sábado, 30 de novembro de 2013

A agonia do colesterol - Dr. Drauzio Varella

drauzio varella

 

30/11/2013 - 03h00

A agonia do colesterol

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Nunca me convenci de que essa obsessão para abaixar o colesterol às custas de remédio aumentasse a longevidade de pessoas saudáveis.

Essa crença --que fez das estatinas o maior sucesso comercial da história da medicina-- tomou conta da cardiologia a partir de dois estudos observacionais: Seven Cities e Framingham, iniciados nos anos 1950.

Considerados tendenciosos por vários especialistas, o Seven Cities pretendeu demonstrar que os ataques cardíacos estariam ligados ao consumo de gordura animal, enquanto o Framingham concluiu que eles guardariam relação direta com o colesterol.

A partir dos anos 1980, o aparecimento das estatinas (drogas que reduzem os níveis de colesterol) abafou as vozes discordantes, e a classe médica foi tomada por um furor anticolesterol que contagiou a população. Hoje, todos se preocupam com os alimentos gordurosos e tratam com intimidade o "bom" (HDL) e o "mau" colesterol (LDL).

As diretrizes americanas publicadas em 2001 recomendavam manter o LDL abaixo de cem a qualquer preço. Ainda que fosse preciso quadruplicar a dose de estatina ou combiná-la com outras drogas, sem nenhuma evidência científica que justificasse tal conduta.

Apenas nos Estados Unidos, esse alvo absolutamente arbitrário fez o número de usuários de estatinas saltar de 13 milhões para 36 milhões. Nenhum estudo posterior, patrocinado ou não pela indústria, conseguiu demonstrar que essa estratégia fez cair a mortalidade por doença cardiovascular.

Cardiologistas radicais foram mais longe: o LDL deveria ser mantido abaixo de 70, alvo inacessível a mortais como você e eu. Seríamos tantos os candidatos ao tratamento, que sairia mais barato acrescentar estatina ao suprimento de água domiciliar, conforme sugeriu um eminente professor americano.

Pois bem. Depois de cinco anos de análises dos estudos mais recentes, a American Heart Association e a American College of Cardiology, entidades sem fins lucrativos, mas que recebem auxílios generosos da indústria farmacêutica, atualizaram as diretrizes de 2001.

Pasme, leitor de inteligência mediana como eu. Segundo elas, os níveis de colesterol não interessam mais.

Portanto, se seu LDL é alto não fique aflito para reduzi-lo: o risco de sofrer ataque cardíaco ou derrame cerebral não será modificado. Em português mais claro, esqueça tudo o que foi dito nos últimos 30 anos.

A indústria não sofrerá prejuízos, no entanto: as estatinas devem até ampliar sua participação no mercado. Agora serão prescritas para a multidão daqueles com mais de 7,5% de chance de sofrer ataque cardíaco ou derrame cerebral nos dez anos seguintes, risco calculado a partir de uma fórmula nova que já recebe críticas dos especialistas.

Se reduzir os níveis de colesterol não confere proteção, por que insistir nas estatinas? Porque elas têm ações anti-inflamatórias e estabilizadoras das placas de aterosclerose, que podem dificultar o desprendimento de coágulos capazes de obstruir artérias menores.

O argumento é consistente, mas qual o custo-benefício?

Recém-publicado no "British Medical Journal", um artigo baseado nos mesmos estudos avaliados pelas diretrizes mostrou que naqueles com menos de 20% de risco em dez anos as estatinas não reduzem o número de mortes nem de eventos mais graves. Nesse grupo seria necessário tratar 140 pessoas para evitar um caso de infarto do miocárdio ou de derrame cerebral não fatais.

Ou seja, 139 tomarão inutilmente medicamentos caros que em até 20% dos casos podem provocar dores musculares, problemas gastrointestinais, distúrbios de sono e de memória e disfunção erétil.

A indicação de estatina no diabetes e para quem já sofreu ataque cardíaco, por enquanto, resiste às críticas.

Se você, leitor com boa saúde, toma remédio para o colesterol, converse com seu médico, mas esteja certo de que ele conhece a literatura e leu com espírito crítico as 32 páginas das novas diretrizes citadas nesta coluna.

Preste atenção: mais de 80% dos ataques cardíacos ocorrem por conta do cigarro, vida sedentária, obesidade, pressão alta e diabetes. Imaginar ser possível evitá-los sentado na poltrona, às custas de uma pílula para abaixar o colesterol, é pensamento mágico.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/drauziovarella/2013/11/1378458-a-agonia-do-colesterol.shtml
drauzio varella
Drauzio Varella é médico cancerologista. Por 20 anos dirigiu o serviço de Imunologia do Hospital do Câncer. Foi um dos pioneiros no tratamento da Aids no Brasil e do trabalho em presídios, ao qual se dedica ainda hoje. É autor do livro "Estação Carandiru" (Companhia das Letras). Escreve aos sábados, a cada duas semanas, na versão impressa de "Ilustrada".

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

AS ESMOLAS DE CORNÉLIO


AS ESMOLAS DE CORNÉLIO

"E eis que diante de mim se apresentou um homem com vestes resplandecentes, e disse: Cornélio, a tua oração foi ouvida, e as tuas esmolas estão em memória diante de Deus." (At 10:31)

O texto bíblico citado trata de um homem chamado Cornélio. É dito sobre ele que era temente a Deus com toda a sua casa; fazia esmolas ao povo e de continuo orava ao Senhor. Em um desses encontros com Deus um anjo lhe aparece e diz: suas orações foram ouvidas e suas esmolas foram lembradas. Na sequência do texto o anjo lhe orienta sobre o que fazer: deveria buscar a Pedro, que lhe anunciaria as boas-novas de salvação. Interessante observação: o anjo não lhe prega o evangelho, pois não era de sua responsabilidade portá-las. Diz-nos a Bíblia que os anjos até que gostariam de fazê-lo, mas o privilégio foi confiado aos homens convertidos.

Deus conhece os que são sinceros, independentemente da fé que tenham. Ele sabe quem tem buscado uma verdadeira comunhão com Ele. E, segundo o que entendemos do texto, é capaz de intervir na história dessas pessoas e lhes apontar o verdadeiro caminho da salvação. Não é qualquer caminho, qualquer religião, qualquer fé que salva. Mas quem é sincero em sua busca de Deus acaba por encontrar o rumo da verdade em Cristo Jesus. Foi o que aconteceu com Cornélio, um ignorante sobre Jesus Cristo: Deus lhe manda buscar um evangelista.

Isso me faz lembrar do ex-padre Aníbal Pereira dos Reis. Ele amava a Deus, era religioso ao extremo, mas não conhecia a verdadeira boa-nova de salvação. Deus se revelou a ele. Também Martinho Lutero: sua busca teve êxito, pois foi guiado a encontrar na carta aos Romanos a direção da verdadeira fé que salva independentemente das obras. Posso citar o meu caso: um religioso sincero, consagrado, mas perdido nos próprios pecados. Ainda adolescente Deus tocou em meu coração, mostrando-me que não haveria outra encarnação para resolver-me diante do Criador. Foi quanto através de um folheto ("Previsão Científica do Fim do Mundo") fui conduzido à reflexão bíblica e ganho para Jesus, através da instrumentalidade do Pastor Timofei Diacov, a quem serei eternamente grato.

Deus vê as nossas esmolas. Aliás, na maioria dos casos, ninguém precisa conhecê-las. Nem a mão direita deve dizer à esquerda. Ofertas e dízimos sim, são conhecidos (como a viúva pobre, vista por todos, inclusive por Jesus). Mas ainda que sejam ofertas ou esmolas desconhecidas pelos homens, no livro de Deus são anotadas uma por uma. Ele conhece cada uma delas. Sabe com que intenção foram dadas. Sabe qual foi a motivação delas. Se foi mera ostentação de falsa piedade, se foi busca de notoriedade, se foi para obter admiração pública, ou se foi motivada por um coração misericordioso e piedoso. No rol das esmolas entra também a nossa fidelidade à Obra de Deus e a nossa generosidade para com o trabalho do Senhor. Ele conhece a nossa disposição. Muitas vezes 10 reais de um assalariado, ofertados com amor e com muita devoção são tremendamente mais preciosos do que 10 mil reais entregues mecanicamente. Quantos maços de verdura, quilos de arroz, roupas usadas, casas varridas, jardins aparados, não foram ofertados com tamanha dedicação? Segundo a Bíblia, nenhum deles passa despercebido pelo Senhor.

Deus ouve as nossas orações. É importante que se diga: é a única pessoa que realmente importa ouvir-nos. Pena que muitas igrejas não pensem assim, e que muitos pastores não ensinem isso às suas igrejas. Quando oram fazem questão de dar um microfone e ligarem um som altíssimo, com alguém a esgoelar-s, berrando como um jumento ferido, envergonhando o evangelho, transformando a Casa de Oração numa casa de insanos e mal educados! Pensam que quanto mais se grita mais se é ouvido por Deus. Talvez porque nem creiam num Deus que ouve; querem é que o povo escute. Mas Cornélio mostrou por sua prática que Deus o ouvia no recôndito privado do seu lar, orações que só ele e Deus conheciam. Deus ouve quando oramos!

Esmolar, ofertar e orar não salvam. Cornélio não estava salvo por ser um homem temente a Deus. Ele precisava inteirar-se do único caminho de vida eterna, Jesus Cristo, Rei dos reis e Senhor dos senhores. Para isso foi preciso chamar a Pedro. Se o anjo lhe tivesse anunciado as boas-novas certamente teria pecado contra Deus, ou, certamente, teria mentido ao pobre pecador. Anjos não devem pregar mensagem de salvação. Mas podem ajudar, indicar e facilitar o contato entre um evangelista e um pecador perdido. Quantas vezes já vimos isso acontecer! Quantas pessoas já foram colocadas no caminho de mensageiros de boas-novas! É nítida a ação angelical em tais casos! Mas é notório também que Cornélio só foi salvo quando ouviu a Palavra e recebeu-a em seu coração.

Como estão as suas esmolas? Como vai a sua generosidade? Como anda o seu bolso? Deus está vendo e anotando o uso que faz do dinheiro que Ele permite chegar às suas mãos. Poderia um anjo dizer-lhe: "suas esmolas foram anotadas no Céu?"

Como estão as suas orações? São honestas? São constantes? São sinceras? Deus as está ouvindo. E se forem relevantes serão certamente atendidas! Ele não as esquece! Ele não as ignora! Mas pesa a honestidade de cada uma delas e decide como e quando respondê-las. Há orações em sua vida? Ou não passam de fórmulas bobas de alívio de consciência, do tipo "obrigado, Senhor pelo alimento", ou "dá-me uma boa noite de sono?" Agradecer o pão e pedir pela noite é bom, mas só isso não se constitui numa oração relevante; pode ser circunstancial, mas não pode ser rotineira na vida de quem diz orar de verdade. Coração quebrantado, alma dedicada, témpo despendido são condições necessárias para que, de fato, as orações sejam chamdas de "oração" diante do memorial de Deus.

Deus viu a esmola de Cornélio, Deus ouviu suas súplicas. Ele verá a sua dedicação e também atenderá às suas orações.

Wagner Antonio de Araújo
Igreja Batista Boas Novas do Rodoanel, Carapicuíba, SP, Brasil

sábado, 23 de novembro de 2013

POSSO COMER CARNE OFERECIDA AO DIABO?

E carne oferecida ao diabo? Posso comer?

Muitos cristãos enfrentam dúvidas sinceras convivendo com a cultura que os cerca. Posso isso? Posso aquilo? É pecado aquilo outro? Dependendo da cultura, as perguntas variam, mas no fundo todas elas são resultado do fato que nem sempre a linha que divide o certo do errado é muito clara.

Paulo enfrentou um caso destes na igreja de Corinto. Havia festivais pagãos oferecidos aos deuses nos templos da cidade, onde se sacrificavam animais e se comia a carne deles. Fazia parte da cultura pagã daqueles dias. Os novos convertidos de Corinto, grande parte deles ex-idólatras (1Cor 6:9-11), estavam cheios de dúvida se podiam ao menos comer carne, pois sempre corriam o risco de, sem saber, estarem comendo a carne de algum animal que havia sido oferecido aos ídolos e aos demônios.

Eles haviam discutido o assunto e se dividiram em dois grupos: os “fortes,” que achavam que podiam comer, e os “fracos,” que achavam que não e preferiam ficar com os legumes (leia 1Co 8—10 para ver o contexto). E mandaram uma carta a Paulo sobre isto (1Cor 8:1). Eram os crentes livres para comer carne mesmo correndo este risco? A resposta de Paulo foi tríplice:

1) O crente não deveria ir ao templo pagão para estas festas e ali comer carne, pois isto configuraria culto aos ídolos e portanto, idolatria. É referindo-se a participar do culto pagão que ele diz “não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios” (1Cor 10:19-23).

2) O crente poderia aceitar o convite de um amigo pagão e comer carne na casa dele, mesmo com o risco de que esta carne tivesse sido oferecida aos ídolos. E não deveria levantar o assunto. Se não houvesse ninguém que levantasse a questão e ninguém que fosse se sentir ofendido, o crente poderia comer a carne oferecida por seu amigo descrente. Se, todavia, houvesse alguém presente ali que se escandalizasse, o crente não deveria comer. A proibição de comer não era porque era pecado, mas porque iria ofender o irmão de consciência débil e fraca que porventura estivesse ali também, como convidado (1Cor 10:27-31).

3) E por fim, Paulo diz que o crente pode comer de tudo que se vende no mercado sem perguntar nada. O argumento dele é que a terra e a sua plenitude – isto é, tudo o que Ele criou – é de Deus e intrinsecamente bom, se usados corretamente. (1Cor 10:25-26).

Mais tarde, ele escreve a Timóteo criticando os que “exigem abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos, com ações de graças, pelos fiéis e por quantos conhecem plenamente a verdade; pois tudo que Deus criou é bom, e, recebido com ações de graças, nada é recusável, porque, pela palavra de Deus e pela oração, é santificado” (1Tim 4.3-4).

Parece claro que o raciocínio de Paulo é que a carne só se torna anátema e proibida para o crente enquanto estiver no ambiente pagão de consagração aos ídolos. Uma vez que a carne saiu de lá e foi para o açougue e de lá para a mesa do crente ou do seu vizinho descrente, não representa mais qualquer ameaça espiritual. De outra forma, Paulo não teria permitido o seu consumo em casa e na casa de um amigo. A restrição é somente no ambiente de culto e consagração pagã.

Alguns dos coríntios, para não arriscar, tinham preferido só comer legumes, com receio de ficarem contaminados com os demônios a quem a carne teria sido oferecida: “o débil come legumes” (Rm 14.2). Paulo certamente preferia que os crentes da cidade seguissem o caminho dos que ele chama de “fortes,” que é daqueles que já aprenderam que só há um Deus e um Senhor e que tudo é dele. A Igreja não pode ficar refém da ética dos “débeis” pois inevitavelmente descamba para o legalismo. Mas, ele admite que “não há este conhecimento em todos” (1Co 8.7) e determina que, em amor e consideração a estes irmãos, haja respeito e consideração uns para com os outros.

Em resumo: à exceção dos churrascos nos templos pagãos, os crentes podiam comer em casa carne comprada no mercado, e na casa de amigos descrentes quando convidados. Quem não se sentisse a vontade para fazer isto, por causa da consciência, que comesse legumes. Não havia problemas, desde que não condenassem os que se sentiam tranquilos para comer carne. E estes, não deveriam zombar e desprezar os outros.

PS IMPORTANTE - antes de perguntar sobre objetos e coisas amaldiçoados leia meu artigo sobre o tema aqui:

http://goo.gl/tdjN2c

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

A REENCARNAÇÃO SEGUNDO A BÍBLIA

Que é reencarnação? Etimologicamente, “reencarnação” vem do composto latino “re” que quer dizer “outra vez” e “incarnere”, isto é, “em carne”. Religiosamente, falando, é a crença em que alma ou o espírito, muda após a morte para outro corpo. Transmigração, metempsicose, palingenésia e renascimento são sinônimos da palavra reencarnação.

A reencarnação é parte essencial do panteísmo oriental. Hinduísmo e Budismo, os mais antigos sistemas religiosos do oriente pregam a reencarnação. O espiritismo de Alain Kardec, o movimento Rosa-Cruz e a Sociedade Teosófica promovem a doutrina da reencarnação. É uma das crenças mais divulgadas no mundo, através da literatura e do cinema.

A reencarnação é a essência do panteísmo. Segundo o panteísmo, não há diferença entre Deus e o mundo, pois “tudo é Deus e Deus é tudo”. Normam Geisler afirma que embora haja várias formas de reencarnação dentro das religiões panteísta, a maioria delas têm varias cousas em comum: (1) Um objetivo de perfeição final para a raça humana. (2) Processo evolutivo na direção da perfeição, que não poderá ser atingida instantaneamente, mas, mediante reencarnações. (3) Rejeição da doutrina tradicional do inferno e defesa da “doutrina da segunda oportunidade”, depois desta vida. (4) Defesa da “doutrina do carma” que defende que a conduta da pessoa em vidas anteriores influenciará o tipo de vida que tal pessoa supostamente terá em futuras encarnações. O que a pessoa semeia nesta vida vai colher na próxima. (5) A sobrevivência do eu em sucessivas vidas posteriores. O eu persiste ao longo do processo de reencarnações. (6) São perecíveis e múltiplos os corpos onde ocorrerão as reencarnações. (7) As reencarnações não precisam ocorrer exclusivamente no planeta terra, mas em outros planetas. Há outros sistemas além do solar.

Os reencarnacionistas frequentemente se voltam para a Bíblia, à procura de sustentação para suas doutrinas. Os textos mais usados, equivocadamente, são: Jó 1.20,21; Jr 1.4,5; Mt 11.14; 17.10-13; Mc 9.11-13; Jo 3.3; Tg 3.6. As ideias deles, porém, são contrárias ao ensino bíblico. Vejamos os principais pontos.

Primeiro, o reencarnacionista tem um conceito de Deus contrário à bíblia.
O Deus da Bíblia não é uma força impessoal que se mistura com a criação. Deus é transcendente e imanente, ou seja, Deus está tanto além do mundo como dentro dele (Is 66.1-2; At 17.24-28). Deus criou o mundo não usando a si mesmo como matéria(ex. Deo), nem dalguma matéria preexistente, mas, sim, do nada ((Ex. Nihilo). O mundo depende de Deus para a sua própria existência (Gn1.1; Sl 33.9; 103.19). Deus a qualquer momento pode intervir no mundo, de forma sobrenatural. Ele é soberano em suas ações (Sl 104 e 115).

Segundo, o reencarnacionista tem uma visão do homem contrario a bíblia.
Contrariamente às Escrituras, eles negam a origem do homem na concepção (Sl.139); Negam a unidade entre alma e corpo, vendo o corpo apenas como uma prisão da alma, o que contraria o ensino bíblico que vê o ser humano como unidade alma/corpo (Gn .2.7). A certeza da ressurreição final do corpo é a prova de que o homem possuirá corpo imortal, evento único, final e perfeito. (1 Co 15)

Terceiro, o reencarnacionista é antibíblico quanto ao conceito da morte. Ele ensina que morremos e prosseguimos morrendo incontavelmente, contudo a Bíblia afirma que está ordenado por Deus apenas uma existência neste mundo, seguida de uma única morte. (Hb 9.27)

Quarto, o reencarnacionista se opõe ao ensino bíblico acerca da salvação. Ele concebe a salvação mediante esforços humanos. A lei do carma é a salvação pelas obras. Jesus Cristo, através da obra vicária e substitutiva, pagou todo o nosso “débito cármico”. Ele morreu pelos nossos pecados. (Is 53.2; 2 Co 5.21; 1 Pe 2.24). Deus é o autor da salvação (Rm 3.23-25). Além do mais, conforme a doutrina da reencarnação não existe salvação neste mundo, mas “deste mundo”. Entretanto, Jesus afirma que a salvação começa agora (Jo 5.24; 1 Jo 5.13) e será desfrutada plenamente na eternidade.

Quinto, o reencarnacionista é contrário a bíblia quanto a doutrina do julgamento divino.

Com a possibilidade da reencarnação, a morte não é o ponto final e os julgamentos e sofrimentos que o homem enfrenta são temporais. O inferno não existe, mas é apenas uma ameaça hipotética que ajuda as pessoas a receberem o evangelho. Entretanto, a bíblia confirma que o julgamento divino é certo para todos quantos rejeitam a Deus, e a única maneira de escaparmos do inferno, é aceitarmos a salvação que nos é oferecida em Jesus Cristo (Jo 3.16; Jo 5.24).

Pr. Arival Dias Casimiro

Olha a blasfêmia contra o Espírito!!!


  • Não são poucos os pastores e pregadores que ameaçam os críticos das atuais "manifestações espirituais" de cometerem o pecado sem perdão, a blasfêmia contra o Espírito Santo, ou o pecado para a morte.

    Mas, será que a blasfêmia contra o Espírito Santo é duvidar e questionar a genuinidade destas manifestações? Comecemos examinando o conceito de "pecado para a morte". O pecado para a morte é mencionado por João em sua primeira carta:

    "Há pecado para morte, e por esse não digo que rogue (5.16c)".

    A morte a que João se refere é a morte espiritual eterna, a condenação final e irrevogável determinada por Deus, tendo como castigo o sofrimento eterno no inferno. Todos os demais pecados podem ser perdoados, mas o “pecado para morte” acarreta de forma inexorável a condenação eterna de quem o comete, a ponto do apóstolo dizer: "e por esse não digo que rogue".

    O que, então, é o pecado para a morte? O apóstolo João não declara explicitamente a que tipo de pecado se refere. Através dos séculos, estudiosos cristãos têm procurado responder a esta pergunta. Alguns têm entendido que João se refere à morte física, e têm sugerido que se trata de pecados que eram punidos com a pena de morte conforme está no Antigo Testamento (Lv 20.1-27; Nm 18.22). Não adiantaria orar pelos que cometeram pecados punidos com a morte, pois seriam executados de qualquer forma pela autoridade civil. Ou então, trata-se de pecados que o próprio Deus puniria com a morte aqui neste mundo, como ele fez com os filhos de Eli (2Sm 2.25), com Ananias e Safira (At 5.1-11) e com alguns membros da igreja de Corinto que profanavam a Ceia (1Co 11.30; cf. Rm 1.32).

    A Igreja Católica fez uma classificação de pecados veniais e pecados mortais, incluindo nos últimos os famosos sete pecados capitais, como assassinato, adultério, glutonaria, mentira, blasfêmia, idolatria, entre outros. Este tipo de classificação é totalmente arbitrário e não tem apoio nas Escrituras.

    A interpretação que nos parece mais correta é que João está se referindo à apostasia, que no contexto de seus leitores, significaria abandonar a doutrina acerca de Cristo que eles tinham ouvido e recebido dos apóstolos, e seguir o ensinamento dos falsos mestres que estavam se infiltrando naquela igreja. Estes mestres negavam a encarnação e a divindade do Senhor Jesus. “Pode-se inferir do contexto que este pecado não é uma queda parcial ou a transgressão de um determinado mandamento, mas apostasia, pela qual as pessoas se alienam completamente de Deus” (Calvino).

    Trata-se, portanto, de um pecado doutrinário, cometido de forma voluntária e consciente, similar ao pecado de blasfêmia contra o Espírito Santo, cometido pelos fariseus, e que o Senhor Jesus declarou que não haveria de ter perdão nem aqui nem no mundo vindouro (cf. Mt 12.32; Mc 3.29; Lc 12.10). Em ambos os casos, há uma rejeição consciente e voluntária da verdade que foi claramente exposta. No caso dos fariseus, a blasfêmia foi chamar deliberadamente Jesus de endemoninhado quando estava claro que Ele agia pelo poder do Espírito.

    No caso dos leitores de João, a apostasia seria mais profunda, pois os que pecaram para a morte tinham participado das igrejas cristãs, como se fossem cristãos, participado das ordenanças do batismo e da Ceia, participado dos meios de graça. À semelhança dos falsos mestres que também, antes, tinham sido membros das igrejas, apostatar seria sair delas (1Jo 2.19), se juntar aos pregadores heréticos e abraçar a doutrina deles, que consistia numa negação de Cristo.

    Tal pecado era “para a morte” porque consistia na rejeição final e decidida daquele único que pode salvar, Jesus Cristo. “Este pecado leva quem o comete inexoravelmente a um estado de incorrigível embotamento moral e espiritual, porque pecou voluntariamente contra a própria consciência” (John Stott).

    É provavelmente sobre pessoas que apostataram desta forma que o autor de Hebreus escreveu, dizendo que “é impossível outra vez renová-los para arrependimento, visto que, de novo, estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus e expondo-o à ignomínia” (Hb 6.4-6). Ele descreve essa situação como sendo um viver deliberado no pecado após o recebimento do pleno conhecimento da verdade. Neste caso, “já não resta sacrifício pelos pecados; pelo contrário, certa expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir os adversários” (Hb 10.26-27). Este pecado é descrito como calcar aos pés o Filho de Deus, profanar o sangue da aliança com que foi santificado e ultrajar o Espírito da graça (Hb 10.29), uma linguagem que claramente aponta para a blasfêmia contra o Espírito e a negação de Jesus como Senhor e Cristo (ver também 2Pd 2.20-22, onde o apóstolo Pedro se refere aos falsos mestres).

    Não é sem razão que o apóstolo João desaconselha pedirmos por quem pecou dessa forma.

    Alguém pode perguntar se Deus fecharia a porta do perdão se pessoas que pecaram para a morte se arrependessem. Tais pessoas, porém, não poderão se arrepender pois simplesmente não desejam mais se arrepender. “Tais pessoas foram entregues a um estado mental reprovável, estão destituída do Espírito Santo, e não podem fazer outra coisa senão, com suas mentes obstinadas, se tornarem piores e piores, acrescentando mais pecado ao seu pecado” (Calvino).

    Notemos que nestes versículos João não chama de “irmão” aquele que peca para a morte. Apenas declara que há pecado para a morte e que não recomenda orar pelos que o cometem. É evidente que os nascidos de Deus jamais poderão cometer este pecado.

    Portanto, não se impressione com as ameaças de pastores do tipo "você está blasfemando contra o Espírito Santo" se o que você estiver fazendo é simplesmente perguntando qual a base bíblica para certas "manifestações" atribuídas ao Espírito Santo.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

É PECADO JULGAR?

O Que a Bíblia Diz?É pecado julgar?  (mp3)
Jesus disse: "Não julgueis, para que não sejais julgados" (Mateus 7:1). Este versículo é citado por muitas pessoas para condenar qualquer pessoa que critica as doutrinas ou práticas religiosas de outros. Ironicamente, as pessoas que assim usam o texto não percebem que estão julgando a outra pessoa culpada de desobedecer esta proibição! É pecado julgar? Como é que devemos entender essas palavras de Jesus?
Jesus condena o julgamento hipócrita.
 Ele emprega uma imagem engraçada para ilustrar o ponto. Uma pessoa está sofrendo por causa de um cisco no olho, quando vem a outra oferecendo tirá-lo. Só que a outra, o juiz hipócrita, tem uma viga no olho dela! Jesus disse que temos que tirar nossas próprias vigas antes de remover os ciscos dos outros. Não devemos condenar os probleminhas dos outros quando praticamos pecados mais graves.

Jesus condena a atitude negativa do censor. Algumas pessoas vivem para criticar, sempre procurando e destacando as falhas dos outros. Tais pessoas convidam outros a ser críticos, também. Quando condenamos as pequenas falhas de outros, eles terão motivo para nos condenar (considere o exemplo do servo que não perdoou o outro, Mateus 18:23-35).

Jesus não condena a avaliação dos outros. Mateus 7 mostra claramente que Jesus não está condenando a avaliação dos outros. Temos que discernir entre o certo e o errado, e entre as pessoas que praticam as coisas de Deus e as que andam no erro. No versículo 6, Jesus exige o julgamento de pessoas que ouvem o evangelho, e a rejeição dos "porcos" e "cães". Do versículo 15 ao 20, ele ensina sobre o julgamento de professores pelos frutos (veja Mateus 16:6,11-12).

Paulo exige o julgamento. 
Não é o bastante dizer que o servo de Cristo pode julgar. O discípulo de Jesus é obrigado a julgar! Às vezes, alguém na igreja terá que julgar outros irmãos para resolver problemas (1 Coríntios 6:1-5). Em geral, todos nós temos que julgar todas as coisas, retendo o bem e rejeitando o mal (1 Tessalonicenses 5:21-22). Para discernir entre essas coisas, é necessário crescer espiritualmente (Hebreus 5:12-14). As pessoas incapazes de julgar continuam como crianças, como pessoas carnais (1 Coríntios 3:1).

O propósito do julgamento que Deus exige de nós não é para condenar ninguém ao castigo, mas para evitar o pecado e ajudar outros, também, ficarem livres do mal.

-por Dennis Allan

Lições do Discipulado - Lição 4


“O  BATISMO NAS  ÁGUAS, OU BATISMO  BÍBLICO”

O Batismo é o meio pelo qual o convertido se vê integrado numa Igreja de Jesus Cristo.

1-O BATISMO é uma ordem de Cristo
    Marcos 16:15-16, Mateus 28:16-20                              

2-A FORMA DO BATISMO   
   A Palavra Batismo vem do Grego - “BAPTIZO” - que significa IMERSO COMPLETAMENTE           
a. Requer água - Atos 8:36
b. Requer abundância de água -  João 3:23
c. Tanto o que batiza como o que é batizado devem entrar na água - Atos 8:38
d. Requer o sepultamento na água - Romanos 6:4, Colossenses  2:12
e. Requer sair da água  -  Atos 8:39, Mateus 3:16

3-O BATISMO PRÁTICADO
a .Jesus deu exemplo -  Mateus 3:13-17
b. Os Samaritanos  -  Atos 8: 5 e 12
c. Saulo (Paulo)  -  Atos 9:17-18
d. O Carcereiro e os seus  -  Atos 16:31-33

4-O SIMBOLISMO DO BATISMO BIBLÍCO  -

a .Simboliza o Perdão -  Atos 2:38
b .Simboliza a Regeneração  - Atos 22:16
c. Simboliza o Novo Nascimento  -  João 3:5
d. Simboliza o Sepultamento e a Ressurreição - Romanos 6:4,   Col. 2:12  e  Col. 3:1

5-QUEM DEVE SER BATIZADO?
Não as Criancinhas, mas só os que crêem -  Mateus 28:19-20,  Marcos 16:15-16,  Atos 2:38

6-A MENSAGEM DO BATIZANDO
   Ao ser Batizado o convertido prega silenciosamente as seguintes mensagens ao mundo:
a. O AMOR DE DEUS  - João 3:16
b. A ACEITAÇÃO DA PALAVRA  - Atos 2:41
c. A SEPARAÇÃO DO MUNDO  -  João 17:14,16
d. TESTEMUNHO  -  Lucas 24:47-48

QUESTIONÁRIO PARA RESPOSTAS
1-Que duas coisas o pecador deve fazer ao ouvir o Evangelho? Marcos 16:15-16
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2-Porque João Batizava em Enom? João 3:23________________________________________________
3-Quem deve ser Batizado? (Responder e dar um Texto)____________________________
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4-O que nos ensina o fato de Felipe e o Eunuco terem entrado na água para a realização do  Batismo?Atos 8:38-39 ________________________________________________________
5-Quais são os símbolos do Batismo? a. __________________________b.____________________
c .__________________________d. ____________________e a __________________________

Lições do Discipulado - Lição 4 -  
http://www.igrejabatistanet.com.br/discipulado/l4.doc 

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

É POSSÍVEL UMA PESSOA SALVA VIVER NA PRÁTICA DO PECADO?


Um crente salvo em Cristo pode cometer pecado, mas não viver na prática do pecado. Quem está em Cristo morreu para o pecado e não pode viver para ele (Rm 6.1-11). 


Deus nos escolheu em Cristo para sermos santos e irrepreensíveis (Ef 1.4). Escolheu-nos pela santificação do Espírito e fé na verdade (2Ts 2.13). Uma pessoa que se diz salvo e usa isso para viver no pecado nunca foi salvo (Mt 7.21-23). A evidência da salvação é a santificação (Hb 12.14). 

Os salvos deleitam-se em Deus e têm prazer na obediência. O que devemos questionar não é a verdade das Escrituras, mas o engano daqueles que têm uma falsa segurança. Podemos ter não apenas segurança de salvação, mas também alegria da salvação.

Hernandes Dias Lopes

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

O ENGANO DA ASSIM-CHAMADA ‘TEOLOGIA DA RESTITUIÇÃO’...

“Restitui! Eu quero de volta o que é meu!” Esta frase extraída de uma canção tida como “evangélica” me faz lembrar a petulante atitude do Filho Pródigo quando disse: “Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe”. E quão diferente não foi à atitude deste mesmo filho, que, anos mais tarde, arrependido, apresenta-se diante do pai com o coração quebrantado, humilde, e nada reivindica, pois, agora, está consciente de não possuir direito algum diante do pai! Observem que ele nem mesmo se sente digno de ser tratado como filho! Ele confessa o seu pecado e passa a contar apenas com a misericórdia do pai!

Nem o Filho Pródigo e nem Jó em seus momentos de angústia cantaram ou clamaram algo parecido com: “restitui, eu quero de volta o que é meu” Quando Jó perdeu tudo, ele exclamou: “O Senhor deu, o Senhor levou, bendito seja o nome do Senhor” ( Jó 1.21). Jó, mesmo sendo considerado uma pessoa justa, sabia que tudo na vida era uma dádiva e que nada era dele por direito. Não considerava nada como sendo realmente seu, pois sabia que tudo pertencia ao Senhor. Pensando bem, se o salário do pecado é a morte, então, o que os pecadores teriam de fato por “direito” seria a morte. Por isto, o profeta Jeremias diz que “as misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim” (Lamentações 3.22). E diz mais ainda em 3.39: “Por que, pois, se queixa, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus próprios pecados”.

Clamar a Deus: “Restitui! Eu quero de volta o que é meu!” soa tão arrogante quanto a oração do fariseu que se sentia cheio de direitos diante de Deus. Jesus diz que tal prece foi ignorada por Deus, enquanto a humilde oração de arrependimento do publicano pecador achou graça aos olhos de Deus (Lucas 18.14). Pois sabemos que “Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes” (Tiago 4.6). É neste sentido que as crianças nos servem como modelo, não por sua inocência, mas por sua incompetência. As crianças estão de mãos vazias, não têm passado e não possuem uma folha de serviços prestados para apresentar como base de suas pretensões e reivindicações de direitos. Elas são “ os pobres de espírito, porque deles (as) é o reino dos céus”! (Mateus 5.3).

Como crianças se tornaram o profeta Isaías que, consciente de não poder subsistir diante de Deus na base de seus próprios méritos, clamou por misericórdia, dizendo: “Aí de Mim…” (Isaías 6.5 ); João Batista que disse não ser digno de desatar as sandálias de Cristo (João 1.27); o centurião, que disse não ser digno de que Cristo entrasse em sua casa (Mateus 8.8); o publicano que quando orava, “não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador!” (Lucas 18:13); o Filho Pródigo, que disse não ser digno de ser chamado de filho (Lucas 15.19); o cego de Jericó, que mendigava e clamava por misericórdia (Lucas 18.35s); a mulher sírio fenícia, que não se sentia digna de comer à mesa dos filhos, mas que se satisfaria com as migalhas que caíssem da mesa do Senhor (Mateus 7.26s); Pedro, que prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: “Senhor, retira-te de mim, porque sou pecador” (Lucas 5:8); Paulo que disse ser o maior dos pecadores e indigno de ser chamado Apóstolo (I Coríntios 15.9); e tantos quantos reconhecerem sua indignidade, sua incompetência, sua inadequação, e, pobres de espírito e desprovidos de qualquer pretensão e noção de direito, se apresentaram de mãos vazias diante de Deus esperando por sua misericórdia e graça! Isso sim, é bíblico!

Jesus disse aos líderes religiosos dos judeus que estavam confiantes em sua noção de direito decorrente do fato de serem descendentes de Abraão: “Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento e não comeceis a dizer entre vós mesmos: Temos por pai a Abraão; porque eu vos afirmo que destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão” (Lucas 3:8). Não devemos, portanto, nos apresentar diante de Deus reivindicando o que quer que seja na base de um pretenso direito. Tal ideia é um atentado ao Evangelho da Graça!

Graça é dádiva imerecida, não nos esqueçamos disso, jamais! Portanto, não temos direito a nada, pois tudo o que recebemos das mãos de Deus é resultado de Sua amorosa graça! Aprendamos, portanto, a orar com o profeta Daniel: “não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias” (Daniel 9.18). Vemos nessa canção herética também um outro vento novo de falsa doutrina, que está sendo denominada - a ‘teologia da restituição’. Baseado em Joel 2.25, está sendo ensinado no meio do povo de Deus que tudo o que nos foi roubado pelo diabo, estará sendo restituído por Deus: “Restituir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto migrador, pelo destruidor e pelo cortador, o meu grande exército que enviei contra vós outros.” Mas o próprio versículo deixa claro que este exército de gafanhotos não foi enviado pelo Diabo, mas, sim, por Deus, com intuito de disciplinar, corrigir e ensinar seu povo! Verifiquemos isso!...

Outro problema também é atribuirmos ao diabo os nossos infortúnios e nos esquivarmos de nossa responsabilidade pessoal. É interessante notar que, diante deste quadro, o profeta Joel não conclama o povo a um clamor de restituição, mas, sim, a um clamor de arrependimento (2.12-15). Corações quebrantados, contritos e humildes nunca são rejeitados por Deus: “Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus” (Salmo 51.17; Ver também: Isaías 57.15 e II Crônicas 7.14).

Quando Deus promete restituir, isto se deve a Sua misericórdia e graça e não a qualquer espécie de obrigação, pois Deus nada deve ao ser humano, mas somos nós quem Lhe devemos tudo! Pois “quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído? Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!” (Romanos 11.35,36).

Parem de cantar essa canção herética em suas igrejas! Parem, parem... Saiba, examine que tipo de canção você está cantando...

Esta canção está repreendida em Nome de Jesus!

Pr. Barbosa Neto

terça-feira, 12 de novembro de 2013

PROF. NICODEMUS E OS APÓSTOLOS MODERNOS

Quando comecei a pesquisar sobre o assunto "apóstolos hoje" imaginei que o argumento central dos que assim se chamam seria que a palavra "apóstolo" na Bíblia se aplica aos pioneiros, desbravadores, missionários, enfim. E que eles são apóstolos neste sentido.

Quem dera...

Vejam a declaração de Peter Wagner, líder da Nova Reforma Apostólica que dá cobertura espiritual a centenas de apóstolos no Brasil:

"A década de 1990 viu o início do reconhecimento do dom e do ofício de apóstolo na igreja de hoje. É verdade, muitos líderes cristãos ainda não acreditam que agora nós temos apóstolos legítimos no mesmo nível de Pedro ou Paulo ou João, mas uma massa crítica da Igreja concorda que os apóstolos estão, na verdade, aqui. Por exemplo, enquanto escrevo estas coisas, a International Coalizion of Apostles que eu presido inclui outros quinhentos membros, que mutuamente se reconhecem e afirmam como apóstolos legítimos.” (C. Peter Wagner, Dominion! How Kingdom Action Can Change the Word [Michigan: Chosen Books, 2008], 11).

Em outras palavras, os novos apóstolos são iguais aos Doze e a Paulo. Caramba! Seis meses não serão suficientes para terminar minha pesquisa, pelo visto...

terça-feira, 5 de novembro de 2013

NOVELAS DA GLOBO E O AUMENTO DOS DIVÓRCIOS NO BRASIL

Estudo do BID relaciona novelas a divórcios no Brasil

TVs
Novelas costumam apresentar críticas a valores tradicionais da sociedade
Um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) sugere uma ligação entre as populares novelas da TV Globo e um aumento no número de divórcios no Brasil nas últimas décadas.
Na pesquisa, foi feito um cruzamento de informações extraídas de censos nos anos 70, 80 e 90 e dados sobre a expansão do sinal da Globo - cujas novelas chegavam a 98% dos municípios do país na década de 90.
Segundo os autores do estudo, Alberto Chong e Eliana La Ferrara, "a parcela de mulheres que se separaram ou se divorciaram aumenta significativamente depois que o sinal da Globo se torna disponível" nas cidades do país.
Além disso, a pesquisa descobriu que esse efeito é mais forte em municípios menores, onde o sinal é captado por uma parcela mais alta da população local.
Instrução
Os resultados sugerem que essas áreas apresentaram um aumento de 0,1 a 0,2 ponto percentual na porcentagem de mulheres de 15 a 49 anos que são divorciadas ou separadas.
"O aumento é pequeno, mas estatisticamente significativo", afirmou Chong.
Os pesquisadores vão além e dizem que o impacto é comparável ao de um aumento em seis vezes no nível de instrução de uma mulher. A porcentagem de mulheres divorciadas cresce com a escolaridade.
O enredo das novelas freqüentemente inclui críticas a valores tradicionais e, desde os anos 60, uma porcentagem significativa das personagens femininas não reflete os papéis tradicionais de comportamento reservados às mulheres na sociedade.
Foram analisadas 115 novelas transmitidas pela Globo entre 1965 e 1999. Nelas, 62% das principais personagens femininas não tinham filhos e 26% eram infiéis a seus parceiros.
Nas últimas décadas, a taxa de divórcios aumentou muito no Brasil, apesar do estigma associado às separações. Isso, segundo os pesquisadores, torna o país um "caso interessante de estudo".
Segundo dados divulgados pela ONU, os divórcios pularam de 3,3 para cada 100 casamentos em 1984 para 17,7 em 2002.
"A exposição a estilos de vida modernos mostrados na TV, a funções desempenhadas por mulheres emancipadas e a uma crítica aos valores tradicionais mostrou estar associada aos aumentos nas frações de mulheres separadas e divorciadas nas áreas municipais brasileiras", diz a pesquisa.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/01/090130_noveladivorciobrasil_np_tc2.shtml

A CONVERSÃO DO "BUNDA-PELADA", HOJE PR. JOSUÉ

A Conversão do Bunda Pelada

A Conversão do Bunda Pelada
Há um testemunho que está mexendo com muita gente no Norte da África. 
Libéria, este país fez o mundo chorar com uma guerra civil de quinze anos de sofrimento e dor. Além da violência sem parâmetros, o recrutamento de crianças foi sem precedentes. Sem falar na imensidão de estupros de crianças à mulheres idosas.
Um dos principais líderes, o genocida "Bunda Pelada" foi um caso à parte na crueldade. 
Jovem feiticeiro, decidiu entrar na guerra pela sua tribo. Uma das condições do pacto satânico para fechar o seu corpo, foi iniciar suas matanças totalmente nu. Logo passou a ser chamado por este apelido "Bunda Pelada".
Era uma cena bizarra. Armado de seu facão e metralhadora ele chegava nos povoados e casas das tribos adversárias sem roupa alguma. Seu porte alto e forte, mais sua crueldade logo lhe conquistaram lugar de destaque na guerra, tornando-se general.
Milhares de estupros. Milhares de crianças obrigadas a entrar em seu batalhão. Ele próprio calcula que matou mais de 20 mil pessoas. Mais macabro ainda: bebia o sangue das vítimas e comia seus corações.
Um dia, um servo de Deus recebeu um comando:
-VÁ AO ACAMPAMENTO DO GENERAL BUNDA PELADA E FALA DO MEU AMOR E PERDÃO PARA ELE!
Sabendo que só sairia de lá por um milagre, o irmão cumpriu a ordem. O jovem possesso inexplicavelmente recebeu a mensagem e até a oração, confessando Jesus superficialmente. Descarregou, no entanto, seu ódio sobre o seu soldado que permitira a entrada, metralhando-lhe o joelho.
Na segunda vez que retornou ao acampamento já encontrou um homem diferente. Ao ensinar-lhe Jo. 3:16, viu aquele homem converter-se.
Após sua conversão, ele abandonou a guerra, fundou o ministério "Trem do fim dos tempos" e está agora pregando o evangelho nos países do norte da África, Pastor Josué é seu novo nome. Busca os ex soldados mirins e lhes dá abrigo, comida e roupa.
Casou com uma pastora e tem 3 filhos, estando agora com 42 anos.
Anda de casa em casa nos vilarejos onde antes entrava nu e vai nos lares dos sobreviventes de suas atrocidades e pede perdão.
Se um dia for julgado e condenado à prisão perpétua, ou à morte, ele declara:
-Aceitarei. Creio que diante de Deus, estou perdoado. Creio que minha alma está salva!         (Velho Beduíno)
 Ore por este homem, e se desejar conhece-lo melhor receba-o como amigo no Facebook: Joshua Milton Blahyi
Há um testemunho que está mexendo com muita gente no Norte da África. 

Libéria, este país fez o mundo chorar com uma guerra civil de quinze anos de sofrimento e dor. Além da violência sem parâmetros, o recrutamento de crianças foi sem precedentes. Sem falar na imensidão de estupros de crianças à mulheres idosas.

Um dos principais líderes, o genocida "Bunda Pelada" foi um caso à parte na crueldade. 

Jovem feiticeiro, decidiu entrar na guerra pela sua tribo. Uma das condições do pacto satânico para fechar o seu corpo, foi iniciar suas matanças totalmente nu. Logo passou a ser chamado por este apelido "Bunda Pelada".

Era uma cena bizarra. Armado de seu facão e metralhadora ele chegava nos povoados e casas das tribos adversárias sem roupa alguma. Seu porte alto e forte, mais sua crueldade logo lhe conquistaram lugar de destaque na guerra, tornando-se general.

Milhares de estupros. Milhares de crianças obrigadas a entrar em seu batalhão. Ele próprio calcula que matou mais de 20 mil pessoas. Mais macabro ainda: bebia o sangue das vítimas e comia seus corações.
Um dia, um servo de Deus recebeu um comando:

-VÁ AO ACAMPAMENTO DO GENERAL BUNDA PELADA E FALA DO MEU AMOR E PERDÃO PARA ELE!

Sabendo que só sairia de lá por um milagre, o irmão cumpriu a ordem. O jovem possesso inexplicavelmente recebeu a mensagem e até a oração, confessando Jesus superficialmente. Descarregou, no entanto, seu ódio sobre o seu soldado que permitirá a entrada, metralhando-lhe o joelho.

Na segunda vez que retornou ao acampamento já encontrou um homem diferente. Ao ensinar-lhe Jo. 3:16, viu aquele homem converter-se.

Após sua conversão, ele abandonou a guerra, fundou o ministério "Trem do fim dos tempos" e está agora pregando o evangelho nos países do norte da África, Pastor Josué é seu novo nome. Busca os ex soldados mirins e lhes dá abrigo, comida e roupa.


Casou com uma pastora e tem 3 filhos, estando agora com 42 anos.
Anda de casa em casa nos vilarejos onde antes entrava nu e vai nos lares dos sobreviventes de suas atrocidades e pede perdão.

Se um dia for julgado e condenado à prisão perpétua, ou à morte, ele declara:
-Aceitarei. Creio que diante de Deus, estou perdoado. Creio que minha alma está salva! (Velho Beduíno)

Ore por este homem, e se desejar conhece-lo melhor receba-o como amigo no Facebook: Joshua Milton Blahyi

Recebido do Pr. Anésio Massuia (O Velho Beduíno)