domingo, 28 de outubro de 2012

Um grande abraço, tamanho GG pra você!

Minha amiga trabalha em um brechó de um hospital, como voluntária. Certo dia adentrou na loja uma certa "senhora bastante obesa", e de cara a minha amiga pensou que não tinha nada na loja na numeração dela. Se sentiu apreensiva e constrangida naquela situação, vendo a senhora percorrer as araras em busca de algo que minha amiga sabia que ela não encontraria. 

Ficou angustiada, porque não queria que a senhora se sentisse mal pelo tamanho das peças de roupas, se sentindo excluída e fazendo a questão sobre o seu sobrepeso vir à tona de forma implícita. 

Naquele momento minha amiga orou a Deus e pediu que lhe desse sabedoria para conduzir a situação evitando que a cliente se sentisse excluída ou humilhada na sua autoestima. 

Foi quando o esperado aconteceu. A senhora se dirigiu à minha amiga e disse tristinha:

"É... não tem nada grande, não é? 

E a minha amiga, sem até aquele momento saber o que diria, simplesmente abriu os braços de uma ponta a outra e lhe respondeu: 

"Quem disse??? Claro que tem!! Olha só o tamanho desse abraço! - E a abraçou com muito carinho. 

A senhora então se entregou àquele abraço acolhedor e deixou-se tomar pelas lágrimas exclamando:"Há quanto tempo que ninguém me dava um abraço." 

E chorando, tal qual uma criança a procura de um colo, lhe disse:"Não encontrei o que vim buscar, mas encontrei muito mais do que procurava". 

E naquele momento, através dos braços calorosos de minha amiga, Deus afagou a alma daquela criatura, tão carente de amor e de carinho. 

Quantas almas não se encontram também tão necessitadas de um simples abraço, de uma palavra de carinho, de um gesto de amor. 

Será que dentro de nós, se procurarmos no nosso baú, lá nas prateleiras da nossa alma, no estoque do nosso coração, também não acharemos algo "grande" que sirva para alguém?
Um grande abraço, tamanho GG pra você! 

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

A conspiração contra Marcos 16:9-20

Por Mary Schultze

No capítulo 5 do seu livro “Autoridade Final”, que estamos a acabando de traduzir, o Dr. William P. Grady nos dá um bom esclarecimento sobre o “rapto” da passagem bíblica de Marcos 16:19-20 de algumas versões modernas da Bíblia. Vamos dar-lhe a palavra:

“Quando uma comparação doutrinária é feita entre Marcos 16:9-20 e o Catolicismo emergente da Alexandria do século 3, um intrigante cenário se apresenta.

Dentre outras perversões, as raízes do Catolicismo Romano podem ser rastreadas a uma não bíblica extensão da ordem mosaica, para além das prescritas fronteiras do calvário. Com a vanguarda dos teólogos católicos proclamando um divino desligamento do povo escolhido, Roma foi tão “humilde” a ponto de aceitar o manto caído. Assim, a grande prostituta do Nicolaísmo tem estado sempre repleta de elementos judaicos como: vestimentas sacerdotais, altares, sacrifícios, velas, cânticos e dias santos, etc. O iludido Agostinho (354-430) foi até o extremo de anunciar (através de seu livro “A Cidade de Deus”) que Roma havia sido privilegiada a se destacar no reinado milenar (que se tornaria conhecido como “Era das Trevas”).

Em seus esforços de suplantar o judaísmo do Velho Testamento, logo os hierarcas católicos demonstraram uma compreensível preferência pelos escritos de Pedro – principal apóstolo das ovelhas perdidas de Israel – contrária aos escritos de Paulo – apóstolo aos gentios, nascido em tempo oportuno.

Por isso, não ficamos surpresos diante da conveniente (embora sem base) teimosia de Roma em afirmar ter sido Pedro o seu primeiro papa. A perpétua imagem dessa antiga rivalidade pode ser vista nas contrastantes catedrais de S. Pedro em Roma e de S. Paulo, em Londres. Para os católicos “que conhecem a verdade”, o “Papa Pedro” representa exatamente um paradoxo: ele era tão pontifício que recusou que lhe beijassem os pés (Atos 10:26), tão infalível que Jesus o chamou de Satanás (Mateus 16:23), tão autocrata que Paulo o censurou na face (Gálatas 2:11) e tão celibatário que tinha uma sogra (Mateus 8:14.

Com a “cadeira de Pedro” firmemente estabelecida em Roma, uma segunda tradição importante foi atribuída ao iletrado pescador da Galiléia. Clemente de Alexandria (150-217 d.C.) promoveu a idéia de que Marcos não era realmente o verdadeiro autor do seu Evangelho, mas sem dúvida, apenas o amanuense de Pedro.

Em clássico estilo nicolaíta, a forte evidência para a suposta base desse esforço conjunto é a alegorizada luta de Pedro, na 1 Pedro 5:13 (conforme preservada na Bíblia Viva de Keneth Taylor) citada por Eusébio, da seguinte maneira:

Mas Pedro fez menção de Marcos na primeira epístola, o qual diz também ter sido ela composta na mesma cidade de Roma, e que ele mostra este fato, chamando esta cidade, com um apelido não costumeiro, de Babilônia; desse modo, “A vossa co-eleita em Babilônia vos saúda, e meu filho Marcos”. (1 Pedro 5:13b)

Qualquer pessoa pode procurar - em vão - uma designação mística desse tipo em todos os dezesseis capítulos da Carta de Paulo aos Romanos, de Antioquia (Atos 13:1). Contudo, com o seu país carente de autógrafos, Clemente ainda tentou construir uma ponte sobre a lacuna de credibilidade ao declarar que Marcos levou o Evangelho de Pedro para Alexandria. Eusébio prossegue:

O mesmo Marcos, dizem também, tendo sido o primeiro enviado ao Egito, proclamou aí o Evangelho que havia escrito e logo estabeleceu igrejas em Alexandria.

Contudo, a completa confiabilidade dessa tradição Clementina tem sido colocada em questão por uma subsequente descoberta arqueológica. Em 1958, enquanto examinava o antigo Mosteiro Judeu de Mar de Saaba, o Professor Morton Smith, do Departamento de História da Universidade de Columbia, descobriu uma carta escrita por Clemente.

Conforme Clemente, Marcos recusou entregar a mais substancial porção do Evangelho de Pedro ao público geral de Alexandria. Como se fosse para lançá-lo como o patriarca do movimento da “vida mais profunda”, Clemente poderia ter-nos levado a crer que Marcos preservou o seu segundo evangelho para a “elite espiritual” de sua paróquia. Em sua correspondência enviada a Teodoro dos Carpocratianos, notem a sua gravada mas não registrada síndrome:

Marcos, então, durante a estada de Pedro em Roma, gravou os atos do Senhor, contudo não os registrou a todos, pois não indicou os místicos, mas selecionou os que achou serem mais úteis para um crescimento da fé daquelas instruções secretas.

Quando Pedro manteve o seu testemunho (isto é, sofrendo o martírio), Marcos chegou em Alexandria trazendo suas próprias memórias e as de Pedro. A partir destas ele copiou em seu primeiro livro as coisas apropriadas para os que estavam fazendo progresso no conhecimento, porém compilou um evangelho mais espiritual para o uso dos que já estavam chegando à perfeição.

Com tanta condução a uma futura aceitabilidade dos manuscritos egípcios, Jerônimo conferiu a Marcos a honra póstuma adicional de ter sido o primeiro bispo de Alexandria. Com este expediente de reafirmação da autoridade petrina (como sendo preservada por Marcos) a cidade capital de Ham atingiu um segundo plano em importância, depois de Roma, como um dos centros de liderança da Cristandade.

Digno de atenção é o fato de que o erudito evangélico F.F. Bruce atirou o seu voto contra esse repugnante complô promocional:

A qualquer custo a história de Marcos fundando a Igreja de Alexandria é da mais questionável autenticidade... A descrição de Marcos como fundador do Cristianismo alexandrino representa uma tentativa de prover a igreja daquela cidade com um pedigree ortodoxo, além de tudo para ligá-la mais intimamente à Igreja de Roma, o pilar e campo da ortodoxia, incidentalmente lhe deu um status quase apostólico... Pois se a associação de Marcos a Pedro deu autoridade apostólica ao seu evangelho, que ele escreveu, do mesmo modo iria dar linhagem apostólica à igreja que ele fundou.

Contudo, quando o “departamento de propaganda” de Clemente andou circulando em busca de sua celebrada exigência de fama, logo empalideceu com apenas quatro versos remanescentes. Com toda a sua traiçoeira manipulação de ordenanças judaicas (para ser aperfeiçoada na doutrina papista da sucessão apostólica) esses hereges nicolaítas foram eles próprios confrontados por uma passagem que ameaça expor sua impostura satânica. Como os antigos efraimitas que foram traídos pela sua inabilidade de pronunciar a senha shiboleti (Juízes 2:6), os discípulos de Clemente experimentaram uma idêntica consternação ao descobrir os sinais indicativos de um autêntico ministério apostólico.

“E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; pegarão nas serpentes, e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão” (Marcos 16:17-18).

Visto como o evangelho foi “primeiramente aos judeus” (Romanos 2:9-10) e porque os judeus “pediam sinais” (1 Coríntios1:22), os apóstolos foram agraciados com um exclusivo arranjo de sinais sobrenaturais. Tendo antecipado uma resistência satânica através dos arquétipos de James e Jambres (2 Timóteo 3:8) o Senhor manteve os dele próprio, “...cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém ” (Marcos 16:20).

Como se tudo isso ainda não fosse bastante amedrontador para Clemente, o contexto confirmou que os “crentes” operadores de sinais do verso 17 devem ser os projetados “crentes” do verso 16. Em outras palavras, não apenas podiam os apóstolos produzir esses sinais, mas os seus convertidos pessoais também o podiam.

Exatamente como tantos desses corruptores egípcios da Bíblia faziam, supõe-se que eles tenham confirmado sua “autoridade apostólica” ao produzir pelo menos um destes cinco sinais? Enquanto Paulo podia afirmar aos Coríntios que: “Os sinais do meu apostolado foram manifestados entre vós com toda a paciência, por sinais, prodígios e maravilhas” (2 Coríntios 12:12), a única maravilha produzida pelos aduladores de Clemente foi uma surpresa perante o seu dilema. A terceira solução mostrou uma herética ingenuidade, ao oferecer essa opção de substituição do terminal, conforme exibido na Velha Latina, K e outros manuscritos dispersos. Tendo examinado a premissa de um “judaísmo catolicizado”, note-se mais significativamente a preeminência concedida ao judeu Pedro nesta conclusão apócrifa:

E tudo de qualquer maneira que havia sido ordenado, eles explicaram resumidamente aos que estavam com Pedro; depois destas coisas o próprio Jesus apareceu e de leste a oeste enviou por intermédio deles a santa e incorruptível pregação da salvação eterna.

Até aqui, temos visto boa razão para uma antiga hostilidade contra Marcos 16:9-20 pelo sistema católico em desenvolvimento. Contudo, ainda falta considerar uma aplicação do século XX para esta controvérsia. Edward Hills fez a astuta observação de que esta passagem contém a única referência do falar em línguas feita pelo nosso Salvador.

Não é coincidência que o movimento carismático de hoje tenha sido grandemente usado pelo Vaticano para acelerar o processo ecumênico. A presença do falar em línguas no Campus da Universidade Notre Dame é um sinal inicialmente claro de que todos os caminhos levam a Roma.

Quando se lê o que Jesus nos deu com o propósito de legitimar os dons espirituais, entende-se melhor a renovada animosidade contra estes versos. Embora o trono da graça tenha se tornado acessível ao povo de Deus em todas as épocas, a atual ênfase carismática sobre a cura divina é um abuso não bíblico desse privilégio. Que o autêntico falar em línguas dos dias de Paulo tenha um fim específico é confirmado da maneira mais clara: “havendo línguas, cessarão...” (1 Coríntios 13:8b).

Agora acontece exatamente que a Escritura que mais condena a farsa carismática é encontrada na odiada passagem em questão. Hills cita Marcos 20 como chave para uma apropriada exegese deste texto: “E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém”. (Marcos 16:20).

Estes dons de sinais não apenas confirmaram o cumprimento de uma necessidade particular dos judeus que pediam sinais, mas também proveram um endosso autorizável à pregação dos apóstolos, na ausência de um Novo Testamento concluído. Hills prossegue explicando:

Aqui vemos que o objetivo dos milagres prometidos por nosso Senhor era o de confirmar a pregação da Palavra Divina feita pelos apóstolos. Estes milagres eram sinais que confirmavam a pureza de sua doutrina. Sem dúvida, em seguida estes sinais cessaram após a morte dos apóstolos. Hoje não temos necessidade destes sinais, visto como temos a posse das Sagradas Escrituras. (53)

Assim, temos visto uma satânica resistência dirigida contra estes doze versos através da instrumentalidade carismática católica e evangélica. Esta oposição tem sido tudo, menos um esforço desorganizado. Embora a confusão seja o persistente objetivo do diabo, este nunca tem sido o seu modo de operar (Efésios 6:12).

Em face do seu dilema, os pais alexandrinos eram limitados a três simples alternativas. A problemática passagem poderia ser ignorada ao custo potencial de repetido confronto e embaraço. Com a “bandeja da coleta” na estaca, esta seria a menos popular. Sua segunda opção teria parecido a mais provável. Com o “longe da vista, longe do coração”, a maneira mais fácil de suprimir a descabidas exigências feitas ao “Bispo Primaz de Alexandria”, seria simplesmente cortar esses versos da Bíblia. E se o corte fosse feito no verso 9, um desvio conveniente poderia ser encontrado nas dificuldades previamente mencionadas que alguns piedosos harmonizadores do Evangelho estavam tendo com a aparente contradição da cronologia de Mateus. Uma raspagem da faca de Jehudi resolveria tudo! (Jeremias 36:23)

Para uma ilustração final quanto à coerência desta perniciosa estratégia, considerem o seguinte ataque duplamente contundente. Você deve lembrar-se de que a primeira “Bíblia falsificada” sob sanção nacional, a American Standard Version, chegou em 1901. Você pode imaginar quando surgiram os faladores de línguas? Conforme o Dicionário de Cristianismo na América, a primeira ocorrência registrada foi em Agnes Ozman, na Escola Bíblica Charles F. Parham, em Topeka, Kansas. A data foi o Dia do Ano Novo de 1901”.

As bíblias modernas que apresentam os versos finais do Evangelho de Marcos 16:19-20 sempre colocam uma nota de rodapé colocando em dúvida a autenticidade dos mesmos. Contudo, os antigos pais da Igreja confirmam que os primeiros manuscritos do Novo Testamento continham esses versos, embora os apóstatas Westcott e Hort tenham dito o contrário, na organização do seu Texto Grego do Novo Testamento.



Mary Schultze, 21/10/00 – 21/10/2012.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

VIAGEM À IGREJA DOS INÍCIOS

No ano de 1998 o Senhor nos deu o texto abaixo 
que agora compartilho com os amados.

Naquela noite, o Senhor me concedeu que em pensamento viajasse no tempo, para conhecer lá no passado o modo de vida dos servos do Senhor, da igreja dos primeiros séculos que hoje muitos chamam impropriamente de "primitiva".

A cidade escolhida foi Roma. Andamos muito em busca do edifício de uma grande igreja cristã. Gastamos a sola de nossas sandálias de tanto caminhar, indagamos mil vezes e ninguém sequer conhecia qualquer prédio com as características por nós descritas. Por várias vezes encontramos até pessoas que se diziam cristãs, mas nem estas tinham resposta para as nossas indagações.

Pensativos e quase desanimados, já quase ao escurecer, perguntamos àquelas pobres, porém amáveis pessoas que se diziam cristãs qual era afinal a igreja onde se reuniam. Responderam que não se reuniam em um lugar chamado igreja mas participavam de uma igreja que se reunia numa pequena casa bem próximo de onde estávamos. Demonstrando grande amor e carinho, foram comigo à casa de Áquila onde sua esposa Priscila lideraria a reunião de um grupo de discípulos naquela noite.

Fomos recebidos pelo grupo reunido de um modo muito carinhoso. Observamos a casa e notamos sua simplicidade. A reunião era realizada ao lado de um cômodo onde havia uma pequena fábrica de tendas da qual o casal tirava a sua subsistência. As famílias presentes se saudavam e contavam o acontecido nos dias anteriores, suas lutas, problemas e vitórias. Cantaram alguns cânticos com a voz bem baixa, quase murmurando para não chamar a atenção de alguns soldados que às vezes passavam nas ruas próximas. Durante os cânticos pudemos sentir a adoração fluindo do interior daquelas pessoas, falavam do grande amor a Jesus Cristo, Senhor de suas vidas, por quem viveriam e morreriam. Ao toque dos irmãos, os enfermos eram curados, pessoas recebiam dons espirituais, os amargurados e tristes eram consolados.

Com lágrimas nos olhos todos se assentaram em um círculo. Éramos cerca de vinte e duas pessoas que superlotavam a casa. A irmã Priscila tomou a palavra. Esperávamos que faria um grande e refinado sermão, no entanto suas palavras foram dirigidas a cada pessoa às quais permitiu e incentivou abrirem seus corações. As pessoas não tinham Bíblias, nem revistas, nem cantores, aliás, a maioria nem ler ou escrever sabia. Priscila pediu a Andrônico, seu auxiliar, que lesse, comentando com todos um trecho da carta do amado irmão Paulo, da qual haviam feito uma cópia, trecho esse que dizia (Romanos 12.9 a 15 – NVI) :-"O amor deve ser sincero. Odeiem o que é mau; apeguem-se ao que é bom. Dediquem-se uns aos outros com amor fraternal. Prefiram dar honra aos outros mais do que a si próprios. Nunca lhes falte o zelo, sejam fervorosos no espírito, sirvam ao Senhor. Alegrem-se na esperança, sejam pacientes na tribulação, perseverem na oração. Compartilhem com os santos em suas necessidades. Pratiquem a hospitalidade". Nesse momento Priscila interrompeu para que Urbano, que chegava naquele instante, nos contasse da prisão de alguns irmãos que se reuniam na casa de Estáquis. Todos choramos mas não se ouviu qualquer murmuração. Novamente a querida irmã e líder Priscila tomando novamente a palavra chamou-nos a atenção às palavras do Apóstolo que seguiam ao trecho lido:- "Abençoem aqueles que os perseguem; abençoem e não os amaldiçoem. Alegrem-se com os que se alegram; chorem com os que choram."

Todos caíram de joelhos louvando e engrandecendo o nome do Senhor. Ninguém pedia que a perseguição cessasse, mas que apesar dela tivessem forças para anunciarem corajosamente a Jesus, o Cristo, de casa em casa e de cidade em cidade. Pediam que a mão do Senhor fosse estendida para curar e realizar sinais e maravilhas por meio do nome do santo servo Jesus. Sentimos que éramos tomados e cheios pelo Espírito Santo, o chão parecia tremer sob nós, não conseguíamos permanecer em pé, um grande amor pelos não alcançados, como uma chama ardia em nossos corações.

Alguns dos que estavam presentes falaram estarem desejosos de se tornarem também cristãos naquele momento, pois criam de coração confessando a Jesus Cristo como o Senhor de suas vidas. O irmão Áquila alertou-os dos perigos e das perseguições que certamente enfrentariam. Disseram ter consciência do fato mas, apesar disso, tinham a certeza de viverem uma esperança eterna. Batalhariam no exército do Grande General Jesus Cristo salvando, conquistando as vidas das mãos do inimigo para o Senhor de suas vidas. Sob esse testemunho foram batizados em um tanque existente nos fundos da casa, após foram cheios do Espírito Santo com a imposição de mãos dos presentes. Foi então servida a ceia do Senhor, todos comendo de um mesmo pão e bebendo de um mesmo cálice relembraram a morte vicária do Senhor Jesus.

Alguns dos presentes haviam trazido alimentos que foram distribuídos aos necessitados. A seguir a irmã Priscila pediu ao irmão Andrônico para ajoelhado receber a unção para liderar uma nova igreja que passaria a se reunir no lar da irmã Júlia, na próxima semana, juntamente com uma parte dos irmãos presentes. O grupo crescera rapidamente, todos levavam às reuniões pessoas conhecidas e parentes (Oikós), e a casa já não comportava tantas pessoas. Embora houvesse uma grande comunhão naquele grupo todos estavam felizes pela bênção da multiplicação das igrejas caseiras em Roma. Novamente os irmãos levantaram suas vozes orando, adorando o nome do Senhor e abençoando a nova igreja.

Áquila deu-nos hospedagem naquela noite e só fomos dormir de madrugada pois, juntamente com sua esposa, contou-nos as maravilhas operadas pelo Senhor não só em Roma, mas também em muitos outros lugares.

No dia seguinte fomos à reunião liderada pelo irmão Urbano na casa de Estáquis. As bênçãos do Senhor, a comunhão entre os irmãos, a adoração, o amor ao Senhor Jesus Cristo e a rendição de novas vidas ao Senhorio de Jesus também estavam presentes como na casa de Priscila e Áquila.

Em dias seguintes estivemos nas casas de Aristóbulo, de Herodião, de Narciso, de Trifena e Trifosa, de outros tantos, participando das igrejas que se reuniam em suas casas, sempre abençoadas embora perseguidas; sempre a mesma comunhão entre os irmãos embora odiados pelo império e pelo mundo. Nesta última reunião ficamos sabendo que dos cinco irmãos que foram presos, dois foram condenados à morte e degolados e três foram soltos para contarem aos demais cristãos as penas que os esperava se não parassem de anunciar que Jesus Cristo era o Senhor, pois para os romanos o senhor era o imperador (césar). Os irmãos mesmo chorando, louvaram o nome do Senhor pelos que foram achados de ser dignos de morrer pelo nome do Senhor Jesus. Os que foram soltos reafirmaram sua fé. Também contaram que na prisão muitos outros presos e soldados se tornaram cristãos. Ficamos impressionados com a coragem e audácia daqueles irmãos.

Visitamos ainda a cidade de Éfeso e a região da Galácia. Em todos os lugares encontramos a mesma fé, o mesmo amor e a mesma comunhão. Também haviam pessoas que tentavam misturar costumes locais nas igrejas, que tentavam dividir as igrejas em grupos seguidores de judaizantes, de pretensos discípulos ou de falsas idéias. Estes logo eram repelidos através da leitura das cartas enviadas pelo apóstolo Paulo às igrejas caseiras. Estas cartas eram copiadas manualmente e distribuídas livre e graciosamente a fim de que fossem lidas nas reuniões nos lares.
Nesse ponto, o Espírito do Senhor nos trouxe de volta da viagem em pensamento. Voltamos à realidade da igreja contemporânea. Ficamos a tecer comparações da igreja moderna com a igreja iniciante nos aspectos abaixo:- 

Nos dois primeiro séculos as igrejas eram pobres, nem propriedades simples possuíam. Os irmãos reuniam-se escondidos em pequenas e desconfortáveis casas, em grutas, em catacumbas, em florestas. Sem corais, bandas ou aparelhos sonoros. O seminário que os líderes cursavam era a prática e a comunhão do dia a dia, vivendo e falando das boas novas do evangelho na dependência total do Espírito Santo. Sem os obreiros "superpreparados", sem as "grandes estrelas (superstars)", sem os "donos-da-bola", mestres, doutores, "tele-evangelistas", etc., mas com grandes limitações de comunicação, transporte e sob grande perseguição levaram o evangelho a todo mundo conhecido.

Aquela igreja só parou quando satanás mudou a forma de combatê-la, usou o imperador Constantino. Este percebendo que todo o império seguiria a nova religião. Fazendo-se passar por cristão, deu início à decadência do cristianismo. Iniciou a construção de grandes edifícios e catedrais, locais onde os cristãos passaram a se reunir e congregar. Foram criados o clero com suas escolas de teologia e com a exclusividade de ler e interpretar a Palavra; a liturgia com sua pompa, também corais, cantores, instrumentistas, etc. Aos poucos foram sendo introduzidos os costumes e práticas greco-romanas, e a igreja foi cada vez mais se afastando do verdadeiro cristianismo.


Na verdade sempre houve grupos que permaneceram fiéis ao verdadeiro cristianismo:- montanistas, lolardos, valdenses, anabatistas e outros; agora perseguidos pelo império e pelo "cristianismo" oficial. Estes grupos continuaram se reunindo em grupos pequenos em cavernas, bosques, grutas; às escondidas, sendo perseguidos, massacrados, aniquilados; homens dos quais o mundo não era digno. 

Vieram os movimentos de reforma, mas não foram completos. Se a verdadeira igreja neotestamentária tivesse sido restaurada, de há muito o mundo todo teria sido alcançado.
Não somos contrários ao bom uso das conquistas modernas como seminários, meios de comunicação, locais de reunião de massa, etc. Mas há a necessidade da igreja neotestamentária ser restaurada fielmente. Felizmente nas últimas décadas iniciou-se um novo movimento no meio evangélico mundial através de homens como Davi Young Cho (Evangelho Pleno – Coréia), Ralph Neighbour Jr.(Estados Unidos), Lawrence Khong (Batista Comunidade da Fé - Cingapura), Dion Robert (Costa do Marfim), César Castellanos (Bogotá) e outros pelo mundo, e no Brasil Roberto Lay (Menonita Curitiba), Renê Terra Nova (Batista Restauração em Manaus), Valnice Milhomens (Palavra da Fé), Abe Hubber (Santarém) e de outros tantos pelo Brasil, e dos congressos da Sepal. Este movimento tem restaurado a visão e o modo de vida da igreja dos dois primeiros séculos. Os programas são trocados pela comunhão dos pequenos grupos; os especialistas pelos líderes facilitadores; as grandes campanhas pelo evangelismo individual. Cada casa se torna uma igreja e cada membro um discípulo e um ministro. Os cultos do domingo se tornam encontros de celebração onde os pequenos grupos se encontram no grande grupo para juntos e em comunhão celebrarem ao Senhor de nossas vidas. Essas igrejas têm se tornado ao mesmo tempo as maiores do mundo e também as menores. Os seus líderes os pastores presidentes no topo da estrutura, do organograma, nos pequenos grupos (células) são os menores pois ali são pastoreados. 

A igreja dos pequenos grupos é aquela que sobrevive às mais terríveis perseguições. Caso passemos como igreja pelo período da pré-tribulação, ou aqueles que se converterem na grande tribulação, terão que se reunir às escondidas nos pequenos grupos. Mas isso será assunto de outra reflexão que o Senhor está nos dando.

Alguns versos que falam sobre a igreja nos lares:- Romanos 16: 5,10,11,14 e 15 – I Corint. 16.19 – Gál. 1.2 – Filip. 4.22 – Coloss. 4.15 – II Timot. 4.19 – Filemon 2 – Além do exemplo de Jesus que conviveu no seu ministério com um grupo com mais 12 discípulos, com os quais teve um relacionamento mais profundo.

Ivo Gomes do Prado

Candidato a servo inútil

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Um alerta aos ricos deste mundo!

"Ouçam agora vocês, ricos! Chorem e lamentem-se, tendo em vista a miséria que lhes sobrevirá.A riqueza de vocês apodreceu, e as traças corroeram as suas roupas.

O ouro e a prata de vocês enferrujaram, e a ferrugem deles testemunhará contra vocês e como fogo lhes devorará a carne. Vocês acumularam bens nestes últimos dias.

Vejam, o salário dos trabalhadores que ceifaram os seus campos, e que por vocês foi retido com fraude, está clamando contra vocês. O lamento dos ceifeiros chegou aos ouvidos do Senhor dos Exércitos.

Vocês viveram luxuosamente na terra, desfrutando prazeres, e fartaram-se de comida em dia de abate.

Vocês têm condenado e matado o justo, sem que ele ofereça resistência." 

Tiago 5:1-6

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Brasileiros fazem descoberta que pode curar alzheimer e esquizofrenia




Um grupo de cientistas do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (ICe-UFRN), em colaboração com cientistas da Universidade de Uppsala, na Suécia, descobriu o funcionamento de mecanismo da memória que pode ajudar na elaboração de medicamentos para a cura do mal de Alzheimer e da esquizofrenia, entre outras doenças.

De acordo com os cientistas, o cérebro utiliza somente um mecanismo para gravar e lembrar memórias, alternando entre uma função e outra em fração de segundo. Nas pesquisas, os cientistas descobriram que as células responsáveis pela memória são sensíveis à nicotina, precisamente o grupo analisado. Outros pesquisadores deverão tentar desenvolver um medicamento semelhante à substância, porém, sem os efeitos nocivos.

O neurocientista e professor da UFRN Richardson Leão, que participou das pesquisas, disse que é necessário ter cautela sobre os medicamentos que serão desenvolvidos. Segundo ele, é preciso ainda realizar mais etapas de pesquisas. “As pesquisas são feitas com animais - neste caso específico, com roedores - que são diferentes dos seres humanos, embora, no caso das células estudadas, existam semelhanças.”

Os pesquisadores descobriram que a ativação de um tipo específico de neurônios, conhecido como OLM , altera o fluxo de informação do hipocampo - região cerebral que funciona de forma semelhante à memória RAM dos computadores, armazenando temporariamente a informação que depois será salva no córtex. A revelação foi possível devido aos avanços tecnológicos recentes e testes feitos com camundongos transgênicos.

Pesquisas anteriores indicavam que os neurônios do tipo OLM tinham um papel-chave no controle da memória. Mas o camundongo desenvolvido na Suécia permitiu testar a hipótese. O cientista sueco Klas Kullander e o grupo dele geraram um camundongo transgênico cujos neurônios brilham quando iluminados por luz verde.

Os cientistas brasileiros injetaram um vírus geneticamente modificado no animal, deixando as células OLM sensíveis à luz. Ao utilizarem fibras óticas, os cientistas conseguiram ativar e inativar essas células, lançando mão de uma nova tecnologia, conhecida por optogenética.

No estudo, cientistas brasileiros e suecos mostraram que as células OLM modulam a entrada e a saída de informações nas vias do hipocampo. Quando ativadas, essas células priorizam os sinais provenientes do próprio hipocampo, atraindo as memórias armazenadas ao mesmo tempo em que fecham a entrada de informações sensoriais na região.

A próxima etapa das pesquisas é fazer estudos eletrofisiológicos no Instituto do Cérebro da UFRN, com base em uma investigação da atividade elétrica do cérebro, para entender de que forma as células OLM influenciam as ondas cerebrais no hipocampo, também envolvidas na formação de memórias.

Nas pesquisas, os cientistas conseguiram também demonstrar que o contrário ocorre quando essas células estão inativas. O estudo foi publicado na revista Nature Neuroscience de outubro. A pesquisa foi possível devido a um convênio de cooperação científica financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Os cientistas brasileiros, no entanto, advertem que é necessário vencer algumas limitações existentes no Brasil e que acabam por limitar as pesquisas com animais transgênicos trazidos do exterior. Segundo eles, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) relaciona como biopirataria a importação de animais transgênicos para pesquisas científicas de financiamento público.

Agência Brasil

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

ECUMENISMO, PROGRESSO OU AMEAÇA?

A união de todas as religiões e de todas as crenças é um progresso ou uma ameaça à igreja de Cristo? 

Para responder a essa questão, precisamos perguntar: Existe verdade absoluta? Nossa resposta é um sonoro SIM. Portanto, podemos unir verdade e mentira, luz e trevas, salvação pelas obras e salvação pela fé? Nossa resposta é um sonoro NÃO. 

O que está por trás dessa tentativa de unir todas as crenças? É a heresia de que todo caminho leva a Deus. O ecumenismo é um engano. Não há comunhão entre luz e trevas. Não há união entre verdade e mentira. 

A ideia de que toda religião é boa e de que toda religião conduz o homem a Deus é um engano fatal. Nenhuma religião pode levar o homem a Deus. 

Somente Jesus é o caminho para Deus. Somente pela fé em Cristo o homem pode ser salvo. 

Portanto, afirmamos, à luz da Palavra de Deus, que o ecumenismo não é um progresso, mas uma ameaça à igreja de Cristo!
Ivan Muniz