terça-feira, 17 de abril de 2012

Criando motivação para o evangelismo na EBD

Por Pastor Davi Freitas de Carvalho

Ensinar a Palavra de Deus é uma das formas mais agradáveis de evangelizar. 
Quão importante é o evangelismo para você, querido professor? Você se sente motivado a, diariamente, levar Cristo aos perdidos?
Neste artigo, vamos descobrir algumas razões que a Bíblia oferece para nos mantermos motivados na tarefa de evangelizar.

Lucas 19.10 – “Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido”.

A primeira razão para nos manermos motivados a evangelizar é a terrível condição dos perdidos: morte e separação. Dentre as parábolas empregadas por Lucas, exemplifica a relação perdição e morte o filho pródigo, que representa a condição errante da humanidade em relação ao Pai. Foi dito acerca dele, quando regressou para o convívio paterno: “porque este meu filho estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado”. Assim é a condição do pecador, morto em delitos e pacados e afastado de Deus e suas bênçãos (Ef 2.1).
As pessoas que conhecemos, e com as quais convivemos, que não têm Cristo como Salvador e Senhor estão nessa condição. Reconhecer esse fato irá, realmente, nos motivar. Evangelizamos, pelo ensino da Palavra de Deus, para resgatar o pecador dessa terrível condição.

Daniel 12.2 – “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno”.

A segunda razão bíblica a nos motivar ao evangelismo é a certeza da eternidade. Não podemos viver como se nossa existência e a de nossos conhecidos fosse acabar coma morte física. A Bíblia afirma que todos os homens vão experimentar a existência eterna, depois da ressurreição, com dois destinos possíveis: a vida eterna, garantida para nós a partir da presença real de Cristo, pela fé, ou o desprezo eterno. Evangelizamos, pelo ensino da Palavra de Deus, para que os pecadores possam receber o dom da vida eterna, depois desta vida.

2Tessalonicenses 1.9 – “...os quais sofrerão, como castigo, a perdição eterna, banidos da face do senhor e da glória do seu poder”.

Neste versículo, Paulo descreve o destino das pessoas que não conhecem a Deus, não lhe obedecem nem ao evangelho de Jesus Cristo: o inferno.
Nós, que ensinamos a Palavra de Deus, devemos levar em conta que está em curso uma certa estilização do inferno, popularizado pelos filmes de Hollywood. Inocentes crianças são descritas a manipular atos de bruxaria e feitiçaria (Harry Potter), heróis que passeiam pelo inferno e voltam (Constantine) e tantos outros efeitos especiais diminuem o sentido real do horror do inferno, como local de banimento eterno, da presença gloriosa de Deus. 
Seremos motivados ao evangelismo se pensarmos que não é esse o destino escolhido por Deus para os seres humanos. Mateus 25.41 afirma que o inferno foi “preparado para o Diabo e seus anjos” e não para os homens. Evangelizamos, pelo ensino da Palavra de Deus, para que os pecadores possam evitar o trágico destino eterno do inferno.

Isaías 43.11 – “Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não há salvador”.

A quarta razão a nos motivar ao evangelismo é o caráter exclusivo da salvação em Cristo Jesus. 
Muitas pessoas andam enganadas pela ideia de que, no fim das contas, por seu caráter bondoso, Deus vai salvar todas as pessoas. Isaías estava profetizando a exclusividade de Cristo para a salvação do pecador. Jesus cumpriu a profecia para reafirmar, em seus dias: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (Jo 14;6).
Evangelizamos, pelo ensino da Palavra de Deus, para que os pecadores reconheçam em Jesus Cristo a única esperança de sua existência. Nossos familiares e amigos, por melhores que sejam, em caráter e conduta, não podem escapar dessa prestação de contas, pois Jesus é o Mediador da salvação.

2Coríntios 5.14a; 1Coríntios 13.5b – “Pois o amor de Cristo nos constrange... não busca os seus prórios interesses”.

A quinta razão a nos motivar ao evangelismo é a força propulsora do amor de Cristo em nós. Ser constrangidos pelo amor é o mesmo que ser “governados”, “dirigidos” por ele. O exemplo é o de Cristo que, por amor, deu-se como sacrifício em nosso lugar. Quem ensina a Palavra de Deus deve fazê-lo por amor a Cristo e sua obra. É o resultado natural de um coração agradecido a Deus, pela própria salvação, a renúncia própria em prol do outro, que carece. 
Se afirmamos ter o amor de Deus em nós, certamente, haverá em nós uma preocupação real com os perdidos.

Atos 1.11 – “Esse Jesus, que dentre vós foi elevado para o céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir”.

Outra excelente razão bíblica a nos motivar ao evangelismo é a promessa do retorno de Cristo. Isso nos leva à urgência de pregar o evangelho enquanto é tempo, pois depois de sua vinda não havará oportunidades de salvação. Jesus vem como juiz.
Somos importantes instrumentos divinos, ao ensinar sua Palavra, cooperando com um Deus que “é longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se” (2Pe 3.9b).
Você sente o peso dessa responsabilidade, ao ensinar? Deveria. Jesus Cristo insite com os seus filhos a que sejam produtivos, enquanto aguardam o seu retorno: “E este evangelho do reino será pregado no mundo inteiro, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim” (Mt 24.14).

Efésios 3.10a – “para que agora a multiforme sabedoria de Deus seja manifestada, por meio da igreja...”

Esse é o jeito de Paulo descrever a tarefa da grande comissão, deixada por Jesus aos discípulos (Mt 28.18-20), e que, agora, é tarefa da igreja.
A Escola Bíblica Dominical é o lugar por excelência da manifestação da sabedoria de Deus, isto é, de como o pecador pode se tornar justo diante de Deus por meio da fé em Cristo.
Você está fazendo bem o seu trabalho? Deveria. Pois cabe aos professores da Palavra de Deus a grande responsabilidade do discipulado (instrução e ensino).

Estas são apenas sete razões que nos levam ao evangelismo sob a forma do ensino. Antes de iniciar sua jornada educacional dominical, pense um pouco em cada uma delas. Depois, escreva uma lista de pessoas que conhece e com quem mantém contato e pense em estratégias que poderá usar para inteirá-las acerca da vontade que Deus tem de salvá-las.
Ore por essas pessoas, diariamente, para que ouçam, para que creiam, para que sejam salvas. E, à media que for percebendo seu progresso, agradeça a Deus pelo provilégio de ser seu instrumento de justiça.


Pastor Davi Freitas de Carvalho
Juerp, RJ

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