quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

"O QUE IMPORTA É QUE CRISTO ESTÁ SENDO PREGADO". MESMO?


"O que importa é que Cristo está sendo pregado". Mesmo?

Um amigo no Twitter me perguntou se Filipenses 1:18 não justificaria o show gospel. Acho que ele tinha em mente o festival gospel na Globo e a hipotética novela da Globo com uma heroína evangélica e as apresentações de cantores gospel em programas seculares.

Para quem não lembra, Paulo diz o seguinte em Filipenses 1:15-18:

“Alguns, efetivamente, proclamam a Cristo por inveja e porfia; outros, porém, o fazem de boa vontade; estes, por amor, sabendo que estou incumbido da defesa do evangelho; aqueles, contudo, pregam a Cristo, por discórdia, insinceramente, julgando suscitar tribulação às minhas cadeias. Todavia, que importa? Uma vez que Cristo, de qualquer modo, está sendo pregado, quer por pretexto, quer por verdade, também com isto me regozijo, sim, sempre me regozijarei” (Fp 1:15-18).

A interpretação popular desta passagem, especialmente desta frase de Paulo no verso 18, “Todavia, que importa? Uma vez que Cristo, de qualquer modo, está sendo pregado, quer por pretexto, quer por verdade, também com isto me regozijo, sim, sempre me regozijarei” – é que para o apóstolo o importante era que o Evangelho fosse pregado, não importando o motivo e nem o método. A conclusão, portanto, é que podemos e devemos usar de todos os recursos, métodos, meios, estratégias, pessoas – não importando a motivação delas – para pregarmos a Jesus Cristo. E que, em decorrência, não podemos criticar, condenar ou julgar ninguém que esteja falando de Cristo e muito menos suas intenções e metodologia. Vale tudo.

Então, tá. Mas, peraí... em que circunstâncias Paulo disse estas palavras? Se não me engano, Paulo estava preso em Roma quando escreveu esta carta aos filipenses. Ele estava sendo acusado pelos judeus de ser um rebelde, um pervertedor da ordem pública, que proclamava outro imperador além de César.

Quando os judeus que acusavam Paulo eram convocados diante das autoridades romanas para explicar estas acusações que traziam contra ele, eles diziam alguma coisa parecida com isto: “Senhor juiz, este homem Paulo vem espalhando por todo lugar que este Jesus de Nazaré é o Filho de Deus, que nasceu de uma virgem, que morreu pelos nossos pecados e ressuscitou ao terceiro dia, e que está assentado a direita de Deus, tendo se tornado Senhor de tudo e de todos. Diz também que este Senhor perdoa e salva todos aqueles que creem nele, sem as obras da lei. Senhor juiz, isto é um ataque direto ao imperador, pois somente César é Senhor. Este homem é digno de morte!”

Ao fazer estas acusações, os judeus, nas próprias palavras de Paulo, “proclamavam a Cristo por inveja e porfia... por discórdia, insinceramente, julgando suscitar tribulação às minhas cadeias” (verso 17).

Ou seja, Paulo está se regozijando porque os seus acusadores, ao final, no propósito de matá-lo, terminavam anunciando o Evangelho de Cristo aos magistrados e autoridades romanos.

Disto aqui vai uma looooonga distância em tentar usar esta passagem para justificar que cristãos, num país onde são livres para pregar, usem de estratégias no mínimo polêmicas para anunciar a Cristo. Tenho certeza que Paulo jamais se regozijaria com isto, pois ele mesmo disse:

“Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus; antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus” (2Co 2:17).

“Pelo que, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos; pelo contrário, rejeitamos as coisas que, por vergonhosas, se ocultam, não andando com astúcia, nem adulterando a palavra de Deus; antes, nos recomendamos à consciência de todo homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade” (2Co 4:1-2).

“Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus” (1Co 2:1-5).

Portanto, usar Filipenses 1:18 para justificar que qualquer estratégia serve para anunciar o Evangelho é usar texto fora do contexto como pretexto.

O Dano da Segunda Morte


Hebreus 6:4-6 diz: “É impossível, pois, que aqueles que uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro, e caíram, sim, é impossível outra vez renová-los para arrependimento”.

Esses versículos descrevem uma pessoa que possui muitas qualificações. É impossível que ela seja uma pessoa não-salva. Ela viu a luz, e viu o Deus revelado, o Unigênito do Pai; conheceu o amor de Deus e provou o dom celestial, o único dom, Jesus Cristo. Na Bíblia, dons, como um substantivo plural, refere-se aos dons do Espírito Santo, e dom, como um substantivo singular refere-se ao único dom, o unigênito Filho de Deus, como está em João 3:16. 

Esse dom é diferente dos dons do Espírito Santo. Essa pessoa não apenas tem Deus e o Senhor Jesus, mas também tornou -se participante do Espírito Santo. Ela conhece a Deus, provou do Senhor Jesus e tem o Espírito Santo vivendo dentro de si. Além disso, ela provou a boa palavra de Deus e os poderes da era vindoura. Os poderes da era vindoura são os poderes do reino milenar. Os dons e os poderes do Espírito Santo são particularmente abundantes no reino milenar. O reino milenar será repleto de obras de poder, milagres, maravilhas e outras coisas semelhantes. Dizer que alguém provou os poderes da era vindoura significa dizer que ele provou as coisas do reino milenar. Portanto, esta pessoa é definitivamente uma pessoa salva.

Se tal pessoa deixa hoje a palavra de Cristo, que ela recebeu quando creu, e escorrega e cai, não há arrependimento para ela. Ela não pode começar tudo de novo para crer no Senhor Jesus, pois já tem uma longa história com o Senhor. Ela recebeu muita chuva, porém caiu, não produz mais coisas boas para Deus, mas tem produzido cardos e abrolhos. Tal pessoa é como “a terra que absorve a chuva que freqüentemente cai sobre ela, e produz erva útil para aqueles por quem é também cultivada, recebe bênção da parte de Deus; mas, se produz espinhos e abrolhos, é rejeitada, e perto está da maldição; e o seu fim é ser queimada” (vs. 7-8).

Perceba três coisas acerca desta pessoa e seu fim. Primeira coisa, ela é “rejeitada”. A palavra “rejeitada” aqui é a mesma usada em 1 Coríntios 9:27, onde Paulo disse que temia que embora tivesse pregado o evangelho a outros, ele mesmo fosse desqualificado e não fosse mais usado por Deus nesta era e no reino. Ser rejeitado, ser desqualificado, significa que Deus rejeitará tal pessoa e não a usará mais no reino. Segunda coisa, esta pessoa “perto está da maldição”. O versículo não diz que ela receberá maldição, mas a punição que receberá é semelhante a uma maldição. Ela não perecerá eternamente, mas sofrerá o dano da segunda morte e padecerá a Geena de fogo no reino. Terceira coisa, “seu fim é ser queimada”. Que é isso? Por exemplo, há algumas semanas eu quis fazer uma queimada em algumas terras em Jen-ru. Poderia eu queimar a terra etername nte? Poderia queimar a terra pelo menos por cinco anos? O queimar aqui se refere a algo temporário.

Aqui se fala sobre queimar, enquanto Mateus 5 diz que alguns estarão sujeitos à Geena de fogo. Se você puser essas duas passagens juntas, elas se combinarão. Se um cristão recebe todas essas coisas maravilhosas, mas não produz bom fruto para Deus, e sim, cardos e abrolhos, ele será queimado. Entretanto, esse queimar será apenas por breve tempo. Até mesmo um aluno do primário sabe que se você atear fogo em um terreno, o fogo irá parar após todo o mato ser queimado. A queimada no reino durará no máximo mil anos. Quanto tempo vai durar a queimada, na verdade, dependerá de você. Se você tiver produzido muitos cardos e abrolhos, então haverá mais queima. Se tiver produzido poucos cardos e abrolhos, então haverá menos queima.

Quantas coisas há em nós que ainda não foram tratadas? Quantas coisas não foram limpas pelo sangue do Senhor, e quantas coisas ainda não foram confessadas, tratadas e resolvidas com os irmãos e as irmãs? São esses os cardos e abrolhos a que o Senhor se refere. Mateus 5 diz que ninguém poderá sair dali enquanto não pagar o último centavo. Toda dívida terá de ser paga. Quando tudo houver sido queimado, toda dívida terá sido paga.

Um cristão é semelhante a um campo, e seu comportamento indevido é comparado a cardos e abrolhos. Suponha que eu possua um terreno de cinco alqueires. Seria possível, depois da queimada, que somente dois alqueires tenham sido deixados intactos e três tenham sido queimados? Isso é impossível. O que é queimado são os cardos e abrolhos. O terreno em si não pode ser queimado. Em outras palavras, somente aquelas coisas que foram amaldiçoadas em Adão e deveriam ser removidas, mas não foram, é que serão queimadas. Elas serão o material que será queimado na Geena de fogo. A vida que Deus nos concedeu não pode ser tocada pelo fogo. Portanto, depois que os cardos e abrolhos forem queimados, o terreno ainda permanecerá. Nenhuma parte dele será tirada. Não há absolutamente nenhum problema com a nossa salvação, mas sim com o que vier a crescer sobre ela, com o que for prov eniente da carne. Se tais coisas não forem tratadas com o sangue de Jesus, deveremos sofrer algum tratamento.

Agora vejamos Hebreus 10:26-29: “Porque, se vivermos deliberadamente em pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados; pelo contrário, certa expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir os adversários. Sem misericórdia morre pelo depoimento de duas ou três testemunhas quem tiver rejeitado a lei de Moisés. De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança”. Esses versículos referem-se a alguém que rejeitou a Cristo e voltou ao judaísmo. Ele acha que gastando alguns dólares pode comprar um touro ou um bode como oferta pelo pecado. Se, porém, alguém conheceu a Cristo e voltou ao judaísmo, ele calcou aos pés o Filho de Deus e considerou Seu sangue como algo comum. Ele está tratando o Senhor como um touro ou um bode. Para ele não existe diferença entre o Senhor e um touro ou um bode. O versículo conclui: “E ultrajou o Espírito da graça”. Enquanto o Espírito Santo está lhe dando graça, ele O está insultando por voltar ao judaísmo. Esses versículos nos mostram o caminho de um apóstata. Eu não diria que tal pessoa seja salva; somente diria que pode ser que ela seja salva; talvez nem seja salva. O apóstolo não nos diz se tal pessoa é salva ou não. Ele diz apenas que, se uma pessoa veio a Cristo e depois voltou ao judaísmo, ela sofrerá pior punição. Seu fim é uma expectação de juízo e fogo vingador. Aqui vemos uma espécie de fogo.

Juntamente com todas essas passagens, temos também as próprias palavras do Senhor em João 15. O versículo 2 diz: “Todo ramo em Mim que não der fruto, Ele o corta; e todo o que dá fruto Ele o limpa”. Esses não são ramos que nada têm que ver com Ele; são ramos que estão Nele. O que é mostrado aqui, pode não referir-se à punição temporária, mas à disciplina nesta era. Mas atente para o versículo 6: “Se alguém não permanece em Mim, é lançado fora, como o ramo, e seca; e os apanham, lançam no fogo, e são queimados”. Alguns ramos serão lançados no fogo e queimados. Alguns ramos cresceram e produziram folhas verdes, mas não têm fruto. Embora tenham vida interiormente, eles não têm fruto exteriormente. O Senhor Jesus disse que eles serão lançados fora, secarão, e queimarão no fogo. Aqui vemos claramente que os cristãos podem ter de passar pelo fogo .

Tendo lido todas essas passagens, podemos concluir que se um cristão não lidar adequadamente com seus pecados, haverá punição à sua espera. A Bíblia nos mostra nitidamente que tipo de punição será. 

Não será uma punição comum, mas a punição da “Geena de fogo”. Contudo será o fogo no reino, não o fogo na eternidade.

A questão agora é esta: Que tipo de pecado levará a essa condição? Desde que uma pessoa seja salva, é importante que ela lide com seus pecados. Nenhum dos pecados que ela tenha confessado, se arrependido, tratado e feito remissão pelo sangue do Senhor Jesus, voltará a ela no trono de julgamento. Tais pecados terão passado. Até mesmo o maior dos pecados terá passado. Mas existem muitos pecados que não serão omitidos; são os pecados que alguém contempla em seu coração. O Salmo 66:18 diz: “Se eu no coração contemplara a vaidade, o Senhor não me teria ouvido”. Quais são os pecados que o coração contempla? O coração é o lugar onde residem nosso amor e nossos desejos. O coração representa nossa emoção. Ele representa o homem psicológico. Se o coração contemplar a vaidade, o Senhor não nos ouvirá. Muitas confissões são feitas só porque a pessoa sabe que pecou, não há aversão pelo pecado, tampouco condenação do pecado. Tal pessoa o Senhor não ouvirá. Além disso, se temos com alguém um problema que não foi resolvido, ou se há coisas que precisam ser perdoadas e não foram, ou se procedemos mal com as pessoas ou com o Senhor, temos de tratar com estas coisas de modo específico. Ao mesmo tempo, temos de colocá-las debaixo do sangue do Senhor. Só então tais coisas estarão tratadas, e estaremos livres do julgamento vindouro.

RESUMO

Vamos agora resumir o que vimos. O futuro dos cristãos é muito simples. Para uma pessoa salva o assunto do novo céu e nova terra, incluindo toda a eternidade, está resolvido. No entanto, a era do reino é duvidosa. Ninguém ousa dizer algo sobre o que ocorrerá. O que temos de resolver hoje é o problema do reino. No reino há muitas posições de cristãos. Muitos reinarão com Cristo por ter trabalhado fielmente e por ter sofrido perseguição, vergonha e sofrimento. Alguns podem não ter sofrido perseguição, vergonha e sofrimento, contudo eles também não têm pecados. Eles viveram uma vida limpa. Apesar de não terem feito nada que mereça um mérito especial, eles pelo menos deram um copo de água para um pequenino por causa do nome do Senhor (Mt 10:42). Eles também receberão uma recompensa; entretanto, sua recompensa será bem pequena.

Na era do reino, alguns cristãos receberão recompensa no reino. Alguns receberão uma grande recompensa; outros receberão uma recompensa pequena.

Os que não receberão recompensa também estão divididos em algumas categorias. Um grupo não entrará no reino de modo algum. A Bíblia não nos diz para onde eles irão; diz apenas que serão mantidos fora do reino, nas trevas exteriores (Mt 8:12; 22:13; 25:30; Lc 13:28). Eles serão deixados fora da glória de Deus. Haverá também muitos que, além de não terem trabalhado bem, têm pecados específicos que ainda não foram tratados. Eles são salvos, mas ao morrer, ainda têm pecados com os quais não trataram e dos quais não se arrependeram; eles ainda têm o problema do pecado. Esses tais serão temporariamente submetidos ao fogo, e sairão somente depois de terem pago todo seu débito. Eu não sei, na verdade, de quanto tempo esse período será, mas durará no máximo até o final do reino.

Ainda há muitas coisas das quais não estamos esclarecidos acerca do futuro, mas a Bíblia mostrou-nos o suficiente. Embora haja detalhes que ainda não vimos, nós de fato sabemos o que os filhos de Deus enfrentarão. Alguns receberão uma recompensa; alguns experimentarão corrupção. Alguns serão aprisionados, e outros serão lançados no fogo e serão queimados.

A questão da nossa salvação está muito clara. Quando um homem crê no Senhor Jesus, tanto a salvação como a vida eterna estão determinadas para ele. Mas, da salvação até sua morte, as obras de uma pessoa, isto é, seus fracassos ou suas vitórias, determinarão seu destino no reino. Nosso Deus é um Deus justo. Por um lado, nossa salvação é livre, e os que crêem terão vida eterna. Ninguém pode contrariar esse fato. Por outro lado, não podemos pecar à vontade, simplesmente porque recebemos a vida eterna. Se produzirmos cardos e abrolhos, seremos queimados. Se o Senhor Jesus não pode desligar-nos de nossos pecados e se não resolvermos todas as coisas em nossa vida, Deus não terá escolha a não ser castigar-nos no futuro; Ele não terá escolha, senão purificar-nos com punições específicas, de maneira que possamos estar juntos com Ele no novo céu e nova terra. Deus é um Deus justo. O que Ele preparou também é justo. Desde que tenhamos visto estas coisas, devemos aprender a lição e acatar as advertências de Deus.

Fonte – O Dano da Segunda Morte, editora Árvore da Vida

-Watchman Nee

LEGALISMO, UM CALDO MORTÍFERO - Hernandes Dias Lopes


Os fariseus dos tempos de Jesus eram meticulosos observadores dos preceitos externos da lei, mas transgrediam-na em sua essência. 

Gostavam de ser vistos pelos homens, mas não passavam na avaliação interna feita por Deus. Faziam propaganda de uma espiritualidade que não possuíam. Vendiam uma imagem super-dimensionada deles mesmos. Viam um cisco no olho do próximo, mas não enxergavam uma trave em seus próprios olhos. 

Eram como sepulcros caiados: belos por fora e cheios de rapina por dentro. Precisamos nos acautelar acerca desse caldo mortífero que ainda perturba profundamente a igreja de Deus.

sábado, 21 de dezembro de 2013

CONFRONTAR É FALTA DE AMOR?

Tornou-se comum evangélicos acusarem de falta de amor outros evangélicos que tomam posicionamentos firmes em questões éticas, doutrinárias e práticas. A discussão, o confronto e a exposição das posições de outros são consideradas como falta de amor.

É possível que no calor de uma argumentação, durante um debate, saiam palavras ou frases que poderiam ter sido ditas ou escritas de uma outra forma. A sabedoria reside em conhecer “o tempo e o modo” de dizer as coisas (Eclesiastes 8.5). Todos nós já experimentamos a frustração de descobrir que nem sempre conseguimos dizer as coisas da melhor maneira.

Todavia, não posso aceitar que seja falta de amor confrontar irmãos que entendemos não estarem andando na verdade, assim como Paulo confrontou Pedro, quando este deixou de andar de acordo com a verdade do Evangelho (Gálatas 2:11). Muitos vão dizer que essa atitude é arrogante e que ninguém é dono da verdade. Outros, contudo, entenderão que faz parte do chamamento bíblico examinar todas as coisas, reter o que é bom e rejeitar o que for falso, errado e injusto.

Considerar como falta de amor o discordar dos erros de alguém é desconhecer a natureza do amor bíblico. Amor e verdade andam juntos. Oséias reclamou que não havia nem amor nem verdade nos habitantes da terra em sua época (Oséias 4.1). Paulo pediu que os efésios seguissem a verdade em amor (Efésios 4.15) e aos tessalonicenses denunciou os que não recebiam o amor da verdade para serem salvos (2Tessalonicenses 2.10). Pedro afirma que a obediência à verdade purifica a alma e leva ao amor não fingido (1Pedro 1.22). João deseja que a verdade e o amor do Pai estejam com seus leitores (2João 3). Querer que a verdade predomine e lutar por isso não pode ser confundido com falta de amor para com os que ensinam o erro.

Apelar para o amor sempre encontra eco no coração dos evangélicos, mas falar de amor não é garantia de espiritualidade e de verdade. Tem quem se gabe de amar e que não leva uma vida reta diante de Deus. O profeta Ezequiel enfrentou um grupo desses. “... com a boca, professam muito amor, mas o coração só ambiciona lucro” (Ezequiel 33.31). O que ocorre é que às vezes a ênfase ao amor é simplesmente uma capa para acobertar uma conduta imoral ou irregular diante de Deus. Paulo criticou isso nos crentes de Corinto, que se gabavam de ser uma igreja espiritual, amorosa, ao mesmo tempo em que toleravam imoralidades em seu meio:

- “andais vós ensoberbecidos e não chegastes a lamentar, para que fosse tirado do vosso meio quem tamanho ultraje praticou? Não é boa a vossa jactância...” (1Co 5.2,6).

Tratava-se de um jovem “incluído” que dormia com sua madrasta. O discurso das igrejas que hoje toleram todo tipo de conduta irregular em seus membros é exatamente esse, de que são igrejas amorosas, que não condenam nem excluem ninguém.

Ninguém na Bíblia falou mais de amor do que o apóstolo João, conhecido por esse motivo como o “apóstolo do amor”. Ele disse que amava os crentes “na verdade” (2João 1; 3João 1), isto é, porque eles andavam na verdade. "Verdade" nas cartas de João tem um componente teológico e doutrinário. É o Evangelho em sua plenitude. João ama seus leitores porque eles, junto com o apóstolo, conhecem a verdade e andam nela. A verdade é a base do verdadeiro amor cristão. Nós amamos os irmãos porque professamos a mesma verdade sobre Deus e Cristo. Todavia, eis o que o apóstolo do amor proferiu contra mestres e líderes evangélicos que haviam se desviado do caminho da verdade:

- “Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos” (1Jo 2.19).

- “Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo, o que nega o Pai e o Filho” (1Jo 2.22).

- “Aquele que pratica o pecado procede do diabo” (1Jo 3..

- “Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo” (1Jo 3.10).

- “todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem e, presentemente, já está no mundo” (1Jo 4.3).

- “... muitos enganadores têm saído pelo mundo fora, os quais não confessam Jesus Cristo vindo em carne; assim é o enganador e o anticristo... Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus... Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem lhe deis as boas-vindas. Porquanto aquele que lhe dá boas-vindas faz-se cúmplice das suas obras más” (2Jo 7-1).

Poderíamos acusar João de falta de amor pela firmeza com que ele resiste ao erro teológico?

O amor que é cobrado pelos evangélicos sentimentalistas acaba se tornando a postura de quem não tem convicções. O amor bíblico disciplina, corrige, repreende, diz a verdade. E quando se vê diante do erro seguido de arrependimento e da contrição, perdoa, esquece, tolera, suporta. O Senhor Jesus, ao perdoar a mulher adúltera, acrescentou “vai e não peques mais”. O amor perdoa, mas cobra retidão. O Senhor pediu ao Pai que perdoasse seus algozes, que não sabiam o que faziam; todavia, durante a semana que antecedeu seu martírio não deixou de censurá-los, chamando-os de hipócritas, raça de víboras e filhos do inferno. Essa separação entre amor e verdade feita por alguns evangélicos torna o amor num mero sentimentalismo vazio.

Portanto, o amor cobrado pelos que se ofendem com a defesa da fé, a exposição do erro e o confronto da inverdade não é o amor bíblico. Falta de amor para com as pessoas seria deixar que elas continuassem a ser enganadas sem ao menos tentar mostrar o outro lado da questão.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

ALERTA AO REFORMADOS SOBRE A SANTIDADE DE VIDA - Augustus Nicodemus Lopes

Amo a literatura produzida pelos antigos puritanos. Sólida, bíblica, profunda, muito pastoral e prática. A santidade defendida e pregada pelos puritanos aqueceu meu coração, quando eu era novo convertido, e se tornou o ideal que eu decidi perseguir até hoje. Um breve resumo do pensamento puritano sobre a santidade está na Confissão de Fé de Westminster, no capítulo “Santificação”:

I - Os que são eficazmente chamados e regenerados, tendo criado em si um novo coração e um novo espírito, são além disso santificados real e pessoalmente, pela virtude da morte e ressurreição de Cristo, pela sua palavra e pelo seu Espírito, que neles habita.

II - Esta santificação é no homem todo, porém imperfeita nesta vida; ainda persistem em todas as partes dele restos da corrupção, e daí nasce uma guerra contínua e irreconciliável - a carne lutando contra o espírito e o espírito contra a carne.

III - Nesta guerra, embora prevaleçam por algum tempo as corrupções que ficam, contudo, pelo contínuo socorro da eficácia do santificador Espírito de Cristo, a parte regenerada do homem novo vence, e assim os santos crescem em graça, aperfeiçoando a santidade no temor de Deus.

Era esse conceito de santificação que eu gostaria de ver difundido como sendo o conceito reformado. Como sempre existe alguma confusão sobre este assunto, apresento aqui algumas reflexões adicionais sobre o tema da santidade.

(1) A santidade deve ser buscada ardorosamente sem, contudo, perder-se de vista que a salvação é pela fé, e não pela santidade – Muitos reformados tendem à introspecção e a buscar a certeza da salvação dentro de si próprios, analisando as evidências da obra da graça em si para certificar-se que são eleitos. Se a busca contínua pela santidade não for feita à luz da doutrina da justificação pela graça, mediante a fé, levará ao desespero, às trevas e à confusão. Devemos buscar ser santos olhando para Cristo crucificado e morto pelos nossos pecados. Somente conscientes da graça de Deus é que podemos prosseguir na santificação, reconhecendo que esse processo é evidência da salvação.

(2) A santidade não se expressa sempre da mesma forma; ela tem elementos culturais, temporais e regionais – Sei que não é fácil distinguir entre a forma e a essência da santidade. Para mim, adultério é pecado aqui e na China, independentemente da visão cultural que os chineses tenham da infidelidade conjugal. Contudo, coisas como o uso do véu pelas mulheres me parecem claramente culturais. Quero insistir nesse ponto. A santidade pode se expressar de maneira contemporânea e cultural, não está presa a uma época ou a um local. Reformados modernos devem resistir a tentação de recuperar o estilo dos antigos puritanos da Inglaterra, Escócia, Holanda e Estados Unidos.

(3) A santidade pessoal pode existir mesmo em um ambiente não totalmente puro – Chega um momento em que devemos nos separar daqueles que se professam irmãos, mas que vivem na prática da iniqüidade (1Coríntios 5). Contudo, creio que há um caminho a ser percorrido antes de empregarmos a separação como meio de preservar a santidade bíblica. Os crentes são chamados a se separar de todo mal, inclusive dos pecadores (Salmo 1). Mas a separação bíblica é bem diferente daquela defendida por alguns reformados modernos, que têm dificuldade de conviver inclusive com outros reformados dos quais discordam em questões que considero absolutamente secundárias. Não é fácil, mas teoricamente posso ser santo dentro de Sodoma e Gomorra. Posso ser santo na minha denominação, mesmo que ela abrigue gente de pensamento divergente do meu.

(4) A santidade pode ocorrer mesmo onde não haja plena ortodoxia – Por incrível que pareça, a tolerância e a misericórdia marcaram os puritanos ingleses do século XVII. Foi somente a fase posterior do puritanismo que lhe deu a fama de intolerância. John Owen, o famoso puritano, pregou em 1648 um extenso sermão no Parlamento Britânico, na Câmara dos Comuns, intitulado “Sobre Intolerância”, no qual defendeu, mais uma vez, a demonstração do amor cristão e a não-intervenção dos poderes governamentais nas diferenças de opiniões eclesiásticas (Works, VIII, 163-206). Para mim, a graça de Deus é muito maior do que imaginamos e o Senhor tem eleitos onde menos pensamos. Assim, creio que exista santidade genuína além do arraial reformado. Não estou negando a relação entre doutrina correta e santidade. O Cristianismo bíblico enfatiza as duas coisas como necessárias e existe uma relação entre elas. Contudo, por causa da incoerência que nos aflige a todos, é possível vivermos mais santamente do que a lógica das nossas convicções teológicas permitiria. Cito o famoso puritano John Owen mais uma vez:

“A consciência de nossos próprios males, falhas, incompreensões, escuridão e o nosso conhecimento parcial, deveria operar em nós uma opinião caridosa para com as pobres criaturas que, encontrando-se em erro, assim estão com os corações sinceros e retos, com postura semelhante aos que estão com a verdade” (Works, VIII, 61).

Acredito que a teologia reformada é a que tem melhores condições de oferecer suporte doutrinário para a espiritualidade, a santidade e o andar com Deus. Os reformados brasileiros são responsáveis por mostrar que a teologia reformada é prática, plena de bom senso, brasileira e cheia de misericórdia.

Augustus Nicodemus Lopes

sábado, 14 de dezembro de 2013

BABILÔNIA Sistema Mundial do Anti-cristo.

Introdução:- Foi-nos solicitado o estudo dentro do tema “Babilônia” em estudos de “Conquistando Cidades Para Cristo”, para uma Classe de Estudos Bíblicos. Havia um esboço preparado, no entanto fomos pesquisar o tema. Algumas poucas coisas já conhecíamos, outras aprendemos lendo um pouco do material existente. Há muito mais a ser aprendido. Preparamos um estudo para duas ministrações de 90 minutos, o estudo completo demandaria muito mais tempo. Pretendemos ampliar o estudo futuramente.
   Vimos ainda que existe pouco material sobre o assunto, talvez por falta de coragem para publicá-los ou falta de coragem para admiti-lo em sua totalidade e publicamente. Passamos aos amados um pouco do que aprendemos e incentivamos o estudo do tema pela sua grandeza e pela sua atualidade.

Babilônia significa originalmente “porta de Deus”, tornou-se, no entanto, significado de confusão, Babilônia é mais do que uma cidade ou uma nação. Representa um sistema mundial dominado por satanás.
Outros nomes: Babel, Sinear e Caldéia.

Fundação:-

-    condição antidiluviana da terra que foi destruída pelo dilúvio por causa da grande maldade dos homens.
-                     ordem de Deus após o dilúvio: Povoar toda a terra - Gen. 9.1,7.
-                     pecado de Cão e Canaã contra Noé.
-                     Cuxe e Ninrode:
è    Cuxe: outros nomes: Bel (confundidor) e Merodaque (Jer. 50.2), também chamado de Caos - Junus, deus da mitologia de duas faces, uma Cuxe e outra Ninrode – pai e filho à semelhança de Deus-Pai e Deus-Filho. Ainda é chamado de Ninus e Hermes.
è    Ninrode. Gen. 10.8-12 -> fundador das cidades: Babel, Ereque, Acade e Calné. -  Na Assíria:- Nínive, Reobote-Ir, Cala e Rezem. É chamado de “caçador de homens”.
Babel – Em desobediência à ordem do Senhor, mencionada acima, iniciaram a construção de uma torre para atingir o céu – Ver Gen. 11.4 e 6. Essa torre era um templo religioso dedicado à astrologia e ao zodíaco, onde as pessoas viveriam agrupadas, desobedientes a Deus, e assim o Redentor não viria.
Idolatria
Em Babilônia se inicia a idolatria (feitura de imagens) na face da terra que até então não se tem notícia.
-         Semírames – a deusa virgem, mãe do deus Ninrode – a mãe deusa. Era uma mulher muito má, prostituta e muito astuciosa.
-         Ninrode era considerado um deus. Coabita com sua própria mãe que dele engravida. Este é morto, segundo alguns por Sem, segundo outros pela própria mãe/esposa.
Nascimento de Tamuz - A letra T na escrita babilônica era uma + cruz. A cruz também era adorada na Babilônia. É um símbolo de maldição, morte. Os romanos condenavam os criminosos e os inimigos, à cruz (Pompeu em 200 AC, após a guerra dos Macabeus usou quase toda a madeira da Judéia fazendo cruzes para matar judeus). Em 70 DC Tito fez igual, após a destruição de Jerusalém
oucruz suástica ou cruz gamada. Essa cruz já era usada desde a antiguidade pelos povos pagãos da Europa e pelos budistas como “o selo sobre o coração de Buda”. Hitler, “o matador de seis milhões de judeus”, também espírita, usava a cruz suástica. A cruz suástica é inspiração de Chamberlain, um vidente satânico e conselheiro de Hitler. Foi ele quem inspirou a Hitler as idéias de um reino de terror e poder. (www.tabernaculonet.com.br/simbolos/suastica.html ).Na Nova Era a cruz suástica é usada com o significado de movimento cósmico. Ainda na Nova Era a cruz invertida também é um de seus símbolos.  Tamuz, a reencarnação do pai, se torna o divino filho de deus e sua mãe Semírames, a mãe de deus. Aí surge a figura da “madona”, a bela mulher virgem com o “menino-deus” em seu colo.
-         Reprodução da idolatria – a figura da “rainha-dos-céus” aparece em várias partes do mundo. Veja a bandeira da Turquia. Também as de Cuxe, Ninrode e Tamuz:
Kronus e Saturno. Ernebogus (semente do profeta Cuxe), divindade negra e má Anglo-Saxônica.
Osíris pai, Ísis mãe, Hórus filho, no Egito. Havia a representação da mulher Ísis amamentando o “deus-filho”.
Bel -> baal -> belus (guerra).   Baco, filho de Cuxe – o deus do vinho.
Krishna, na Índia. Deoius, na Ásia. Hórus, no Egito. Júpiter, Grécia e Roma. Wat yun – China.  Adonis (caçador de homens). Balder, na Escandinávia. Deusa-mãe, em Creta. Afrodite, Síria e Fenícia. Zeus, na Grécia. Adam.
Em Ezequiel 8.14, temos a adoração pelos judeus a Tamuz. No livro do profeta Ezequiel aparecem várias referências ao sistema babilônico adotado em represália ao verdadeiro Deus (Jeová),
Marduque, é o mesmo “moloque ou moleque”. Jer. 32.35-36. Devemos tomar muito cuidado ao nos referimos aos meninos como “moleques”.

 

Dimensões da cidade de Babilônia:-

-         Segundo Heródoto, um historiador dos tempos antigos, a cidade tinha muralhas externas de 90 m. de altura por 25 m de largura e 95 km. de comprimento. Foi construída literalmente sobre as águas. O rio Eufrates a atravessava ao meio, havia diversos canais e um fosso circundando a cidade: defesa, navegação (comércio), irrigação e suprimento de água.
-         Jardins suspensos, uma das sete maravilhas do mundo antigo, foi presente de Nabucodonor à sua esposa. Hoje a engenharia não sabe como foram transportados os enormes blocos de pedra e colocados de forma a não caber uma lâmina de canivete em seus vãos.
-         Imagem de Nabucodonor foi avaliada em 1975 em U$30 milhões e os adornos e objetos de ídolos em U$ 200 milhões.
-         Belsazar – Daniel 5.24-31. Os medo-persas entraram pelo rio Eufrates e dominaram a cidade de Babilônia.
-         Cativeiro judeu -> Foi no cativeiro babilônico de 70 anos que os judeus conhecem e desenvolvem o sistema bancário já existente.
-         Há notícias de planos de reconstrução atuais, por parte do Iraque e de outras organizações.

Conclusão:-
Vimos nesta lição que Babilônia é o berço das grandes abominações contra o Senhor nosso Deus. Satanás usou a sua “artimanha” para confundir os homens pós dilúvio e estabelecer um sistema contra o Reino de Cristo.  Ali surgiram:-

-         Idolatria que é sempre acompanhada de feitiçaria (inclusive as evangélicas).
-         Astrologia e zodíaco (horóscopo, mapa astral, previsões, etc.)
-         Espiritismo. Homenagem a mortos tornando-os deuses.
-         Magia negra.

Na próxima lição veremos a continuação do sistema babilônico e sua influência sobre o sistema religioso, principalmente na igreja romana, na economia, nos costumes, e sobre o mundo até os “últimos tempos”.
No domingo passado vimos várias características da cidade de Babilônia. Hoje vamos ver que o sistema mundial iniciado em Babel continua presente e disseminado na face da terra, principalmente através da igreja romana (“católica”).

Idolatria:- os deuses babilônicos se espalharam pelo mundo, principalmente entre os gregos através de sua mitologia que foi importada para o império romano. Como vimos, a figura da “rainha-dos-céus”, a “mãe de deus”, a figura da bela mulher virgem com o filho no colo foi absorvida pela igreja romana como a falsa Maria, a “mãe de deus”. Cremos que Maria, a serva do Senhor, foi muito abençoada por Deus, mas necessitou da salvação através de Cristo Jesus.  As diversas formas da virgem aparecem em muitas nações e lugares com nomes locais como na antiguidade. Os santos tomando forma de “intercessores e mediadores” tendo diversos poderes, como na mitologia grega. Somente Jesus Cristo é o nosso mediador (I Timóteo 2.5). Também o culto aos “santos” com seus dias santificados, é uma forma de culto a mortos que é tanto condenada na Bíblia. Veremos abaixo mais sobre este assunto.

Breve histórico da Igreja Cristã:-  Até o terceiro século a Igreja iniciada em  Jerusalém, o real, o verdadeiro modelo cristão, se reunia em pequenos grupos, principalmente em lugares ocultos dentro das casas, em cavernas, florestas e até em cemitérios subterrâneos (catacumbas). Embora perseguida cruelmente, crescia de forma assustadora e desse modo o poder romano vendo que todo o império se tornaria cristão, “aderiu” (entre haspas) ao cristianismo. Na realidade satanás mudou sua forma de atuar.
   Foi através do imperador Constantino, o adorador do deus-sol, que o cristianismo se torna religião “oficial”.  Tudo aquilo que Satanás através da perseguição não conseguiu fazer em cerca de trezentos anos, a oficialização conseguiu em pouco tempo com a falsa paz.
   A igreja iniciante (“primitiva”) não tinha:- seminários/escolas, edifícios, sons, músicos, imprensa e literaturas, influência política, etc. Mas tinha: Comunhão, amor aos não alcançados, poder do Espírito Santo, discipulado e treinamento práticos (II Timóteo 2.2).
    A partir de Constantino, entram na Igreja oficial:- construções de grandes catedrais, divisão entre o clero e os leigos, grandes seminários e escolas de religião, música sacra, influência política, idolatria, mariolatria, cristianização das festas pagãs e paganização das festas cristãs. Enfim, alianças diabólicas.
   Sabemos que sempre houve grupos e movimentos fiéis à Palavra que não concordaram com as mudanças.  Esses grupos agora sofriam perseguições, sendo aniquilados pela própria igreja chamada “cristã” a igreja romana que se prostituiu com os ídolos, festas e costumes pagãos. Alguns desses grupos são: os valdenses, anabatistas, lolardos, etc. Constituíam-se de pessoas das quais o mundo não era digno. Isso persistiu até o movimento da “Reforma” iniciado com Martinho Lutero.

Algumas festas pagãs cristianizadas:

- Natal       
Abaixo veremos a posição dos cristãos contrários às comemorações natalinas em 25 de dezembro. Colocamos também um artigo do Pr. Daniel Rocha com outra posição a respeito dessas comemorações.

- Posição contrária às comemorações:-

-         Comércio – Época de grandes vendas e lucros.
-         Papai-Noel – O “santo” romano Nicolau dá origem a essa figura que predomina no mês de dezembro. Esse é o mesmo principado que se transforma no carnaval no rei-momo. Muitas vezes até os mesmos enfeites são usados.
-         “Natalis Invicti Solis” ou “nascimento vitorioso do sol”. É o solstício celebrado entre os povos pagãos do hemisfério norte, data em que, segundo esses povos, o sol renasce, se fortalece e os dias voltam a ficar mais longos.
-         A data de 25 de dezembro foi oficializada pelos “imperadores romanos cristãos”.
-         Árvore de Natal – Era usada na adoração a Ninrode e a Semírames, que era uma árvore-trono babilônico por onde entram os espíritos dos demônios. Árvores são usadas até hoje em rituais espiritualistas. Vejamos algumas passagens bíblicas sobre o assunto: Jeremias 10.3-4, Deuteronômio 16-21 (proibição de árvore junto ao altar), Oséias 4.13.
-         Velas – renascimento do deus-sol durante as noites ou em ambientes sem a luz solar.
-         Guirlandas – Coroas para homenagear mortos, convite nas portas à entrada de demônios, ritual oferecido a Ninrode, Semírames e Tamuz. A única coroa que aparece na Bíblia é a maldita coroa de espinhos colocada na cabeça de nosso Senhor. Devemos pensar bem no significado  da coroa antes de a enviarmos aos mortos.
-         Presépio – idolatria. Havia na Babilônia como culto a Baal.
-         Troca de presentes – havia esse costume na festa do deus-sol (25/12). Não confundir os presentes dos magos a Jesus.
-         Glutonaria – As pessoas comiam tanto que eram obrigadas a vomitar para comerem mais, fato esse que se repetia entre os pagãos.
- E Jesus? Nessa festa romana Ele é apenas um bebê indefeso e impotente. O nosso verdadeiro JESUS nasceu, viveu, morreu na cruz, ressuscitou e está à destra do Pai, acima de todo principado e potestade, de quem recebeu todo o poder nos céus e na terra e o concede a nós através do Espírito Santo. JESUS CRISTO É SENHOR! Aleluia. A nossa posição espiritual é descrita em Efésios 2.6.

 

- Posição favorável às comemorações cristãs:-


Aos que desejam acabar com o Natal
Pr. Daniel Rocha


Essa época do ano é muito rica em estudos e mensagens acerca do Natal. Mas, incrivelmente, nos arraiais evangélicos da Internet tornou-se bastante comum a inserção de matérias contra o Natal, procurando demonstrar sua origem pagã, seus símbolos controversos, seu desvirtuamento, a escolha do 25 de dezembro, etc.
Pretendo ser uma voz destoante nesse rio caudaloso. Em primeiro lugar, devo dizer que nasci em lar evangélico, numa igreja protestante tradicional, cantando e ouvindo belíssimos hinos natalinos dos séculos XVIII e XIX, e posso garantir que trago maravilhosas lembranças dessa época. De alguma forma, pretendo perpetuar aos meus descendentes aqueles sentimentos e evocações, que fazem parte de minha formação cristã, e que contribuíram para me tornar um ser humano melhor.
Um dos argumentos usados contra a comemoração do Natal é sobre sua "origem pagã", ou seja, tratava-se originalmente de uma festa dos povos pagãos, quando se iniciava o solstício de inverno, até que o imperador Constantino converteu-se ao cristianismo, passando então, a comemorar-se o nascimento de Cristo.
Aos meus olhos, entretanto, o Natal tem uma origem bem anterior, mais precisamente três séculos antes de Constantino, quando numa noite escura um anjo do Senhor desceu aonde pastores guardavam o seu rebanho durante as vigílias da noite, e disse a eles:
-"Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo o Senhor" (Lc2.10-11)
Deus estava ali enviando um mensageiro dos céus para dizer que estava ocorrendo o maior acontecimento na história da humanidade: nascia aquele que haveria de redimir as nações, aquele que veio trazer luz às trevas, aquele que haveria de mudar completamente nossas vidas, aquele que seria chamado de Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.
E para mostrar a grandiosidade do acontecimento, um grande coral da milícia celestial apareceu no céu, iluminando a noite escura, louvando a Deus e dizendo: "Glória a Deus nas alturas..."
É pouca coisa isso? Não é um evento digno de ser comemorado por todos aqueles que crêem? Ora, a Igreja é a comunidade de fé que celebra a Cristo e Seu Reino! A igreja é, por excelência, um centro de celebrações: enfeitamos nossas igrejas para os casamentos e convidamos os familiares e os irmãos para os aniversários. É na igreja que comemoramos o Dia de Pentecostes, o Dia da Ressurreição de Cristo, o Dia de Ação de Graças, o Dia do Pastor, o Aniversário da Sociedade de Mulheres, o Aniversário da Igreja, as Bodas de Prata e de Ouro de nossos membros, o Aniversário do netinho, os 15 anos da filhinha....
Creio que por uma questão de coerência, os que defendem a não comemoração do Natal, também devem deixar de celebrar essas datas.
Nós vivemos dos acontecimentos cotidianos, mas também de acontecimentos especiais e marcantes em nossas vidas, vivemos de memórias e celebrações. Sem a lembrança das coisas passadas, dos eventos alegres e significativos, tornamo-nos duros, secos, e esquecemo-nos dos feitos do Senhor. O salmista nos ensina: "Recordarei os feitos do Senhor, sim, me lembrarei das tuas maravilhas" (Sl 77.11).
O nascimento do Salvador foi profetizado e ansiosamente aguardado por todo o Antigo Testamento. Esse dia, para os antigos, foi tão sonhado, que todos os profetas o celebraram por antecipação. E porque nós não haveríamos de comemorar o cumprimento dessa grandiosa promessa?
Fiquei imaginando se fosse eu um dos pastores que estivesse ali no campo junto ao rebanho e tivesse a oportunidade de contemplar Aquele que veio para me resgatar. Com certeza eu voltaria para casa naquela noite de uma forma diferente, e minha vida nunca mais seria a mesma, pois meus olhos teriam contemplado o Rei dos reis. A história "daquele dia" seria repetida durante toda a minha vida e, todos os anos, naquela data, reuniriam meus familiares, enfeitaria minha casa, pegaria meu filho ao colo, entoaria o cântico de exaltação que os anjos me ensinaram e, quando meu pequeno perguntasse o porquê de tudo aquilo, eu diria: -"Filho, estou rememorando o nascimento mais sublime que o mundo já viu".
Obviamente não concordo com a comemoração que o mundo faz do Natal. O mundo, por não reconhecer a Cristo como Senhor e Salvador não tem o direito de celebrar seu nascimento. Agora, se o mundo comemora o Natal de forma errada, cabe a nós, Igreja, mostrar o verdadeiro sentido da comemoração, e não suprimi-la. É como jogar fora a água suja com a criança dentro.
Outro argumento muito usado contra a celebração do Natal é relativo à data de 25 de dezembro. Essa era a data do Sol Invictus, irão dizer, e, além disso, "não sabemos se Jesus nasceu realmente nesse dia".
Não vejo impedimento que uma data dedicada a uma celebração pagã seja transformada numa celebração cristã. Particularmente, ficaria muito feliz se uma conversão em massa do nosso país transformasse a semana do Carnaval em uma grande festa de crentes que agora celebrariam, não mais a carne, mas ação do Espírito Santo em suas vidas. Alguém se oporia?Paulo, quando esteve em Atenas, não teve pudores ao dizer que "O DEUS DESCONHECIDO" que os atenienses adoravam era precisamente o Cristo que ele estava anunciando!
Agora, já não é mais o Sol Invictus dos pagãos, mas Jesus, o Sol da nossa justiça. É a vitória do cristianismo sobre o paganismo, da luz sobre as trevas.
Com relação ao fato de 25 de dezembro não ser a data real do nascimento de Jesus, não impede que comemoremos seu natalício. Em minha igreja há algumas pessoas que nasceram em um dia mas comemoram seu aniversário em outra data. E nem por isso a comemoração é menos verdadeira ou sem sentido.
Eu e minha família proclamamos a Cristo o ano inteiro, e a partir do domingo do Advento iluminamos nossa casa com luzes coloridas, no dia 24 participamos da Cantata de Natal, ceamos e no dia 25 reunimo-nos todos numa abençoada tradição familiar. Por que? Porque Cristo nasceu um dia em nossas vidas, nos sustenta e nos abençoa. Os símbolos e enfeites que, no passado, apontavam para falsos deuses, hoje, entretanto, a estrela, a guirlanda e o castiçal com as velas do Advento apontam para um só: Cristo!



Páscoa:-
-         Coelho – a figura do coelho vem da Babilônia, onde representa a deusa da fertilidade. No culto a essa deusa existe a figura do ovo em seu altar para ser levado para casa. O Cordeiro pascal foi substituído pelo coelho, um animal imundo, segundo a lei mosaica. No século XVIII a igreja romana consagrou o ovo como símbolo da páscoa, transformá-lo em chocolate foi apenas mais passo do mundo comercial.
-         Sentido da páscoa: Sua celebração pelos hebreus apontava para o Messias que havia de vir. Foi o livramento da morte dos primogênitos mortos pelo anjo, através da aspersão do sangue do cordeiro imaculado sobre os umbrais das portas. Foi também a passagem da escravidão de Faraó (satanás) para a liberdade (Cristo).
-         Sentido da ceia do Senhor: Dois elementos, o pão e o vinho simbolizando a carne pisada do Senhor para a nossa cura e o sangue derramado para a nossa libertação (salvação). Até isso a igreja romana deturpou, só distribui o pão (ou hóstia) aos participantes e ainda fala da transubstanciação. Devemos tomar a ceia entre nós, até aquele dia em que a tomarmos no grande banquete das bodas do Cordeiro (Jesus) com sua Noiva (Igreja), na eternidade.
-          

Finados:-
- Foi a cristianização da festa de HALLOWEEN - A maldição das ‘       bruxas.
A prática satânica de Halloween veio dos antigos druidas, um povo pagão que viveu na região da Inglaterra até o primeiro século depois de Cristo, quando foi destruído pelos romanos.  Satanistas modernos reviveram esta prática nos Estados Unidos e a celebram na noite de 31 de outubro, a noite do terror, que era chamada de "Samhain". Nos Estados Unidos, na noite de halloween, crianças estão sendo sacrificadas.    Queremos isto para o Brasil?  Você quer isto para os seus filhos netos?

Rainha-dos-céus:- Adoração à falsa Maria, que é a mesma Semírames, Ísis, Diana dos efésios e outras mulheres endeusadas em todo o mundo. Na cidade de Éfeso, lugar do trono da rainha-dos-céus (Diana) no primeiro século, e contra cujo reinado o apóstolo Paulo e também João muito trabalharam conseguindo destroná-la, a igreja romana declarou no quinto século a condição de Maria como “mãe-de-Deus” e rainha-dos-céus. Era o principado da rainha dos céus originado na Babilônia e transferido para Éfeso sendo levantado novamente. Devemos lutar em batalha espiritual contra esse principado que tem assolado e empobrecido a nossa nação.

Títulos papais:- A expressão “Vicarius Filii Dei” ou “em lugar do Filho de Deus é uma grande abominação ao Espírito Santo de Deus, o Consolador, enviado para ocupar o lugar de Jesus Cristo. Também a infabilidade papal que diz que os papas não erram, embora suas decisões tenham sido revogadas através da história. Devemos nos lembrar que a igreja romana promoveu ”As Cruzadas”, aprovou a escravidão dos negros e dos escravos dizendo que não tinham alma, ignorou a perseguição e matança de judeus na “santa inquisição” e na Segunda Guerra Mundial, assassinou milhões de irmãos nossos e continuará a nos perseguir nos tempos finais.

Comércio:- Nos dias atuais, vemos que a grandeza do centro comercial que imperou e ainda opera em Roma, foi transferida para diversas cidades. Vamos citar o exemplo de Nova Iorque, coincidentemente fundada “sobre as águas”, onde imperam as maiores bolsas de valores do planeta. Nesses mercados são negociados todos os tipos de mercadorias e riquezas. A imagem do grande touro em seu centro comercial certamente é uma abominação ao Senhor nosso Deus, figura do bezerro de ouro, a materialização da lembrança do Egito, construído pelos hebreus em rebelião a Deus. O atentado contra as “indestrutíveis” torres gêmeas ocorrido em 11 de setembro de 2001, é uma pequena mostra do que acontecerá a todo o sistema Babilônia. Vemos ressurgindo o antigo império romano com a unificação do comércio, livre trânsito, moeda única e, em breve, sistema religioso único em todas as 10 nações da Europa e posteriormente estendido a todo o mundo.

Idolatria evangélica. Poderíamos ainda acrescentar a idolatria evangélica que infelizmente grassa em nosso meio. Por exemplo:- Nomes denominacionais, “grandes” líderes, cantores, as bandas que têm sido idolatradas em nosso meio (já é tempo de dar um basta nelas), profissionais especialmente dos “testemunhos” (ex-viciados, ex-gays, ex-artistas), etc. Lembremo-nos que sempre a feitiçaria acompanha a idolatria.

Vemos no Apocalipse que a guerra espiritual no período da Grande Tribulação será travada contra esse sistema mundial em que o Anti-Cristo governará o mundo pessoalmente, por um breve espaço de tempo. Esse homem chefiará o “sistema Babilônia” no mundo e será derrotado finalmente pelo Senhor Jesus Cristo a quem toda a glória e o louvor e o poder para todo o sempre, Amém!

Apocalipse 18. 4 “Ouvi outra voz do céu dizer: Sai dela , povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas”. Essa é a mensagem que fica para nós hoje, da parte do Senhor.
Maranata, Vem Senhor Jesus!


Bibliografia:-
- Babilônia & Roma, A Diferença é o Nome (Renê Terra Nova) – Semente da Vida Ltda.
- Desmascarando o Inimigo (Vanda Nicolau) – Ministério Francisco Nicolau
- Apostila “Conquistando Cidades Para Cristo” – Francisco Nicolau – Min. Francisco Nicolau
- Revista Conquistando Cidade Para Cristo – Émerson Garcia Dutra – Gráfica Aleluia -  IPRB
- Dicionário da Bíblia (Davis) .
- Estudos diversos da Bíblia.

Assis (SP) - 03/2002
Ivo Gomes do Prado.

NOSSOS SEMINÁRIOS - FORMAÇÃO OU INFORMAÇÃO?

Que tipo de professores a maioria dos seminários evangélicos têm?

Professores com mestrado, doutorado, pós doutorado, etc. Mas muitos deles não creem que a Bíblia é a Palavra de Deus. Dizem apenas que ela contém, o que é totalmente diferente. Outros dizem que muitas narrativas são apenas lendas. Outros que são apenas figuras. Outros...

Alguns professores que fracassaram em seus ministérios pastorais agora querem "formar" novos pastores. Ora se fracassaram ou estão em processo de fracasso de maneira alguma têm condições de formar ou mesmo informar um seminarista. Eu creio que a própria necessidade de seminários é prova que nossas Igreja têm falhado na formação de obreiros. O que nossas Igrejas têm dado aos seus membros é apenas um pouco de informação, mesmo assim deficiente. A própria palavra membro não é bíblica. No Novo Testamento os cristãos eram chamados de discípulos o que é muito diferente de ser apenas membro.

Para ser pastor de verdade, não basta apenas informação, é necessário formação, e formação no dia a dia pessoal. Assim como Cristo Jesus formou os 12 em seu ministério. Assim como Paulo formava líderes de excelência pelas Igreja que fundava ou plantava as Igrejas de nosso tempo também necessitam fazer. Um estudo da Igreja em Éfeso em seus inícios mostra bem o que é formação, pois Paulo na escola do filósofo Tirano, onde não caberiam mais que 12 discípulos, em pouco tempo conseguiu levar o evangelho a toda a Ásia Menor. E isso apenas na hora da "sesta" do filósofo. Isso sem contar com nossas modernidades como a internet, aparelhagens de som, livros de teologia, etc. Nem o Novo Testamento Paulo dispunha nesse tempo.

Hoje vemos membros de igrejas com três, cinco ou mesmo dez ou mais anos de igreja serem considerados como novos, como imaturos. Não era isso que acontecia no ministério de Paulo.

O segredo? Vejam bem o conselho do apóstolo a seu filho na fé Timóteo: "E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis que sejam idôneos para também ensinarem os outros" - II Timóteo 2.2


Mas quem de nós decididamente deixaria tudo para fazer uma obra semelhante ao que o apóstolo fez em seu tempo? Creio que os nossos "status" atuais falam mais alto. E os nossos seminários sem condições de cumprir o mínimo exigido pela Palavra.

Em Cristo,

Ivo Gomes do Prado.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

NÃO SIGO SISTEMAS TEOLÓGICOS, MAS A JESUS.

NÃO SIGO SISTEMAS TEOLÓGICOS, MAS A JESUS.

Tudo bem. Mas, quem é Jesus para você?

E aonde ele está indo? 

E o que significa segui-lo? 

Ao responder estas perguntas, você pode ter uma surpresa. Sugiro que leia um pouco da história da igreja e, se possível, um bom livro sobre a história das doutrinas cristãs. De repente você pode descobrir que nada mais é do que dos muitos adeptos de algum sistema teológico elaborado pelos que, antes de você, também tentaram responder estas perguntas.

Augustus Nicodemus Lopes.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

CREIO NO ARREBATAMENTO DOS SALVOS NO MEIO DO PERÍODO DO REINADO DO ANTICRISTO.

Razões porque creio no arrebatamento no meio do período de sete anos do reinado do anticristo. Após o primeiro período de tribulação na face da terra. A grande tribulação propriamente dita se dará na segunda metade da semana profetizada por Daniel.

“Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.” 2 Tessalonicenses 2:3-4

A primeira carta do Apóstolo Paulo à Igreja em Tessalônica havia causado algumas interpretações erradas inclusive temores. Para esclarecer, o apóstolo envia a sua segunda carta complementando o ensinamento acerca do arrebatamento da Igreja. O que aprendemos com esses esclarecimentos?

A Igreja iria enfrentar tempos de apostasia, ou seja, de falsos ensinamentos acerca da Palavra. Creio que esse tempo vai um pouco além desse ponto onde os líderes de igrejas ou denominações irão tomar outros rumos, deixando a sã doutrina bíblica e indo para interpretações doutrinárias que eles mesmos inventarão. Certamente a teologia da prosperidade, do endeusamento de homens, cantores, músicos, da formação de cleros em grandes igrejas ou em movimentos, prática de falsas profecias, falsas visões, falsas revelações, etc. levarão grande parte de denominações a acordos com governos e movimentos internacionais. Nunca na história vimos tantos pastores e líderes envolvidos com a política do mundo como atualmente. Também lideranças envolvidas com sociedades mundanas. A cada dia são revelados mais e mais nomes desses falsos e dissimulados “líderes”. Mas isso não vai acabar, ao contrário, vai aumentar mais a cada dia que se passa.

O mundo desde o término da segunda guerra mundial tem enfrentado crises constantes, seja da chamada guerra fria, guerras por causa do domínio do petróleo, crises financeiras provocadas por banqueiros e picaretas inescrupulosos, têm ansiado por um líder mundial que coloque fim a isso tudo através de um controle e poderes jamais vistos. Isso tanto a direita com a esquerda mundial têm planos já a algum tempo. Sabemos de algumas ações concretas nesse sentido que estão sendo desenvolvidas. Hoje sabemos que praticamente ninguém, nada no planeta tem sua privacidade real, tudo passa pelos supercontroles de grandes computadores e “olhos” mundiais. Os nossos celulares, computadores, veículos, etc. são controlados sabendo-se os lugares em que estamos, para onde vamos, etc. Também as milhares de câmaras tanto oficiais como de edifícios, casas, comércio, etc. nos vigiam o tempo todo além de satélites programados para isso. Tudo isso fica registrado em algum lugar sendo de fácil acesso às autoridades quando necessário. Vemos que os governos se vigiam a todo tempo em reportagens sobre o assunto. E muito mais coisas estão sendo preparadas para todos a fim de finalizar o chamado “controle total” da humanidade.

Pois bem, disso tudo a Palavra de Deus já nos tem falado há milhares de anos, tanto nas profecias do Antigo Testamento, em especial no livro de Daniel, como nas do Novo Testamento finalizando no livro da Revelação ou do Apocalipse.

Nesses versos que citamos da segunda carta de Paulo aos Tessalonicenses vemos que esse líder mundial que é chamado de “o homem do pecado, o filho da perdição”. Paulo nos fala que ele se assentará no templo de Deus. Esse será o templo de Jerusalém que será construído segundo a tradição judaica para receber o Messias que eles ainda aguardam sua chegada. Pois bem, esse líder mundial que será apoiado também e principalmente pelos judeus e dessa forma terá que ser um judeu na linhagem de Davi, pois esse povo o receberá como o Messias tão aguardado por eles. Será também apoiado pelas nações e religiões do mundo todo. Será o único homem capaz de conciliar os interesses de judeus e árabes, por exemplo. Terá também uma inteligência privilegiada que lhe foi entregue por Satanás. Também de construir o novo templo para os judeus e para os árabes no Monte do Templo onde fica hoje a Mesquita de Omar (Domo da Rocha) que é o segundo lugar sagrado dos muçulmanos. E porque não, para os “cristãos” também. De colocar fim a grandes disputas entre a direita e a esquerda, entre as religiões mundiais, pois será reconhecido mundialmente. Será um tempo de paz aparente e por um curto período de anos. Aqui entra uma parte da profecia de Daniel sobre o assunto. Vejamos:

“E ele (o príncipe) firmará aliança com muitos por uma semana (sete anos); e na metade da semana (3,5 anos) fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador.” - Daniel 9:27

Será o tempo denominado no Apocalipse do cavaleiro (anticristo) montado no cavalo branco: “E olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso, e para vencer.” Apocalipse 6:2

No caso o príncipe mencionado é o anticristo. E ai de quem lhe fizer oposição, pagará com a vida tal ato. Será decretado o uso do sinal do 666 na testa ou na mão direita através de algo como um chip especial. Os cristãos fiéis não se submeterão a ele, por isso serão terrivelmente perseguidos nesse tempo. E muitos serão mortos. Serão os salvos mencionados no nosso estudo anterior.

O homem do mal fará pacto com os judeus por um período pré determinado de sete anos, mas no meio do período, três anos e meio, quebrará esse pacto. Como zombaria aos judeus se assentará no templo no lugar destinado ao Messias como se fosse Deus. Isso é o Paulo revela aos crentes da cidade de Tessalônica e consequente a nós hoje também.

É esse o momento do que Paulo nos revela: “Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição,” 2Ts 2.4. Depois disso virá o arrebatamento da Igreja dos salvos de todos os tempos. Os que estiverem mortos desde Abel até o último salvo morto ressuscitarão e nós vivos seremos transformados. Veja esses versículos: “Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.” - 1 Coríntios 15:51-52

Alguns dizem que apenas alguns dos fiéis serão arrebatados, mas Paulo nos diz nas duas passagens da sua carta aos tessalonicenses e também no versículo acima “todos” e não “alguns”, todos não apenas os vivos, mas também os que morreram na fé, após serem ressuscitados. Entendemos que todos os salvos são fiéis, foram feitos filhos de Deus. Os infiéis são o joio, os mornos que nunca foram salvos na realidade.

Os infiéis ficaram para o segundo período da Grande Tribulação que será terrível, onde as pragas mencionadas no livro do Apocalipse acontecerão literalmente. Os outros três cavalos, o vermelho (sangue), preto (fome) e o amarelo (morte) serão soltos após o arrebatamento dos salvos. Demônios medolhos e cruéis irão atormentar os que viverem na face da terra no pior período da história da humanidade. Também os poderes do céu serão abalados.

Amados, firmemos nossa fé em Cristo Jesus, autor e consumador de nossa fé. As tristezas, os sofrimentos, as perseguições e tudo o mais passam, são por um curto espaço de tempo. Regozijemo-nos em Cristo Jesus porque a nossa salvação está próxima. Amém.

Maratana, ora vem Senhor Jesus!

Ivo Gomes do Prado.