quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Catando os frutos da figueira.

Em meu afazer de catar frutas, nestes dias me dediquei a catar figos. Figos deliciosos como todas as frutas que o Senhor nos deu e que vou repartir com os amados que são produzidos pela figueira, a primeira espécie frutífera mencionada na Bíblia.

Saboreando alguns antes de repartir, fiquei pensando em quantas aplicações nós temos sobre o assunto através da Palavra de Deus, além do figo ser uma das sete frutas sagradas para os judeus (vide nota). São muitas, vou me ater a algumas.

Assim em minha busca em encontrar os frutos me deparei com diversas espécies de figueiras. A primeira estava linda, cheia de folhas que proporcionavam sombra para o calor do sol. No entanto ao procurar os frutos, infelizmente nada encontrei. Lembrei-me daquela figueira em que o Mestre foi colher os frutos para se alimentar, mas nada encontrou. Tal qual as igrejas ricas, com belos programas e shows de auditório, mas sem o principal que é o poder do Espírito Santo.

Em outra figueira pude ver muitas belezas com os olhos espirituais tais quais Igrejas formosas, ricas, opulentas, com seus shows e grandes oradores. Era uma igreja vibrante que impressionava todos os que passavam, especialmente ricos, políticos, empresários. No entanto nessa figueira, em nenhuma de suas ramificações não havia fruto algum. Apenas tinha nome e história que vivia, mas sem os frutos, de nada valia.

Chegando a outra pude ver outra Igreja também barulhenta onde os pequenos ramos apenas se preocupavam em seus crescimentos próprios, busca essa que era mais uma competição interna com os pequenos ramos competindo entre si e roubando a beleza uns dos outros. Também não havia os frutos que tanto buscava.

Em mais uma figueira pudemos ver que as folhas mesmo estando velhas, ainda se mantinham em seus lugares. Observei que eram folhas e ramos que não permitiam o renovar de seus ramos e folhas por causa de suas velhas e tolas tradições. No passado foi muito produtiva, mas do passado ficou apenas o ranço contra o renovar diário. Embora já tenha produzidos muitos frutos, hoje não mais os produz, razão pela qual também nada encontramos para colher.

Havia outras figueiras com diversas outras características boas aos olhos, mas igualmente improdutivas. Em algumas até havia frutos aparentes, frutos de péssima qualidade com sabor insuportável que não podiam ser chamados de frutos. Espiritualmente vimos que essas figueiras recusavam-se a produzir os bons frutos, não podiam os produzir, haviam se tornado estéreis para nada mais servindo. Fadados a serem cortados brevemente e serem lançados ao fogo, a serem vomitados da boca do Senhor a fim de darem lugar a novas e frutíferas figueiras, pois eram totalmente inúteis.

Mas não me cansei da busca, porque sabia que o Senhor ainda havia mantido figueiras produtivas. Pois sempre que muitas figueiras do pomar se recusam a continuar produzindo frutos, o Senhor lhes volta as costas, ordena que se sequem para serem queimadas. A atenção se volta àquelas que estão prontas para a produção de frutos. Às figueiras novas produzidas por enxertias produto das podas de galhos produtivos. Produzidas por sementes especialmente fecundadas pelo Espírito do Senhor.

Dei atenção a um canto onde os agricultores estavam cuidando de figueiras que permitiam que fossem tratadas. Algumas que haviam produzido muitos frutos e estavam cheia de ramos velhos permitiram que o cuidador fizesse uma grande poda em seus ramos. Foram retirados a maioria dos galhos dos ramos que já haviam frutificados para que novos brotos saíssem com vigor. E os galhos cortados eram selecionados para servirem para a germinação de novas mudas de figueiras.

Fazendo uma analogia com nossas vidas, entendemos que essa poda também nos é necessária, devem ser feitas com a constância que só o Senhor de nossas vidas pode determinar. Os ramos do orgulho, da falsa humildade, dos interesses próprios, de ranços denominacionais, das mágoas, das friezas, do falso intelectualismo, do pernicioso acomodamento espiritual, da falta de interesse, da falsa do repartir com os necessitados. Enfim uma lista imensa que devemos deixar nas mãos do Mestre para que Ele sonde as nossas vidas e veja tudo aquilo que nos impede de produzir os frutos de uma vida submissa ao Espírito Santo do Senhor.

Vi outra figueira cheia de frutos a qual permitiu que eu colhesses muitos de seus figos para poder repartir com os meus amados que estão me dando atenção a esta leitura. Meu desejo é o de repartir com todos, mas nem todos os aceitam, preferindo viver na mediocridade de suas vidas sem os bons frutos. Os frutos não são meus, foram produzidos pela figueira que recebe seus nutrientes através de suas raízes ligadas ao Senhor, ao Mestre amado.

Amados, as figueiras somos nós em particular. Paremos para pensar comigo como se encontram as nossas vida perante o Senhor. Vamos ver se estamos produzido os frutos do Senhor para saciar outras outras vidas, para levar a paz e a graça do Senhor produzidos pelo amor aos não alcançados que estão sedentos e famintos daquilo que o Senhor nos deu em abundância. Vamos juntos fazer o propósito de permitir que o Mestre faça o que for preciso em nossas vidas, mesmo que nos seja dolorido, mesmo que percamos muitas inutilidades que nos parecem valiosas. Mas que a vontade do Senhor e Mestre de nossas vidas em e através de nós se estabeleça neste mundo mau através da vinda do Reino de Deus a este mundo.

Amém amados. E que Deus comece por mim, é a minha prece neste momento, com lágrimas nos olhos! Me trata Senhor para que o Teu Nome seja exaltado e o eu seja diminuído.

Ivo Gomes do Prado - 09/11/2011.


No dia seguinte, depois de saírem de Betânia teve fome, e avistando de longe uma figueira que tinha folhas, foi ver se, porventura, acharia nela alguma coisa; e chegando a ela, nada achou senão folhas, porque não era tempo de figos. E Jesus, falando, disse à figueira: Nunca mais coma alguém fruto de ti. E seus discípulos ouviram isso. - Marcos 11.12-14.

Assim, porque és morno, e não és quente nem frio, vomitar-te-ei da minha boca. Apocalipse 03:16

Da Wikipédia: O figo é considerado um fruto sagrado para os judeus. Ele faz parte dos sete alimentos que crescem na Terra Prometida, segundo a Torá (Deut. 8.8), o Antigo Testamento dos cristãos. São eles: trigocevadauva, figo, romãoliva e tâmara (representando o mel).



terça-feira, 8 de novembro de 2011

O Tempora, O Mores: "Os Calvinistas Estão Chegando" [Por ocasião dos 4...

O Tempora, O Mores: "Os Calvinistas Estão Chegando" [Por ocasião dos 4...: O crescimento do interesse pela fé reformada em todo o mundo é um fato que tem sido notado aqui e ali pelos estudiosos de religião. Cres...

A mutreta da unção - A unção do Mar Morto


           Todo dia, os pastores neopentecas aparecem com uma novidade, no afã de conseguirem membros para as suas “sinagogas”. Eles já inventaram a “unção do riso de Isaque”, a  “unção da garrafa dágua”, a “unção dos quatros seres viventes”,  a “unção do cair no espírito”, a "unção de Arão",  a “unção do lençol ungido”, a “unção das meias ungidas”  e outras falcatruas, cada qual mais aberrante.

A última novidade, segundo informação recebida pela Internet, é a “Unção do Mar Morto”. Não consigo imaginar o bem que uma “Unção do Mar Morto” possa causar a quem nela acredita. Mas, posso imaginar o mal, porque, focalizando os olhos nesse tipo de engodo, o crente raquítico no conhecimento da Bíblia acaba caindo nas mãos dos vigaristas religiosos, dando dinheiro para essa turma de escroques, deixando até mesmo de comprar carne e leite, a fim de contribuir para “a obra do Senhor” e, ao mesmo tempo, ficar “ungido com a miraculosa água do Mar Morto”.

Em primeiro lugar, o termo "unção dos quatros seres viventes" não aparece em nenhum lugar das Escrituras. Em toda a história do Cristianismo, não existe qualquer referência à referida unção. Além do mais, os seres dizem: Santo, Santo, Santo, em vez de rugir, chorar ou fazer coisa parecida. Qualquer unção inventada pelos pentecas é uma aberração religiosa.

Em seu livro "Proteção contra o Engano", O Pastor Derek Prince falando sobre este assunto, cita manifestações que presenciou em cultos pagãos na África, onde as pessoas em transe recebiam "espíritos de animais" e começavam a agir como tais, rugindo como leão, dando cabeçadas em árvores igual aos elefantes e por aí vai. Não é preciso ir tão longe para presenciar esse tipo de coisa. Em terreiros de cultos afro-brasileiros também é comum esse tipo de manifestações. Quem tem experiência em lidar com pessoas possessas sabe que não é raro os demônios manifestados agirem como animais.

Parece que as igrejas evangélicas neopentecostais estão produzindo líderes mentirosos e ladrões, enquanto a Igreja Católica está produzindo pederastas, o que revela a proximidade da apostasia mundial!

         O louvor a Deus foi substituído por corinhos antropocêntricos, usando sempre a primeira pessoa do singular: eu quero voar como a águia, eu quero tocar nas tuas (de Cristo) vestes, etc., salientando, principalmente, a satisfação dos desejos carnais. Nessas igrejas “avivadas” usam-se músicas que destacam as conquistas pessoais, citando alguns versos do Antigo Testamento, totalmente fora do contexto, os quais falam das vitórias do povo hebreu (e não da igreja). Tudo é feito para agradar o ouvinte e não a Deus. Ninguém, até hoje,  compôs um “corinho” dizendo que deseja receber as maldições que Cristo lançou sobre os judeus, por não terem reconhecido o tempo da visitação do seu Messias. Mas, ficam desafiando o Diabo, com palavras assim: “Devolve o que é meu!”, achando-se mais fortes do que o arcanjo Miguel, o qual, “quando contendia com o diabo, e disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele; mas disse: O Senhor te repreenda”. Sem dúvida, esta é uma geração de cristãos muito poderosos!!!

Todo crente que recebe Jesus Cristo em sinceridade de fé e arrependimento dos pecados, torna-se, automaticamente,  ungido pelo Espírito de Cristo. Paulo diz em Romanos 8:14-17, o que acontece ao crente que nasce de novo pelo Espírito de Deus e uma das promessas bíblicas para este é que ele é ungido pelo Espírito Santo. Na 1 João 2:20,27, dirigida aos crentes, o apóstolo do amor diz: “E vós tendes a unção do Santo, e sabeis tudo... E a unção que vós recebestes dele, fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis”.
Imaginem João dizendo aos crentes: “Vocês precisam ir até o Mar Morto e apanhar uma porção de sua água salgada,  para se ungirem e poderem ficar cheios do Espírito Santo!”

Esses megalomaníacos pentecas vivem subtraindo e acrescentando coisas à Palavra de Deus escrita, incorrendo na maldição que se encontra no Apocalipse 22:18, usando a mesma filosofia rota, que um mórmon me passou, um dia: “Essa advertência se refere apenas ao livro do Apocalipse, não ao restante da Bíblia”  Ach Du, Mein Gott!

Mary Schultze, 07/11/2011 – www.maryschultze.com

A DIFERENÇA ENTRE A VIDA ETERNA E O REINO

         Há uma coisa que precisa estar clara para nós. Ter vida eterna é diferente de entrar no reino dos céus. Todos os que não conseguem ver a diferença entre vida eterna e o reino dos céus jamais terão clareza acerca  do caminho da salvação e do caminho da preservação. O Senhor Jesus disse que de João Batista até agora o reino dos céus é tomado por violência (Mt. 11:12). A lei e as profecias dos profetas terminaram com João (11:12-13). Baseados nessa palavra, alguns têm dito que precisamos ser violentos, isto é, devemos esforçar-nos para ser salvos. Se não nos esforçarmos, não seremos salvos. Uma pessoa diz isso porque não consegue dizer qual a diferença entre o reino dos céus e a vida eterna. Mas há diferenças.

            A primeira diferença entre ambos é em relação ao tempo. A vida eterna é para a eternidade, mas o reino não é para a eternidade. Quando o novo céu e a nova terra vierem, o reino dos céus passará. O reino dos céus denota o governo de Deus sobre a terra. O período do governo de Deus é o período do reino dos céus. A soberania de Deus na terra e Seu governo sobre a terra serão manifestados por somente mil anos. Que são os céus? O livro de Daniel fala sobre o governo dos céus (7:27). Portanto, o reino dos céus é a esfera na qual os céus governam. Quando o Senhor Jesus vier reger a terra, aquele será o tempo em que os céus governarão. Hoje quem governa a terra é o diabo, satanás (Jo. 12:31; 14:30; 16:11; II Co. 4:4). A política e a autoridade mundial hoje em dia são de satanás. O Senhor Jesus não reinará senão no período do reino dos céus (Hb. 2:8; 10:13). Mas o período no qual a autoridade dos céus será efetuada sobre a terra é muito curto (I Co. 15:24). O reino será entregue a Deus, o Pai. Portanto, há um limite temporal para o reino. Contudo, a vida eterna é para sempre. Todo o que lê I Co. 15 sabe que no início do novo céu e nova terra, isto é, na conclusão do milênio, o reino será entregue. Portanto,  há uma diferença temporal entre a vida eterna e o reino dos céus.

            A segunda diferença reside no método pelo qual o homem entra no reino dos céus e na maneira pela qual ele obtém a vida eterna. O recebimento da vida eterna é o assunto de todo o Evangelho de João. A maneira de obter a vida eterna é por meio do crer. Uma vez que cremos. Obtemos. Nunca lemos de outra forma. Contudo, entrar no reino dos céus não é uma questão simples. O Evangelho de Mateus menciona o reino dos céus trinta e duas vezes. Nenhuma vez é dito que o reino dos céus é recebido pela fé. Como um homem ganha o reino dos céus? (Mt. 7:21). Pode-se ver que a entrada no reino dos céus é mais uma questão de obra do que de fé. Em Mt. 5:3 não fala sobre vida eterna, mas sobre o reino dos céus. Para ter o reino dos céus, a pessoa precisa ser pobre no espírito. Não é necessário ser perseguido para receber a vida eterna, mas o reino é para os que têm sido perseguidos por causa da justiça. Mesmo se um homem tiver a vida eterna, se ele não tem sido perseguido por causa da justiça hoje e não é pobre no espírito, ele ainda não pode ter parte no reino.

            Há uma terceira diferença. É quanto à atitudes que os cristãos devem ter acerca da vida eterna e do reino dos céus. Com relação à vida eterna, Deus nunca nos disse para procurar obtê-la. Pelo contrário, toda vez que é mencionada, Ele nos mostra que já a temos. Entretanto, com relação ao reino, a palavra da Bíblia diz que devemos procurar obtê-lo e busca-lo diligentemente. Hoje, em se tratando do reino, estamos no estágio de busca; ainda não o obtivemos. Ainda temos de empregar esforço para buscar e persistir em obter o reino.

            A quarta diferença reside na maneira como Deus considera o reino e a vida eterna. Deus considera a vida eterna como um presente; ela é dada a nós (Rm. 6:23). A vida eterna é uma graça gratuita; ela é dada por meio do Senhor Jesus para todos aqueles que creem nEle. Não existe diferença entre alguém que busca e alguém que não está buscando. Contudo, o mesmo não ocorre com o reino. Lembre-se da mãe de Tiago e João, que veio ao Senhor Jesus querendo que o Senhor fizesse com que seus dois filhos se sentassem um de cada lado dEle no reino ((Mt. 20:21-23). A graça é obtida uma vez que O invocamos. Mas o reino depende  se alguém pode ser batizado em Seu batismo  e pode beber o cálice que Ele bebeu. Ambos os discípulos disseram que podiam. Todavia, o Senhor disse que apesar de terem prometido que o fariam, a questão estaria sob a decisão do Pai.

            Além disso, o criminoso que foi crucificado juntamente com o Senhor, fez um pedido a Ele (Lc. 23:42). O Senhor o ouviu, mas Ele não concedeu o seu pedido. O criminoso pediu que o Senhor se lembrasse dele quando o Senhor recebesse o reino. O Senhor Jesus não lhe respondeu que ele estaria com Ele no reino, mas no paraíso (vs. 43). O Senhor não lhe respondeu sobre o reino. Mas Ele lhe deu uma resposta com relação ao paraíso. Uma vez que O invoquemos, podemos ir ao paraíso. Contudo, não é tão simples ir ao reino. Portanto, há uma grande diferença aqui. A atitude de Deus para com a vida eterna e o reino dos céus é diferente; um é o presente de Deus e o outro é a recompensa de Deus.

            A quinta diferença. Ap. 20 mostra-nos que os mártires recebem o reino, embora não diga que sejam os únicos a receberem-no (vs. 4). A Bíblia, entretanto, nunca nos mostra que o homem deve ser martirizado a fim de receber a vida eterna. Entretanto, o reino é diferente. O reino requer esforço. Até mesmo requer o martírio para obtê-lo. Por exemplo, a pobreza é uma condição para o reino dos céus. Para obter o reino dos céus, a pessoa precisa perder suas riquezas. A Bíblia nos mostra claramente que nenhuma pessoa  na terá que seja rica segundo seus próprios meios pode entrar no reino dos céus. Não podemos dizer que nenhum rico possa ser salvo. Não podemos dizer que ninguém pode entrar na vida eterna se não quiser perder suas riquezas. Assim como é difícil um camelo passar pelo fundo de uma agulha, da mesma forma é difícil um rico entrar no reino dos céus (Mt. 19:24). Todavia, você já ouviu dizer que por ser impossível um camelo passar pelo fundo de uma agulha, da mesma forma é impossível que um rico seja salvo e tenha vida eterna? Graças ao Senhor! O pobre pode ser salvo, assim como o rico o pode. Contudo, entrar no reino dos céus é um problema para o rico. Se acumularmos riquezas na terra, não seremos capazes de entrar no reino dos céus. É óbvio que isso não significa que alguém tenha de desistir de toda a sua riqueza hoje. Estou dizendo que a pessoa tem de entregar toda a sua riqueza ao Senhor. Somos apenas administradores. Não somos donos da casa. A Bíblia nunca reconhece um cristão como o dono do seu dinheiro. Cada um é apenas o administrador do dinheiro que é para o Senhor. Todos nós somos apenas os administradores do Senhor. Existe esta condição para entrar no reino.

            Há outra coisa muito peculiar. Não se vê as questões de casamento e família envolvendo a questão da vida eterna. Mas o Evangelho de Mateus nos diz que alguns não se casam por causa do reino dos céus (19:12). A fim de entrar no reino dos céus e ganhar um lugar no reino, eles escolheram permanecer virgens. Ninguém vê a vida eterna sendo negada a uma pessoa casada. Vemos que a questão da vida eterna não está de forma alguma relacionada à família e ao casamento, mas a questão do reino está muitíssimo relacionada à família e ao casamento. Esta é a razão da Bíblia dizer que aqueles que têm esposa devem ser como se não a tivessem. Os que se utilizam do mundo devem ser como se dele não se utilizassem, e os que compram como se nada possuíssem (I Co. 7:29-31). Isso tem mesmo a ver com a nossa posição no reino dos céus.

            Finalmente, temos de mencionar outra diferença. No reino, há diversos níveis de graduação. Mesmo que os homens sejam capazes de entrar no reino, há diferença na posição que eles ocupam ali. Alguns receberão dez cidades, outros receberão cinco (Lc. 19:17-19). Alguns receberão meramente uma recompensa, mas outros receberão um galardão. Alguns ganharão uma rica entrada no reino (II Pe. 1:11). Alguns entrarão no reino sem uma rica entrada. Portanto, existe uma diferença de graduação no reino. Mas nunca haverá uma questão de graduação com relação à vida eterna. A vida eterna é a mesma para todos. Ninguém receberá dez anos a mais que o outro. Não existe diferença na vida eterna, todavia no reino há diferença.

            Se alguém ponderar um pouco, perceberá que na Bíblia o reino e a vida eterna são duas coisas absolutamente diferentes. A condição para a salvação é a fé no Senhor. Além da fé, não há outra condição, pois todos os requisitos já foram  cumpridos pelo Filho de Deus. A morte de Seu Filho satisfez todas as exigências de Deus. Mas entrar no reino dos céus é outra questão: requer obras. Hoje um homem é salvo pela justiça de Deus. Mas não podemos entrar no reino dos céus a menos que nossa justiça exceda a dos escribas e fariseus (Mt. 5:20). A justiça no viver e na conduta de uma pessoa deve ultrapassar a dos escribas e fariseus para que ela possa entrar no reino dos céus. Portanto, pode-se ver que a questão da vida eterna é completamente baseada no Senhor Jesus. Contudo, a questão do reino está baseada nas obras do homem. Não estou dizendo que reino é melhor que vida eterna, mas Deus tem um lugar tanto para um como para outro. 
W.Nee