terça-feira, 20 de agosto de 2013

PARA O MEU PAI (Pr. Waldemar Fomim)


Para meu Pai.
13 de agosto de 2011 às 15:20

Gosto muito de conversar com meus filhos, Jesus disse que os pequenos são a expressão maior do Reino. Numa dessas conversas eles perguntaram sobre meu pai, quando eles poderiam encontrar o vovô Waldemar. Engoli seco. Essa é uma das grandes frustrações de minha vida, gostaria muito de vê-lo brincando com os netos. Não deu tempo, que pena.

Expliquei para eles que o vovô estava em um lugar muito longe, logo o Felipe afirmou: “Ele está no céu”. A Gabi sugeriu: “Vamos lá dar um beijo nele”. Novamente engoli seco e falei: “Não dá pra ir lá”. Mas ela me ensinou: “Dá sim papai, a gente pega a roupa das “Meninas Poderosas”, leva uma faca, corta o céu, dá um beijão no vovô e depois a gente volta”.

Desisti de engolir, chorei. Chorei de saudade do meu velho. Chorei de angústia, fiquei de frente com minha impotência.

O Rubem Alves disse que saudade é a presença de uma ausência, é nossa alma desejando retornar a um momento de felicidade.

Saudade é a expressão de que valeu a pena, saudade é o sentimento de que nada foi em vão. Pessoas boas morrem, mas continuam. Deus deu para a bondade, sabor de eternidade.

Um dia pai, creio que iremos nos abraçar novamente. Esse abraço chamarei de Céu, um lugar que me trará de volta as coisas que amo e que o tempo roubou.

Enquanto isso olho para a vida de meu pai e a preservo como referência de paixão e ética, compromisso e caráter. Não sei se obterei o mesmo exito, mas manterei seus passos como minha utopia existencial.

Obrigado pai, minha saudade revela a vida linda que você construiu. Sua vida viverá em mim e nos filhos de meus filhos.

Villy Fomin


https://www.facebook.com/notes/villy-fomin/para-meu-pai/2270970383946

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