quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

BATISMO E CEIA DO SENHOR SÃO ORDENANÇAS.

LEANDRO B. PEIXOTO: OS BATISTAS E O BATISMO

pr.-Leandro-B.-Peixoto
Os batistas não têm ritos como alguns grupos, nem consideram o Batismo e a Ceia como um sacramento – um sinal sagrado instituído por Jesus Cristo para distribuição da salvação divina àqueles que, recebendo o sacramento, fazem uma profissão de fé. Nada disso! O Batismo e a Ceia são tratados como ordenanças.
Há dois verbos do Senhor no modo imperativo que comprovam a nossa doutrina. O primeiro deles é “vão”. Antes de subir ao céu, em sua última mensagem aos discípulos, Jesus disse assim: “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28.19-20).
O outro imperativo é “façam”. Paulo, compartilhando o que tinha recebido de Cristo, escreveu o seguinte aos Coríntios: “o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão e, tendo dado graças, partiu-o e disse: ‘Isto é o meu corpo, que é dado em favor de vocês; façam isto em memória de mim’” (1Co 11.23-24).
O batismo é uma ordenança e deve ser por imersão nas águas (Rm 6.4; Cl 2.12). Agora, se fossem apenas autoridades batistas que afirmassem que a palavra significa imersão (e não aspersão, por exemplo), poderia pairar alguma dúvida sobre a afirmação, pois soaria como um empenho proselitista. Acontece que estudiosos do grego (idioma em que foi escrito o Novo Testamento), pertencentes a diversas denominações, confirmam o que os batistas têm ensinado através dos séculos. Também assim atestaram os reformadores.
Matinho Lutero, escrevendo sobre Romanos 6.3-4 e noutro lugar sobre o significado do substantivo “batismo”, disse que o vocábulo grego, cujo correspondente em latim é “mersio”, significa “mergulhar alguma coisa completamente na água, até ela ficar totalmente submersa” (cf. Luther’s Works, volume 25, pg. 50 e volume 35, pg. 29). João Calvino, comentando o texto de João 3.23, anotou que se pode, a partir desse texto, “inferir que o batismo era mediante mergulho de corpo inteiro na água”.
Além dos lexicógrafos e dos reformadores, nós poderíamos citar, por exemplo, historiadores, enciclopedistas, dicionaristas e o testemunho da arqueologia para comprovar que o batismo bíblico é por imersão completa do corpo na água. Então, por que por imersão?
O batismo representa um drama em três atos. O primeiro ato, a imersão, simboliza o velho homem que vai sendo conduzido como morto. E, como nenhum morto permanece insepulto, ele será sepultado. Realiza-se, então, o segundo ato do drama com a submersão. É o sepultamento. O terceiro ato se processa com a emersão. É o clímax do drama, o momento em que se levanta o batizando da água, simbolizando a sua ressurreição. O cristão, batizado, ressurge para viver “uma vida nova” em Cristo (Rm 6.4).
Batismo, portanto, é a profissão pública de fé de todos que, tendo se arrependido do pecado, entregaram suas vidas ao Senhor Jesus, buscando nele refúgio e salvação, achando nele graça e poder para viverem uma nova vida em sua nova jornada, agora rumo ao céu.
Pr. Leandro B. Peixoto
Pastor da Igreja Batista Central de Campinas – São Paulo
http://www.adiberj.org/portal/2014/12/06/os-batistas-e-o-batismo/

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