domingo, 26 de agosto de 2012

Carta Aberta aos Grupos de Louvor


James K.A. Smith – 

Querido Grupo de Louvor,
Eu aprecio muito a sua disponibilidade e desejo de oferecer seus dons a Deus em adoração. Aprecio sua devoção e celebro sua fidelidade — arrastando-se para a igreja cedo, domingo após domingo, separando tempo para ensaiar durante a semana, aprendendo e escrevendo novas canções, e tantas coisas mais. Assim como aqueles artistas e artesãos que Deus usou para criar o tabernáculo (Êxodo 36), vocês são dispostos a dispor seus dons artísticos a serviço do Deus Triuno.
Portanto, por favor, recebam esta pequena carta no espírito que ela carrega: como um encorajamento a refletir sobre a prática de “conduzir a adoração”. A mim parece que vocês frequentemente simplesmente optaram por uma prática sem serem encorajados a refletir em sua lógica, sua “razão de ser”. Em outras palavras, a mim parece que vocês são frequentemente recrutados a “conduzir a adoração” sem muita oportunidade de parar e refletir na natureza da “adoração” e o que significaria “conduzir”.
Especificamente, minha preocupação é que nós, a igreja, tenhamos involuntariamente encorajado vocês a simplesmente importar práticas musicais para a adoração cristã que — ainda que elas possam ser apropriadas em outro lugar — sejam prejudiciais à adoração congregacional. Mais enfaticamente, usando a linguagem que eu empreguei primeiramente em Desiring the Kingdom¹, às vezes me preocupo de que tenhamos involuntariamente encorajado vocês a importar certas formas de execução que são, efetivamente, “liturgias seculares” e não apenas “métodos” neutros. Sem perceber, as práticas dominantes de execução nos treinam a relacionar com a música (e os músicos) de certa maneira: como algo para o nosso prazer, como entretenimento, como uma experiência predominantemente passiva. A função e o objetivo da música nestas “liturgias seculares” é bem diferente da função e o objetivo da música na adoração cristã.
Então deixe-me oferecer apenas alguns breves conceitos com a esperança de encorajar uma nova reflexão na prática da “condução da adoração”:
1. Se nós, a congregação, não conseguimos ouvir a nós mesmos, não é adoração. A adoração cristã não é um concerto. Em um concerto (uma particular “forma de execução”), nós frequentemente esperamos ser sobrepujados pelo som, particularmente em certos estilos de música. Em um concerto, nós acabamos esperando aquele estranho tipo de privação dos sentidos que acontece com a sobrecarga sensorial, quando o golpe do grave em nosso peito e o fluir da música sobre a multidão nos deixa com a sensação de uma certa vertigem auditiva. E não há nada de errado com concertos! Só que a adoração cristã não é um concerto. A adoração cristã é uma prática coletiva, pública e congregacional — e o som e a harmonia reunidos de uma congregação cantando em uníssono é essencial à prática da adoração. É uma maneira “desempenhar” a realidade de que, em Cristo, nós somos um corpo. Mas isso requer que nós na verdade sejamos capazes de ouvir a nós mesmos, e ouvir nossas irmãs e irmãos cantando ao nosso lado. Quando o som ampliado do grupo de louvor sobrepuja às vozes congregacionais, não podemos ouvir a nós mesmos cantando — então perdemos aquele aspecto de comunhão da congregação e somos encorajados a efetivamente nos tornarmos adoradores “privados” e passivos.
2. Se nós, a congregação, não podemos cantar juntos, não é adoração. Em outras formas de execução musical, os músicos e as bandas irão querer improvisar e “serem criativos”, oferecendo novas execuções e exibindo sua virtuosidade com todo tipo de diferentes trills e pausas e improvisações na melodia recebida. Novamente, isso pode ser um aspecto prazeroso de um concerto, mas na adoração cristã isso significa apenas que nós, a congregação, não conseguimos cantar junto. Então sua virtuosidade desperta nossa passividade; sua criatividade simplesmente encoraja nosso silêncio. E enquanto vocês possam estar adorando com sua criatividade, a mesma criatividade na verdade desliga a canção congregacional.
3. Se vocês, o grupo de louvor, são o centro da atenção, não é adoração. Eu sei que geralmente não é sua culpa que os tenhamos colocado na frente da igreja. E eu sei que vocês querem modelar a adoração para que nós imitemos. Mas por termos encorajado vocês a basicamente importar formas de execução do local do concerto para o santuário, podemos não perceber que também involuntariamente encorajamos a sensação de que vocês são o centro das atenções. E quando sua performance se torna uma exibição de sua virtuosidade — mesmo com as melhores das intenções — é difícil opor-se à tentação de fazer do grupo de louvor o foco de nossa atenção. Quando o grupo de louvor executa longos riffs, ainda que sua intenção seja “ofertá-los a Deus”, nós na congregação nos tornamos completamente passivos, e por termos adotado o hábito de relacionar a música com os Grammys e o local de concerto, nós involuntariamente fazemos de vocês o centro das atenções. Me pergunto se há alguma ligação intencional na localização (ao lado? conduzir de trás?) e na execução que possa nos ajudar a opor-nos contra estes hábitos que trazemos conosco para a adoração.
Por favor, considerem estes pontos com atenção e reconheçam o que eu não estou dizendo. Este não é apenas algum apelo pela adoração “tradicional” e uma crítica à adoração “contemporânea”. Não pense que isto é uma defesa aos órgãos de tubos e uma crítica às guitarras e baterias (ou banjos e bandolins). Minha preocupação não é com o estilo, mas com a forma: O que estamos tentando fazer quando “conduzimos a adoração?” Se temos a intenção que a adoração seja uma prática congregacional de comunhão que nos traz a um encontro dialógico com o Deus vivo — em que a adoração não seja meramente expressiva, mas também formativa² — então podemos fazer isso com violoncelos, guitarras, órgãos de tubos ou tambores africanos.
Muito, muito mais poderia ser dito. Mas deixe-me parar por aqui, e por favor receba esta carta como o encorajamento que ela foi feita para ser. Eu adoraria vê-los continuar a oferecer seus dons artísticos ao Deus Triuno que está nos ensinando uma nova canção.
Sinceramente,
Jamie
________________
Notas:
¹Desiring the Kingdom – Worship, Worldview, and Cultural Formation (Desejando o Reino – Adoração, Cosmovisão e Formação Cultural) [N. do T.]
² De acordo com o The Colossian Forum, a despeito de a adoração ser encarada hoje em dia apenas como algo que se vai em direção a Deus (expressão), ao longo da história ela sempre foi encarada também como a causadora de algo em nós (formação). “A adoração cristã é também uma prática formativa justamente porque a adoração também é um encontro ‘descendente’ no qual Deus é o atuante primário” (Fonte: http://www.colossianforum.org/2011/11/09/glossary-worship-expression-and-formation/). [N. do T.]
Por James K.A. Smith. Original: forsclavigera.blogspot.com.br
Tradução: canteasescrituras.com

terça-feira, 21 de agosto de 2012

COMO ORAR NOMINALMENTE POR SEUS FAMILIARES

Queridos, no domingo passado eu incentivei os membros da IB Betel a começarem uma prática mais objetiva de oração. Tive uma experiência significativa nesse assunto e resolvi compartilhar. Trata-se de orar NOMINALMENTE e INDIVIDUALMENTE pela família, colegas de trabalho, pessoas que queremos ganhar para Cristo, liderados e, no meu caso e no de meus colegas de ministério, os membros de nossas igrejas. 

Começarei dando algumas dicas sobre ORAR NOMINALMENTE POR SEUS FAMILIARES. Um incentivo para você está em Jó 1:5. Ali diz que Jó se preocupava com sua família e oferecia holocaustos a Deus por cada um deles. Vamos fazer o mesmo, só que em vez de oferecer holocaustos, vamos orar por eles.

1. PAPEL E CANETA NA MÃO
Faça uma lista de seus familiares começando pelos mais próximos: pais, filhos, irmãos... Ao lado do nome coloque o estado espiritual deles, por exemplo, crentes, não crentes, afastados de Deus, etc... Depois disso anote pedidos que eles fizeram a você ou então algo que você queira ver na vida deles.

2. ENCONTRE UM MOMENTO ESPECIAL DO DIA PARA ORAR PELA SUA LISTA DE FAMILIARES
Faça o propósito de orar todos os dias por esses familiares. Ande com sua lista e quando chegar o horário pegue-a e com disciplina ore um a um, nome, situação e pedido ou agradecimento. Se quiser ore de olhos abertos, não tem problema. No início será difícil lembrar de todos se sua família for grande, mas garanto que em uma semana você já terá conseguido memorizar.

3. ATUALIZE A LISTA. CELEBRE VITÓRIAS, INSISTA EM PEDIDOS
à cada semana atualize sua lista. Se Deus respondeu alguma coisa, celebre! Se algo ainda não foi alcançado, insista, continue.... alguns pedidos ficarão na nossa lista por meses ou anos. Não desista deles.

4. IMPORTANTE: COMUNIQUE SUA ORAÇÃO
Diga aos seus familiares que está orando por eles. Pergunte se tem alguma necessidade específica.

5. AMPLIE SUA LISTA
Depois de 10 a 15 dias orando vamos ampliar a lista? que tal incluir familiares mais distantes? Ou então abrir uma lista de pessoas que você quer ganhar para Cristo?

6. IMPORTANTÍSSIMO
Ore nominalmente por cada um deles! Isso o ajudará a manter em sua mente as necessidades e ao mesmo tempo o testemunho de cada um!


Pr. Guilherme Gimenez

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Gênio da matemática dá aulas no Youtube


Cada vídeo do educador tem mais de 20 mil visitas. Salman Khan é formado pelo MIT e é uma referência em educação online
(Crédito: Reprodução)
(Crédito: Reprodução)
Como reconhecimento do seu trabalho, Khan já ganhou mais de 2 milhões de dólares do Google, realizou diversas entrevistas, inclusive na CNN e até Bill Gates afirmou que utiliza o site para ensinar suas próprias crianças
 Salman Khan se formou em matemática, engenharia elétrica e ciência da computação no Massachusetts Institute of Technology, o famoso MIT. Depois, fez um MBA emHarvard. Com toda esta formação, ele se tornou analista de fundos de uma grande empresa. Mas em 2009 largou seu emprego. Khan, na verdade, nasceu para ser educador.


Em 2004, começou a ajudar sua prima mais nova com aulas de matemática. Ele fazia tutoriais no Yahoo. Com a procura de amigos e familiares, Khan decidiu fazer vídeos. O sucesso foi tão grande que, em 2009, largou seu emprego e passou a se dedicar somente à educação.

O método de aula de Khan faz tanto sucesso porque é conciso, prático e relaxante. O filho de bangladeshianos foca seus vídeos principalmente em matemática e ciências.

Recentemente, a Khan Academy, fundação criada pelo educador hospedada em um site aliado ao seu canal de vídeos, criou parceria com mais professores. Beth Harris e Steven Zucker, dois professores doutores, agora alimentarão o portal com matérias de humanas, como história, arte e arquitetura.

Como reconhecimento do seu trabalho, Khan já ganhou mais de US$ 2 milhões do Google, realizou diversas entrevistas, inclusive na CNN e até Bill Gates afirmou que utiliza o site para ensinar suas próprias crianças.

A Universia vai trazer alguns destes conteúdos traduzidos ao português para você. São vídeos com legendas em português do gênio da matemática e ciências ensinando assuntos variados. Por exemplo, uma aula de trigonometria ou força elétrica. Fique ligado no portal para ter acesso a estas aulas!



PerfilPREPOST

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

UM ANJO NA FRONTEIRA

Ainda estávamos em território Queniano seguindo de carro para o Sudão, as pedras eram enormes na estrada, assim, íamos tão devagar que à pé chegaríamos antes, era o que fazíamos às vezes para facilitar a vida do nosso pobre carro. 

Do lado direito da estrada(no Quênia trafega-se pela esquerda) havia um homem negro, jovem e bem alto. Ele estava com grande fuzil na mão direita, além do pente original havia mais dois outros anexados em paralelo.

Ele disse que era um soldado da fronteira e pedia que o levássemos até a mesma onde deveria entrar em serviço. 
Estávamos em quatro, além de muitas malas, mas aperta daqui, aperta dali e o sudanês seguiu conosco. Ele foi calado o tempo todo.

Ao chegarmos a uma região inóspita, desértica e sob um sol escaldante o carro quebrou. Ele desceu do carro, afastou-se uns dez passos e ficou o tempo todo perscrutando os matagais secos ao nosso redor.

Faltavam uns dez quilômetros para o posto fronteiriço, aí tive
mos que empurrar o carro a maior parte do percurso e ele nos ajudou muito a empurrar, mas somente com a mão esquerda, a direita não deixou a sua arma um instante sequer. Na fronteira apresentou-nos ao comandante e desapareceu. 

Lembrei-me então quando um experiente missionário havia nos dito na semana anterior: "Cuidado com os matagais, os bandidos ficam escondidos, vocês não os vêm, mas eles, como predadores, estão à suas espreitas."

Como disse alguém: "O inimigo pode estar ao derredor, mas o anjo do Senhor está mais perto, ao redor, entre nós e o inimigo!".
Quando um anjo se manifesta, ele pode dar o livramento ou influenciar alguém para que o faça. Gn 33:1-4.


Há anjos que se manifestam com tal simplicidade, que se parecem uma pessoa como nós. Jos. 5:13 e 14.

 
Há pessoas que são bênçãos tão oportunas que parecem ser anjos de Deus (II SM 14:17; At 12:15). Esse deve ter sido esse caso desse soldado da fronteira, mas... Não importa, ambos são sempre bem vindos!



Somente na semana seguinte, descansando em minha cama, fui rever aqueles momentos que registrara na mini-câmera do meu celular. Pude ver então o nosso anjo sudanês em posição de alerta cuidando de nós.

Anezio Massuia 

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

10 Conselhos para os jovens resistirem ao sexo antes do casamento!!!

1) Evite más companhias. Se você andar com maus elementos ficará dominado por eles. A Bíblia diz: “Retirai-vos do meio deles, não toqueis em coisas impuras” II Co. 6:

2) Evite o segundo olhar. Você não pode controlar o primeiro, mas pode evitar o segundo, que se torna cobiça.

3) Discipline suas conversas. Evite piadas e histórias com sentido duvidoso. “As más conversações corrompem os bons costumes” I Co 15:33.

4) Tenha cuidado com a maneira de vestir-se. Deve ser um assunto entre você e Deus as roupas que usa. Uma jovem recém-convertida falou: De agora em diante vou vestir-me como se Jesus fosse o meu acompanhante.

5) Escolha cuidadosamente os filmes e programas de televisão que assiste.

6) Tome cuidado com o que você lê. Muito da literatura contemporânea apela ao instinto sexual.

7) Esteja em guarda com respeito a seu tempo de folga. Davi tinha o tempo em suas mãos, viu Beteseba e caiu em complicações.

8) Faça uma regra de nunca se envolver em namoro pesado. Jovens cristãos deviam orar antes de cada encontro. A moça que tem Jesus Cristo em seu coração possui um poder sobrenatural para dizer “não” aos avanços de qualquer rapaz. E o rapaz que conhece Jesus Cristo tem poder para disciplinar sua vida.

9) Invista grande parte de seu tempo lendo as Escrituras - “Guardo no meu coração a tua palavra para não pecar contra ti”. Sl 119:11 – Memorize versículos e quando a tentação chegar, cite-os. A palavra de Deus é a única coisa à qual satanás não pode se opor.

10) Cultive a Cristo em seu coração e vida. Deus o ama e uma forte fé Nele tem livrado a muitos homens e mulheres de cometer imoralidades I Jo 2:14. shalom Adonai!!!


Do face de: Néia Ferreira
Por Aparecido Correa

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

A Visão MDA - A Igreja em Células

A Igreja do Senhor Jesus tem experimentado uma mudança de paradigma ao redor do mundo. Essa mudança está acontecendo na visão, estrutura e funcionamento da Igreja Local: O resgate da prática da Igreja Primitiva de se reunir nos lares.
Por muitos anos, diversas igrejas têm promovido células ou grupos caseiros, porém apenas como mais um dentre muitos ministérios. A visão da igreja neo-testamentária, entretanto, era bem diferente. Na Igreja Primitiva, os cristãos se reuniam nos lares, não como uma opção, mas porque o coração da Igreja Local, como centro de suas atividades, estava nos seus lares.
Essa mudança de paradigma tem sido chamada, por alguns, de Segunda Reforma. A Primeira Reforma foi liderada por Martinho Lutero, ao levar a Igreja de volta às suas origens doutrinárias baseadas somente na Palavra de Deus. Essa Segunda Reforma está devolvendo a Igreja às suas estruturas originais, no sentido de restaurar a “Igreja no Lar” e colocar o ministério nas mãos do povo. Quando uma Igreja Local realmente passa por essa Segunda Reforma, os grupos nos lares (Células) se tornam o coração daquela igreja.
A IGREJA EM CÉLULAS NA VISÃO DO MDA
Todas as maiores igrejas locais do mundo já estão nesse novo modelo, promovido pela Segunda Reforma; todas são Igrejas em Células. Existem, porém, diversos modelos de Igrejas em Células.
O Modelo de Discipulado Apostólico (MDA) prioriza o discipulado um a um, mas também procura aproveitar as vantagens dos outros modelos.
Na visão do MDA, é possível à Igreja Local ganhar multidões para Jesus sem deixar de cuidar bem de cada cristão – é o modelo de discipulado um a um em ação.
Jesus, sendo o primeiro Apóstolo, demonstrou que o discipulado era um conjunto de fatores que abrangia convivência, o modelar do ministério, o investir nas pessoas uma a uma, o investimento em grupos de discipulado, orar juntos, congregar juntos, etc. Vemos, depois, os apóstolos e líderes da Igreja Primitiva seguindo esse modelo. Não há registro de que qualquer um deles teve doze discípulos. O número era obviamente flexível. A Bíblia deixa bem claro, porém, que o “Modelo Apostólico de Discipulado” que Jesus havia iniciado continuou. Barnabé foi atrás de Saulo (Paulo) e obviamente investiu muito na vida dele. Paulo investiu muito em Silas, Timóteo, Lucas, etc. A história diz que Pedro investiu muito em João Marcos, e assim por diante. Esse é o “Modelo de Discipulado Apostólico” (Mateus 28.18-20; II Timóteo 2.2).
O MDA abrange diversos fatores desenvolvidos na Igreja Local. Sem dúvida, o fator central do Modelo de Discipulado Apostólico é o discipulado um a um que todos na igreja recebem. Porém, este modelo (MDA) fala da visão geral de como cremos que a Igreja Local deve funcionar.
Temos aprendido muito com tantos excelentes modelos de Igrejas em Células, e queremos continuar aprendendo mais e mais com todo o Corpo de Cristo. Na Sua rica graça e misericórdia, Deus tem dado uma visão clara e nítida; uma visão que tem funcionado e produzido frutos permanentes; uma visão que tem a plena bênção e confirmação de nossa liderança: A Visão do MDA.
1 – O REINO DE DEUS
Jesus disse: “Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu Reino…” (Mateus 6.33).
Deus está implantando o Seu Reino aqui na Terra e Ele tem deixado bem claro qual é a visão dEle para nós:
Deus havia dito para o homem: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra…” (Gênesis 1.28). Por quê? Porque Adão e Eva gozavam de perfeita comunhão com Deus e assim refletiam a glória de Deus perfeitamente. À medida que eles obedecessem a ordem de crescer e multiplicar, toda a terra ficaria cheia da glória de Deus, como as águas cobrem o mar.
O plano original de Deus nunca mudou. Mesmo que o homem natural, por causa do pecado, não reflita a glória de Deus, aquelas pessoas que já nasceram de novo verdadeiramente refletem a Sua glória. Então a ordem de Deus continua a mesma: “Eu quero o Meu Reino implantado sobre toda a terra e isto vai acontecer quando os meus filhos colocarem o Meu Reino em primeiro lugar, crescerem e se multiplicarem até que toda a terra esteja cheia de pessoas que reflitam a minha Glória”.
2 – A IGREJA DO SENHOR JESUS
Mas qual é o contexto em que nós devemos buscar o Reino de Deus? Na prática, como podemos fazer isso?
Jesus disse: “Eu edificarei a Minha Igreja…” (Mateus 16.18) e em outra ocasião Ele disse “quem comigo não ajunta, espalha…” (Mateus 12.30). Em outras palavras, o Reino de Deus aqui na Terra se manifesta e é centralizado na Igreja do Senhor Jesus:
A Igreja do Senhor Jesus é o coração do Reino de Deus.
3 – A IGREJA LOCAL
Posso saber, então, que verdadeiramente estou buscando o Reino de Deus se eu estiver trabalhando com Jesus na Edificação da Sua Igreja Mundial. Mas, como a Igreja Mundial do Senhor Jesus é edificada? Através da Igreja Local.
Se eu não estiver edificando a Igreja Local eu não estou edificando como eu deveria a Igreja Mundial do Senhor Jesus. A Bíblia fala muito mais acerca da Igreja Local do que da Igreja Mundial. Estamos trabalhando com Deus ou contra Deus? Talvez muitos não saibam disto, mas quem não está na visão da Igreja Local – ajudando a Igreja Local a crescer e multiplicar em quantidade e qualidade, está na realidade (mesmo que seja por omissão) trabalhando contra Deus. Isto é sério. Deus coloca máxima importância na Igreja Local porque a Igreja Local é o coração da Igreja do Senhor Jesus aqui na Terra.
O Apóstolo João, em Apocalipse 1.10-11, ouviu a voz do Senhor Jesus por trás dele. Mas quando virou para ver o Senhor Jesus, primeiramente ele viu sete candeeiros de ouro (Ap. 1.12), e só depois viu o Senhor Jesus (Ap. 1.13). Os sete candeeiros são as sete igrejas locais (Ap. 1.20). Creio que, simbolicamente, isto mostra que para termos plena revelação do Senhor Jesus, temos também que ter a visão da Igreja Local. Onde estava Jesus? “No meio dos sete candeeiros” (Ap. 1.13). No meio das Igrejas Locais. É impressionante a importância que Deus põe na Igreja Local.
4 – A CÉLULA
É muito importante que todos os cristãos da Igreja Local estejam congregando na célula, onde a vida do Corpo se encontra de forma sintetizada em todos os seus muitos aspectos, tais como: adoração, intercessão, evangelismo, integração, discipulado, treinamento de líderes, comunhão, assistência social, etc.
É necessário que essa célula esteja sempre aberta para receber novas pessoas. Como a célula do corpo humano, deve estar sempre crescendo, multiplicando e formando novas células. Esse tipo de célula resgata a “Igreja no Lar”, e por isso cremos ser importante que todos congreguem em uma célula deste tipo, pois acreditamos que foi assim que aconteceu na igreja neotestamentária. Para nós, a Célula é o Coração da Igreja Local.
Todas as nossas Células, heterogêneas e homogêneas, têm essas características, e todos os membros estão em um desses dois tipos de Células. A totalidade de nossas Células cresce, e elas se multiplicam em três áreas:
1) Verticalmente: os membros crescem em intimidade com Deus e multiplicam isso nas vidas dos seus discípulos.
2) Horizontalmente: os membros crescem em comunhão uns com os outros e multiplicam isso nas vidas dos seus discípulos.
3) Exteriormente: Os membros crescem numericamente ganhando novas pessoas para Jesus, discipulando essas pessoas e multiplicam esse código genético de evangelismo e discipulado nas vidas dos seus discípulos. A Célula cresce em número de membros e se multiplica, gerando assim novas Células.
É este tipo de Célula que é o verdadeiro coração da Igreja Local. Na igreja baseada em Células tudo acontece pela Célula, para a Célula, através da Célula e em função da Célula.
No gráfico acima podemos perceber que o coração do Reino de Deus é a Igreja Mundial do Senhor Jesus; o coração da Igreja Mundial é a Igreja Local; e o coração da Igreja Local é a Célula. Você pode perceber, então, que todo esforço cristão para implantar o Reino de Deus na terra deve resultar em priorizar, direta ou indiretamente a edificação de Células no contexto da Igreja Local. Agora, qual é o coração da Célula?
5 – O DISCIPULADO UM A UM
Jesus priorizou o discipulado na Sua vida aqui na Terra. Antes de escolher os seus discípulos Ele orou a noite toda (Lucas 6.12-13), e uma grande parte do seu tempo foi ocupado investindo na vida destes discípulos. Como Ele viajava horas e horas a pé, é bem provável que, enquanto estava caminhando com os discípulos naquelas estradas construídas pelo Império Romano, Ele aproveitasse bem o tempo discipulando. Quem já caminhou por muitas horas sabe que é difícil andar e falar com muitas pessoas ao mesmo tempo. Cremos que Jesus discipulava muito: 1) um a um; e 2) em grupo.
O Dr. Carl Horton, que já dormiu no Senhor, tinha o seu doutorado em “Crescimento da Igreja” pela Escola de Missões Mundiais do Seminário Teológico Fuller. Foi ele quem apresentou os resultados surpreendentes de uma pesquisa realizada com um grande número de líderes cristãos. Os quesitos avaliados na pesquisa eram concernentes à formação de líderes; como e onde foram treinados os líderes que estão tendo mais sucesso no Reino de Deus. A pesquisa demonstrou que:
  • 0% dos líderes foram produzidos pelo púlpito em reuniões públicas de ensino ou pregação;
  • 90% dos líderes foram gerados através do discipulado e mentoreamento pessoal, um a um.
  • 0% dos líderes foram produzidos em classes estruturadas, como Escola Dominical, cursos de Família Cristã, Guerreiros de Cristo, e outras mais;
  • 10% dos líderes foram gerados no discipulado em grupos pequenos;
Na nossa própria experiência, também temos visto que é muito bom discipular em grupos, mas nunca em substituição ao discipulado um a um. Sem dúvida, isto possibilita que o discipulado seja mais profundo, intenso, e específico.
É claro que, para haver esse tipo de discipulado os dois (discípulo e discipulador) devem ser do mesmo sexo. Também, alguém não pode estar discipulando outra pessoa se ele primeiramente não tiver discipulador. O discipulador tem compromisso total de não falar nada para pessoa alguma daquilo que o discípulo confidenciou, a não ser que obtenha primeiramente sua permissão.
Este discipulado deve acontecer no contexto da Célula, ou seja, o discipulador deve participar da mesma Célula do discípulo. O discipulado nunca deve ser manipulativo. O verdadeiro discipulado é para ajudar o discípulo a crescer.
Discipulado é proteção. Discipulado é crescimento. Seja transparente com o seu discipulador. Você ficará maravilhado como Deus vai usar seu discipulador para ajudá-lo a vencer o pecado, crescer espiritualmente, ser um ganhador de almas, e ser também um bom discipulador. “Confessai os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros para serdes curados” (Tiago 5.16).
Uma vez que você está sendo discipulado, é importante começar a orar e pedir a Deus que lhe mostre quem você deverá discipular. Quando você ganha alguém para Jesus, você tem que garantir que aquela pessoa seja bem discipulada. Normalmente é você quem deve discipular aquele novo convertido.
Jesus, antes ascender aos céus, nos deixou a Grande Comissão: “Ide, portanto, fazei discípulos…” (Mt. 28.19). Isto tem que ser priorizado, pois sem dúvida é um assunto de máxima importância. Na medida em que meditávamos na centralidade do discipulado, Deus nos revelou que o discipulado um a um é o coração da Célula. A esse relacionamento do discipulador com seu discípulo (total de duas pessoas) chamamos de uma microcélula. Como a ênfase central da Visão do Modelo do Discipulado Apostólico é o discipulado um a um, vimos que seria ideal usarmos a mesma sigla para identificar esta microcélula.
Então, como visão da Igreja Local temos:
MDA: Modelo de Discipulado Apostólico.
E como o nome da micro-célula de discipulado, também, temos:
MDA: Micro-célula de Discipulado Apostólico.
O discipulado, na microcélula, é feito um a um. Você poderá notar então que a microcélula tem o total de duas pessoas: Discipulador e Discípulo. Cremos que o MDA é a menor representação da Igreja: a microcélula do Corpo de Cristo, “onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome…” (Mateus 18.20). É interessante notar que o contexto desta passagem se refere à Igreja Local.
O importante é que todos estejam debaixo da cobertura de um discipulador, e que todos estejam fazendo discípulos, porque, como já foi enfatizado, o discipulado é o coração da Célula. Em outras palavras: o MDA é o coração da Célula.
A Visão do MDA pede que cada cristão esteja inserido onde está a figura daquela pessoa no gráfico abaixo:
Na Visão do MDA cada cristão deve estar sendo e fazendo discípulos, participar de uma Célula, abraçar a visão da Igreja Local, buscar a Unidade da Igreja Mundial e colocar em primeiro lugar o reino de Deus.

"A maioria dos pastores são pessoas frustradas na velhice."

Quando o pregador internacional Abe Huble (MDA Santarém) esteve aqui (Ribeirão Preto), passou aos líderes reunidos uma informação que doeu em nossos corações:

-"A maioria dos pastores são pessoas frustradas na velhice."
Desde então, isto faz uns 6 anos, pus-me  a analisar e perguntar aos colegas o porquê disso.

De forma geral, no ambiente que vivemos, não é o financeiro, pois a maioria tem algum recurso ou apoio na velhice.

Cheguei então a duas conclusões:

-Pastores que na velhice ficam fora das atividades da igreja sofrem com isto, podem entrar em depressão e consequente frustração. Isto não é difícil de ser resolvido, desde que haja paciência da liderança e humildade do ancião.

-Pastores que não cumpriram seu chamado durante o tempo que teve oportunidade: Missões é o caso mais claro de esquiva dos pastores.
Uma igreja tem no decorrer de sua vida disponível uma grande soma de recursos:

Financeiro, obreiros e intercessão.

É comum, no entanto os pastores aplicarem quase tudo nas necessidades locais.

Alguns enviam alguém ou algum recurso para a junta de missões ou uma agência missionária ficando desta forma achando que cumpriram a sua parte.

Em geral não há intercessão pelos missionários nos cultos, e nem mesmo são citados.

Não há dúvidas que causa uma inquietação na alma desses servos, pois o Comando do Mestre é claro:

Confins da Terra, Samaria, Judéia e Jerusalém.

Cada Cristão e cada Igreja Local tem o chamado quádruplo e ele tem que ser realizado.

Meu querido Pastor, amado ungido de Deus:

QUAL É A SAMARIA DE SUA IGREJA?

QUAL É OS CONFINS DA TERRA DE SUA IGREJA?

Se não tiver resposta está em tempo de corrigir os rumos “...Antes que se rompa o cordão de prata, e se quebre o copo de ouro, e se despedace o cântaro junto à fonte, e se quebre a roda junto ao poço...”

Pr. Anézio Massuia – Em treinamento para galgar o título de servo inútil.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Casas de Paz, uma colheita sobrenatural!

Esta estratégia nasceu na verdade de um mergulho nos primeiros versículos de Lucas 10.

 Ali, Jesus chama setenta de seus discípulos, todos inexperientes na fé (poderíamos chamá-los de novos convertidos, com certeza) e os envia a diversas cidades e aldeias, de dois em dois, com uma missão: encontrar pessoas que estivessem abertas para receber a presença do Senhor em suas casas. Deveriam, então, entrar ali, conviver por algum tempo e preparar aquele ambiente para se tornar uma base de operação do reino de Deus.

O Senhor disse: “E, se ali houver algum filho de paz, repousará sobre ele a vossa paz...” (Lucas 10:6). Então, a tarefa dos setenta era encontrar os “filhos da paz” e estabelecer suas casas como “casas de paz”.

Se alguém pensa que isso aconteceu num só dia, está equivocado. Aquela missão durou algumas semanas, provavelmente. O propósito era encontrar casas onde Jesus pudesse ficar e ministrar, quando chegasse àquela cidade ou aldeia.

Os resultados da missão foram fantásticos. Todos os setenta retornaram “cheios de alegria”. É sempre assim, quando ousamos obedecer ao Senhor e enfrentar os nossos medos e as oposições malignas, temos experiências tremendas e nosso coração se enche do gozo incomparável de sermos instrumentos nas mãos de Deus.

O DETALHAMENTO DA ESTRATÉGIA

Inspirados nesta passagem bíblica, concebemos uma estratégia muito simples e eficaz no sentido de ganhar vidas, consolidá-las e já estabelecer suas casas como base para a multiplicação celular.

Todo o processo começa com a preparação nas células. Durante um mês ou mais, todos os discípulos da igreja devem ser ministrados na palavra, organizados de dois em dois e desafiados a orar pelos alvos estabelecidos. Esse processo é gerenciado dentro da célula, pelo líder. Temos à venda uma cartilha com o detalhamento de toda a estratégia e quatro ministrações que devem ser compartilhadas, uma por semana, para encorajar e instruir todos os discípulos quanto à missão de saírem a estabelecer “casas de paz”.

Depois desse tempo de preparação e organização, fazemos uma grande reunião profética para enviá-los de dois em dois sob a autoridade e bênção de seus pastores. A partir de então, as duplas devem sair em busca de “filhos da paz”, ou seja, gente que esteja disposta abrir suas casas por oito semanas (uma reunião por semana) para verem estabelecida a paz de Deus naquele ambiente familiar.

O critério para formação das duplas é que sejam pessoas que tenham um compromisso assumido com Jesus e confirmado através do batismo. Eventualmente, mesmo alguém que não desceu às águas, mas passou por um encontro com Deus e está firme na fé pode ser enviado, a critério do líder.

Como se trata de um período de esforço evangelístico, mesmo pessoas que não fizeram e nem estão fazendo Escola de Líderes devem ser enviadas. Depois da campanha, se essas “casas de paz” se consolidarem como células definitivas, aí sim, aquele que vai permanecer à frente precisará entrar imediatamente na Escola de Líderes, caso não o tenha feito, para ganhar uma estrutura melhor em sua vida pessoal.

Há muitas formas de se encontrar os “filhos da paz”. O evangelismo pessoal é a principal delas. Cada dupla, durante o período de preparação, deve fazer uma lista de pessoas pelas quais estarão orando e depois irão abordar com a proposta de que abram suas casas por sete semanas, a princípio. Gente que está sofrendo é um alvo prioritário. Os sãos não precisam de médico. Os doentes, sim. Não foi isso o que disse Jesus?

Há sempre ao nosso redor pessoas necessitadas e outras que estão curiosas em relação ao mundo espiritual. São verdadeiros “filhos da paz”, mas como isso não está escrito em suas testas, só descobriremos se ousarmos anunciar o plano de Deus a eles.

Uma outra maneira de abrir “casas de paz” é fazer uma festa e convidar o maior número possível de pessoas não convertidas. Isso pode ser feito por uma dupla, uma célula ou até mesmo um grupo de células juntas, se quiserem fazer algo mais impactante e elaborado. Neste evento, num determinado momento um líder chamará a atenção de todos e ministrará uma palavra desafiando as pessoas a abrirem suas casas para Jesus. Na cartilha que está à venda no site da Shofar Produções (www.shofarproducoes.com.br), há o esboço de uma ministração que preparamos para esta ocasião. Se ele for compartilhado com entusiasmo, confirmado com alguns testemunhos de pessoas que abriram sua casa para o Senhor e experimentaram milagres por isto, certamente haverá gente disposta a corresponder e abrir suas portas também.

Uma vez que alguém abriu a porta, é hora de começar o processo naquela casa. Na verdade, trata-se de uma campanha de sete semanas, mas o objetivo, não publicado a princípio, é estabelecer uma célula ali definitivamente.

Na parte final cartilha à venda estão os esboços das sete ministrações que devem ser transmitidas durante a campanha, mais a de implantação, na primeira reunião numa nova “casa de paz”. Elas são simples, qualquer novo convertido pode compartilhá-las, mas estão revestidas de uma sabedoria celestial, abordando temas que em seqüência levarão os ouvintes ao arrependimento, à conversão e a um compromisso definitivo com Cristo.

A primeira reunião na “casa de paz” é fundamental. O tema que será ministrado é baseado na experiência de Cornélio, que antes de receber Pedro e o evangelho em sua casa, convidou seus amigos e familiares para serem abençoados também. Assim, o propósito desse primeiro dia é convencer aquele “filho da paz” que abriu a porta de seu lar a envolver seus parentes, amigos a vizinhos. Aliás, após compartilhar a palavra e ungir aquela casa como um ato do profético de que agora ela é um território de Jesus, a dupla de “semeadores da paz” deve encorajar o anfitrião a sair com eles a fim de convidar para a semana seguinte os vizinhos mais próximos, especialmente aqueles que mantêm algum nível de relacionamento com o dono da casa. Esta pessoa também deve ser incentivada a, durante a semana, chamar outros do seu círculo de relacionamentos para a próxima ministração.

Procuramos trabalhar com alguns símbolos que possam motivar e também estabelecer didaticamente os princípios que são compartilhados nas reuniões da “casa de paz”. A partir da segunda reunião, provavelmente já com mais alguns convidados, damos a cada representante de família um chaveiro onde ele vai colocar a chave de sua casa, como um ato profético de que ela agora pertence a Cristo. A cada semana, damos a ele também a réplica de uma chave onde está escrito o tema e a referência bíblica que foram compartilhados, para que vá acrescentando ao seu chaveiro à medida que a campanha se desenvolve.

Outro grande objetivo da primeira reunião na “casa de paz” é convencer aquela família a acompanhar a dupla de ceifeiros a um dos cultos da igreja nos dias que se seguirem. Assim, aquelas “casas de paz” recebem a oração direta dos pastores, as pessoas que estão sendo alcançadas têm o seu primeiro contato com o ambiente ungido e estimulante da igreja e o próprio rebanho pode ter uma noção dos resultados do seu esforço de evangelismo, pois a cada semana muitas pessoas novas estarão nos cultos consagrando seus lares a Cristo.

Depois a reunião de implantação da “casa de paz”, nas próximas sete semanas um processo de evangelismo e consolidação se desenvolverá naquele lar através de uma reunião semanal. É muito importante que tudo seja regado com muita oração, que os ceifeiros se preparem para cada encontro estudando bem as ministrações, que transmitam a palavra com convicção e entusiasmo e que separem sempre um tempo para orarem pelas necessidades daqueles que estão aliançados na “casa de paz”, curando os enfermos e decretando os milagres que eles precisam.

A reunião na “casa de paz” deve ser intensa e objetiva como uma reunião de célula, durando não mais que uma hora.

O ideal é envolver toda a igreja nesta missão evangelística que durará entre dois e três meses, talvez um pouco mais. Durante este período, as células se dissolverão temporariamente, já que todos serão pulverizados de dois em dois a abrir “casas de paz”. Mesmo assim, cada líder deve manter contato com os discípulos que enviou, pastoreando-os e acompanhando seus resultados e dificuldades. Na verdade, a célula se reunirá a cada 15 dias para que o líder gerencie e oriente as duplas que enviou.

Durante o tempo desse esforço evangelístico, não nos preocuparemos com alguns princípios da visão como homogeneidade das células ou a necessidade dos que estão à frente terem feito ou estarem fazendo a Escola de Líderes. Isso será retomado depois, quando a rede for puxada, a pesca estiver completa e os resultados puderem ser avaliados. Aí sim, poderemos ver quantas “casas de paz” permanecerão como células definitivas e quantas das pessoas que estarão à frente destas novas células ainda não passaram pelo treinamento de liderança. Para oficializá-las, então, elas terão que cumprir essa etapa. Também a preocupação com a homogeneidade (juntar jovens com jovens, homens com homens, etc...) fica para esta segunda etapa, quando os frutos estiverem consolidados e já suportarem uma reorganização da igreja, sem crises ou perdas.

Todo este processo durará cerca de três meses (um pouco mais ou um pouco menos, dependendo a velocidade de resposta da igreja). Alguns, por ousadia ou por terem a bênção de encontrar mais facilmente a oportunidade, se moverão com agilidade e começarão imediatamente. Outros precisarão de mais tempo para conquistarem o seu objetivo. Por isso, depois de dada a partida, aqueles que ainda não abriram sua “casa de paz” devem permanecer se reunindo no endereço da célula original, orando juntos até que alcancem um novo lar. Eventualmente essas pessoas podem acompanhar o líder, se ele abriu uma nova frente, até que elas mesmas comecem sua própria reunião.

Ao final deste período, a partir do momento que as primeiras “casas de paz” estiverem fechando o ciclo das sete semanas, a igreja deve se preparar para consolidar a conquista. Encontros com Deus devem ser programados para os fins de semana que se seguem (as pessoas serão motivadas nas ministrações das “casas de paz” a inscrever-se).

Parábola Futurista (Sem qualquer pretensão doutrinária)

Berlim, 07/06/1967, Marybíblia, e sua filha estavam passeando na Av. Kurfstendam, quando microfones começaram a propalar uma notícia importante: Os Judeus haviam conseguido resgatar Jerusalém dos Árabes, na Guerra dos Seis Dias. Cinquenta anos se passaram…

Berlim, 07/06/2017 – Marybíblia ia andando na mesma Av. Kurfstendam, junto com a filha e a neta (Marion) de 25 anos, regressando de uma Igreja Luterana, onde o pastor havia negado os atributos divinos de Cristo, declarando, explicitamente: “A Segunda Vinda não passa de um mito, como dezenas de outros mitos do Novo Testamento. Jesus foi apenas um grande mestre, que nos trouxe uma excelente filosofia de vida. Desse modo, os povos que adotaram literalmente essa filosofia se transformaram em grandes e poderosas nações, simplesmente porque ela é bem melhor do que as filosofias pregadas por Buda, Confúcio, Maomé e outros grandes líderes religiosos“.

Crente fervorosa e leitora assídua da Bíblia King James (embasada no Textus Receptus de Erasmo, o único texto realmente merecedor de confiança por parte dos cristãos verdadeiros), Marybíblia sentiu um enorme desgosto, quando escutou aquelas gritantes heresias faladas por um ministro protestante, cuja Igreja, fundada por Lutero, transformou o mundo com a tradução da Bíblia para o Alemão, exemplo seguido pela Inglaterra e Suíça, em suas respectivas línguas. E foi assim que esses países se transformaram nos mais importantes centros da Reforma Protestante.

A velhinha (de 87 anos) sentiu, de repente, o peso dos anos, dos quais 39 haviam sido gastos na pregação do Evangelho de Cristo, na leitura da Bíblia e na tradução de textos do Inglês para o Português, maneira de ajudar os irmãos que não têm acesso ao idioma de Shakespeare. Olhou as mãos enrugadas e calejadas, de tanto escrever no papel, para em seguida transportar os seus escritos para o computador, podendo, desse modo, melhorar o estilo, expressando-se, claramente, na língua de Rui Barbosa. Sentiu uma depressão arrasadora, pensando: “Que adiantou tanto empenho, se apenas algumas almas foram ganhas e nem mesmo minha filha mais velha crê no Senhor Jesus para ser salva?” Lágrimas lhe escorreram pela face enrugada, deslizando sobre o creme hidratante “Nívea”. Procurou um lenço na bolsa e enxugou as lágrimas, depois olhou para o céu e teve um tremendo susto.

As nuvens se acumularam, depois se abriram num facho de luz e uma trombeta foi ouvida, em maravilhoso som, jamais escutado antes por aquela esguia octogenária, cujo corpo estava cada vez mais folgado dentro do longo vestido de lã azul celeste. Olhou em volta e viu que alguns transeuntes da Kurfstendam, de repente desapareceram, como bolas luminosas sugadas pela abertura lá de cima. Ela sentiu uma tremenda urgência em falar de Cristo à filha, que procurava, ansiosamente, pela garota ao seu lado, a qual havia se convertido a Cristo através da avó, e agora fora arrebatada aos céus pelo Rei dos reis e Senhor do senhores. Marybíblia só teve tempo de falar: “Filha, a nossa menina foi arrebatada por Jesus. Você tem apenas alguns segundos para crer que Ele é o Filho de Deus, o Messias de Israel, antes que seja tarde demais“. A filha olhou-a atordoada e respondeu: “Ora, mãe, sua neta some no meio da multidão e a Sra. ainda me vem com essa história de religião? Deixe de ser fanática!“.

Mal havia pronunciado essas palavras, viu sua mãe ser arrebatada, transformada, também, numa bola de luz. Caiu de joelhos chorando, enquanto milhares de pessoas se acotovelavam, olhando para o céu e se indagando que fenômeno fantástico era aquele, sem se aperceberem de que muitos transeuntes haviam desaparecido, naqueles poucos momentos.

A verdade é que o Senhor Jesus Cristo acabava de cumprir Sua promessa e tinha arrebatado, para estar com Ele, todos os que haviam crido em Seu Nome e aceitado o Seu sacrifício vicário na cruz, como total e suficiente para serem salvos.

Voltando para casa, em meio à tremenda confusão que reinava em toda parte, a filha de Marybíblia ia pensando como tudo aquilo pudera acontecer. Chegando em casa apanhou a Bíblia da mãe e foi lendo os capítulo 4 e 5 da Segunda Tessalonicenses sobre a ressurreição dos mortos e a Segunda Vinda do Senhor. Depois correu para o capítulo 13 do Livro de Apocalipse, a fim de conferir sobre o governo mundial que operava, já há algum tempo, através do controle financeiro da Europa e das Américas, estendendo-se por todo o planeta. Pensou no seu “Omni Card.” usado para as compras diárias. Também se lembrou que a caixa de uma loja lhe havia falado a respeito de uma nova invenção, que iria abolir todos os cartões de crédito, quando entrasse em vigor um scanner que lia certa marca impressa na mão (ou na testa) de cada comprador e sobre o qual as firmas já estavam instruindo os seus funcionários.

De repente, seus olhos se abriram, e, então, ela pôde entender o que a sua mãe, Marybíblia, lhe havia falado tantas vezes. Só que era tarde demais! Aquele judeu chamado Jesus, que ela tanto havia desprezado, agora não lhe daria mais a salvação gratuita que havia dado aos membros de sua família. A Dispensação da Graça havia vigorado por dois mil anos, desde a morte de Jesus no Calvário. Estava de volta a Dispensação da Lei, na qual seriam exigidas fé mais obras para a salvação de cada alma. Agora, com o novo governo mundial, que estava se instalando na Europa, o qual iria governar o mundo inteiro com mão de ferro, os cristãos voltariam a ser perseguidos, como nos primeiros séculos do Cristianismo, e ninguém poderia ser salvo, a não ser pelo sacrifício de sua própria vida. Sim, seriam perseguidos todos os que não aderissem à “operação do erro”, aceitando a marca da besta em sua mão ou testa, para em seguida se curvar diante do novo ditador, em idolátrica adoração. Na verdade, um certo candidato a Governador Geral da Europa, conhecido como “o poderoso homem”, amigo íntimo de “Sua Santidade”, era tido como milagroso, curando enfermos, transformando a água salobra da Alemanha em água cristalina e doce, igualzinha à de Teresópolis (RJ) e à do Crato (Ceará), e até transformando aquele lixo alemão, (depositado em seis latões diferentes), numa pasta branca e perfumada, que lembrava o Creme Nívea, que os alemães pronunciam “Nivea”.

A filha de Marybíblia sentiu-se arrasada, e, agora, totalmente convencida, de que sua mãe não era uma fanática religiosa, como sempre havia imaginado, mas uma conhecedora da Bíblia, Livro que lhe havia dado a certeza da salvação e transportado aos céus, para estar com Cristo, apesar de todo o seu temperamento agressivo e de sua falta de paciência com as filhas e os netos, que tanto a respeitavam.
Amados, esta parábola pode se concretizar, tornando-se a minha própria história de vida.

Teresópolis, agosto 2012 
Mary Schultze

EU CONHEÇO MUITOS MENDIGOS!!


“NÃO ANDEIS ANSIOSOS PELA VOSSA VIDA, QUANTO AO QUE HAVEIS DE COMER OU BEBER; NEM PELO VOSSO CORPO QUANTO AO QUE HAVEIS DE VESTIR”. Mateus 6:25



Eu conheço muitos mendigos!! Não aqueles mendigos que vivem a pedir roupas, calçados, alimentos, dinheiro ou um abrigo!! 

Eu conheço muitos mendigos que vivem em luxuosos apartamentos, trabalham em belíssimos escritórios, frequentam requintados ambientes, possuem belíssimos carros e usam roupas de grife, mas são mendigos!! 

Mendigos da paz, mendigos da felicidade, mendigos do prazer. São aqueles que, mesmo vivendo certo ‘status’, são inimigos de si mesmos e escravos da vida. Aqueles que são dominados pela vida e não conseguem dominar a vida. Aqueles que correm desenfreadamente a busca das realizações da vida e não lhes proporcionam paz para suas almas. Não sabem o que é sentar à mesa com sua família e degustar o pão de cada dia. 

Não conseguem descansar nas férias com os seus porque suas cabeças são como ‘um vulcão em erupção’, não param para descansar. Aqueles que não conseguem enxergar o lado ‘belo’ da vida. Aqueles que se preocupam tanto com a vida que, quando não tem com que se preocupar, se preocupa porque não tem com que se preocupar.... 

É, eu conheço muitos deles!! Que pena, pois a vida passa tão rápido e, embora não seja a sua duração o mais importante, mas a capacidade de fazer dela algo significativo, tais ‘mendigos’ não conseguem dar significância às suas próprias vidas...!! 

Eu conheço muitos mendigos!! Mendigos que são pobres de conhecimento e de entendimento das palavras do Eterno descrita acima “Não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo quanto ao que haveis de vestir”. Mateus 6:25

Pr.Jair Da Cruz Lara - Primeira IPRMaringá.