precede e engloba o sacerdócio levítico e arâmico.

Essa revelação é retomada no Novo Testamento quando o véu é rasgado com a morte de Cristo, mostrando que todos podem ter acesso à presença de Deus, ao trono da graça pelo novo e vivo caminho que é Jesus, ao ter sua carne “partida”, como o véu (Hb 10:20); e ela é fechada pela chave de ouro de Apocalipse 5:10 (“e para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes”). Então, não, músico, você não é uma classe especial de cristão! Todo cristão é templo de Deus (1 Co 3:17), carrega a glória do Evangelho em seu vaso de barro (2 Co 4:7) e tem acesso direto a Deus (Ef 3:12) através de Cristo exclusivamente.

Ministro de louvor,quando você ressuscita o cargo de levita, fazendo-se diferente do “povo”   termo com um certo ar de desprezo que se refere àqueles que estão abaixo de sua magnânima “ministração” (sim, já estivemos no seu meio)   você está desprezando a promessa de Deus! Você se faz mediador no lugar de Cristo. Não! Você não “traz a glória de Deus” para os outros cristãos. Você não é mediador entre Deus e os homens. Só Cristo o é. Quando você está com seu microfone ou instrumento na mão, tudo o que você está fazendo é servindo à igreja (incluindo você mesmo) no louvor e na adoração coletiva a Deus. E Deus, através de Cristo, recebe nossa oferta como incenso suave e ministra mais da glória do Evangelho, através de Seu Espírito, em toda igreja. Aliás, se essa não é sua mentalidade, por favor, retire-se do seu serviço, você só está ferindo o povo de Deus.

Músico, quando você aceita o título de levita, você está desprezado a promessa de Deus de que todos seriam reis sacerdotes e a mediação única de Cristo.

Terceira promessa: a casa de Deus não será um covil de mercadores

A terceira promessa que esse evento ignora é a de que a casa do Deus Pai não seria feita de mercado. O próprio Cristo profetizou isso após fazer um chicote de cordas, virar mesas e expulsar os cambistas (Jo 2:15,16). Ora, se o amoroso e manso Jesus estivesse presente nesse evento, ele quebraria câmeras de filmagem, expulsaria os cantores e destroçaria os troféus, gritando: “os cristãos (atual casa de Deus) não devem comercializar sua adoração!”.

Será que é correto, diante de Deus, usarmos os talentos que Ele nos deu para enriquecer? Tudo isso não passa de um mercado sujo em que o mundo percebeu que pode lucrar – e os cantores “góspeis” querem levar “o seu” para casa. Cristo ensinou seus discípulos que eles deveriam cumprir o ministério sem esperar nada em troca, tendo no coração apenas a vontade de servir: “de graça recebestes, de graça daí” (Mt 10:8). Como podemos querer adorar em troca de premiações?

Músico, se você aceita adorar ao Senhor em troca de premiações e troféus, você vai contra a promessa de Deus de que a casa do Pai não seria um covil de mercadores.

Quarta promessa: sua recompensa virá de Deus

Se você pudesse ganhar um real hoje ou investi-lo e ganhar um milhão depois, qual seria sua escolha? Só um louco escolheria um real, não? Sim, e, se você está participando desta premiação, suas ações mostram que essa foi sua escolha. Só que você fez uma troca pior ainda. Você trocou a infinita e gloriosa recompensa de Deus pela patética, breve e pequena honra humana. Se você participar desse troféu, é só ele que você vai ter mesmo, porque você perdeu as gloriosas bênçãos celestiais reservadas por Deus pelo seu serviço.

Cristo foi bem enfático contra a busca dos fariseus por honra humana. Ele fez afirmações fortes, dizendo que eles tinham recebido plenamente sua recompensa (a humana) e  não receberiam a honra que vem de Deus e isso seria a causa de sua  incredulidade (Mt 6:5 e Jo 5:44). Por isso, Cristo recomenda praticarmos nossas ações em secreto, para somente Deus ver. E você andará nos passos dos fariseus se proceder pelo caminho do louvor terreno.

Além do mais, você estará fazendo amizade com o mundo e consequentemente inimizade com Deus. Sua atitude de buscar ser honrado “por seu excelente ministério” é um ato de traição contra Deus, um ato de incredulidade nas promessas divinas e uma demonstração que você não busca o Reino dos céus, mas o deste mundo. Você, ao buscar esse tipo de riqueza, está condenando a sua alma à diversos sofrimentos, à incredulidade e à apostasia (1 Tm 6:10)

Músico, se você busca a honra deste mundo, você vai contra a promessa de Deus de que Ele seria seu galardoador.

Quinta promessa: Deus exaltará seu Filho

Caro músico, há alguém mais apaixonado pela glória de Deus que você: Deus! Deus é a pessoa mais apaixonada e empenhada pela exaltação de Seu nome (Ml 1:11). O Pai está ativamente comprometido em exaltar o Filho (Jo 5:23), dando-lhe o Nome sobre todo nome, dobrando todo joelho diante dEle, fazendo toda língua proclamar Seu reinado e senhorio (Fp 2:9-11), colocando todo inimigo debaixo dos Seus pés (Hb 10:13).

Nossa pergunta é se você irá se juntar ao Pai em uma busca apaixonada pela exaltação do Filho ou buscará a exaltação do seu nome (disfarçando, óbvio, com algumas palavras de pretensa humildade quando receber o troféu).

Nosso profundo desejo é que neste ponto você possa clamar como o salmista: “Não a nós, SENHOR, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua benignidade e da tua verdade” (Sl 115:1).

Músico, quando você recusa as coisas deste mundo e busca fazer somente o que está na Palavra, juntamente com todo povo sacerdotal de Deus, reunidos em uma casa de oração, almejando somente a recompensa de Deus e juntando-se ao Pai na exaltação do Filho, você canta a melodia mais doce que há: JESUS, O ÚNICO DIGNO DE TROFÉUS.
Por Vinícius Musselman Pimentel e Yago Martins © Voltemos Ao Evangelho  voltemosaoevangelho.com e Cante as Escrituras canteasescrituras.com
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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Os Benefícios do Falar em Línguas

Por Luciano Subirá
Coisa alguma que Deus nos dá é sem valor. Nada, absolutamente nada que o Pai tem nos oferecido é em vão; tudo tem proveito e utilidade. Em sua grandiosa graça, ele nos concede suas dádivas com a finalidade de extrairmos os benefícios. O falar em línguas não é coisa sem importância. Ele foi dado para o nosso bem, para a nossa edificação. Nesta prática há benefícios que transformam nossas vidas. 


Visite: Gospel +, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel A maioria dos crentes que já foram batizados no Espírito Santo e passaram a falar em línguas, ainda não compreendeu o que receberam de Deus. Os conceitos são diversos, mas a grande maioria não vê um propósito no uso contínuo da linguagem sobrenatural de oração do Espírito Santo. 

Se quem fala em línguas já não vê um motivo claro para isto, o que esperar daqueles que ainda não falam? Mas quando a Igreja começar a enxergar o sublime propósito desta dádiva de Deus, haverá um anseio maior pela manifestação do falar em línguas. 

Já é tempo de compreendermos que mediante o uso das línguas podemos enriquecer nossa vida espiritual, edificando-nos a nós mesmos. Há bênçãos e vantagens a serem desfrutadas no uso desta prática. E sei que o apóstolo Paulo não pensava de forma diferente, pois chegou a ponto de declarar: “Dou graças ao meu Deus, que falo em línguas mais do que todos vós.” (1 Co.14.18) 

Caso não houvesse proveito algum nas línguas, será que Paulo agradeceria a Deus por isso? Você acha ainda que ele as usaria tanto, como ele enfatiza ao dizer que o fazia mais do que todos os coríntios? E olhe que os corintos falavam mesmo em línguas! Havia um uso intenso nesta igreja, que chegou até mesmo a transformar-se em abuso, que foi um dos motivos que fez com que o apóstolo escrevesse corrigindo-lhes. 

Note que ele não disse que falava em línguas mais do que eles no sentido de diversidade, mas a ênfase recai no valor da prática, o que claramente aponta para a quantia de tempo que ele investia nesta atividade. E por que agradecer a Deus por gastar tanto tempo falando em línguas? Está implícito que Paulo descobrira “uma mina de ouro”, uma fonte de poder e edificação! Como ele mesmo afirmou: “O que fala em línguas, edifica-se a si mesmo…” (1Co. 14.4.) 

O falar em línguas é um instrumento de edificação. Edificar é construir, fazer crescer, levantar algo. Do ponto de vista espiritual edificação significa crescimento; fala de construir algo mais sobre o alicerce da fé em Jesus. O falar em línguas acrescenta em nós, de forma paulatina, tudo o que necessitamos para o nosso andar em Deus. 

A OBRA DO ESPÍRITO SANTO 
 
Ao falar da linguagem sobrenatural de oração do Espírito Santo, é preciso que fique bem claro que há “uma sociedade” nesta manifestação. O Espírito Santo não fala em línguas, somos nós que o fazemos; mas por outro lado, não falamos de nós mesmos, somente o que o Espírito do Senhor nos inspira a falar. Se uma das partes desta sociedade faltar, não haverá a manifestação. 


Partindo, portanto, deste princípio, tenhamos em mente o momento em que esta manifestação inicia nas nossas vidas: quando recebemos o batismo no Espírito Santo. É exatamente neste momento, quando somos cheios do Espírito e encontramo-nos totalmente rendidos a ele, sob sua plenitude, que passamos a falar em línguas. 

Mas por que ao sermos cheios do Espírito falamos numa linguagem diferente? Qual o valor desta manifestação? Qual é a dimensão da edificação que se dá em nosso íntimo? 

O falar em línguas faz parte do propósito de Deus para as nossas vidas. É a ferramenta que o Espírito Santo usa para trabalhar em cada um de nós de forma mais profunda. 

O falar em línguas vai produzir em nossas vidas a totalidade do ministério do Espírito Santo. A linguagem sobrenatural de oração é uma ferramenta do Espírito de Deus para realizar em nós sua obra. E há um motivo especial porque o Espírito Santo toca justamente em nossa fala a partir do momento que vem sobre nós. 

A fala é um ponto estratégico, e o Espírito Santo não toca exatamente nesta área em vão. Tiago falou sobre o poder da fala: 

“Pois todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, esse é homem perfeito, e capaz de refrear também todo o corpo. Ora, se pomos freios na boca dos cavalos, para que nos obedeçam, então conseguimos dirigir todo o seu corpo. Vede também os navios que, embora tão grandes e levados por impetuosos ventos, com um pequenino leme se voltam para onde quer o impulso do timoneiro. Assim também a língua é um pequeno membro, e se gaba de grandes coisas. Vede quão grande bosque um tão pequeno fogo incendeia. A língua também é um fogo; sim, a língua, qual mundo de iniqüidade, colocada entre os nossos membros, contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, sendo por sua vez inflamada pelo inferno. Pois toda a espécie tanto de feras, como de aves, tanto de répteis como de animais do mar, se doma, e tem sido domada pelo gênero humano; mas a língua, nenhum homem a pode domar. É um mal irrefreável; está cheia de peçonha mortal”. – Tiago 3.2-8

 A ciência tem descoberto em nossos dias o que há dois milênios atrás o Espírito Santo já havia revelado a seu povo: que o sistema nervoso da fala influencia todo o corpo. Mas além da influência natural, a Bíblia está mostrando que a fala tem também uma influência espiritual; mostrando que quem estará no controle será sempre Deus ou o diabo. 

Qual a causa do Espírito Santo controlar justamente esta área tão estratégica de nossa vida ao encher-nos com seu poder? É porque por meio da fala ele poderá ampliar seu domínio em nós, e trabalhar com maior eficácia na execução do seu ministério! 

O Espírito Santo trabalha nos homens. Desde o Velho Testamento ele faz isto (Gn. 6.3). Ele convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo (João 16.8). O Espírito Santo está trabalhando neste exato momento, nos quatro cantos da terra, mesmo naqueles que ainda não conhecem a Deus. Entretanto, ele NÃO MORA DENTRO dessas pessoas, e elas nem sequer o conhecem, como declarou o Mestre bendito: 

“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro ajudador, para que fique convosco para sempre, a saber, o Espírito da verdade, o qual o mundo não pode receber; porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque ele habita convosco, e estará em vós”. – João 14.16-17 

Aleluia! Nós o conhecemos e ele habita em nós. Portanto, seu agir nas nossas vidas é muito mais profundo do que naqueles que ainda não são cristãos. Você imagina o quanto ele não vai agir em nós? 

Ele veio habitar em nós para cumprir a parte que lhe toca no propósito divino. Quando Paulo escreve a Timóteo, fala do bom depósito em nós (2Tm. 1.14); ou seja, há um investimento de Deus em nossas vidas! O propósito de Deus ao enviar o Espírito Santo para habitar em nós foi para que ele produzisse algo em nossas vidas. 

E saiba, com certeza, que o Espírito Santo não quer permanecer inativo. Habitar em você é parte do trabalho dele, e à medida que você se rende, o agir dele vai tornando-se cada vez mais intenso. O Espírito de Deus está em você para realizar a parte dele no propósito eterno de Deus; veio concluir a obra da redenção, pois esta é a parte que lhe cabe na ação da Trindade.


O PAPEL DO ESPÍRITO SANTO NA REDENÇÃO 
 
O arrependimento começa no homem por uma ação divina. Sabemos disto porque Paulo disse aos romanos que é a bondade de Deus que nos conduz ao arrependimento (Rm. 2.4). E quem está por trás disto? É o Espírito Santo; Jesus disse: “Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça, e do juízo.&r
dquo; (João 16.8.) 


Após o arrependimento, quando o homem exerce a fé em Jesus e na obra da cruz, é o Espírito Santo quem faz com que isto se torne realidade nele. Por isso se diz que ao nascer de novo, o homem é nascido do Espírito (João 3.6). E na carta a Tito lemos acerca do lavar da regeneração do Espírito Santo (Tt. 3.5), o que mais uma vez aponta para a atuação do Espírito na aplicação da redenção no homem.
Mas isto é apenas o começo. O reino de Deus tem três etapas básicas pelas quais o homem deve passar: porta, caminho e alvo. A porta é a entrada por meio de Jesus Cristo. O alvo é a chegada à estatura do varão perfeito e à glória celestial.

E entre a porta e o alvo, o que restou é o caminho. O Espírito Santo não apenas nos faz passar à porta, mas é quem leva-nos até o alvo, e para isto usa o caminho. 

O caminho é o período onde experimentaremos o tratamento de Deus em nós na vida cristã; é o meio pelo qual se vai ao alvo. E tudo isto é responsabilidade do Espírito Santo; é ele quem nos transforma de glória em glória na imagem do Senhor (2Co. 3.18), produz em nós seu fruto (Gl. 5.22-23), e leva-nos a andar e viver nele (Gl. 5.25). 

A Nova Aliança é chamada por Paulo de O MINISTÉRIO DO ESPÍRITO (2Co. 3.8), mostrando-nos seu papel de produzir em nós a obra de Deus. O Espírito Santo veio concluir a obra da redenção; é por isso que ele está em nós. E trouxe consigo uma linguagem de oração, para que por meio desta linguagem possa nos influenciar, uma vez que nossa língua é um meio tão estratégico para isto; pois como disse Tiago: se a língua do homem for controlada, com ela todo o ser da pessoa será também influenciado! 

É necessário ressaltar que este toque na língua não é “mágico”, precisamos sujeitá-la a cada novo dia. Não é apenas falar em línguas ocasionalmente, ou no dia do batismo no Espírito, mas dia-a-dia, de forma constante e perseverante. 

Mas o benefício divino desta linguagem está longe de ser apenas este, uma vez que não se trata apenas da língua estar sob controle, mas sim O QUÊ ela fala quando está sob controle do Espírito Santo. É preciso esclarecer que além do toque estratégico justamente na nossa fala, o Espírito nos leva a falar numa linguagem sobrenatural; e é O QUE FALAMOS sobrenaturalmente que produz os benefícios. 

Além de sujeitar-se ao Espírito do Senhor, de entrar nos seus domínios por meio da prática diária da oração em espírito, você também experimentará: 

1. Conhecimento por revelação.
2. A edificação da fé.
3. Vitória sobre a carne.
4. Cumprimento da vontade de Deus.
5. Sensibilidade espiritual.
6. Perfeito louvor.
7. Intercessão. 


São áreas pertencentes ao ministério do Espírito Santo e que serão trabalhadas mais profundamente em nossas vidas por intermédio do uso desta ferramenta. Passemos então a analisar cada um destes benefícios maravilhosos que Deus nos tem oferecido… 

(extraído do livro “O FALAR EM LÍNGUAS – A Linguagem Sobrenatural de Oração”,
de autoria de Luciano Subirá e publicado pela Orvalho.Com) 

http://estudos.gospelmais.com.br/os-beneficios-do-falar-em-linguas.html

Pr. Luciano Subirá – Ministério Orvalho
www.orvalho.com

A benção da poda

A benção da poda

“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o ramo que dá fruto ele o poda, para que produza mais fruto ainda.” (João 15:1-2)

Visite: Gospel +, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel Jesus, em sua suprema sabedoria, nos traz este ensinamento. Ele é a videira verdadeira, o Pai o lavrador, e nós, os seus ramos. Ao se referir a si próprio como a videira verdadeira, Jesus está implicitamente dizendo que existem videiras falsas. Para compreender isso melhor, Ele nos traz a figura da poda.

Note que somente os ramos que dão frutos é que são podados. Aquele que não dá fruto, o Pai simplesmente corta. Então, a poda existe para o ramo que trabalhou muito bem durante sua estação frutífera, a fim de prepará-lo para a próxima estação.

A poda de árvores varia de espécie para espécie. Para a videira, a poda é decisiva. Normalmente ocorre no inverno, entre uma estação e outra (depois do período de frutificação da estação anterior). A poda consiste basicamente em limpar e aparar aqueles galhos e folhas que, embora pareçam bonitos e belos, impossibilitarão a plena frutificação se não forem tirados.

Em nossas vidas, o Senhor nos poda com o objetivo de eliminar justamente esses galhos e folhas que parecem belos mas não são. A poda é dolorosa para nós.

Normalmente envolve abrir mão de alguma coisa não necessariamente má em si mesma, como: prioridades, poder, influência, dinheiro, tempo, títulos, sonhos ou qualquer outra coisa que possa vir a nos tirar do foco. Enfim, a poda vem para nos abençoar, retirando aquilo poderia nos impedir de frutificar em abundância e qualidade na próxima estação. A poda nos reflete o compromisso do Senhor com nossas vidas. Se ele não se importasse, simplesmente não podaria e nos deixaria secar dar mais frutos. A poda de Deus visa que o ramo alcance seu pleno potencial no Reino de Deus.

Ao observar uma árvore depois da poda, ela não terá um aspecto muito aprazível. Pelo contrário, parecerá “vazia”, “feia”. Mas estará preparada para o que ainda virá, para dar os frutos da próxima estação. Por outro lado, a videira falsa continuará parecendo bela, bonita, e estará cheia de galhos e folhas. Será inicialmente confundida com uma boa árvore por muitos. Mas o tempo passará, e ela não dará frutos em abundância e qualidade. Por isso, devemos nos sujeitar à poda do Senhor em nossas vidas, para desfrutarmos da bênção de sermos esvaziados de tudo o que não seja essencial para Ele, ainda que sejam coisas que parecem bonitas e desejáveis.

A poda de Deus não é disciplina. É preparação para um novo tempo, uma nova estação. A disciplina vem por causa de nosso pecado, para nos gerar arrependimento. A poda vem, não porque pecamos, mas porque temos dado frutos. E muitas vezes nos encontramos desgastados no próprio processo de frutificação, carentes de um renovo, de uma limpeza. Assim, para nos preparar para o que o Senhor sabe que ainda virá, a poda vem. Na disciplina o objetivo de Deus é nos corrigir. Na poda, o objetivo é nos preparar para mais um período de plena frutificação.

Resta a nós o desafio de tentar identificar os períodos em que estamos sendo podados pelo Senhor, e assim, descansar e confiar n’Ele, ainda que aos olhos dos homens não pareça. Os períodos de poda serão dolorosos, serão tempos de renúncia… mas o Senhor sabe de antemão para quê Ele está nos preparando, e quais são os galhos e folhas que Ele precisará aparar. Sempre existirão ramos mais cheios, que parecerão mais belas aos olhos dos homens, porém não darão frutos. A próxima estação virá, e o Senhor, mais do que ninguém, conhece nosso potencial para o Reino d’Ele, e o quer usar em sua plenitude!

Que o Senhor nos abençoe e continue a nos podar para sua glória,
Helder Assis

Integrante do Ministério Sacrifício Vivo ( www.sacrificiovivo.com ) e membro da Igreja Evangélica Capela do Calvário
e-mail: helder@sacrificiovivo.com