sexta-feira, 20 de setembro de 2013

CARACTERÍSTICAS DE UM VERDADEIRO CRISTÃO

CARACTERÍSTICAS DE UM VERDADEIRO CRISTÃO

Desconfio das pessoas que dizem crentes/cristãos, mas que não têm levado a mensagem de salvação, cura e libertação aos não alcançados. Que não têm a sua preocupação maior na evangelização. Fico em dúvida se são convertidos ou apenas convencidos, se são trigo ou joio. Talvez estejam acomodadas pelos “exemplos” dos crente mais velhos, talvez seja falta de um treinamento ou programação efetiva por parte de seus líderes. E disso nossas lideranças irão prestar contas ao Senhor. É algo que apenas o Senhor nosso Deus pode responder.

Já aquelas que têm no alcançar vidas para o Reino de Deus, libertando-as das garras do maligno para o senhorio de Cristo Jesus, não restam dúvidas algumas de suas conversões, realmente são trigo. E trigo significa a Palavra, o alimento espiritual que sacia a fome dos famintos. Essa é a verdadeira qualidade em uma ovelha sadia. Ovelha que não se reproduz, por mais bela que seja, não é ovelha de qualidade, mas ovelha doentia.

O mundo está faminto da Palavra de Deus e muitos de nós ainda não se deu conta disso, pois a maioria está envolvida com ensaios e mais ensaios, treinamentos e mais treinamentos, programações e mais programações, estudos e mais estudos. Gastam o tempo “achando” que estão produzindo, mas apenas “acham”.

Eu mesmo nos anos noventa quando a nossa igreja planejou um tempo de evangelização após reuniões de oração e treinamentos, fiquei temeroso de não ser recebido nos lares. Mas ao irmos de dois a dois na visitaçãp dos lares determinados, fomos recebidos com muita alegria e com grande receptividade. Em rápidas palavras explicamos o plano de salvação através do diagrama de João 3.16 e, após isso, orávamos com as pessoas confessando o Senhorio de Cristo Jesus em suas vida. Orávamos também pelas necessidades dos lares. Após isso era feito o convite para os visitados participarem dos eventos de colheita já programados, da visitação aos nosso cultos e da participação das células. Foi com grande alegria que vimos muitas dessas pessoas se decidirem verdadeiramente ao lado de Cristo Jesus, se batizarem tornando-se discípulos de Cristo Jesus. Hoje essas pessoas estão em muitas das igrejas de nossa cidade.

É tempo de despertamento, de salvação, de cura e de libertação. Vamos a cada dia nos renovarmos através do agir do Espírito Santos em nossas vidas. Vamos apascentar com muito amor os cordeirinhos e as ovelhas do Senhor Jesus Cristo.
Ivo Gomes do Prado.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

VIAGEM À IGREJA DOS INÍCIOS


No ano de 1998 o Senhor nos deu o texto abaixo
que agora novamente compartilho com os amados.
Ivo Prado
 

VIAGEM À IGREJA DOS INÍCIOS

Naquela noite, o Senhor me concedeu que em sonhos viajasse no tempo para conhecer lá no passado o modo de vida dos servos do Senhor, da igreja dos primeiros séculos que hoje muitos chamam impropriamente de "primitiva".

A cidade escolhida foi Roma. Andamos muito em busca do edifício de uma grande igreja cristã. Gastamos a sola de nossas sandálias de tanto caminhar. Indagamos mil vezes e ninguém sequer conhecia qualquer prédio com as características por nós descritas. Por várias vezes encontramos até pessoas que se diziam cristãs, mas nem estas tinham resposta para as nossas indagações.

Pensativos e quase desanimados, já quase ao escurecer, perguntamos àquelas pobres, porém amáveis pessoas que se diziam cristãs qual era afinal a igreja onde se reuniam. Responderam que não se reuniam em um lugar chamado igreja mas participavam de uma igreja que se reunia numa pequena casa bem próximo de onde estávamos. Demonstrando grande amor e carinho, foram comigo à casa de Áquila onde sua esposa Priscila lideraria a reunião de um grupo de discípulos naquela noite.

Fomos recebidos pelo grupo reunido de um modo muito carinhoso. Observamos a casa e notamos a sua simplicidade. A reunião era realizada ao lado de um cômodo onde havia uma pequena fábrica de tendas da qual o casal tirava a sua subsistência. As famílias presentes se saudavam e contavam o acontecido nos dias anteriores, suas lutas, problemas e vitórias. Cantaram alguns cânticos com a voz bem baixa, quase murmurando para não chamar a atenção de alguns soldados que às vezes passavam pelas ruas próximas. Durante os cânticos pudemos sentir a adoração fluindo do interior daquelas pessoas, falavam do grande amor a Jesus Cristo, Senhor de suas vidas, por quem viveriam e morreriam. Ao toque dos irmãos, os enfermos eram curados, pessoas recebiam dons espirituais, os amargurados e tristes eram consolados.

Com lágrimas nos olhos todos se assentaram em um círculo. Éramos cerca de vinte e duas pessoas que superlotavam a casa. A irmã Priscila tomou a palavra. Esperávamos que faria um grande e refinado sermão, no entanto suas palavras foram dirigidas a cada pessoa às quais permitiu e incentivou abrirem seus corações. As pessoas não tinham Bíblias, nem revistas, nem cantores, aliás, a maioria nem ler ou escrever sabia. Priscila pediu a Andrônico, seu auxiliar, que lesse, comentando com todos um trecho da carta do amado irmão Paulo, da qual haviam feito uma cópia, trecho esse que dizia (Romanos 12.9 a 15 – NVI) :-"O amor deve ser sincero. Odeiem o que é mau; apeguem-se ao que é bom. Dediquem-se uns aos outros com amor fraternal. Prefiram dar honra aos outros mais do que a si próprios. Nunca lhes falte o zelo, sejam fervorosos no espírito, sirvam ao Senhor. Alegrem-se na esperança, sejam pacientes na tribulação, perseverem na oração. Compartilhem com os santos em suas necessidades. Pratiquem a hospitalidade". Nesse momento Priscila interrompeu para que Urbano, que chegava naquele instante, nos contasse da prisão de alguns irmãos que se reuniam na casa de Estáquis. Todos choramos mas não se ouviu qualquer murmuração. Novamente a querida irmã e líder Priscila tomando novamente a palavra chamou-nos a atenção às palavras do Apóstolo que seguiam ao trecho lido:- "Abençoem aqueles que os perseguem; abençoem e não os amaldiçoem. Alegrem-se com os que se alegram; chorem com os que choram."

Todos caíram de joelhos louvando e engrandecendo o nome do Senhor. Ninguém pedia que a perseguição cessasse, mas que apesar dela tivessem forças para anunciarem corajosamente a Jesus, o Cristo, de casa em casa e de cidade em cidade. Pediam que a mão do Senhor fosse estendida para curar e realizar sinais e maravilhas por meio do nome do santo servo Jesus. Sentimos que éramos tomados e cheios pelo Espírito Santo, o chão parecia tremer sob nós, não conseguíamos permanecer em pé, um grande amor pelos não alcançados, como uma chama ardia em nossos corações.

Alguns dos que estavam presentes falaram estarem desejosos de se tornarem também cristãos naquele momento, pois criam de coração confessando a Jesus Cristo como o Senhor de suas vidas. O irmão Áquila alertou-os dos perigos e das perseguições que certamente enfrentariam. Disseram ter consciência do fato, mas, apesar disso, tinham a certeza de viverem uma esperança eterna.

Batalhariam no exército do Grande General Jesus Cristo salvando, conquistando as vidas das mãos do inimigo para o Senhor de suas vidas. Sob esse testemunho foram batizados em um tanque existente nos fundos da casa, após foram cheios do Espírito Santo com a imposição de mãos dos presentes. Foi então servida a ceia do Senhor, todos comendo de um mesmo pão e bebendo de um mesmo cálice relembraram a morte vicária do Senhor Jesus.

Alguns dos presentes haviam trazido alimentos que foram distribuídos aos necessitados. A seguir a irmã Priscila pediu ao irmão Andrônico para ajoelhado receber a unção para liderar uma nova igreja que passaria a se reunir no lar da irmã Júlia, na próxima semana, juntamente com uma parte dos irmãos presentes. O grupo crescera rapidamente, todos levavam às reuniões pessoas conhecidas e parentes (Oikós), e a casa já não comportava tantas pessoas. Embora houvesse uma grande comunhão naquele grupo todos estavam felizes pela bênção da multiplicação das igrejas caseiras em Roma. Novamente os irmãos levantaram suas vozes orando, adorando o nome do Senhor e abençoando a nova igreja.

Áquila deu-nos hospedagem naquela noite e só fomos dormir de madrugada, pois, juntamente com sua esposa, contou-nos as maravilhas operadas pelo Senhor não só em Roma, mas também em muitos outros lugares.

No dia seguinte fomos à reunião liderada pelo irmão Urbano na casa de Estáquis. As bênçãos do Senhor, a comunhão entre os irmãos, a adoração, o amor ao Senhor Jesus Cristo e a rendição de novas vidas ao Senhorio de Jesus também estavam presentes como na casa de Priscila e Áquila.

Em dias seguintes estivemos nas casas de Aristóbulo, de Herodião, de Narciso, de Trifena e Trifosa, de outros tantos, participando das igrejas que se reuniam em suas casas, sempre abençoadas embora perseguidas; sempre a mesma comunhão entre os irmãos embora odiados pelo império e pelo mundo. Nesta última reunião ficamos sabendo que dos cinco irmãos que foram presos, dois foram condenados à morte e degolados e três foram soltos para contarem aos demais cristãos as penas que os esperava se não parassem de anunciar que Jesus Cristo era o Senhor, pois para os romanos o senhor era o imperador (César). Os irmãos mesmo chorando, louvaram o nome do Senhor pelos que foram achados de ser dignos de morrer pelo nome do Senhor Jesus. Os que foram soltos reafirmaram sua fé. Também contaram que na prisão muitos outros presos e soldados se tornaram cristãos. Ficamos impressionados com a coragem e audácia daqueles irmãos.

Visitamos ainda a cidade de Éfeso e a região da Galácia. Em todos os lugares encontramos a mesma fé, o mesmo amor e a mesma comunhão. Também haviam pessoas que tentavam misturar costumes locais nas igrejas, que tentavam dividir as igrejas em grupos seguidores de judaizantes, de pretensos discípulos ou de falsas idéias. Esses logo eram repelidos através da leitura das cartas enviadas pelo apóstolo Paulo às igrejas caseiras. Estas cartas eram copiadas manualmente e distribuídas livre e graciosamente a fim de que fossem lidas nas reuniões nos lares.

Nesse ponto, o Espírito do Senhor nos trouxe de volta da viagem em pensamento. Voltamos à realidade da igreja contemporânea. Ficamos a tecer comparações da igreja moderna com a igreja iniciante nos aspectos abaixo:-

Nos dois primeiro séculos as igrejas eram pobres, nem propriedades simples possuíam. Os irmãos reuniam-se escondidos em pequenas e desconfortáveis casas, em grutas, em catacumbas, em florestas. Sem corais, bandas ou aparelhos sonoros. O seminário que os líderes cursavam era a prática e a comunhão do dia a dia, vivendo e falando das boas novas do evangelho na dependência total do Espírito Santo. Sem os obreiros "superpreparados", sem as "grandes estrelas (superstars)", sem os "donos-da-bola", mestres, doutores, "tele-evangelistas", etc., mas com grandes limitações de comunicação, transporte e sob grande perseguição levaram o evangelho a todo mundo conhecido.

Aquela igreja só parou quando satanás mudou a forma de combatê-la, usou o imperador Constantino. Este percebendo que todo o império seguiria a nova religião. Fazendo-se passar por cristão, deu início à decadência do cristianismo. Iniciou a construção de grandes edifícios e catedrais, locais onde os cristãos passaram a se reunir e congregar. Foram criados o clero com suas escolas de teologia e com a exclusividade de ler e interpretar a Palavra; a liturgia com sua pompa, também corais, cantores, instrumentistas, etc. Aos poucos foram sendo introduzidos os costumes e práticas greco-romanas, e a igreja foi cada vez mais se afastando do verdadeiro cristianismo.

Na verdade sempre houve grupos que permaneceram fiéis ao verdadeiro cristianismo:- montanistas, lolardos, valdenses, anabatistas e outros; agora perseguidos pelo império e pelo "cristianismo" oficial. Estes grupos continuaram se reunindo em grupos pequenos em cavernas, bosques, grutas; às escondidas, sendo perseguidos, massacrados, aniquilados; homens dos quais o mundo não era digno.

Vieram os movimentos de reforma, mas não foram completos. Se a verdadeira igreja neotestamentária tivesse sido restaurada, de há muito o mundo todo teria sido alcançado.

Não somos contrários ao bom uso das conquistas modernas como seminários, meios de comunicação, locais de reunião de massa, etc. Mas há a necessidade da igreja neotestamentária ser restaurada fielmente. Felizmente nas últimas décadas iniciou-se um novo movimento no meio evangélico mundial através de homens como Davi Young Cho (Evangelho Pleno – Coréia), Ralph Neighbour Jr.(Estados Unidos), Lawrence Khong (Batista Comunidade da Fé - Cingapura), Dion Robert (Costa do Marfim), César Castellanos (Bogotá) e outros pelo mundo, e no Brasil Roberto Lay (Menonita Curitiba), Valnice Milhomens (Palavra da Fé), Abe Hubber (Santarém/Recife) e de outros tantos pelo Brasil, e dos congressos da Sepal. Este movimento tem restaurado a visão e o modo de vida da igreja dos dois primeiros séculos. Os programas são trocados pela comunhão dos pequenos grupos; os especialistas pelos líderes facilitadores; as grandes campanhas pelo evangelismo individual. Cada casa se torna uma igreja e cada membro um discípulo e um ministro. Os cultos do domingo se tornam encontros de celebração onde os pequenos grupos se encontram no grande grupo para juntos e em comunhão celebrarem ao Senhor de nossas vidas. Essas igrejas têm se tornado ao mesmo tempo as maiores do mundo e também as menores. Os seus líderes os pastores presidentes no topo da estrutura, do organograma, nos pequenos grupos (células) são os menores pois ali são pastoreados.

A igreja dos pequenos grupos é aquela que sobrevive às mais terríveis perseguições. Caso passemos como igreja pelo período da pré-tribulação, ou aqueles que se converterem na grande tribulação, terão que se reunir às escondidas nos pequenos grupos. Mas isso será assunto de outra reflexão que o Senhor está nos dando.

Alguns versos que falam sobre a igreja nos lares:- Romanos 16: 5,10,11,14 e 15 – I Corint. 16.19 – Gál. 1.2 – Filip. 4.22 – Coloss. 4.15 – II Timot. 4.19 – Filemon 2 – Além do exemplo de Jesus que conviveu no seu ministério com um grupo com mais 12 discípulos, com os quais teve um relacionamento mais profundo.

Ivo Gomes do Prado

Candidato a servo inútil

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

RICO E LÁZARO - HISTÓRIA OU PARÁBOLA?


   Em textos de parábolas de Jesus sempre há a citação de que se trata de uma parábola, ou de uma comparação ou de uma semelhança. Nos   trechos da de uma parábola não são citados nomes de pessoas.

    Na história do rico e de Lázaro, o Mestre não a cita como parábola, semelhança ou comparação. Tampouco o Mestre iria fazer uso de uma figura impossível de acontecer para o ensino de seus discípulos e ouvintes, pois estaria dizendo uma mentira, algo incompatível com Ele.

    Como nos diz Paul Earnhart :"Parábolas não são fábulas ou mitos. Não há elementos irreais ou situações impossíveis nelas. De fato, sua força está em serem absolutamente concebíveis e na plausibilidade das circunstâncias que elas descrevem. Elas falam de situações familiares, da vida real". 

    Mesmos para aqueles que porventura afirmem tratar-se de uma parábola, teriam que aceitar que Jesus falava uma verdade.

    Vejam os textos abaixo em que as verdades são contadas através de parábolas. Parábolas:- curvas, passar em roda, usar de um paralelo para mostrar uma ou mais verdades.
  • Mateus 7.24 " ... será comparado ..."
  • Mateus 13.3 " E falou-lhe de muitas coisas por parábolas, dizendo: Eis que o semeador saiu a semear".
  • Mateus 13.24 "Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao homem que semeia a boa semente no seu campo;"
  • Mateus 13.31 "Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao grão de mostarda que o homem, pegando nele, semeou no seu campo;"
  • Mateus 20. 1 "Porque o reino dos céus é semelhante..."
  • Mateus 22.1 " ENTÃO Jesus, tomando a palavra, tornou a falar-lhes em parábolas, dizendo:"
  • Mateus 25.1 "Então o reino dos céus será semelhante a dez virgens..."
  • Marcos 4.26 "O reino de Deus é assim como se um homem ..."
  • Marcos 4.30 "Disse mais: A que assemelharemos o reino de Deus? ou com que parábola o apresentaremos?"
  • Marcos 4.34 "E sem parábolas nunca lhes falava; porém, tudo declarava em particular aos seus discípulos"
  • Lucas 8.10  " E ele disse: A vós vos é dado conhecer os mistérios do reino de Deus, mas aos outros por parábolas, para que vendo, não vejam, e ouvindo, não entendam".
  • Lucas 13.18,19 "E dizia: A que é semelhanto o reino de Deus, e a que o compararei? É semelhante a um grão de mostarda...  "
  • Lucas 13. 20,21 "Disse mais: A que compararei o reino de Deus? É semelhante ao fermento ..."
  • Em Lucas 15 temos uma seqüência de parábolas iniciadas pelo verso 3 "E ele lhes propôs esta parábola, dizendo:"
Dessa forma temos na história do Rico e de Lázaro a visão que após este vida nossa alma irá imediatamente ou para o Paraíso (seio de Abraão) ou para um lugar de tormento.

No Senhor,
Ivo Gomes do Prado

"E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar, e de anunciar a Jesus, o Cristo". Atos 5.42

CRESCENDO COMO UMA COMUNIDADE DE ADORADORES


Crescendo Como Uma Comunidade de Adoradores.

A grande missão da Igreja é ganhar vidas para o Reino do Senhor Jesus Cristo. É isso que vemos na Grande Comissão (Marcos 16.15-16). A razão da existência da Igreja é o louvor e a adoração ao nosso Senhor Jesus Cristo (Fil. 1.11, Heb. 13.15, João 4.23-24), existimos para adorar a Deus e para alcançar vidas para também adorá-Lo e glorificá-Lo.

O louvor não é expresso apenas na música, deve aparecer em todas as partes do culto (cânticos, oração, palavra, ministrações, etc.) e nosso viver diário.

Louvor e Adoração

Normalmente o momento de exaltação em nossas reuniões, tanto nos encontros de celebração (cultos), como em outras reuniões, deve ser iniciado com louvor e finalizado com adoração.

Louvor, em rápidas palavras, é a exaltação a Deus pelo que nos tem feito, é agradecimento, gratidão. Tanto pode ser silencioso como barulhento, mas deve sempre envolver nossas emoções. Vide Salmos 126.2, Salmos 89.1, Êxodo 15.20 e 2 Samuel 6.14.


Adoração, também em rápidas palavras, é a exaltação, do nome de Deus por aquilo que Ele É, o nome Yaweh ou Jeová significa Eu Sou - Êxodo 3.14. É quando exteriorizamos todo o nosso amor por Ele em um momento de uma íntima e envolvente comunhão. Adoração é o reconhecimento da soberania do Senhor. Vide Salmos 95.6, Neemias 8.6 e Apoc. 11.16-17.

Deus habita no meio dos louvores

Os momentos de exaltação em nossas reuniões não são meramente para preencher o tempo, nem momentos de exaltações pessoais de músicos e cantores. Longe disso, nós os dedicamos tão somente ao Deus Todo Poderoso (El Shadai). São instantes em que a santidade do Altíssimo se faz presente em nossos corações, fazendo-nos crescer em espiritualidade, preparando-nos para receber a Palavra de edificação e salvação. Os não alcançados, são tocados e ficam maravilhados com o fato do Criador ser tão real para nós, com as grandes coisas que Ele tem feito e com o amor abundante com que o amamos.

Não são as nossas palavras, nem a nossa sabedoria que tocam os corações e sim a presença do Senhor em nosso meio (I Cor. 14.25). Podemos ter belas casas de culto, grandes programações, pregadores refinados, músicas “maravilhosas”; mas sem a presença de Deus nada disso valerá.

A principal tarefa da Igreja é a de adorar a Deus

Nós fomos feitos especialmente para a adoração de Deus. A principal tarefa da Igreja é a de adorar a Deus, porque o amamos acima de todas as coisas, as demais coisas vêm em conseqüência da adoração.

Durante os momentos de exaltação é comum ocorrerem algumas manifestações dirigidas pelo Espírito do Senhor. Destacamos algumas:-



Ø  Canção profética:- Pode aparecer em forma de cânticos espirituais.

Ø  Cura e ministrações:- Pessoas enfermas, aleijadas ou com problemas têm sido restauradas. O exemplo bíblico é quando Davi tocava sua harpa para afastar os espíritos que atormentavam o desobediente rei Saul.

Ø  Quebrantamento:- Momentos de quebrantamento têm se manifestado sobre pessoas ou congregações inteiras. Momentos solenes de humilhação e choro ou silêncio profundo.

Ø  Batalha espiritual:- Verdadeiras batalhas têm sido travadas nos momentos de exaltação. O inimigo não suporta o nosso louvor e adoração. Na Bíblia temos algumas passagens relatando a derrota de exércitos que marchavam contra o Povo de Deus simplesmente porque este se defendeu com louvores e adoração - 2 Crônicas 20.21,22, vide ainda Salmos 149. 6-9.

Ø  Liberação de dons espirituais:- Nós sabemos que Deus responde as nossas orações. No louvor damos tempo e condições para o Senhor agir, os dons são liberados, há a capacitação para novos ministérios para o uso nas necessidades do grupo.

O ministério do louvor e adoração é eterno.

Praticamente todos os ministérios e dons cessarão na eternidade, quando receberemos os nossos galardões e as novas atividades celestiais, de acordo com a nossa fidelidade. O louvor e a adoração, no entanto, ocuparão um lugar de destaque na eternidade. No livro do Apocalipse, que é a revelação do final dos tempos, nós encontramos diversas vezes os anjos e os homens exaltando o nome de Deus e do Cordeiro. Vamos ler agora Apocalipse 7.9 a 12.

Conforme nós vimos, devemos viver uma vida de louvor e adoração ao nosso Pai celestial. Se a murmuração nos traz contendas e tristezas, vamos substituí-la de vez pela exaltação onde há a alegria e a paz da presença do Senhor. É certo que o louvor e a adoração são eternos, então, vamos desde já desfrutar da eternidade exaltando o nome daquele que tanto nos amou.

Comentários no pequeno grupo:-

Como podemos crescer como uma comunidade de adoradores?

Ivo Gomes do Prado


Igreja Presbiteriana Renovada Central em Assis (SP).

terça-feira, 10 de setembro de 2013

IGREJAS OU CLUBES DE SALVOS?

A história abaixo não é mera coincidência nem com a realidade de hoje e muito menos com as histórias dos avivamentos, pois todos o movimentos tiveram os seus apogeus e os seus declínios. São como as paixões que antecedem os casamentos, logo se apagam permanecendo o melhor que é o amor.

A maioria de nossas Igrejas atuais são como história de um clube de náufragos. Como um clube criado para salvar outros sobreviventes de naufrágios que havia numa costa marítima cheia de rochas traiçoeiras. Com o passar do tempo esse clube começou a se "organizar" acabando por serem acrescentadas muitas atividades sociais. Até que um dia, os membros do clube acabaram por se esquecer quase que completamente da finalidade para que o mesmo havia sido criado.

Aí um grupo de recém salvos dos últimos naufrágios iniciaram outro clube de náufragos.  Mas com o tempo esse novo clube  foi se "modernizando" e acabou tendo o mesmo destino do primeiro clube.

E assim a história sempre acaba por repetir-se.

Não é possível se manter um avivamento em seus tempos de apogeu, mas é possível se manter o amor de Deus renovando-se constantemente para manter a chama do Espírito sempre a arder em nossos corações.

II Timóteo 1.6 "Por essa razão, torno a lembrar-lhe que mantenha viva a chama do dom de Deus que está em você mediante a imposição das minhas mãos."


Ivo Gomes do Prado

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

PEQUENOS GRUPOS - A NOVA E GRANDE REFORMA DA IGREJA

Evangelismo por meio da célula - Custe o que custar

Embora a oração seja fundamental para que almas perdidas sejam evangelizadas, Deus usa seres humanos para alcançar pessoas que precisam de salvação. E embora seja verdade que somente Deus pode restaurar uma pessoa, Ele usa pessoas para plantar e regar.

As células e igrejas em células focam primordialmente no desenvolvimento de relacionamentos (conexões oikos) no processo de lançar a semente. Atender a necessidades também é um componente fundamental para preparar o solo endurecido. Porém, o que dizer de outras técnicas de evangelização? Quais outras maneiras as células utilizam para praticarem o evangelismo?

Minha convicção pessoal é esta: Faça tudo que puder para ganhar pessoas para Jesus. Acompanhei alguns pastores de células que se limitavam nesse sentido, pensando que células e igrejas em células somente praticavam determinados tipos de evangelismo. O pastor de uma igreja em células, por exemplo, se restringiu por meses e meses a gastar tempo APENAS conhecendo não cristãos. 

Ele pensava que essa era a única maneira que as igrejas em células PODIAM evangelizar (ou seja, outros métodos eram "contra as regras").

Sugeri-lhe que ampliasse seus métodos realizando uma feira gastronômica, distribuindo folhetos, e outros métodos evangelísticos que funcionem na sua comunidade. Compartilhei com ele outros métodos que têm sido utilizados eficazmente por células, como:

• Jantares especiais ou "junta panelas". Lembre que Jesus estava sempre comendo com as pessoas - frequentemente na casa delas.


• Mudar a célula de casa em casa. Essa é uma excelente maneira de atrair visitantes. Quando um membro da célula recebe o grupo em sua casa, há uma chance maior de os amigos e parentes desse membro participar.


• Vídeo na célula. Algumas têm utilizado o vídeo "Jesus" ou partes de um vídeo secular tendo em mente um propósito específico (por exemplo, A Lista de Schindler).


• Eventos esportivos. Um líder de célula comentou em um de meus seminários: "Nós, como membros de uma célula, planejamos um evento evangelístico a cada seis semanas. Nós vamos juntos assistir a um jogo de basquete ou outro esporte a cada seis semanas. Assim, estamos constantemente fazendo contatos e amizade com não cristãos. Sem essa regularidade, acabaríamos perdendo a persistência".


• Grupos de interesse/amizade. Ralph Neighbour desenvolveu e testou materiais para preparar membros de célula a começar grupos de evangelismo com duração de 12 semanas para alcançar não cristãos.


• Momento de evangelismo na célula. Nós usamos o 4º "E" na célula para conversar sobre o evangelismo da célula ou para planejar uma multiplicação futura. Laurence Singlehurst (Cell UK) desenvolveu excelentes materiais para enfatizar esse aspecto da célula.


Muitas igrejas em células também evangelizam por meio do culto de celebração, planejando 2 a 4 eventos de colheita por ano. As células se mobilizam para convidar seus contatos não cristãos e acompanhar visitantes e novos convertidos.

As igrejas em células ocupam uma posição singular no evangelismo por meio de uma grande variedade de métodos. Quais métodos funcionaram melhor na sua igreja? O que estão fazendo atualmente para evangelizar?


Pr. Joel Comiskey
(International Cell Church Forum - 26.10.2010)

BATALHA ESPIRITUAL, UMA LUTA SEM TRÉGUA


O diabo não é um mito nem uma divindade caída, mas um anjo caído. Com sua queda, arrastou consigo muitos seres angelicais, que se tornaram principados, potestades, dominadores deste mundo tenebroso e forças espirituais do mal. Esses seres malignos, destruidores, mentirosos e assassinos têm atormentado os homens que não têm o selo de Deus. 

Aqueles que ainda não nasceram de novo e ainda não foram redimidos pelo sangue de Cristo estão na potestade de Satanás, no império das trevas, na casa do valente. Nossa luta não é contra o sangue e a carne, mas contra os principados e potestades. Essa luta é sem pausa. 

Esse inimigo é poderoso e astuto. Nessa luta não podemos usar armas carnais, mas devemos usar armas espirituais. Precisamos ser fortalecidos pelo poder de Deus e usar toda a armadura de Deus. É importante destacar que Jesus já tirou a armadura do diabo e o expôs ao desprezo na cruz. No calvário Jesus esmagou a cabeça da serpente e nos deu eterna redenção. 

Agora, estamos assentados com Cristo nos lugares celestiais. Somos mais do que vencedores em Cristo Jesus!

Hernandes Dias Lopes

NÃO DEVEMOS TEMER OS FALSOS PROFETAS

NUNCA É DEMAIS REPETIR:

"Quando o profeta falar em nome do Senhor, e essa palavra não se cumprir, nem suceder assim; esta é palavra que o Senhor não falou; com soberba a falou aquele profeta; não tenhas temor dele."
Deuteronômio 18:22

- Tudo o que um profeta diz na condição de profeta, tem que se cumprir até nas vírgulas e pontos. 

- 99% de acertos não são suficientes, tem que ser 100%.

- E não tem essa que não aconteceu porque a pessoa não foi obediente à profecia, pois toda profecia vinda do Senhor já se cumpriu no tempo do Senhor.

Ivo Prado.