segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Quem Deve Escolher as Músicas do Culto?


“Eu só quero saber quem está no comando”. Aquela frase trouxe luz à minha situação. Eu havia acabado de pregar meu sermão de candidatura, e estava prestes a fazer um rápido lanche antes da sessão de perguntas e respostas com a congregação. Mas, em vez de comer, o moderador do conselho de presbíteros e pastor executivo 1 interino me puxou para uma sala nos fundos para uma reunião de última hora com o pastor de adoração. Ele não fez rodeios, foi direto ao ponto:

Se eu fosse chamado para ser o pastor principal, quem iria decidir o que aconteceria nos domingos de manhã, antes do sermão? Quem escolheria a música? Quem escolheria a ordem? Quem, enfim, estaria no comando?

Era uma pergunta razoável. Ele era o responsável por aquelas decisões na igreja até aquele momento e, aparentemente, eu havia deixado pistas o suficiente no meu exame de candidato para que ele começasse a imaginar se as coisas não mudariam. E eu de fato planejava, como o novo pastor principal, assumir a responsabilidade última por todo o culto. Eu planejava até mesmo escolher a música. Então foi isso que eu lhe disse.

Embora haja princípios bíblicos que orientavam a minha resposta, no final, era uma questão de prudência e pragmática. Biblicamente, eu creio que algum presbítero deveria supervisionar a escolha da música e de todos os demais detalhes do culto. Prudencialmente, eu penso que é apropriado ao pastor principal, aquele responsável pela pregação, ser esse indivíduo.

Aqui estão três argumentos para essas convicções.

Cantar é ensinar

Nós geralmente pensamos acerca do nosso canto como a expressão da nossa adoração a Deus. E está certo. Mas isso não é tudo. Os nossos cânticos ensinam e reforçam aquilo que nós cremos acerca de Deus e, porque são postos em forma musical, os nossos cânticos com frequência exercem sobre os nossos membros uma influência mais profunda do que podemos perceber. Como R.W. Dale, um ministro congregacional inglês do século XIX, observou em uma série de palestras sobre pregação que proferiu na Universidade de Yale, “Deixe-me escrever os hinos e a música de uma igreja, e me importo muito pouco com quem escreve a teologia” (Nine lectures on preaching, 1878, p. 271). Talvez ele estivesse exagerando um pouco o argumento, mas não muito.

Paulo instruiu os Colossenses a admoestarem e ensinarem uns aos outros cantando “salmos, e hinos, e cânticos espirituais” (Colossenses 3.16). Uma vez que o ensino ocorre ao cantarmos corporativamente, os presbíteros são responsáveis pela supervisão e, particularmente, o pastor/presbítero a quem foi dada a resposabilidade primária pelo ministério de ensino da igreja (Tito 1.9). Se não estivermos dando atenção às palavras que estão sendo cantadas em nossa igreja, semana após semana, então não estamos sendo obedientes ao nosso chamado como presbíteros. É preciso reconhecer, isso não pressupõe que o pastor principal escolha todas as músicas pessoalmente. Mas isso de fato pressupõe que ele esteja familiarizado com elas e as aprove. Na minha própria igreja, eu trabalho próximo ao nosso líder de louvor, que está muito mais familiarizado com a música contemporânea do que eu, ao passo que eu estou mais familiarizado com os hinos. Nós formamos um bom time, mas, no final, como presbítero, sou eu o responsável.

A música molda a cultura

Além do evidente ensino que há em nossos cânticos, é inegável que a música que usamos e o modo como a usamos moldam e definem a cultura de nossa igreja. Dificilmente eu precisarei explicar isso àqueles que passaram por “guerras de adoração” em suas igrejas locais. Aquelas guerras eram tão intensas porque elas são essencialmente guerras culturais, nas quais a música é apenas o exemplo de um abismo muito maior entre as gerações. É por isso que todo plantador de igrejas deseja ter em sua equipe um músico que compartilhe com ele a mesma visão. É por isso que especialistas em crescimento de igreja o aconselham a adotar o estilo musical preferido da sua população-alvo. Assim, de uma perspectiva puramente pragmática, se o pastor deseja conduzir e moldar a cultura de sua igreja, ele precisa estar envolvido nas decisões acerca da música.

Mas e se você quiser conduzir a sua igreja é uma direção contracultural biblicamente orientada? E se você quiser uma congregação multigeracional desejosa de amar uns aos outros ao cantar as músicas uns dos outros? E se você quiser promover o canto congregacional, em vez da experiência passiva de um show? E se você quiser encorajar uma cultura de culto que não seja guiada pelos mesmos valores de um espetáculo? E se você quiser ter uma adoração corporativa que se expresse em outras melodias além da triunfante e da alegre?

Carl Trueman perguntou de modo incisivo: “O que cristãos miseráveis podem cantar?”. Essa é uma boa questão em nosso mundo gospel sempre feliz e saltitante. Se tudo o que você deseja é um clube para jovens de vinte-e-poucos anos, ou para os cinqüentões, ou para os hipsters urbanos, então entregue a música nas mãos do grupo de louvor. Eles farão um ótimo trabalho. Mas se você deseja uma cultura que seja ricamente estruturada e diversa, profundamente congregacional e alérgica aos padrões do mundo do entretenimento, então, pastor, você precisa liderá-la naquela direção, pois ela não chegará lá por si mesma.

O culto inteiro serve a Palavra

Há pouquíssima instrução explícita na Bíblia acerca do que deveria acontecer em nossos cultos corporativos. Mas, como protestantes, nós estamos convencidos de que a Palavra é o centro e o clímax, porque é a pregação da Palavra que nos dá Cristo e é o ouvir a Palavra que dá à luz a fé pelo poder do Espírito (Romanos 10.14). Por causa dessa verdade singular e profunda, faz sentido que a pessoa encarregada de pregar a Palavra dedique tempo e atenção para planejar o restante do culto, incluindo escolher os cânticos, de modo que o culto inteiro sirva como preparação, e depois como resposta, à Palavra pregada.

Na minha igreja, isso significa estabelecer um tema teológico que sobressaia na passagem em que eu pregarei, e então escolher uma variedade de cânticos e leituras bíblicas que desenvolvam e interajam com aquele tema. Além disso, uma vez que o foco da adoração cristã é a exaltação de Cristo no evangelho, há uma oportunidade de organizar os cânticos, orações e leituras de modo que o evangelho seja explorado a partir da perspectiva temática do texto do sermão, antes que o evangelho seja pregado a partir do texto do sermão. Todo o culto, então, está não apenas a serviço da Palavra pregada, mas é uma exibição pública do próprio evangelho. Embora outros presbíteros possam fazer esse trabalho, parece-me que a pessoa encarregada de pregar o texto está em melhores condições de escolher e ordenar os cânticos, tendo em mente as ênfases específicas do sermão.

Na prática, eu faço isso pensando, com bastante antecedência, acerca da minha agenda de pregação e então dos temas dos cultos. Eu então passo alguns dias pensando nos cânticos que cantaremos, nas Escrituras que serão lidas, e na ordem de tudo isso. Joel Harris, nosso líder de música, está profundamente envolvido comigo nesse processo, contribuindo com suas habilidades e sua sensibilidade musical reconhecidamente superior. Uma vez que isso esteja feito, a cada semana eu me reúno com minha equipe pastoral e reviso a ordem de culto para aquele domingo. Ocasionalmente, nós não mudamos coisa alguma. Mas, com muita frequência, a equipe traz ótimas sugestões e, juntos, nós mudamos minha ordem de culto original. Afinal, a responsabilidade de planejar o culto não significa infalibilidade! Mas todo esse ajuste fino (e, algumas vezes, completa revisão) se dá no contexto de algo que a equipe pastoral não pode fazer por mim, isto é, a cuidadosa meditação no texto do sermão.

Se for possível, o pastor pode ceder a liderança na seleção musical. Se há outros que podem ajudar, ele deve usá-los. Mas, de um modo ou de outro, os presbíteros, e não o grupo de louvor, deve escolher a música. Eu não sou a única pessoa na conversa acerca do que acontece a cada domingo, mas, como servo da Palavra, eu começo a conversa e estabeleço o alvo. Meu objetivo não é microgerenciar ou controlar tudo. É simplesmente assegurar que, do começo ao fim, cada canção que cantarmos, e cada um dos outros elementos do culto, sirvam a Palavra. Porque é por meio da Palavra que nós temos a Cristo.

Notas:

1 - Nos EUA, a denominação “pastor executivo” é usada para designar um pastor encarregado de cuidar de assuntos referentes à organização, planejamento, direção e supervisão dos ministérios da igreja, com o objetivo de deixar o pastor principal mais livre para cuidar do ministério da palavra e da oração.
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Michael Lawrence 29 de Setembro de 2014 - Igreja e Ministério 
http://www.ministeriofiel.com.br/artigos/detalhes/740/Quem_Deve_Escolher_as_Musicas_do_Culto

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Centralidade da Palavra - Pr. Danilo Figueira

Centralidade da Palavra

Este é o resumo do quarto capítulo do livro O FAZEDOR DE DISCÍPULOS. Nossa recomendação é que você adquira o livro e o estude. Ele está à sua disposição pelo site www.selahproducoes.com.br.

Texto-chave: João 17:8 e 14
"Porque eu lhes tenho transmitido as palavras que me deste, e eles as receberam, e verdadeiramente conheceram que saí de ti, e creram que tu me enviaste". "Eu lhes tenho dado a tua palavra, e o mundo os odiou, porque eles não são do mundo, como também eu não sou". 
1) O QUE SE FAZ NO DISCIPULADO? BASICAMENTE, SE COMPARTILHA A PALAVRA! – Tanto de maneira formal quanto, especialmente, sem sotaques da religiosidades, a essência do discipulador é a impartição da Palavra.
a) Jesus atribui os bons resultados conseguidos com seus discípulos ao fato de que Ele lhes impartiu a palavra que recebera do Pai. Esta é a principal ferramenta do discipulador!
b) Ninguém pode repartir do que não tem. Jesus diz: “eu tenho transmitido as palavras que me deste”. Ele se enchia da Palavra na presença do Pai, para depois derramá-la sobre sua equipe.
• Jesus conhecia a Bíblia. Desde cedo, Ele dedicou-se ao estudo das Escrituras. Era comum vê-lo argumentando a partir de expressões como “está escrito” ou “Ouviste o que foi dito aos antigos”. Ele conhecia a Bíblia! O conhecimento é a matéria-prima da revelação.
• Jesus compreendia as Escrituras sob a perspectiva da comunhão com o Pai. Era comum vê-lo isolar-se para estar a sós com Deus e ali ele transformava a letra em espírito.

• O discipulador vazio da Palavra formará discípulos vazios de Deus. Era por isso que Paulo instruía a Timóteo: “Até à minha chegada, aplica- te à leitura, à exortação, ao ensino. Não te faças negligente para com o dom que há em ti, o qual te foi concedido mediante profecia, com a imposição das mãos do presbitério. Medita estas coisas e nelas sê diligente, para que o teu progresso a todos seja manifesto. Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes” (I Timóteo 4:13-16).
    c) A maneira de se transmitir a palavra nem sempre é formal ou litúrgica. No discipulado, na maioria das vezes, não será.
    • Os cenários do cotidiano são uma pródiga sala de aula para se ensinar os princípios do reino. Exemplos: O agressivo João, que queria mandar fogo do céu sobre os samaritanos, tornou-se o discípulo do amor, pela ação da Palavra em sua vida; a oferta da viúva; a aula sobre os pequeninos, com uma criança no colo.
    • As parábolas vivas eram uma forma de marcar a vida dos discípulos.  Exemplos: a multiplicação dos pães, a figueira que se secou, o gesto de lavar-lhes os pés. Ilustração: O pastor que levou discípulos ao cemitério.
      d) A forma de se transmitir a Palavra é importante, mas o conteúdo é o principal. O fazedor de discípulos precisar encher-se das Escrituras! Ilustração: 1) O rapaz que queria receber a capacidade de transmitir a palavra com uma oração... 2) A importância que teve o conteúdo da Palavra em minha vida, quando eu era um ministro iniciante.
      AFIRMAÇÃO FINAL: QUANDO COMPARECERMOS DIANTE DO PAI PARA APRESENTARMOS OS RESULTADOS (OU FALTA DELES) NA VIDA DOS NOSSOS DISCÍPULOS, CERTAMENTE TEREMOS UM REFLEXO DA QUALIDADE DA PALAVRA QUE LHES TRANSMITIMOS.
      http://www.comcrist.org/edificacao/discipulado/centralidade-da-palavra/

      EU CREIO NOS DONS ESPIRITUAIS


      "Portanto, procurai com zelo os melhores dons" 1 Coríntios 12:31a

      - Há exemplos que conhecemos quando no começo do século XX os armênios saíram de sua terra rumo à América por profecias. Aqueles que não deram ouvidos às mesmas pagaram com suas vidas quando os turcos invadiram a Armênia matando praticamente todos os seus habitantes.

      - Também conhecemos muito de perto os fatos ocorridos na Letônia quando houve invasões por parte da Rússia com muita crueldade e proibição de encontros religiosos. Mas antes disso, o Senhor nosso Deus foi fiel para os cristãos autênticos enviando-lhes profetas através dos quais foram alertados para os fatos que iam acontecer. Muitos letos foram para os Estados Unidos e outros muitos para o Brasil. Isso nós ouvimos da boca de nossos irmãos letos da PIBAssis com os quais convivemos por longos anos.

      - Por isso, por experiência própria e também pela Palavra eu creio que o dom de profecias é para hoje também no século XXI. Não só o dom de profecia, mas todos os dons espirituais são para a Igreja desde o seu início até o dia da vinda pessoal do Senhor Jesus Cristo à terra para reinar no milênio.

      Ivo Gomes do Prado.

      segunda-feira, 15 de setembro de 2014

      Resolvido: Nem pastores e nem pastoras! Por Luiz Sayão.


      Resolvido: Nem pastores e nem pastoras!


      Recentemente, a questão do ministério feminino nas igrejas evangélicas veio à tona no cenário religioso brasileiro. Artigos e reportagens têm-se multiplicado, tanto no contexto evangélico como no ambiente secular.
      Como avaliar a questão? Trata-se de um desvio ou uma evolução?
      O pastorado feminino é um problema ou a grande solução para a igreja? Parece difícil lidar adequadamente com a questão sem reconhecer o distanciamento acentuado entre a perspectiva predominante em nossos dias sobre o pastorado e o enfoque neotestamentário sobre o tema. E a visão geral tem sido prejudicada, já que os que tratam do assunto geralmente são apenas “contra” ou a “favor” do pastorado feminino.
      A maioria dos estudiosos do NT reconhecerá que bispos, presbíteros, e pastores são termos intercambiáveis na eclesiologia da igreja do primeiro século (Atos 20.28). Aquela igreja tinha apóstolos, bispos (pastores), e diáconos como funções reconhecidas de modo particular na comunidade, conforme os textos de 1Tm 5.22 e Tt 1.5. Apesar das evidências de que esses oficiais eram formalmente reconhecidos pela imposição de mãos, isso não recebe muita ênfase no NT.
      Mas quem era o pastor do NT?
      Qual era sua função? Mesmo que o termo “pastor” mereça menor atenção nas epístolas, onde predomina o uso da palavra “presbítero”, fica claro, em passagens como Hb 13.17 ou 1Pe5.1, que os líderes das igrejas do cristianismo primitivo tinham de cuidar, pastorear o rebanho de Deus. Além disso, esse pastor tinha a responsabilidade de ensinar; portanto, o pastor-mestre deveria ser aquele que ensinava e orientava o povo de Deus.
      Já os termos “bispo” e “presbítero” trazem consigo a ideia de liderança e de autoridade. Vários textos deixam isso ainda mais claro, como 1Tm 3.4,5 e Hb 13.17. Portanto, ensino, liderança, e pastoreio parece resumir o ministério do pastor neotestamentário. Todavia, quando pensamos na função pastoral, algumas ênfases do NT parecem ter perdido a força em nossa tradição. Uma delas é quanto à liderança pluralizada da igreja primitiva. Não havia a ideia de uma autoridade tão centralizada – tanto que se fala em “presbíteros da igreja”. Esse é um padrão neotestamentário muito importante, pois reconhece a ação do Espírito na comunidade e divide o poder. Fica claro que a igreja não pode ter a concentração de poder e autoridade em um único indivíduo. Além disso, o pastor neotestamentário, de fato, representa a comunidade. A autoridade não está nele, nem dele procede; era a igreja que elegia e decidia as questões, conforme Atos 6.3-5. Assim, a autoridade do líder procedia da comunidade e dependia de sua fidelidade ao ensino revelado nas Escrituras e em Cristo, ou seja, não vinha do líder em si. Por isso, era preciso tomar cuidado com “lobos” e líderes falsos (Atos 20.29 e Judas 4).
      Diferentemente da ideia de um “santo” homem, um sacerdote especial, ou um “dono da igreja”, o pastor do NT é mais descrito como um técnico de equipe esportiva. Ele é uma pessoa comum, que serve a Deus e à igreja. Sua função principal parece ser a descrita em Efésios 4.12: “a preparação dos santos para o ministério”. Tal descrição distancia-se de uma mistificação encontradiça em nossos dias. Outra surpreendente constatação do NT é que não há praticamente menção à ideia de um chamado pastoral, algo tão enfatizado nos dias atuais. O texto de 1Tm 3.1 enfatiza a decisão do indivíduo, e não um chamado particular: “Se alguém deseja ser bispo, deseja uma nobre função”. De fato, o NT usa o termo “chamado” para todos os cristãos, enfatizando o pertencimento a Cristo e ao seu povo, para serem santos, servindo a Deus, como se lê em Rm 1.6,7 e 8.28; 1Co 1.2 e 24; e Ef 4.1 e 4. Há um nítido contraste entre a ênfase de quem quer servir por amor a Cristo e ao Evangelho e o sacerdotalismo quase mistificado em nossos dias. Muitos dos pastores atuais sentem-se distanciados das pessoas comuns, membros de uma classe diferenciada, mas não é isso que é mostrado no NT.
      Outro aspecto fundamental do pastorado da igreja primitiva é o tom voltado para o caráter e as virtudes do bispo-pastor-presbítero. Em vez de concentrar a atenção em suas capacidades intelectuais, como fazem, notadamente, as igrejas históricas de hoje, ou em um potencial carismático, como é a prática dominante nas denominações pentecostais, o enfoque bíblico é na postura e no comportamento pastoral.
      O texto de 1Tm 3, assim como o de Tt 1, é muito claro. Ali, as características enumeradas são a capacidade de ensino, o domínio próprio, o controle sobre a própria ira, o desapego ao dinheiro, a amabilidade, a fidelidade à doutrina e uma vida irrepreensível. Além disso, o pastor deve ser amigo do bem, rejeitar o orgulho, mostrar justiça e uma vida consagrada. Portanto, o pastor do NT é alguém comum, que representa a comunidade, tem a fidelidade do seu ensino como fonte de autoridade, e que deve servir, cuidar dos outros, e exercer a liderança de maneira compartilhada.
      O valor da mulher
      Em relação à existência de mulheres no pastorado, a primeira grande questão é como se lida com o texto bíblico. Geralmente, com uma lógica muito sistemática, e uma abordagem, onde a riqueza e a dialética de certas tensões neotestamentárias são ignoradas, chegamos a conclusões precipitadas. A verdade é que o NT valoriza muito o ministério feminino, e ao mesmo tempo, o limita. Dentro da lógica hebraica, não é de nada estranho que Jesus não tenha escolhido nenhuma apóstola, mas que, na hora da ressurreição, a proclamação mais importante da história da fé e da teologia tenha sido um privilégio feminino. Quem poderia esperar que o mais teológico dos quatro evangelhos fosse, no seu desfecho, trazer o testemunho apaixonado de uma mulher como Maria Madalena? Era risco demais para uma possível apologética, e qualquer religioso da época rejeitaria esse testemunho. O mesmo tipo de lógica é encontrado no AT. O primogênito é o filho especial, mas Deus age, muitas vezes, através do filho mais novo. Portanto, contra todos que refreiam o ministério feminino, o NT faz questão de enfatizar a importância das mulheres principalmente nos textos de Lucas. O livro de atos dos Apóstolos e as cartas de Paulo – muitas vezes apontado como machista – menciona com naturalidade Lídia, Priscila, Febe, Evódia, Síntique, e Ninfa, entre outras mulheres, sem falar das profetizas.  Alguns chegam a sugerir que a “senhora eleita” citada em II João poderia ser uma líder local. Portanto, não há dúvida de que a teologia do Novo Testamento, em geral, quer dar à mulher um lugar de honra, em contraste com o paganismo e o judaísmo da época. Isso fica claro no ensino e na postura de Jesus e dos apóstolos.
      Todavia, para os adeptos de um igualitarismo pleno, o NT é bastante incômodo em vários textos. Há uma clara ênfase em algum tipo de submissão feminina, tanto em casa como na igreja. Uma simples busca da palavra “mulheres” nas cartas vai mostrar que a maior parte das ocorrências fala em submissão, como é o caso de: 1Coríntios 14.34; Efésios 5.22; Colossences 3.18; 1Timóteo 2.8-15; e 1Pedro 3.1. E a simples argumentação contemporânea contra o valor desses textos é de preocupar, já que, geralmente são apenas de natureza sociológica e chegam a desmerecer Paulo (e Pedro). Parece, de fato, que se desconsidera a autoridade dos textos bíblicos. Para apimentar ainda mais a discussão, o “texto-chave” 1Tm 2.8 a 15, fundamenta a limitação feminina em argumentos teológicos [criação e queda], e não em aspectos culturais ou sociais. O melhor argumento em favor de um igualitarismo pleno entre homens e mulheres seria comparar as limitações femininas à escravidão. Assim como a escravidão acaba por ser rejeitada pela comunidade cristã como decorrência da antropologia neotestamentária, as mulheres deveriam ser plenamente igualadas aos homens. Mas, deve se reconhecer que a maneira como o Novo Testamento trata do assunto é diferente: não há argumentação teológica semelhante no caso da escravidão. Apesar disso, deve-se considerar que todos esses textos têm um contexto específico, como o de Efésios e o de 1Timóteo, e que eles foram escritos em função de situação peculiares.  É importante dar atenção ao ensino teológico do texto, sem deixar de ver os elementos contextuais que o cercam. O fato é que há, no Novo Testamento, uma ênfase de que homens e mulheres são interdependentes e complementares. Chega a ser interessante o texto difícil de 1Timóteo 2.15: Entretanto a mulher será salva dando à luz filhos – se elas permanecerem na fé, no amor e na santidade, com bom senso”. A ideia de que a mulher será restaurada (salva) a uma posição de honra pelo fato de que, apesar de o homem ter sido criado primeiro, todo ser humano procede de uma mulher. A maternidade confere certa igualdade à mulher aqui, enfatizando essa mutualidade.
      Servos e servas de Cristo
      Diante das Sagradas Escrituras, podemos dizer que as mulheres podem e devem ter parte no ministério pastoral, no sentido de participar do cuidado e do ensino da igreja (Tito 2.3-5 e Atos 18.26) Todavia, elas não devem ser pastoras, no sentido de liderança última teológica da igreja.
      Numa igreja neotestamentária as mulheres devem ser encorajadas a participar de funções pastorais, sem serem a liderança última. É inclusive, importante que elas façam parte de uma equipe pastoral, a fim de exercer funções mais adequadas, como o aconselhamento e o cuidado de outras mulheres.
      No entanto, é importante ressaltar que a configuração da igreja, não é tão rígida no NT. Por isso, é necessário ter sensibilidade ao contexto. Se, num certo sentido, uma ministra da igreja pode vir a ser chamada de pastora, devemos entender que uma coisa é sê-lo na Suécia, e outra ser pastora no Paquistão. Uma coisa é a mulher de um pastor ser pastora; outra, bem distinta, é ser pastora com marido não envolvido na obra de Deus, ou até mesmo solteira. É preciso ter bom senso e pertinência.
      Acima de tudo precisamos lembrar que não é importante ter títulos no NT. A questão do pastorado feminino é válida e significativa, mas periférica na teologia neotestamentária.
      Ver divisões e conflitos de origem feminista ou machista na igreja do Senhor é algo de cortar o coração.
      Cada igreja local deve ponderar os dois lados da questão e decidir localmente. O problema é que, hoje, ser pastor ou pastora virou coisa de título, cargo importante, função superior. Há uma luta por poder. Se deixássemos Atenas e Roma, e fôssemos para Belém, aí seria possível entender tudo.
      O problema é que, hoje, ser pastor ou pastora virou coisa de título, cargo importante, função superior. Há uma luta por poder. Se deixássemos Atenas e Roma, e fôssemos para Belém, aí seria possível entender tudo.
      A verdade, devo confessar, é que pessoalmente tenho inveja das mulheres, pois elas receberam  a recomendação mais sublime do NT: a de serem submissas, ou seja, a qualidade mais importante para quem quer ser semelhante a Jesus.
      Na verdade, isso vale para todos, conforme Ef 5.21. Submissão é a essência de ser cristão. O caminho do ministério é para baixo, é uma descida, e não uma questão de subir, tornar-se importante. Pastores que amam a Jesus e a gloriosa salvação deveriam sonhar em entregar tudo que possuem (títulos, cargos, nome, posição, honra) aos pés do Senhor.
      Podemos discordar e questionar acerca de tudo, mas sem nunca deixar de submeter-nos à Palavra, nem de amar os irmãos.
      Portanto, o sentido do debate atual não deveria ser a legitimidade do ofício de pastores ou pastoras, mas sim, se estamos dispostos a sermos servos (escravos) de Jesus Cristo.
      Não foi dessa maneira que o próprio apóstolo Paulo se definiu em Romanos 1.1?
      Luiz Sayão

      segunda-feira, 8 de setembro de 2014

      Nem tudo são flores no movimento evangélico


      Resultado de imagem para Ricardo GondimEntrei em um salão de snooker sentindo náuseas. Uma vertigem diferente invadiu meu corpo. As mesas verdes espalhadas pelo largo espaço me lembravam um necrotério. Eu estava na Inglaterra.

      Por que um necrotério? Eu explico. Aquele salão havia sido a nave de uma igreja. Porém, a congregação definhou através dos anos e o prédio precisou ser vendido. O pastor que me levou na insólita visita relatou que na Inglaterra um grande número de igrejas, iguais aquela, minguaram. Devido aos altos custos de manutenção, só restou ao remanescente negociá-las. Os maiores compradores, segundo ele, são muçulmanos, donos de lojas de antiguidades e bares e BOATES. Duro para um pastor ver um púlpito transformado em bar. Triste ler, entre bêbados, inscrições de textos bíblicos talhados em pedra - Pregamos a Cristo crucificado – O sangue Cristo nos purifica de todo pecado.

      Procurei voltar no tempo. Lembrei: aquela igreja, fundada durante o avivamento wesleyano, já tinha experimentado vitalidade espiritual. As placas de granito e mármore, ainda fixadas nas paredes, ostentavam o nome de pastores ilustres que pregaram no altar – agora, balcão de servir whisky. Eu estava ali, em um sábado, e o espaço estava cheio de homens vazios. Perguntei a mim mesmo: o que matou essa congregação? Em meu solilóquio, pensei no Brasil.

      Semelhante ao avivamento wesleyano, o movimento evangélico cresce com taxas surpreendentes. Não há como negar a efervescência religiosa que toma o país. As periferias das grandes cidades estão apinhadas de templos evangélicos, todos repletos. Grandes denominações compram estações de rádio e televisão. Cantores evangélicos gravam e vendem mais que cantores seculares. Publicam-se centenas de revistas e incontáveis títulos de livros. Livrarias comercializam bugigangas religiosas. Por outro lado, talvez bem diferente do que aconteceu na Inglaterra, o desgaste do movimento é assombroso. Entre os formadores de opinião – jornalistas, blogueiros, acadêmicos – a credibilidade ética fica na redondeza do zero.

      Essa realidade produz desdobramentos preocupantes. Se, com toda a rigidez doutrinária do protestantismo inglês, ética do metodismo e a própria disciplina anglo-saxônica aquelas igrejas morreram, o mesmo não pode acontecer no Brasil? Infelizmente, sim. Insisto: as razões que implodiram inúmeras congregações européias são diferentes, óbvio. Lá, a reação anti-clerical alicerçada na filosofia naturalista apressou os processos de secularização. Universidades fomentaram enorme antipatia a tudo o que não cabia no esquema lógico e racional. Sem penetração popular, o liberalismo teológico ainda procurou avenidas de diálogo, mas não foi muito longe. No Brasil, o que ameaça o movimento evangélico? A própria estrutura teológica e institucional que o sustenta e expande.

      Quem visita uma evangélica no Brasil tem a oportunidade de perceber o culto a uma divindade bem tribal. O Deus paroquial cultuado na maioria das igrejas se molda aos contornos teológicos da comunidade. A divindade ajuda a ascender com upgrade financeiro, com cura e com solução imediata de problemas. Deus não passa de um ajudador celestial, que se acessa e que se conquista, cumprindo obrigações. Devidamente adulado, ele resolve tudo. O divino selvagem fica tão domesticado que o pastor parece ser o único a ter medo: talvez a OFERTAnão cubra as despesas da igreja e os planos de expandir a obra de Deus fiquem comprometidos. Essa habilidade de manejar o divino fomenta uma atitude displicente e descomprometida quanto ao sagrado. O Deus a serviço do povo para lhes cumprir desejos se distancia tanto da tradição judaica, que identificava Javé como fogo consumidor, como da tradição cristã – católica e protestante -, que sempre cantou o Aleluia de Hendel em pé.

      O tom de voz exigente e determinante dos neo-apóstolos deixa uma dúvida: quem é o senhor de quem? O culto no movimento evangélico é antropocêntrico. Enquanto prevalecem as catarses coletivas com testemunhos mirabolantes de milagre, fica uma pergunta: Deus é mais um estimulante químico? Pastores não se incomodam de transgredir o mandamento de tomar o nome de Deus. Juram falar em seu nome — só para serem contraditos por suas próprias profecias. Os milagres, inflados pela manipulação, revelam falta de reverência. Descaso com o sagrado é faca de dois gumes. Se, por um lado, demonstra a familiaridade do sacerdote, por outro, gera complacência entre o povo.

      Complacência e enfado são sinônimos. Acostumado com o Mistério Tremendo, o crente trivializa o divino. O espaço religioso se profana e acaba no mesmo patamar dos encontros corriqueiros, aqueles que podem ser adiados ou não, dependendo das conveniências.

      O movimento evangélico mostra pouco cuidado com jargões e clichês. Frases de efeito são copiadas e repetidas sem muita preocupação com seus conteúdos. Algumas, vazias, servem apenas para criar o frenesi ou para demonstrar as certezas do líder. Em alguns redutos, vinhetas repetidas ad nauseum escondem despreparo teológico. Nada como uma frase pronta para legitimar a preguiça. Existe um interesse claro de elevar a temperatura emotiva do culto, mas não de desenvolver senso crítico. Gera-se triunfalismo, mas não se fornecem ferramentas para transformar realidade social. Hannah Arendet, filósofa do século XX, comentou sobre o fato de Eichmann, nazista e braço direito de Hitler, responder com evasivas às interrogações do tribunal de guerra: Clichês, frases feitas, adesões a condutas e códigos de expressão convencionais e padronizados têm a função socialmente reconhecida de nos proteger da realidade, ou seja, da exigência de atenção do pensamento feita por todos os fatos e acontecimentos.

      As afirmações tempestivas que infestam o movimento evangélico agem como uma droga pesada. Além de alienar, em cada picada ou cheirada, o narcótico cria mais dependência por dar a sensação de que o próximo efeito será maior do que o anterior.

      Quais perspectivas teológicas se desenham no futuro do movimento evangélico? A mistura de meios e fins deve agudizar-se. A ideia de que os fins justificavam os meios já foi devidamente desmerecida – a premissa justifica qualquer comportamento anti-ético. Tomado por um pragmatismo exacerbado, o movimento evangélico tende a confundir o que é meio e o que é fim.

      Grave, não saber se a igreja existe para levantar DINHEIRO ou se o dinheiro é mero instrumento de continuar com a igreja. A música cultua ou diverte? Publicam-se livros como negócio ou para divulgar ideias? Os programas de televisão visam popularizar determinado ministério ou proclamar uma mensagem? A resposta deixou de ser fácil. Jesus não virou a mesa dos cambistas por discordar do serviço que eles prestavam aos peregrinos que adoravam no templo. Jesus detectou que ali, meios e os fins se tornaram confusos. Já não se discernia com clareza se o templo existia para mercadejar ou se o negócio ajudava o culto. A obsessão por dinheiro, a corrida desenfreada por fama e a paixão por títulos escancaram realidades complicas: muitas igrejas já não sabem se existem para faturar ou se faturam para existir; não gastam energia em busca de um auditório que os ouça; agora, procuram uma mensagem que segure o auditório. A confusão de meios e fins já começou e o processo de implosão do movimento fica próximo. Vale tudo para manter o show da fé.

      A fato de crescer, numericamente, não imuniza o movimento evangélico dos perigos que o rondam. O contrário é mais temerário. Quanto mais um movimento cresce, mais vulnerável à cultura que o rodeia; e quanto mais parecido com cultura, menos ousado em tentar transformá-la. Esses pequenos desvios podem se tornar abismos amanhã. Imaginar que um imenso templo pode virar um bar de snooker pode parecer exagero. Todavia, eu testemunhei na Inglaterra: pesadelos acontecem.

      Soli Deo Gloria
      Ricardo Gondim
      https://www.google.com.br/search?q=Ricardo%20Gondim

      domingo, 7 de setembro de 2014

      REVIRAVOLTA NAS VERDADES SOBRE O LEITE




      Em vez de aumentar, produto integral reduziria risco de problemas cardiovasculares. Por outro lado, corrente científica prega: ele é dispensável para a nutrição humana.
      POR FLÁVIA MILHORANCE

      RIO - O leite integral talvez não seja um vilão para a saúde como pregam tantos nutricionistas. A gordura saturada presente no produto tem sido associada ao aumento do risco de problemas cardiovasculares e à obesidade. Mas uma nova corrente de pesquisadores acredita que não é bem assim. Além de não aumentar esses riscos, o leite poderia até reduzi-los. E essa não é a única verdade sobre o líquido que pode estar com os dias contados. Grupos questionam, por outro lado, se não o consumiríamos em excesso. E vão além: ele é mesmo necessário na alimentação humana?

      Desde 2005, o setor da Embrapa Gado e Leite estuda o tema. O que o pesquisador Marco Antônio Gama defende é que novas evidências científicas têm mostrado que os produtos lácteos full-fat (leite integral, queijos e manteiga) não levam a doenças cardiovasculares nem à obesidade. Há algumas justificativas: uma delas é que o leite dos ruminantes (vacas, cabras, ovelhas e búfalas) tem propriedades benéficas à saúde do coração, entre elas, o ácido linoleico conjugado (CLA).

      — A gordura do leite é muito mais complexa do que se pensava — afirma.

      Pela manipulação da dieta dos animais, os pesquisadores da Embrapa têm conseguido elevar os teores de CLA e outras substâncias no leite para estudar seus efeitos em animais e em humanos. Segundo Gama, os resultados “são promissores”. Num dos estudos, o CLA reduziu em humanos a produção de marcadores pró-inflamatórios, associados à obesidade. Noutro, a substância alterou em ratos biomarcadores do mal de Alzheimer.

      Outras pesquisas pelo mundo vão na mesma linha. Por exemplo, uma revisão de 16 estudos publicada no “European Journal of Nutrition” descobriu que, na maioria deles, não era possível comprovar que a gordura do leite aumentava o risco cardíaco ou de obesidade. E, pelo contrário, reduziria a propensão à obesidade, provavelmente por aumentar a saciedade — mas essa é apenas uma hipótese.

      Esse raciocínio, entretanto, ainda não é consenso entre especialistas. A nutricionista Bia Rique, chefe do serviço de nutrição da enfermaria da cirurgia plástica da Santa Casa do Rio, prefere se basear nas principais diretrizes mundiais, que orientam, por exemplo, que crianças pequenas podem tomar leite integral e adultos devem preferir laticínios magros e leite desnatado.

      — As gorduras saturadas dos laticínios são as que mais tendem a se aglutinar para formar placas de ateroma, o que leva a problemas cardiovasculares — explica.

      Essa não é a única polêmica com o leite. Algumas correntes científicas consideram seu consumo desnecessário. A Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard (EUA), por exemplo, retirou leite e laticínios da tradicional pirâmide alimentar. Um dos principais nomes dessa campanha é o pesquisador da universidade Walter Willett, que diz que o cálcio é importante para o organismo, mas que o leite não é a única ou a melhor fonte dele.

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      sábado, 6 de setembro de 2014

      Sintomas do câncer de próstata

      Sintomas do câncer de próstata

      O câncer de próstata é uma patologia provocada a partir do crescimento anormal das glândulas da próstata. Em muitos casos, o processo de desenvolvimento da doença se dá lentamente e poucos pacientes percebem sua evolução. Para boa parte dos pacientes, um diagnóstico de câncer de próstata em sua fase inicial é raro, uma vez que a doença silenciosamente no início e poucos pacientes apresentam sintomas claros.

      Isso torna a doença preocupante, pois, a ausência de sintomas não significa que o paciente está saudável. Da mesma forma, a presença de alguns dos sintomas não necessariamente indica o seu diagnóstico. Alguns dos sintomas deste tipo de câncer, por exemplo, também são comuns em HPB (hiperplasia prostática benigna) ou prostite.

      Alguns sinais devem ser observados com atenção, especialmente no caso de homens a partir de 50 anos de idade, que estão mais propensos a desenvolver a doença.
      Sintomas do câncer de próstata
      Problemas de micção

      A micção é o processo no qual a urina armazenada na bexiga é expulsa, através da uretra, para o exterior do organismo. Vários dos sintomas do câncer de próstata estão ligados à micção. Assim, quando há jatos de urina muito fracos ou reduzidos, necessidade frequente de urinar e a sensação de que a bexiga não se esvaziou completamente é preciso ficar atento.
      Além disso, dificuldades para iniciar a passagem da urina e para interromper o ato de urinar, urinar em gotas ou jatos sucessivos, ou ainda, necessidade de fazer força para manter o jato de urina também são sintomas da doença.
      Dores

      Dores localizadas também podem ser consideradas sintomas do câncer de próstata. Dores na lombar, sensação de dor na parte baixa das costas ou na pélvis (abaixo dos testículos) são alguns dos indícios que devem ser considerados em uma avaliação médica. Porém, outros sintomas menos comuns também podem ser identificados, tais como: dor durante a passagem da urina, dor ao ejacular e dor nos testículos.
      Disfunção erétil

      Outro sintoma do câncer de próstata está ligado à dificuldade de conseguir ou manter a ereção. Muitos pacientes apresentam disfunção erétil como um dos sintomas comuns da doença.
      Presença de sangue na urina e/ou esperma

      É um sintoma raro, mas presente em alguns casos. Trata-se da presença de sangue na urina ou no esperma.

      Vale lembrar que o câncer de próstata não costuma apresentar sintomas em fase inicial, mas eles podem ocorrer em alguns casos específicos ou em estágios mais avançados da doença. Por isso, a prevenção é ainda o melhor remédio.

      Indica-se que homens a partir dos 45 anos façam o exame de toque retal pelo menos uma vez ao ano como forma de avaliar a saúde da próstata. Além disso, uma dieta saudável, rica em fibras e exercícios físicos regulares também são uma maneira eficiente de prevenção.

      Quer saber saber mais sobre o assunto? Acesse nosso blog e mantenha-se informado!

      https://grupodeandrologia.com.br/sintomas-cancer-de-prostata/#.VAr7LGRmhng

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      Tags: câncer > pacientes > próstata > sintomas

      sexta-feira, 5 de setembro de 2014

      ELEIÇÕES 2014: PRECISAMOS DE DISCERNIMENTO! - Pr. Hernandes Dias Lopes

      ELEIÇÕES 2014: PRECISAMOS DE DISCERNIMENTO!

      Conhecemos os candidatos pela maneira como se portam em tempos de campanha. Aqueles que, para ganharem a eleição atacam seus opositores com fúria, servindo-se da mentira, mostram seu desespero e seu interesse de fazer qualquer jogo para ganhar as eleições.

      É tempo do Brasil acordar! É tempo de termos discernimento!

      É tempo de termos coragem para dar o nosso voto àqueles que defendem os valores morais que devem governar a família e a sociedade. Uma nação é do tamanho dos valores morais que defende!

      Hernandes Dias Lopes.

      www.facebook.com/hernandesdiaslopes?fref=ts 


      O BRASIL PRECISA DE MUDANÇA E O TEMPO DE MUDAR É AGORA!

      Precisamos ter com clareza em nossa mente quais os rumos que gostaríamos de ver o Brasil seguir: Queremos um país que luta para desconstruir a ideia de casamento e acabar com a ideia do gênero? Queremos um país que apoia e privilegia as ditaduras da atualidade? Queremos um país que luta para aprovar o aborto e se esforça para tirar das mãos dos pais a educação dos filhos? 

      Queremos um país que trata indivíduos que transgrediram a lei como heróis nacionais? É hora de acordarmos! É hora de mudança e o tempo de mudar é agora!

      Hernandes Dias Lopes.

      terça-feira, 2 de setembro de 2014

      DOM DE LÍNGUAS, O MAIS CONTROVERTIDO DOS DONS.

      O dom de línguas seguramente é o mais controvertido dos dons do Espírito Santo. Discute-se sua atualidade, sua natureza e seu propósito. Neste breve artigo, trataremos deste último aspecto da polêmica, a finalidade que os dons de línguas tiveram ou ainda tem.

      Nada que Deus faça é destituído de propósito. Assim, penso que não devemos questionar a utilidade do dom de línguas ou a sua necessidade, pelo menos na sua origem. Porém, podemos nos perguntar se tinha um propósito único ou se servia a finalidades diversas. O primeiro ponto é assumido especialmente por aqueles interessados em demonstrar que o dom cessou, pois uma vez que o propósito foi alcançado, o meio que se utilizou para seu alcance torna-se obsoleto. Mas, se o propósito que se tinha em mente não foi cabalmente alcançado, então o dom ainda é necessário, e por isso os interessados em defender a continuidade do dom de línguas também podem enfatizar um aspecto único dos dons. Mas como veremos, os dons serviam a mais de um propósito.

      1. Um dos propósitos do dom de línguas é louvar a Deus, exaltando as suas maravilhas. Quando em Jerusalém os discípulos “foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (At 2:4) eles estavam a “falar das grandezas de Deus” (At 2:11). Paulo diz que “o que fala em língua desconhecida não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala mistérios” (1Co 14:2) e mais adiante acrescenta, ainda falando do dom de línguas, “cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento” (1Co 14:15).

      2. Outro propósito do dom de línguas é a edificação. O apóstolo instrui a igreja quanto ao culto dizendo “quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação” (1Co 14:26). Para que o propósito de edificação da igreja seja alcançado, é imprescindível que haja interpretação das línguas: “se alguém falar em língua desconhecida, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete. Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus” (1Co 14:27-28). Mesmo neste caso, de uso particular do dom de línguas, há edificação pessoal, pois “o que fala em língua desconhecida edifica-se a si mesmo” (1Co 14:4). Mesmo assim, a edificação da igreja deve ser priorizada à edificação pessoal, sendo assim, “o que fala em língua desconhecida, ore para que a possa interpretar” (1Co 14:13).

      3. Línguas foram dadas também como sinal. Isto é declarado pelo apóstolo quando afirma“de sorte que as línguas são um sinal, não para os fiéis, mas para os infiéis” (1Co 14:22). Como todo sinal aponta para uma realidade, a questão é: línguas é sinal de que? O verso anterior citado por Paulo sugere que se trata de um sinal de juízo: “Está escrito na lei: Por gente de outras línguas, e por outros lábios, falarei a este povo; e ainda assim me não ouvirão, diz o Senhor” (1Co 14:21). Alguns conseguem ver uma conexão entre o dom de línguas e a destruição do templo dos judeus, ocorrida em 70 d.C. Foge ao escopo deste artigo analisar este particular. Outros veem o dom de línguas como um sinal de bênção, apontando para a inclusão de judeus e gentios na igreja, pois no milagre de Atos 2 “todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! não são galileus todos esses homens que estão falando? Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos? Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, Judéia, Capadócia, Ponto e Asia, e Frígia e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos, cretenses e árabes, todos nós temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus. E todos se maravilhavam e estavam suspensos, dizendo uns para os outros: Que quer isto dizer?”(At 2:7-12). E ainda há os que entendem serem as línguas um sinal ou evidência física do batismo com o Espírito Santo, também baseados nos relatos de Atos, como este: “E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (At 2:4). Seja como for, o fato é que línguas servem ao propósito de serem um sinal.

      Como vimos, línguas não tem um propósito único e isolado. Isto traz implicações para os outros aspectos da discussão em torno dos dons, isto é, quanto à sua natureza e atualidade. Deixamos a cargo do leitor analisar essas implicações. À guisa de conclusão, contudo, fazemos um comentário adicional, prevendo que alguém note que evangelização não foi mencionada como propósito do dom de línguas. A razão disso é que o falar em outras línguas nunca foi referido como tendo essa finalidade e não temos exemplo de uso desse dom para evangelização. E nos propusemos escrever o artigo de uma perspectiva puramente bíblica, ainda que não aprofundada.

      Soli Deo Gloria
      Clóvis Gonçalves
      http://cincosolas.blogspot.com.br/2014_08_01_archive.html