segunda-feira, 31 de março de 2014

O CRESCIMENTO DA IGREJA PRESBITERIANA NA CORÉIA DO SUL

O CRESCIMENTO DA IGREJA PRESBITERIANA NA CORÉIA DO SUL

A Coréia o Sul é 82 vezes menor que o Brasil em extensão territorial e apenas 3 vezes menor em população. O país tem cerca de 99.000 Km 2 e 46 milhões de habitantes, dos quais, 30% são evangélicos. A Igreja Presbiteriana representa 75% dos evangélicos e possui 10 milhões de membros. Embora a Igreja Presbiteriana da Coréia seja 28 anos mais nova que a Igreja Presbiteriana do Brasil, ela é 20 vezes maior. Enquanto os presbiterianos do Brasil representem apenas 0,3% do população, na Coréia representam 22%. Só em Seul, capital da Coréia do Sul, uma cidade com 12 milhões de habitantes, há 10 mil igrejas presbiterianas. As principais denominações evangélicas da Coréia são:

1) Presbiteriana – 10.000.000 de membros

2) Metodista – 1.500.000 membros

3) Assembléia de Deus – 1.000.000 de membros

4) Batista – 500.000 membros

As principais causa do crescimento da igreja evangélica coreana são:

1) Uma Igreja que é Cabeça e Não Cauda
A igreja sempre esteve à frente nas grandes lutas e tensões sociais, determinando o rumo das mudanças mais importantes do país. Os crentes ocupam os principais postos estratégicos de liderança da nação. A Igreja, na verdade, é a esperança da nação.

2) Uma Igreja de Mártires
Deus sempre honrou o sangue dos mártires. Como dizia Tertuliano, ilustre pai da igreja: “o sangue dos mártires é o fermento da igreja”. A plantação da igreja na Coréia do Sul foi regada por muitas lágrimas e banhada por muito sangue. Centenas de crentes foram decapitados, estrangulados e mortos com requinte da mais perversa crueldade. Milhares de cristãos foram torturados por causa de sua fé, selando com seu sangue o testemunho do evangelho.

3) Uma Igreja com Vida Intensa de Oração
Não existe na Coréia do Sul, igreja evangélica sem reunião de oração de madrugada. Eles não acreditam em crescimento da igreja sem prática efetiva e intensa de oração. Os crentes afluem para o templo de madrugada para buscar a face de Deus, mesmo sobre o frio implacável de 20 graus negativos no inverno. Os pastores oram em média de 2 a 4 horas por dia. Oração é para eles prioridade fundamental e a causa precípua do crescimento da igreja.

4) Evangelismo Através de Grupos Familiares
A base da evangelização e da comunhão dos crentes são os grupos familiares. Para eles esse é o investimento estratégico mais importante para ganhar novas pessoas para Cristo e discipulá-los.

5) Grande Ênfase no Discipulado e Treinamento de Leigos
Estando na Coréia com um grupo de 80 pastores em abril de 97, visitamos igrejas de 6.000, 12.000, 18.000, 30.000, 55.000, 82.000, e 700.000 membros. Em todas elas vimos a forte ênfase no treinamento da liderança e no discipulado dos novos convertidos. A igreja, na verdade, é um exército em ação, onde cada crente exerce o seu ministério, conforme os dons que recebeu.

6) Grande Zelo Missionário
A igreja coreana investe pesado em missões. 25% dos pastores formados na Coréia do Sul estão se consagrando às missões. Há igrejas que investem 62% do seu orçamento em evangelização e missões. Em 1995, no Estádio Olímpico de Seul, 100.000 jovens coreanos consagraram-se para a obra missionária.

Cremos que a qualidade de vida dos crentes coreanos daságua num fenomenal crescente numérico. Qualidade gera quantidade. Quando a igreja anda com Deus, Deus a faz crescer. Creio que Igreja pujante, guerreira, ousada e viva da Coréia do Sul é um modelo digno de ser imitado por nós, se queremos ver aqui nestas plagas os mesmos resultados.

Pr. Hernandes Dias Lopes

terça-feira, 11 de março de 2014

Conselhos Práticos para uma Célula bem-sucedida


Conselhos Práticos para uma Célula bem-sucedida


Não basta implantar células na igreja. Não basta aplicar um programa bonito ou tentar reproduzir os valores e técnicas que deram certo na experiência de outros. Por outro lado, as experiências de outros têm muito a nos ensinar; algumas vezes nos dizendo mais “o que não fazer” do que propriamente “o que fazer”.

O sucesso das células depende de um conjunto de fatores. São fatores humanos, fatores divinos e fatores organizacionais. Todos eles, operando juntos, garantem que as células cumpram os propósitos para as quais Deus e a igreja os projetaram.
O que se segue são princípios testados e retestados nos pequenos grupos de centenas de igrejas praticantes do MDA pelo Brasil inteiro. Não somente as igrejas do MDA, mas toda boa igreja celular os pratica com sucesso. Pratique-os e veja a diferença nos seus discípulos, nas suas células e na igreja toda.

1 | LOCAL DE REUNIÃO AGRADÁVEL E ACOLHEDOR
Isto deve começar pelos moradores da própria casa, que devem ser os primeiros a acolher bem todo mundo. Os bancos ou cadeiras devem ser confortáveis e dispostos em círculo, de maneira que todos possam se olhar de frente. Deve haver boa iluminação, nem fraca nem excessiva. Evite ambientes de muita circulação de pessoas, como comércio, corredores, televisão ligada em cômodos vizinhos, etc…

2 | A DISPOSIÇÃO DAS CADEIRAS É IMPORTANTE
Para as reuniões, coloque as cadeiras em círculo. Fica mais fácil e prático para todos participarem. Além de dar um maior senso de intimidade, a comunicação olho no olho fica mais viável. Quando colocadas umas atrás das outras, numa disposição em que os membros ficam olhando para a nuca dos outros, cria-se um senso formal de auditório, de “igrejinha”.

3 | AS OFERTAS DEVEM SER ENCAMINHADAS PARA A IGREJA
O que recomendamos é que as ofertas sejam cuidadas pelo tesoureiro ou secretário da célula, que pode ser um dos auxiliares ou um membro responsável, encarregado dessa função. No final da reunião, o tesoureiro, com mais alguém, que pode ser o líder, conta as ofertas e coloca-as no envelope apropriado, escrevendo nele o valor, a data e assinando. É importante dizer para a célula toda qual foi o valor. O líder deve entregar esse envelope na próxima reunião da igreja, ou diretamente na tesouraria da igreja durante a semana, ou como for a política adotada por sua liderança. A célula não deve criar um “orçamento” particular e utilizar seu próprio dinheiro; ela é parte da igreja, e deve agir como tal em todos os sentidos.

4 | A CÉLULA NÃO DEVE TER UM PÚLPITO OU CÁTEDRA HOMILÉTICA
Num grupo pequeno não há pregação formal; não é um culto público. O propósito é que todos desenvolvam algum ministério que edifique os demais. Pode ser oração, exortação, consolação, conselho, correção, ensino ou qualquer outro tipo de ajuda. Mesmo as crianças podem compartilhar, de alguma maneira. Podem apresentar um cântico ou um versículo, ao final, por exemplo, ou um teatrinho… O Espírito Santo lhe ajudará a mobilizar todo o corpo de crentes. O líder é um facilitador, aquele que monitora a discussão e a participação dos membros, não um mestre de oratória.

5 | A CÉLULA NÃO DEVE ENCORAJAR MINISTRAÇÕES DE PRELETORES DE FORA
Muitos ministérios de células já foram vítimas dessa cilada, e alguns chegaram a sofrer danos terríveis. NÃO permita que pregadores de fora, desconhecidos ou sem cobertura, tenham influência sobre a reunião. Há muita gente que quer um palco para suas ideias. O líder da célula deve conduzir a reunião com isto em mente. Ele deve ser educado e polido com todos que visitam a célula, mas não deixá-los impor suas ideias e opiniões sobre o grupo todo. Para tanto, contamos com a sábia direção do Espírito Santo e o conselho de nossos supervisores.

6 | NÃO PERMITA CONVERSAS DE NEGÓCIOS NAS REUNIÕES DA CÉLULA
Sempre há aqueles que querem usar as reuniões para seus próprios propósitos, e isto não pode ser permitido. Alguns querem comprar ou vender alguma coisa, fazer pesquisa de preços, discutir aluguéis ou mensalidades, planos de saúde, Avon, Herbalife, Forever, ou promoções vantajosas. Os interessados, levando-se em conta que alguém na célula pode ajudar outro nesses assuntos, devem marcar um tempo para isso fora da célula, ou conversar no período de socialização que se segue ao final da reunião.

7 | ATENÇÃO ESPECIAL AOS NOVOS MEMBROS OU VISITANTES
O líder e os membros devem fazer questão de que cada pessoa que está vindo para a reunião da célula receba atenção especial, de acordo com suas necessidades, e também envolvê-la em algum ministério, quando for o caso.

8 | DEVE-SE PRESTAR ATENÇÃO ESPECIAL AOS CONFLITOS INTERPESSOAIS
Não permitir que conflitos sejam prolongados, e assegurar-se de que os membros que estão se desentendendo sejam reconciliados em amor. Garantir, a todo custo, que as fofocas e ressentimentos nem sequer se aproximem do grupo, mas, se acontecer, resolver o mais rápido possível, com amor e firmeza.

9 | TER REUNIÕES DE ORAÇÃO E INTERCESSÃO
Um dos momentos em que esta reunião pode ser feita é nos trinta minutos que antecedem o início da reunião, no próprio local. Porém, aconselha-se que a célula tenha uma reunião específica de oração, em horário diferente que a reunião da célula. Seja feito de acordo com a realidade e as configurações de cada grupo. Muito mais do que o planejamento e o carisma dos líderes, é a oração que faz toda a diferença.

10 | FAZER QUESTÃO DE QUE TODAS AS FAMÍLIAS PARTICIPEM DAS CÉLULAS
O alvo de Deus é alcançar famílias inteiras, onde todos os seus membros sejam discípulos fiéis do Senhor Jesus. Assim, a partir da célula, devemos lutar para ver nossa comunidade se tornar cada lar uma igreja, cada pessoa um discípulo, cada discípulo um líder reprodutivo. Não apenas as mulheres e as crianças sendo ganhos, mas os pais e os maridos, como cabeças responsáveis de seus lares.

11 | LEMBRAR-SE DE CELEBRAR CADA ANIVERSÁRIO E EVENTOS ESPECIAIS DAS FAMÍLIAS
Datas de nascimento, aniversário de casamento, bodas de prata, bodas de ouro, etc. Façam uma surpresa, cantem parabéns, soprem velinhas e partam um bolo. É um bom momento para convidar parentes e amigos não crentes do aniversariante. E aquele homenageado vai ficar cada vez mais firme com Jesus e mais comprometido com o grupo.

12 | DELEGAR RESPONSABILIDADES O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL
É assim que novos líderes são formados com qualidade e segurança. Outros devem compartilhar as responsabilidades de liderar a célula e cuidar das pessoas. O ideal é que alguns deles amadureçam até que possam liderar suas próprias células, e também multiplicá-las segundo o mesmo código. Desta forma, a igreja cresce de uma maneira ordenada.

Além dessas, há várias outras atividades importantes que devem ser praticadas na célula, como a realização da Santa Ceia, almoços de confraternizações, retiros, mutirões de evangelização, vigílias, visitas a hospitais, presídios, asilos, etc… Como o Espírito Santo é criativo e dinâmico, Ele dará a sabedoria e a direção correta para que cada igreja e cada célula definam a ordem e a maneira como implementar essas e outras ferramentas para o crescimento qualitativo e quantitativo da célula, e da igreja toda, por extensão.





Extraído da Revista MDA, Ano 1 – N° 01/2013 – Texto adaptado do Livro Treinamento de Líderes de CélulasAbe Huber & Ivanildo Gomes, Editora Premius, 2010.



segunda-feira, 3 de março de 2014

Mike Whitney: Ucrânia, o plano mais idiota de Obama

publicado em 3 de março de 2014 às 13:05

Ucrânia: o plano mais idiota de Obama
Aliar-se com os neonazistas na Ucrânia: de todos os planos idiotas que Washington elaborou nos últimos dois anos, este é o mais idiota de todos.
“Washington e Bruxelas apoiaram um golpe nazista, realizado por insurgentes, terroristas e políticos da ultradireita europeia para atender aos interesses geopolíticos do Ocidente”
Natalia Vitrenko , do Partido Socialista Progressista da Ucrânia
Como você provavelmente já sabe, Obama e companhia ajudaram a depor o presidente democraticamente eleito da Ucrânia, Viktor Yanukovych, com a ajuda de ultra-direita, paramilitares, gangues neonazistas que invadiram e queimaram escritórios do governo, mataram soldados da tropa de choque, e espalharam o caos e terror em todo o país. Estes são os novos aliados dos Estados Unidos no grande jogo para estabelecer uma cabeça de ponte na Ásia, empurrando os russos mais para o leste, derrubando governos eleitos, garantindo corredores de oleodutos e gasodutos vitais, acessando escassas reservas de petróleo e gás natural e trabalhando pela desmontagem da Federação Russa, segundo a estratégia geopolítica proposta por Zbigniew Brzezinski .
A grande obra de Brzezinski, The Grand Chessboard: American Primacy and it’s Geostrategic Imperatives (O Grande Tabuleiro de Xadrez: a Primazia Americana e seus Imperativos Geoestratégicos), tornou-se o Mein Kampf de aspirantes imperialistas ocidentais. O livro fornece a estrutura básica para o estabelecimento da hegemonia militar, política e econômica dos EUA na região mais promissora e próspera do século, na Ásia.
Em um artigo publicado na Foreign Affairs, Brzezinski apresentou suas idéias sobre como neutralizar a Rússia, dividindo o país em partes menores e permitindo, assim, que os EUA mantenham seu papel dominante na região, sem ameaças, desafios ou interferências. Aqui está um trecho do artigo:
“Dado o tamanho (da Rússia) e sua diversidade, um sistema político descentralizado e uma economia de livre mercado seriam a mais provável via para desencadear o potencial criativo do povo russo e (explorar) os vastos recursos naturais da Rússia. Uma Rússia vagamente confederada – composta por uma Rússia européia, uma república da Sibéria, e uma república do Extremo Oriente – também tornaria mais fácil cultivar relações econômicas mais estreitas com seus vizinhos. Cada um dessas regiões confederadas seria capaz de explorar o seu potencial criativo local, sufocado por séculos de controle da mão burocrática pesada de Moscou. Além disso, a Rússia descentralizada seria menos suscetível a uma mobilização de tipo imperial”. (Zbigniew Brzezinski, A Geoestratégia para a Eurasia)
Moscou, é claro, está ciente dessa estratégia de dividir e conquistar de Washington, mas minimizou a questão, a fim de evitar um confronto. O golpe de Estado apoiado pelos EUA na Ucrânia significa que essa opção não é mais viável. A Rússia terá de responder a uma provocação que ameaça tanto a sua segurança como seus interesses vitais na região. Os primeiros informes indicam que Putin já mobilizou tropas para a região e, segundo a Reuters, colocou caças ao longo de suas fronteiras ocidentais em alerta de combate:
“Os Estados Unidos dizem que qualquer ação militar russa seria um erro grave. Mas o Ministério de Relações Exteriores da Rússia disse em um comunicado que Moscou  defenderá os direitos de seus compatriotas e reagirá a qualquer violação desses direitos.”(Reuters)
Não vai ser um confronto, é só uma questão de saber se a luta terá uma escalada ou não.
A fim de derrubar Yanukovych, os EUA apoiaram tacitamente grupos fanáticos de bandidos neonazistas e antissemitas. E, apesar do presidente interino ucraniano, Oleksander Tuchynov, ter se comprometido a “fazer tudo ao seu alcance” para proteger a comunidade judaica do país, os informes não são animadores. Aqui está um trecho de uma declaração de Natalia Vitrenko, do Partido Socialista Progressista da Ucrânia que sugere que a situação é muito pior do que a que está sendo relatada na mídia:
“Por todo o país, pessoas estão sendo espancadas e apedrejadas, enquanto os membros “indesejáveis” do Parlamento da Ucrânia estão sofrendo intimidação em massa. As autoridades locais vêem suas famílias e crianças sendo alvo de ameaças de morte caso não apoiem a instalação deste novo poder político. As novas autoridades ucranianas estão maciçamente queimando os escritórios de partidos políticos adversários, e anunciaram publicamente a ameaça de processo criminal e proibição de partidos políticos e organizações públicas que não compartilham a ideologia e os objetivos do novo regime.” (“EUA e UE estão erguendo um regime nazista em território ucraniano” , Natalia Vitrenko )
Na semana passada, o jornal israelense Haaretz relatou que uma sinagoga ucraniana havia sido atacada com coquetéis molotov que “atingiram paredes de pedra exteriores da sinagoga e causaram poucos danos”.
Outro artigo no Haaretz referiu-se ao que chamou de  “novo dilema para os judeus na Ucrânia” . Aqui está um trecho do artigo :
“A maior preocupação agora não é o aumento nos incidentes antissemitas, mas a grande presença de movimentos ultra-nacionalistas, especialmente a proeminência de membros do partido Svoboda e do Pravy Sektor entre os manifestantes . Muitos deles estão chamando seus adversários políticos de “zhids” (termo racista para designar os judeus) e portam bandeiras com símbolos neonazistas. Há também relatos, a partir de fontes confiáveis, de que esses movimentos estão distribuindo edições recém- traduzidas de Mein Kampf e dos Protocolos dos Sábios de Sião, na Praça da Independência. “ (“Antissemitismo, embora uma ameaça real, está sendo usado pelo Kremlin como um jogo político”Haaretz)
Outro relato, feito pelo Dr. Inna Rogatchi em Arutz Sheva:
“Não há nenhum segredo sobre a agenda política real e os programas dos partidos ultra- nacionalistas na Ucrânia. Não há nada perto de valores e objetivos europeus lá. Basta ler os documentos existentes e ouvir o que os representantes desses partidos proclamam diariamente. Eles são fortemente anti-europeu e altamente racistas. Eles não têm nada a ver com os valores e práticas do mundo civilizado”.
“O judaísmo ucraniano está enfrentando uma ameaça real e séria. Fortalecer os movimentos abertamente neonazistas na Europa e ignorar a ameaça que eles representam é um negócio totalmente arriscado. As pessoas poderão ter que pagar um preço terrível – mais uma vez – por causa da fraqueza e da indiferença de seus líderes. A Ucrânia, hoje, tornou-se um caso trágico para toda a Europa no que diz respeito à reprodução e autorização para o discurso do ódio tornar-se uma força violenta e incontrolável. É imperativo lidar com a situação no país, de acordo com a lei e as normas da civilização internacional existente.” (“Chá com neonazistas: O nacionalismo violento na Ucrânia” , Arutz Sheva)
Aqui está um pouco mais sobre o tema, um texto do analista Stephen Lendmen, publicado dia 25 de fevereiro (New York Times: apoiando a ilegalidade imperial dos EUA) :
“Washington apoia abertamente o líder fascista do partido Svoboda, Oleh Tyahnybok. Em 2004, Tyahnybok foi expulso da facção parlamentar do ex-presidente Viktor Yushchenko. Ele foi condenado por conclamar os ucranianos a lutar contra o que chamou de máfia moscovita-judaica.”
“Em 2005, ele denunciou “atividades criminosas ” do “judaísmo organizado”. Ele alegou escandalosamente que os judeus eles planejavam um “genocídio” contra os ucranianos” (…)
“O extremismo de Tyahnybok não impediu a secretária de Estado adjunta para Assuntos Europeus e da Eurásia, Victoria Nuland, a se reunir abertamente com ele e com outros líderes anti-governamentais no dia 6 de fevereiro”.(…)
“No início de janeiro, cerca de 15 mil ultranacionalistas realizaram uma marcha com tochas em Kiev. Eles fizeram isso para homenagear Stepan Bandera, assassino e colaborador da era nazista. Alguns usavam uniformes de uma divisão da Wehrmacht ucraniana usados na Segunda Guerra Mundial. Outros gritavam ” Ucrânia acima de tudo” e “Bandera, venha e traga a ordem”. (blog de Steve Lendman)
A mídia dos EUA minimizou os elementos fascistas, neonazistas e de “pureza étnica” do golpe de Estado ucraniano, a fim de se concentrar no que eles pensam – são “temas mais positivos”, como a derrubada das estátuas de Lenin ou a proibição de membros do Partido Comunista de participar no Parlamento. Na avaliação da mídia, estes são todos sinais de progresso.
A Ucrânia está sucumbindo gradualmente para o abraço amoroso da Nova Ordem Mundial, onde vai servir como mais uma fonte de lucro na roda de Wall Street. Essa é a tese, pelo menos.
Não ocorreu aos editorialistas do New York Times ou do Washington Post que a Ucrânia está despencando rapidamente para uma situação do tipo “Mad Max” (o filme), uma anarquia que poderia transbordar suas fronteiras para os países vizinhos, provocando incêndios violentos, agitação social, instabilidade regional ou – deus nos livre- uma terceira guerra mundial.
Eles só parecem ver movimentos dourados, como se tudo estivesse indo conforme o planejado. Todos, da Eurásia ao Oriente Médio, estão sendo pacificados e integrados em um governo mundial supervisionado pelo Executivo unitário, onde as empresas e instituições financeiras controlam as alavancas do poder por trás das telas divisórias imperiais. O que poderia dar errado?
Naturalmente, a Rússia está preocupada com a evolução da situação na Ucrânia, mas não tem certeza de como reagir. Veja o que disse o primeiro ministro Dmitry Medvedev dias atrás:
“Nós não entendemos o que está acontecendo lá. A ameaça real para os nossos interesses (existe) e tambén para a vida e a saúde dos nossos cidadãos. Estritamente falando, hoje não há ninguém lá para se conversar. Se você acha que as pessoas usando máscaras pretas e agitando Kalashnikovs representam um governo, então será difícil para nós trabalhar com esse governo.”
Claramente, o governo de Moscou está preocupado. Ninguém espera que a única superpotência do mundo se comporte dessa forma irracional em todo o planeta, alimentando a criação de um Estado falido após o outro, fomentando revoltas, criando ódio e espalhando miséria por onde passa. No momento, a equipe de Obama está trabalhando a todo vapor tentando derrubar regimes na Síria, Venezuela, Ucrânia e deus sabe onde mais. Ao mesmo tempo, as operações no Afeganistão falharam, Iraque e Líbia estão sendo governados por senhores da guerra regionais e milícias armadas. Medvedev tem todo o direito de estar preocupado.
Quem não estaria? Os EUA têm saído dos trilhos, de um modo completamente louco. A arquitetura para a segurança mundial entrou em colapso, enquanto os princípios básicos do direito internacional foram alijados.
O rolo compressor furioso dos EUA dá guinadas de um confronto violento para o outro, de um modo irracional, destruindo tudo em seu caminho, forçando milhões de pessoas a fugir de seus próprios países, e empurrando o mundo para mais perto do abismo. Isso não é motivo suficiente para se preocupar?
Agora, Obama está se aliando com os nazistas. É apenas a cereja no topo do bolo.
Confira esta sinopse do mais recente texto de Max Blumenthal, intitulado Os EUA estão trazendo os neonazistas na Ucrânia?:
“O Setor Direito (Right Sector) é um sindicato sombrio de auto-denominados nacionalistas autônomos, identificados pelo seu estilo skinhead de vestir, com um estilo de vida ascético, e fascínio pela violência nas ruas. Armados com escudos, os membros desse grupo têm ocupado as linhas de frente das batalhas, enchendo o ar com seu slogan favorito: “Ucrânia acima de tudo!” Em um recente vídeo de propaganda, o grupo prometeu lutar “contra a degeneração e o liberalismo totalitário, pela moralidade e pelos valores familiares tradicionais nacionais“.
Com o partido Svoboda ligado a uma constelação de partidos neofascistas internacionais através da Aliança dos Movimentos Nacionais Europeus, o Setor Direito promete levar seu exército de jovens desiludidos sem rumo para “uma grande Reconquista Europeia. (“Is the U.S. Backing Neo-Nazis in Ukraine? Exposing troubling ties in the U.S. to overt Nazi and fascist protesters in Ukraine”, Max Blumenthal, AlterNet).
Veja abaixo um vídeo de propaganda do Setor Direito:

“Valores familiares”? Onde já ouvimos isso antes?
É claro que Obama e seus assessores acham que têm controle sobre tudo isso e podem domar este covil de víboras para seguir as diretrizes de Washington, mas na minha opinião isso soa como uma má aposta. Estamos falando de neonazistas hard-core aqui. Eles não serão comprados, cooptados ou intimidados. Eles têm uma agenda e pretendem executá-la até o seu último suspiro.
De todos os planos idiotas que Washington elaborou nos últimos dois anos, este é o mais idiota de todos.
Tradução:Louise Antonia León

http://www.viomundo.com.br/politica/mike-whitney-ucrania-o-plano-mais-idiota-de-obama.html

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