sábado, 19 de dezembro de 2015

Usaria D’us o DNA pra trazer seus filhos de volta a Sião?

Usaria D’us o DNA pra trazer seus filhos de volta a Sião?

O profeta Jeremias diz: “Voltai, ó filhos pérfidos, diz o Senhor; porque eu sou como esposo para vós; e vos tomarei, a um de uma cidade, e a dois de uma família; e vos levarei a Sião…” ( Jer 3:14).
Já o profeta Ezequiel diz: “Pois, vos tirarei dentre as nações, e vos congregarei de todos os países, e vos trarei para a vossa terra (…) e deles farei uma nação na terra, nos montes de Israel, e um rei (Yeshua) será rei de todos eles(…). Assim eles serão o meu povo, e seu serei o seu D’us. ( Ez 36:24;37:22 e 23).
O Rei Davi diz: “Sim, de Sião se dirá: Este e aquele nasceram ali; o próprio Altíssimo a estabelecerá. O Senhor, ao registrar os povos, dirá: Este nasceu ali!”( Sl 87:5 e 6)
Não é muito difícil perceber que estamos entrando no tempo da restauração de todas as coisas, como está registrado em Atos 3:21, das quais D’us falou pela boca dos profetas, desde o princípio.
Estamos vendo a restauração do Estado de Israel, a grande volta dos judeus espalhados pelo mundo ao Éretz Israel, a reconexão da Igreja gentílica a Israel e às suas raízes, sobretudo, o renascer forte do movimento judaico-messiânico, principalmente em Israel.
Também podemos ver a redescoberta de muitos dos filhos dispersos de Israel; resquícios das tribos perdidas que começam a ser identificados pelo próprio Governo Israelense, como os supostos “B´nei Manashe” (da tribo de Manassés) na Índia, os judeus etíopes, os Bantu no sul da África, os “Marranos” íberos-latinos americanos, dentre outros.
Será que D’us já estaria restaurando as tribos perdidas de Israel? Não seria este fato um dos pré-requisitos para a vinda do Messias, conforme dito pelos profetas? Não estariam esses fatos correlatos com o crescimento dos judeus messiânicos ao redor do mundo, os remanescentes da Casa de Israel (Rm 9:27)? Sem sombra de dúvida que sim. Com certeza, nossos olhos podem ver D’us restaurando a terra de Israel, trazendo de volta seu povo escolhido e preparando uma Igreja nova para o Messias, onde judeus e gentios serão uma só família (Ef 2:19), sem mais o muro de separação entre os crentes em Yeshua e os judeus messiânicos. Um só Corpo, uma só noiva e, num futuro próximo, uma só esposa!
Nesse contexto, vejo a Igreja (em parte) sendo restaurada e voltando às suas raízes bíblicas e judaicas. Mas, o que estamos vendo em Israel além do infindável conflito árabe-israelense? Diria que D’us está falando a todos e de tudo por diversas maneiras. Pergunto a mim mesmo: – Como D’us faria esse retorno de mais de 12 milhões de judeus que ainda vivem fora de Israel? E, se considerarmos agora a inclusão de outros milhões e milhões de descendentes de judeus espalhados pelo mundo, miscigenados entre povos, assimilados por inúmeras e outras culturas pagãs?
Pessoalmente, vejo D’us agindo por partes e simultaneamente em várias etapas da restauração. Mas, por onde começar a restauração com os descendentes da Casa de Israel? Tentando entender a mente divina, talvez, Ele deveria começar a restaurar e a chamar aqueles filhos de Israel que estivessem mais distantes e assimilados, geneticamente, das leis e tradições de Israel. Os judeus ortodoxos são na verdade o oposto desse distanciamento, pelo menos em termos de um judaísmo milenar. Assim, creio que D’us terá critérios para chamar seu povo de volta. No versículo citado, Jeremias vê que D’us não chamará a todos. Tomará um de uma cidade e dois de uma família. Evidentemente, não creio que o sentido deste verso seja passível de uma interpretação literal. Mas, com certeza, D’us está nos dizendo que Ele é quem vai escolher os Seus filhos de volta, quer os que estão mais próximos geneticamente ou mais distanciados pelas mutações da miscigenação. Paralelamente, vemos D’us empregando o critério da fé em Yeshua também. Basta ver as autênticas revelações da Palavra, das tradições e do cumprimento profético que se passam nas verdadeiras congregações judaico-messiânicas espalhadas pelo mundo e no próprio Israel. Isto é de suma importância, pois o profeta Ezequiel diz que é necessário, nesse processo de restauração, uma grande e única “Teshuvá”, a troca do coração de pedra por um coração de carne, onde um novo Espírito é colocado dentro de cada judeu. E, nesse momento, vemos no mesmo texto do profeta que eles voltarão para a Torá (Ez 36:26, 27). É como se D’us estivesse deixando claro que o povo judeu precisa receber um coração novo pela fé em Yeshua (único modo bíblico de se nascer de novo e em Espírito [João 3:3]) e agora, nesta inefável graça, o judeu voltaria a cumprir as leis da Torá em Yeshua, através de seus mandamentos, estatutos e ordenanças.
Assim, D’us está agindo e está no controle de todas as coisas. Até mesmo uma vitória do Hamás nas eleições do povo palestino está absolutamente no controle de D’us, mesmo que nesse momento tal fato nos pareça incoerente. Mas, não o é.
Imaginem que os 12 milhões de judeus espalhados pelo mundo dobrassem em quantidade considerando aqueles que estão assimilados, e ainda que todos desejem agora restaurar e voltar às suas raízes judaicas fazendo sua “alyiah” para Israel. Seria necessário uma terra prometida de no mínimo 5 vezes o tamanho do Israel atual. Será, então, que D’us trará a todos? Provavelmente, não! E, quem Ele convidaria a voltar a Sião? O Salmista entendeu que somente D’us tem o registro dos povos e somente Ele é capaz de dizer: “…este nasceu aqui e este nasceu ali.”(Sl 87:6). Ora, pergunto eu: Se Ele tem o registro dos povos, então, Ele define e chama por Si próprio a quem quer chamar.
Às vezes questiono certos fatos, como: – por que D’us deu a cada um de nós uma única impressão digital? Por que a íris de nosso olho serve de identificação entre todo ser humano? Por que nossa identidade genética é única e ao mesmo tempo parte de uma determinada raça ou país? Teria Ele escondido no DNA humano alguma característica peculiar para identificação dos povos, em especial, o povo hebreu? Eu creio que sim, embora mais pela fé do que pelas evidências científicas que estão ainda sujeitas a erros e a enganos.
::. Uma grande surpresa para mim!
Através de meus ancestrais, tomei conhecimento que éramos descendentes de judeus portugueses que vieram para o Brasil no século XVIII, em específico para Minas Gerais, no período do ciclo do ouro. Porém, tal informação era um tanto vaga e vazia, pois nossa memória judaica havia se perdido quase por completo. Tal fato deixou de ser importante para mim e para meus familiares. Lembro-me que nos sentíamos acuados e até mesmo envergonhados de dizer sobre tal descendência, pois na boca do povo éramos tratados como “aquela raça de gente má que matou Jesus”. Mas, após três décadas de vida, num belo dia, conheci e recebi Yeshua como meu Senhor e Salvador. Minha vida mudou por completo. Então, pelas Sagradas Escrituras, comecei a entender a importância do povo judeu para D’us, para o mundo e para a Igreja. Corri atrás de vários livros sobre a história da Inquisição a fim de conhecer mais sobre a história do meu povo. Compilei fatos, verdades e tradições e resolvi escrever um próprio livro que ressaltasse a importância desse tema. Questionei a D’us se era possível para um descendente assimilado e desmemoriado das tradições e da cultura judaica, como eu, retornar ao chamado irrevogável de D’us quanto ao povo escolhido. Pela Bíblia, entendi que tinha tal direito. Mas, e os documentos necessários para provar tal “judaicidade”? Como os conseguiria?
Foi então que descobri um laboratório de Engenharia Genética em Houston-EUA, que vem desenvolvendo atualmente uma série de pesquisas genealógicas através da análise de DNA, especificamente dos haplotipos cromossomiais. Após confirmar a idoneidade deste laboratório, enviei meu DNA para análise. Para minha surpresa, meus ancestrais não tinham origem portuguesa e nem espanhola, como meus familiares pensavam. Meu perfil étnico, através de haplogrupos, foi definido como “judeu inglês”, com características do povo nórdico da Europa (povo viking). Além do mais, vários marcadores de cromossomos indicaram também uma descendência chamada de CMH (Cohen Modal Haplotype), ou seja, um tipo de forma cromossomial encontrada apenas nos judeus descendentes da tribo Levi, os sacerdotes (Cohen). Assim, o ter vindo de Portugal para o Brasil era somente uma história de passagem, mas não de origem de meus familiares. Surpresa total!
::. E agora? O que muda com esse resultado de DNA “judaicamente” positivo?
Antes de responder a esta pergunta, lembremo-nos que pela Palavra (Gal 3:28-29) não há diferença entre judeu e gentio quanto à salvação, pois ambos precisam de Cristo.
Segundo, somente há diferenças entre judeu e gentio quanto ao papel específico dado ao povo judeu e à Casa de Israel. Pois, o chamado de D’us é irrevogável para os hebreus (Rm11:29). Isto não é nenhum privilegio, mas somente maior responsabilidade em cumprir tal chamado e tais profecias concernentes a esse povo e a essa nação.
Para mim, tal confirmação de minha judaicidade não muda em nada meu chamado ministerial, apesar da minha imensa e incomensurável alegria por tal confirmação. Pois, já cria e vivia dentro dos princípios da restauração bíblica prescrita para um filho de Israel. Mas, é claro que a responsabilidade agora aumenta mais. Um bom exemplo dessa responsabilidade é que se agora D’us me chamar para voltar a Israel, eu tenho que ir e obedecer a sua voz. Como gentio crente não teria tal obrigação.
Mas, creio que estamos ainda num princípio de muitos fatos e comprovações que terão que suceder. Um deles é que o próprio governo de Israel aceite e decida sobre a validade deste tipo de exame de DNA e defina qual o percentual de judaicidade seria aceitável, pois judeus puros, simplesmente puros sem miscigenação, é algo muito raro.
::. E agora, o que muda se o resultado de DNA fosse negativo quanto à descendência judaica?
Creio que também não mudaria quase nada. Além do mais, num futuro próximo haverá exames mais sofisticados, penso eu, que darão mais informações genéticas em relação à precisão dos exames atuais. O que é mais importante é saber que, em Yeshua, um gentio é enxertado na Oliveira que é Israel, e por isso ele participa da mesma seiva e da mesma raiz como diz Paulo em Romanos 11, verso 17. Assim, ele também se alegrará por ser gentio, pois o Senhor de Israel o escolheu para participar da mesma seiva, das mesmas bênçãos, porém sem a responsabilidade de cumprir as profecias específicas para o povo judeu e para Israel.
Além do mais, conforme dito pelo profeta Isaías, D’us tomará gentios (estrangeiros ou “goim”) crentes, evidentemente em Yeshua, para ajudar na restauração espiritual e física de Israel ( Is 14:1). Então, há lugar e responsabilidade para todos.
::. Um Alerta
Se tais tipos de exames de DNA para descoberta de genealogias podem ser confiáveis e seguros, com certeza eles nos ajudarão em muito na definição dos membros do movimento judaico-messiânico, onde o judeu deve viver como judeu e o gentio como gentio, sem jamais ser judaizado, ou seja, transformado em judeu. Que cada um floresça segundo o seu chamado! ( I Co 7:20).
Creio, pessoalmente, que ainda muitas descobertas virão. Mas, até que se prove o contrário, o melhor que se pode fazer é viver intensamente os dias da Restauração de todas as coisas, testemunhando e esperando pelo grande “Acharit Haamim”, os dias vindouros do nosso Messias Yeshua, que em breve voltará como Ben David ( Filho de Davi) com glória e poder. Maran Ata! (Vem depressa!)
Líder e fundador do Ministério Ensinando de Sião-Brasil e da Congregação Judaico-Messiânica Har Tzion - Belo Horizonte - MG. www.ensinandodesiao.org.br – www.tvsiao.com – www.ccjm.org.br
http://ensinandodesiao.org.br/artigos-e-estudos/usaria-dus-o-dna-pra-trazer-seus-filhos-de-volta-a-siao/

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

OS AVIVAMENTOS ATRAVÉS DA HISTÓRIA

OS AVIVAMENTOS ATRAVÉS DA HISTÓRIA 

Deus é infinitamente poderoso para ainda hoje derramar sobre nós o seu Espírito como um rio transbordante, da mesma maneira como fez no passado. 

IRINEU (130-200dC), bispo de Lyon, na Gália. 
Declarou que no seu tempo muitos cristãos falavam línguas estranhas pelo Espírito e tinham dons, inclusive o de profecia. Irineu foi discípulo de Policarpo, bispo de Esmirna, que, por sua vez, fora discípulo de João, o apóstolo. 

JUSTINO MÁRTIR (100-165dC). 
Nasceu na Palestina, converteu-se em Éfeso e morreu em Roma. Nos seus escritos, mencionou os dons espirituais em evidência nos seus dias, inclusive o dom de línguas estranhas pelo Espírito Santo. 

ORÍGENES (185-254dC), teólogo de renome. 
Afirmou que os dons espirituais, inclusive o de línguas, eram um facto notório nos seus dias. 

CRISÓSTOMO (347-407dC), patriarca de Constantinopla. 
No sentido eclesiástico oriental, o termo “patriarca” designa um bispo investido de prerrogativas e precedências especiais. Crisóstomo relatou um caso em que três membros da sua igreja falaram pelo Espírito Santo em persa, latim e hindu. 

AGOSTINHO (354-430dC), bispo de Hipona, no Norte de África. 
Deu testemunho de que as línguas estranhas estavam em evidência no seu tempo. 

WALDENSES e ALBIGENSES (1140-1280dC). 
Isso no Sul da Europa, em plena Idade Tenebrosa – a Era Medieval. Eles eram dissidentes da Igreja Romana, seguidores dos princípios bíblicos da salvação e da vida cristã em geral. Os historiadores afirmam que entre eles havia manifestações espirituais em línguas estranhas, segundo o Novo Testamento. 

LUTERO (1483-1546). 
Falava em línguas e profetizava, conforme depoimento histórico do Dr. Jack Deer, eminente professor e historiador baptista, do Seminário Teológico de Dallas. Essa informação também é encontrada nas obras História da Igreja Alemã, de Souer (volume 3, pág. 406) e Pentecostes para Todos, de Emílio Conde, pág. 88. 

ANABAPTISTAS da Alemanha (1521-1550). 
Havia entre eles manifestações do Espírito, inclusive dons espirituais e línguas estranhas, como regista a história. 

HUGUENOTES (1560-1650). 
Eram, na França, protestantes, dissidentes quanto à forma de governo da época, no respeitante à liberdade religiosa. O historiador A. A. Boddy assim escreveu: “Durante a perseguição dos huguenotes, a partir de 1685, havia entre eles os que falavam em línguas, transbordantes de fervor espiritual”. 

QUAKERS (1647-1650) e os SHAKERS (1771-1774). 
Eram cristãos organizados em grupos distintos, no Nordeste da América do Norte, região da Nova Inglaterra. Dos Quakers (tremedores) e Shakers (puladores), diz a obra História da Igreja, de Philip Schaff, edição de 1882, que entre esses grupos havia manifestação de dons espirituais, inclusive línguas estranhas. 

METODISTAS primitivos. 
Líder: João Wesley (1703-1791), inglês. O historiador Philip Schaff, na sua História da Igreja, edição de 1882, relata que esses metodistas pugnavam por uma vida santa e muitos tinham dons espirituais e falavam línguas. O movimento avivalista metodista começou em 1739, em Londres. Foi no Metodismo que teve maior expressão e vulto o Movimento da Santidade, na América do Norte, entre determinadas igrejas tradicionais, após o início do século XIX, do qual, quase um século depois, surgiu o actual Movimento Pentecostal. 

IRVINGISTAS. 
Líder: Edward Irving (1822-1834), presbiteriano, da Igreja Escocesa de Londres. Irving testemunhou, entre outros factos, que, em 1831, uma irmã solteira, por nome Hall, cheia do Espírito Santo, falou em línguas num culto de oração. A Igreja Presbiteriana local, forçou o pastor Irving a renunciar ao seu pastorado por causa do avivamento que estava ocorrendo e seiscentos membros da igreja da Regent Square, de lá saíram com aquele pastor. Isso também está averbado na obra citada acima, de Schaff. 

D. L. MOODY (1837-1899), poderoso evangelista e avivalista norte-americano. 
Ele era baptista e pregava a salvação em Cristo de modo diferente e objectivo. Pregava a plenitude do Espírito Santo e uma vida cristã cheia do poder do alto. Acerca da sua marcante cruzada cristã evangelística de Londres, em 1873 escreveu Robert Boyd: “Moody pregou à tarde no Auditório da Associação Cristã de Moços, em Sunderland. Em pleno culto houve manifestação de línguas estranhas e profecia. O fogo espiritual dominava o ambiente” (Moody and Sankey in Great Britain, 1875). 

Há muitos outros exemplos de que, ao longo da história, o Espírito Santo vem sendo derramado sobre aqueles que o buscam. A mundialmente conhecida e respeitada Enciclopédia Britânica, declara: “A glossolália (o falar noutras línguas) esteve em evidência em todos os avivamentos da história da igreja” (volume 22, pág. 282, ano 1944). 

O declínio espiritual da igreja 

A igreja do primeiro século, pelo poder do Espírito Santo, tornou-se uma força invencível para levar o Evangelho de Cristo aos lugares mais remotos da Terra e conquistou almas para Deus em todos os locais do poderoso Império Romano, até no palácio do imperador César, como se lê em Filipenses 1:13 e 4:22. No fim do primeiro século, a espiritualidade da igreja já havia arrefecido (Apocalipse 2:4,15,20; 3:16-18). Era tão decadente o seu estado que, para cinco das sete igrejas locais mencionadas em Apocalipse 2 e 3, a mensagem do Senhor foi: “Arrepende-te” (2:5,16,22;3:3,19). 

Nos dias do imperador Constantino, já no quarto século, a igreja foi tutelada pelo Estado, ganhando muita fama. Mas isso fê-la perder espiritualidade e poder. A decadência continuou até que ela se transformou numa organização humana na Idade Média (500-1500dC), em vez de ser um organismo divino, como Corpo de Cristo, como revela o Novo Testamento. 

Como já vimos, Martinho Lutero foi um homem que experimentou a presença poderosa do Espírito Santo. Deus levantou esse baluarte cristão, por quem a doutrina bíblica fundamental da justificação pela fé foi restaurada à igreja. Lutero foi o instrumento de Deus para desencadear o Movimento da Reforma Religiosa em 1517. 

Outros movimentos avivalistas que se seguiram foram pelo Senhor usados para o retorno de outras doutrinas essenciais, como: 

a) O avivamento liderado por Wesley – A doutrina da santificação. 
b) Os morávios – As missões. 
c) O Exército de Salvação – A evangelização e a acção social da igreja. 
d) O Movimento Pentecostal – A dotação de poder do alto, mediante o baptismo no Espírito Santo, com a evidência física inicial no falar noutras línguas pelo Espírito, como ocorreu quando o Senhor Jesus baptizou os salvos pela primeira vez, em Jerusalém (Actos 2:1-4). 

Um exame da história, do ponto de vista religioso, mostra que os trinta anos que precederam o século XIX (1870-1900) foram, na igreja cristã em geral, de declínio espiritual, de disputas teológicas acirradas e vazias, de enfraquecimento na fé cristã, de “cristianismo” formal, de rejeição do sobrenatural, de profissionalismo ministerial, de inactividade na evangelização do mundo e de conformismo quanto à frieza espiritual. 

Ao mesmo tempo, em diferentes pontos do globo, pequenos grupos de homens e mulheres, movidos por Deus, confessando os seus pecados com arrependimento, clamavam a Deus em oração e jejum por um avivamento de busca da Palavra de Deus, de tristeza e repúdio pelo pecado – um avivamento de santidade e de derramamento de poder do alto para reavivar a igreja. 

Entre muitos líderes da igreja de então reacendeu a convicção de que há para o crente um baptismo no Espírito Santo subsequente à conversão como afirma Actos 1:4-5. Surgiu também, no íntimo deles, um incontido clamor pela evangelização do mundo, mediante missões estrangeiras, bem como a busca das operações sobrenaturais de Deus, como é o caso da cura divina e demais milagres, segundo as Escrituras. Já nesse tempo de sequidão espiritual, como regista a história, houve, em diferentes pontos do globo, muitos casos de cura divina e baptismo no Espírito Santo, com a manifestação de línguas estranhas. 

Texto extraído da revista Mensageiro da Paz de Setembro de 2007 

sábado, 12 de dezembro de 2015

A campanha da Globo e a legalização do aborto

A campanha da Globo e a legalização do aborto

 
Dizer que fiquei chocada com a campanha da Globo em favor do aborto seria um exagero, pois não foi exatamente esse sentimento que me acometeu, pois a gente se escandaliza fácil com o inesperado e o que vai contra a moral e os bons costumes. Na verdade, não fiquei muito surpresa, pois C.S. Lewis já me preparou para coisas desse tipo que não passam de um sinal do modernismo e, mais recentemente, do pós-modernismo, caracterizados pelo egoísmo, individualismo e subjetivismo.

Nesse vídeo, atores globais, homens e mulheres, usam um vestido cor de rosa e uma peruca para representar uma grávida, enquanto declamam, intercaladamente o texto. A mensagem central, a meu ver, após afirmar a repressão da mulher que, grávida, não pode reclamar e tem que permanecer bonita, é a que questiona: “e se ela foi estuprada, e se ela não quiser um filho, não pode abortar...”

Veja, aqui se coloca lado a lado duas situações completamente diferentes: uma objetiva, de estupro, e outra de desejo, não querer o filho, como se todos os casos de criança indesejada fossem desse tipo. E pela forma como está sendo colocado, a ênfase está no querer ou não querer a criança, e não no crime. Mas as conclusões são aplicadas a todos os casos. E o clímax vem logo em seguida, com a frase absolutamente individualista, subjetivista e egoísta, por mais que se diga que não seja: “Meu corpo, minhas regras”, fazendo um jogo de palavras com a menstruação. Como se ter um filho fosse apenas uma questão material, física, corporal e nada tivesse a ver com a vida de uma terceira pessoa (a segunda é a do parceiro, que também não é mencionado).

Em seguida, ser mãe ou não ser mãe, que se transforma em ser mulher ou não ser mulher, é disputado na base da brincadeira das pétalas de uma flor, como se fosse uma questão do acaso e da escolha ao léu. O vídeo termina com uma série de mulheres famosas na literatura e com a pergunta: o que é ser mulher, o que é uma mulher? Como se abortar ou não fosse uma questão não de vida ou de morte, mas de identidade subjetiva da mulher.

No final do vídeo, há a reiteração da frase absolutamente hedonista e epicurista: “Meu corpo, minhas regras.” Ora, o lema é adotado por pessoas totalitárias, psicopatas, drogados e viciados em geral e crianças muito mimadas, menos gente de bem e que considera os outros e o bem comum.

Não vou nem me reportar à observação no vídeo, cheia de ironia e deboche, de que a crença no nascimento de Jesus de uma virgem fosse decorrência de um erro de tradução na Bíblia, pois dispensa comentários.

Chamo a atenção antes para a celebração da privação de uma vida para evitar o desconforto de uma mulher que valoriza outras coisas mais do que a vida.

Um blog feminista tenta se defender, apresentando dados, sem citar fontes, de que a legalização do aborto, que é o projeto político que inspirou o vídeo, não aumenta o número de abortos e que a sua criminalização não diminui o seu número. Bem, só se poderia ter certeza sobre isso se o aborto fosse legalizado em vários países e não apenas em alguns, que não são uma amostra representativa.

Segundo as feministas ainda, ser a favor da legalização seria uma forma de proteger a vida das mulheres que teriam mais condições e recursos dos sistemas de saúde para fazer o procedimento de forma legal.

Se fôssemos usar essa lógica, em breve também teríamos que legalizar o roubo e o assassinato, já que a punição não reduz o número de incidências e a legalização contribui para o conforto dos ladrões e dos assassinos. Afinal, “meu corpo, minhas regras”, nem que sejam as de roubar e assassinar.

Isso não significa ser contra nos casos em que o aborto já é permitido no Brasil, como no caso de recomendação médica. Significa ser a favor da vida, como qualquer criança seria. Que tal perguntar às crianças, que são as maiores interessadas, o que acham do aborto?1

Nota:
1. Já existe um vídeo com crianças, mas, ao meu ver, muito induzido por adultos. Eu faria uma enquete sem rodeios, perguntando às crianças simplesmente o que elas acham do aborto, explicando-lhes obviamente, de forma objetiva, o que é isso.

Leia também
A Criança, a Missão e a Igreja
Uma Criança os Guiará
A humanidade da criança (não nascida) destruída

Foto: Valeer Vandenbosch/Freeimages.com
http://www.ultimato.com.br/conteudo/a-campanha-da-globo-e-a-legalizacao-do-aborto

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

BOM DIA! A MINHA ALMA TEM SEDE DEUS!


Deus é a delícia da minha alma. É como mel ao paladar. Outras coisas, por mais belas aos olhos e mais saborosas ao paladar não se comparam com a delícia da intimidade de Deus. 

É na presença de Deus que existem plenitude de alegria e delícias perpetuamente. O pecado é atraente e sedutor quando perdemos de vista a sublimidade do conhecimento de Cristo. Quando contemplamos Cristo em sua beleza e quando temos uma percepção da majestade de sua glória, então os prazeres e glórias deste mundo tornam-se como esterco. 

Ah! como precisamos conhecer mais a Deus. 

O conhecimento de Deus é nossa glória mais sublime. O povo que conhece a Deus é um povo forte. Que nossa alma anseie mais por Deus do que os guardas pelo romper da alma! 

Que a nossa alma tenha mais sede de Deus do que a corça pelas correntes das águas!


Hernandes Dias Lopes

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Salmos 91 - King James Atualizada.

Salmos 91
King James Atualizada 

1.Aquele que vive na habitação do Altíssimo e descansa à sombra do Todo-Poderoso desfrutará sempre da sua proteção.

2.Sobre o Eterno declara: “Ele é meu refúgio e minha fortaleza, o meu Deus, em quem deposito toda a minha confiança”.

3.Ele te livrará do laço do inimigo ardiloso e da praga mortal.

4.Ele te cobre com suas plumas, e debaixo de suas poderosas asas te refugias; sua fidelidade é escudo e armadura.

5.Não temas o terror que campeia na calada da noite, tampouco a seta que procura seu alvo durante o dia.

6.Não temas a peste que se move sorrateira nas trevas, nem o demônio que devasta ao meio-dia.

7.Ainda que caiam mil ao teu lado e dez mil à tua direita; tu não serás atingido.

8.Somente teus olhos perceberão e contemplarão a retribuição destinada aos ímpios.

9.Porquanto afirmaste: “O SENHOR é o meu refúgio” e fizeste do Altíssimo a tua morada,

10.nenhum mal te alcançará, desgraça alguma chegará à tua tenda.

11.Porque a seus anjos Ele dará ordens a teu respeito, para que te guardem em todos os teus caminhos;

12.com as mãos eles te susterão, para que jamais tropeces em alguma pedra.

13.Poderás pisar sobre o leão e a víbora; pisotearás o leão forte e a serpente mais vil.

14.“Porquanto ele me ama, Eu o resgatarei; Eu o protegerei, pois este conhece o meu Nome.

15.Sempre que chamar pelo meu Nome hei de responder-lhe; estarei sempre com ele; nos momentos mais difíceis, quando enfrentar tribulações, Eu o resgatarei e farei que seja devidamente honrado.

16Eu o contemplarei com vida longa e lhe revelarei a minha Salvação”, assim disse o Eterno!





segunda-feira, 30 de novembro de 2015

O cristão pode ter seu nome riscado do Livro da Vida?

O cristão pode ter seu nome riscado do Livro da Vida?
Por Vinicius Couto

O cristão pode ter seu nome riscado do Livro da Vida?O cristão pode ter seu nome riscado do Livro da Vida?
Um dos assuntos que fazem parte do rol de temas polêmicos do estudo das Escrituras Sagradas é a respeito do que conhecemos como Livro da Vida. Existem pessoas que não crêem na existência literal desse livro. Outros crêem que ele, de fato, é real e que contém o nome das pessoas que serão salvas. Se esse livro existe, quando foi escrito? Seria possível que ele ainda estivesse sendo escrito? Os nomes inscritos nesse livro divino podem ser riscados ou eles possuem um caráter inapagável? Essas dúvidas são corriqueiras em neófitos, mas também deixam os mais eruditos estudiosos de cabelo em pé.
O objetivo do presente artigo é apontar algumas considerações sobre o assunto, tendo como ponto de partida o que a Bíblia fala a respeito. Na medida em que o assunto avançar, serão realizadas algumas análises exegéticas do texto grego com a finalidade de ampliar o entendimento acerca desse assunto tão importante. Pretende-se com essas abordagens bíblicas e exegéticas, averiguar quando os nomes foram escritos e pensar se tais nomes podem ou não ser riscados. Não obstante, é preciso reconhecer que este é um dos temas da teologia que não possui unanimidade e, portanto, não é objetivo deste ensaio chamar para si o título de detentor da verdade.

Referências bíblicas do Livro da Vida

Antes de mais nada, é mister reconhecer que a Bíblia referencia a existência de um livro da vida. Em Filipenses 4.3 Paulo comenta que os cooperadores que lutaram ao seu lado pela causa do Evangelho têm seus nomes escritos nesse livro. As demais referências diretas do Novo Testamento estão concentradas no livro de Apocalipse. No capítulo 3 e verso 15, Jesus diz que “O vencedor será igualmente vestido de branco. Jamais apagarei o seu nome do livro da vida, mas o reconhecerei diante do meu Pai e dos seus anjos.”
Em Apocalipse 13.8 é possível ler que esse livro é do Cordeiro de Deus e que algumas pessoas não tiveram o nome escrito nele. Em 17.8 a idéia anterior de pessoas que não tiveram o nome inscrito neste livro é corroborada e aqui o texto sugere que tal livro foi escrito desde a fundação do mundo, assunto que será melhor abordado em seção adiante. Em 20.12 João tem uma visão na qual uma massa de pessoas, i. e, uma multidão de mortos (grandes e pequenos) se colocavam diante do trono e vê dois tipos de livros: um que provavelmente alude ao modus vivendi desses indivíduos enquanto estavam vivos e outro que ele denomina como “livro da vida.” O momento apocalíptico dessa visão se refere ao juízo final e, portanto, as pessoas cujos nomes não são encontrados no livro da vida, são condenadas ao lago de fogo.
No capítulo 21 João tem a visão da Nova Jerusalém. Ele a descreve como sendo um local muito belo, com muralhas e ornamentações de pedras preciosas, além de ruas de ouro. Lá não há sofrimento, choro, lágrimas, tristeza, dor e nem mesmo a morte. Não é preciso de sol, pois Cristo é a luz que ilumina. Todavia, João alerta seus leitores no versículo 27: “Nela jamais entrará algo impuro, nem ninguém que pratique o que é vergonhoso ou enganoso, mas unicamente aqueles cujos nomes estão escritos no livro da vida do Cordeiro.”
O Novo Testamento ainda mostra mais duas passagens que podem ser relacionadas com o citado livro da vida. A primeira passagem é Hebreus 12.22,23, onde o autor da epístola alega que existe uma igreja dos primogênitos. Sua localização é celestial e os detalhes desta localização corroboram com a visão que João teve da Nova Jerusalém em Apocalipse 21. Os nomes dos membros dessa igreja celeste “estão escritos nos céus” (Hb 12.23).
A segunda passagem é um relato de Lucas a respeito de quando o Messias envia os discípulos em dupla para um treinamento prático sobre proclamação do Evangelho. Eles anunciaram as boas novas e voltaram maravilhados, pois coisas extraordinárias aconteceram. “Os demônios se submetem a nós,” disseram eles estupefatos com a autoridade que há no nome de Jesus. Mas, Jesus, ao corrigir-lhes, declarou: “alegrem-se, não porque os espíritos se submetem a vocês, mas porque seus nomes estão escritos nos céu” (Lc 10.20).
Referências sobre tal livro não se limitam aos escritos neotestamentários. Após a morte de aproximadamente três mil israelitas no acampamento ao pé do monte Horebe, Moisés sobe novamente no monte a fim de interceder pelo pecado de idolatria do povo, quando confeccionaram um bezerro de ouro e blasfemaram dizendo que fora este objeto feito por mãos humanas quem os livrou do Egito. A intercessão de Moisés foi: “…perdoa-lhes o pecado; se não, risca-me do teu livro que escreveste.” Um pedido completamente ousado que trouxe uma resposta imediata do Deus Todo-Poderoso: “Riscarei do meu livro todo aquele que pecar contra mim” (Êx 32.32,33).
Num Salmo de lamentação, Davi se rasga o coração diante de suas tribulações e adversidades. Ele se sente atolado de problemas até o pescoço e alega estar deixando a vida o levar, como alguém que é carregado pela correnteza. Quem nunca se sentiu assim? Todavia, a partir do versículo 7 ele começa a revelar uma das razões de sua profunda tristeza. Ele alega que suportava zombaria, insultos, maledicências e o terrível fato de ter seu nome como objeto de sarcasmo na boca dos bêbados da cidade. Isto posto, Davi clama pela justiça divina, dizendo a respeito dos que o perseguiam: “Acrescenta-lhes pecado sobre pecado; não os deixes alcançar a tua justiça. Sejam eles tirados do livro da vida e não sejam incluídos no rol dos justo” (Sl 69.27,28).
Finalmente, duas últimas passagens veterotestamentárias que podem fazer alguma alusão mais indireta ao livro da vida são as visões que Daniel tem do juízo final e da grande tribulação, respectivamente. No primeiro caso ele tem uma visão semelhante à que João teve em Apocalipse 20.12 e vê tronos sendo postos num lugar e um Ancião de vestes brancas como a neve e cabelos brancos como a lã. Seu trono ardia em fogo e tinha a parte inferior incandescente, semelhantemente aos pés como latão reluzente de Apocalipse. Daniel continua descrevendo essa cena, dizendo que “saía um rio de fogo, de diante dele. Milhares de milhares o serviam; milhões e milhões estavam diante dele. O tribunal iniciou o julgamento, e os livros foram abertos” (Dn 7.10). No segundo caso, Daniel vê um tempo de angústia como nunca houve na história humana e relata que neste tempo, “ocasião o seu povo, todo aquele cujo nome está escrito no livro, será liberto” (Dn 12.1).

Quando os nomes são escritos nesse livro?

Algumas pessoas usam Apocalipse 13.8 para apontar quando o livro da vida foi escrito, entretanto, o texto em questão aponta para outra coisa. Antes de analisar a passagem, é melhor citá-la: “Todos os habitantes da terra adorarão a besta, a saber, todos aqueles que não tiveram seus nomes escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a criação do mundo.”
Como se pode perceber, o apontamento temporal “desde a fundação do mundo” não está se referindo, no contexto imediato desta passagem, ao livro da vida e sim a Jesus, o cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo. Stern concorda com isso e afirma que “Deus planejou a morte expiatória dele antes da criação do mundo.”[1] Não que o livro aqui não tenha importância. Ele tem. João enfatiza que seu dono é o Cordeiro! Outra informação importante é a ocorrência do verbo “Foi,” que no grego é esphagmenou e está no tempo aoristo, o que indica algo instantâneo.
Sobre o tempo aoristo na gramática grega, Wiley comenta que, no nosso idioma “não há tempo semelhante na conjugação verbal,” pois trata-se de algo que é feito de modo instantâneo e de uma vez por todas e não gradativamente.[2] O verbo no aoristo faz toda a diferença por dois motivos: 1) porque Jesus não foi morto várias vezes! 2) porque o texto semelhante, localizado em Apocalipse 17.8, usa o verbo em outro tempo gramatical grego, que é o perfeito e isso no contexto imediato aponta para outro lado, conforme será visto logo a seguir.
A fim de analisar a passagem de Apocalipse 17.8, segue a citação da mesma: “A besta que você viu, era e já não é. Ela está para subir do abismo e caminha para a perdição. Os habitantes da terra, cujos nomes não foram escritos no livro da vida desde a criação do mundo, ficarão admirados quando virem a besta, porque ela era, agora não é, e entretanto virá.”
A locução prepositiva grega “apo kataboles kosmou” significa “desde a fundação do mundo” e denota uma considerável diferença entre “antes da fundação do mundo,” pois “desde” fala da inserção dos nomes a partir da criação do mundo, i.e, desde Adão até os dias presentes, significando que Deus está agindo no chronos, inserindo os nomes no livro da vida a partir da conversão das pessoas. Em outras palavras, isso sugere que, quando a pessoa responde positivamente à graça preveniente, Deus opera neste indivíduo – que outrora estava morto em seus delitos e pecados – a salvação, regenerando o tal.
Ademais, o texto diz que “os nomes não estão escritos.” Esse “estão escritos” está conjugado no tempo perfeito do grego e a palavra ali é gegraptai. O tempo perfeito é usado numa ação que foi completada no passado e que está ocorrendo no presente. Esse tempo não tem correlato em português. É como se os nomes fossem conhecidos no kairós (haja vista os atributos naturais e incomunicáveis de Deus, a saber: onisciência e presciência), mas estivessem sendo escritos nochronos. É algo que versa sobre o contraste entre o tempo cósmico e o humano; o sobrenatural e o natural; o metafísico e o físico; o objetivo e o subjetivo; o atemporal e o temporal.
“O perfeito grego [é] um tempo gramatical aberto à evocação simbólica do além tempo.” Trata-se de “um recurso bastante singular” e peculiar do idioma grego. Esse recurso, o tempo perfeito, “exprime a idéia de uma ação começada no passado, mas que continua.”[3] Corrobora com isso Bréal ao comentar que “o perfeito grego conservou sempre na sua significação qualquer coisa que faz dele um intermediário entre o passado e o presente,” sendo usado “para designar uma ação passada cujo resultado dura ainda.”[4]
Um exemplo disso é a tradução do Salmo 2.7 na versão dos setenta (LXX – a septuaginta): “hyios mou eis y, egō sèmeron gegennèka se” ([tu és] meu filho; eu hoje te gerei). O autor da carta aos hebreus interpreta esse verso aplicando-o a Cristo por duas vezes (Hb 1.5; 5.5). O verbo gegennèka(gerei) está no perfeito grego. A aplicação do Salmo 2.7 no Novo Testamento tem a ver com a ressurreição de Cristo (cf. Atos 13.33). Na perspectiva do salmista, o Messias já havia sido gerado (ressuscitado), mas ao mesmo tempo ainda não, pois seria um anacronismo, afinal, o Verbo só encarnou séculos depois. Por isso, o fato estava consumado na eternidade (kairós), porém, teria uma ação efetiva e consolidada no decorrer do tempo humano (chronos).
Outro texto que cabe aqui a análise exegética é Hebreus 12.22-24, que de acordo com a NVI diz assim: “Mas vocês chegaram ao monte Sião, à Jerusalém celestial, à cidade do Deus vivo. Chegaram aos milhares de milhares de anjos em alegre reunião, à igreja dos primogênitos, cujos nomes estão escritos nos céus. Vocês chegaram a Deus, juiz de todos os homens, aos espíritos dos justos aperfeiçoados”
O verbo “chegaram,” logo no início do verso 22 é proselēlythate em grego. Ele está no tempo perfeito e tem o sentido de algo que já acontecera, mas que permanece ocorrendo. Deste modo, poderíamos dizer que o autor da epístola diz aos hebreus crentes que eles já haviam chegado ao monte Sião, mas que continuam a se aproximar.
No trecho “cujos nomes estão escritos nos céus,” do verso 23, o verbo “estão” é apogegrammenōnno grego e também está conjugado no tempo perfeito, dando o sentido de que os nomes estão escritos desde uma era passada, mas permanecem sendo escritos numa relação além-tempo e além-espaço, rompendo assim, com o presente mensurável e quantificável, ligando-o, ao mesmo tempo com o presente atemporal e metafísico.
Gogues e Talbot traduzem o versículo da seguinte maneira: “Mas vos começastes [e continuais] a vos aproximar do Monte Sião e da Cidade do Deus vivo, a Jerusalém Celeste, de milhões de anjos – reunião festiva e Igreja dos primogênitos [tendo começado e continuado a estar] inscritos nos céus – e de Deus, o juiz de todos e dos espíritos dos justos [tendo começado e continuado a se] tornar perfeitos.”[5]
Um último exemplo do tempo perfeito grego pode ser dado através do relato lucano acerca de coisas ocorridas naqueles dias do ministério de Jesus. Em seu prólogo, Lucas declara que “Muitos já se dedicaram a elaborar um relato dos fatos que se cumpriram entre nós” (Lc 1.1). O verbo “cumpriram” ali é peplērophorēmenōn. Lucas mostra que Jesus havia realizado muita coisa naquela região que se dedicou a pesquisar e os atos de Cristo deixaram uma marca muito forte. As pessoas entrevistadas por Lucas podiam sentir o efeito das palavras e dos milagres de Jesus anos depois.
Não é assim também entre nós? Quando tivemos o privilégio de conhecer a Cristo verdadeiramente e entregamos nossas vidas a Ele, algo maravilhoso ocorreu: Ele nos regenerou e ao mesmo tempo nos justificou e adotou. Todavia, essa experiência com Cristo não foi tão somente posicional. Ela também tem seu caráter gradativo. Simultaneamente com a regeneração, justificação e adoção, fomos santificados. A experiência da santificação permanece em nós e só será consumada, definitivamente, com a glorificação.

Os nomes podem ser riscados?

A Escritura aponta para a possibilidade dos nomes serem riscados. O primeiro exemplo a ser tomado é Apocalipse 3.5: “O vencedor será igualmente vestido de branco. Jamais apagarei o seu nome do livro da vida, mas o reconhecerei diante do meu Pai e dos seus anjos.”
Como se pode perceber, a promessa de não ter o nome riscado é para os que vencerem, i. e., aqueles que perseverarem até o fim e que não se apostatarão. Parafraseando, é como se Jesus estivesse dizendo “não apagarei o nome daqueles que vencerem, daqueles que perseverarem até o fim.” Em contrapartida, é óbvia a dedução de que se existem pessoas que perseverarão e vencerão, haverá pessoas que se apostatarão e serão derrotadas.
O verbo “riscar” é exaleipso e está conjugado no tempo futuro. Algo que ainda será feito. Nomes ainda serão riscados por Jesus enquanto outros não serão riscados e, por conseguinte, permanecerão escritos no livro da vida. O verbo “riscar” usado no texto de Apocalipse 3 significa, em grego, aniquilar, apagar, cancelar. Tem a ver com passar tinta ou cal a fim de apagar algo, ou com esfregar uma escrita e imprimir um selo em alguma tabuleta de cera. Essa palavra era usada para se referir ao cancelamento de obrigações e direitos.
Um modo interessante de mostrar essa verdade é analisando o que Paulo disse em 2 Timóteo 4.7: “Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé.” A NVI já traduz a palavra grega dromoncomo “corrida,” mas a maioria das outras versões em português traduzem como carreira. Essa ilustração de Paulo é interessante porque a vida cristã é exatamente como uma corrida. Existe o ponto de partida (conversão), o trajeto (vida cristã e santificação) e a chegada (glorificação). Alguns vão começar essa corrida e não a terminarão, ficarão no meio do caminho e tristemente terão seus nomes riscados do livro da vida.
Outro texto prova da possibilidade de ter o nome riscado é a oração intrépida de Moisés. Conforme já foi apontado mais no início do ensaio, Moisés subiu mais uma vez no monte a fim de interceder pelo pecado de idolatria do povo israelita, pois eles confeccionaram um bezerro de ouro e blasfemaram dizendo que fora este objeto feito por mãos humanas quem os livrou do Egito. A intercessão de Moisés foi: “…perdoa-lhes o pecado; se não, risca-me do teu livro que escreveste.” E a resposta de Deus, em seguida, foi: “Riscarei do meu livro todo aquele que pecar contra mim” (Êx 32.32,33 – grifos meus).
Moisés não faria uma oração dessas se ele não acreditasse na possibilidade de um nome ser riscado do livro da vida. Outrossim, Deus não responderia essa oração afirmando que risca somente os nomes daqueles que pecam contra ele, ou seja, daqueles que vivem na prática contínua e habitual do pecado. Kistemaker alega que no Antigo Testamento, a expressão “ser apagado do livro” significava “morrer.”[6] Nessa concepção, Moisés teria dito a Deus, “perdoa o povo ou me mate.” Todavia, Stern, que é um judeu messiânico, confirma que a crença judaica no episódio de Moisés tinha a ver com a eternidade e não com a morte terrena e atesta, ainda, que os judeus acreditam que “é possível sair da graça e ter o destino eterno mudado de salvação para condenação.”[7]
Concluindo essa seção, é interessante abordar mais uma vez o relato de Lucas a respeito de quando o Messias enviou os discípulos de dois em dois em Seu treinamento prático sobre proclamação do Evangelho. Esses discípulos anunciaram as boas novas e voltaram maravilhados, pois coisas extraordinárias aconteceram. “Os demônios se submetem a nós,” disseram eles estupefatos com a autoridade que há no nome de Jesus. Mas, Jesus, ao corrigir-lhes, declarou: “alegrem-se, não porque os espíritos se submetem a vocês, mas porque seus nomes estão escritos nos céu” (Lc 10.20).
Seria possível um discípulo se desviar? Segundo o dicionário VINE, discípulo é um aprendiz, alguém que aprende com esforço, um seguidor, alguém que permanece nos ensinos de seu mestre e finalmente, imitador. Jesus disse aos judeus que creram em sua mensagem: “Se vocês permanecerem firmes na minha palavra, verdadeiramente serão meus discípulos” (João 8.31). Observe que nesse texto há uma condição: “se.” Somente aquele que permanece se torna um legítimo discípulo. Em contrapartida, Jesus deixa claro com essas palavras que é possível não permanecer, i. e., deixar de perseverar.
Existem inúmeras exortações para que os crentes permaneçam e perseverem na presença do Altíssimo, bem como avisos sobre o perigo e possibilidade de apostasia (Mt 10.22; 24.12,13; 1 Co 10.12; Gl 5.4; 2 Ts 2.15; 1 Tm 4.1; 2 Tm 3.14; Hb 8.9; 10.39; Tg 5.19,20; 1 Pe 1.5; 2 Pe 2.20-22; 1 Jo 2.24; Ap 2.11). Seria estranho que Deus colocasse advertências contra a apostasia se isso não fosse possível acontecer. Deste modo, um discípulo que teve o nome escrito no livro da vida, ao se apostatar da fé, terá seu nome riscado.
Pedro comenta de obreiros que abandonaram o caminho reto, desviando-se dele (2 Pe 2.15). Ninguém abandona algo que não experimentou e vivenciou. E ninguém se desvia de um caminho que não estava seguindo. O Apóstolo comenta, ainda, que esses obreiros apóstatas chegaram a escapar das contaminações do mundo por meio do conhecimento de Jesus, mas permitiram ser dominados de novo por essa vida deliberadamente pecaminosa e estão piores do que estavam antes de se converterem (v. 20). Ora, somente alguém que foi regenerado é que se torna descontaminado (purificado ou santificado) do pecado. De acordo com a crítica de Pedro, o que provocou essa descontaminação (libertação) do pecado é foi conhecimento de Jesus, e João testifica isso em seu Evangelho (Jo 8.32).
Paulo atesta essa verdade (de que o regenerado escapa das contaminações do mundo) ao mostrar que quem nasce de novo é lavado, santificado e justificado (1 Co 6.11) e que Cristo “nos salvou pelo lavar regenerador e renovador do Espírito Santo” (Tt 3.5). Jesus purifica sua igreja pelo lavar de água mediante a Palavra (Ef 5.26) e “se entregou por nós a fim de nos remir de toda a maldade e purificar para si mesmo um povo particularmente seu, dedicado à prática de boas obras” (Tt 2.14). A Bíblia declara que o sangue de Cristo purifica nossa consciência de atos que levam à morte (Hb 9.14).
Deste modo, Pedro conclui: “Teria sido melhor que não tivessem conhecido o caminho da justiça, do que, depois de o terem conhecido, voltarem as costas para o santo mandamento que lhes foi transmitido” (2 Pe 2.21). Tais apóstatas, na opinião petrina, são como “o cão [que] voltou ao seu vômito” e como “a porca lavada [que] voltou a revolver-se na lama” (v. 22).

Considerações finais

Após refletir sobre o assunto, pode-se enumerar três informações coletadas a partir da Bíblia em relação aos nomes do livro da vida:
1) Alguns não tiveram o nome escrito;
2) Alguns tiveram o nome escrito;
3) Alguns dos que tiveram o nome escrito poderão tê-lo riscado, caso não perseverem.
Partindo desses três pontos e de tudo o que foi considerado bíblica e exegeticamente neste ensaio, é possível fazer uma analogia: é como se Deus tivesse uma espécie de “cartório.” Quem nasce de novo tem seu nome registrado no livro da vida. Quem continua morto (ou seja, que não se converte) nunca terá esse nome escrito. Mas se esse que nasceu de novo se apostatar terá o nome apagado do cartório de registros.
Referências
[1] STERN, David. Comentário Judaico do Novo Testamento. Belo Horizonte: Atos, 2007, p. 900
[2] WILEY, Orton. Introdução à Teologia Cristã. Campinas: CNP, 1990, pp. 353.
[3] GOUGUES, Michel; TALBOT, Michel. Naquele tempo…. Concepções e práticas daquele tempo. São Paulo: Loyola, 2004, p. 34.
[4] BRÉAL, Michel. Essai de Sémantique. Paris: Hachete, 1924, p. 349.
[5] GOGUES; TALBOT. Op. Cit., p. 36.
[6] KISTEMAKER, Simon. Comentário do Novo Testamento: Apocalipse. São Paulo: Cultura Cristã, 2004, p. 206.
[7] STERN, David. Op. Cit., p. 921.
https://estudos.gospelprime.com.br/nome-riscado-livro-da-vida/?utm_content=buffer0a399&utm_medium=social&utm_source=facebook.com&utm_campaign=buffer

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

“Vocês não terão o meu ódio", garante marido de vítima em carta aberta que emocionou o mundo Antoine Leiris perdeu a mulher, Hélène Muyal, 35, nos atentados do dia 13 de novembro em Paris


Reprodução/Facebook

O jornalista da rede de rádio francesa France Bleu usou o Facebook para escrever uma carta aberta aos assassinos da mulher. Ao invés de revolta, vingança e ódio, Antoine Leiris escolheu o amor como a resposta para os terroristas responsáveis pela morte da mulher dele, Hélène Muyal, 35, nos atentados do dia 13 de novembro em Paris. O jornalista da rede de rádio francesa France Bleu usou o Facebook para escrever uma carta aberta aos assassinos da mulher e mãe do seu bebê de 17 meses. No texto, ele garante aos terroristas que não lhes vai dar o prazer de os odiar e promete que ele e o filho não viverão com medo. Ele não explica onde Hélène estava na hora do atentado. A publicação de Antoine emocionou o mundo e já foi compartilhada quase 189 mil vezes na rede social. "A tua mensagem é tão perturbadora que é poderosa. Belo caminho que pediste emprestado... O teu filho tem sorte de ter um pai como tu", comentou Jennifer Eb Courage Antoine, ao ler a publicação do amigo.

Confira o texto:

Reprodução
Hélène Muyal, 35, está entre vítimas do atentado em Paris“Vocês não terão o meu ódio

Na noite de sexta-feira vocês acabaram com a vida de um ser excepcional, o amor da minha vida, a mãe do meu filho mas vocês não terão o meu ódio. Eu não sei quem são e não quero sabê-lo, são almas mortas. Se esse Deus pelo qual vocês matam cegamente nos fez à sua imagem, cada bala no corpo da minha mulher terá sido uma ferida no seu coração. Por isso eu não vos darei a prenda de vos odiar. Vocês procuraram-no mas responder ao ódio com a cólera seria ceder à mesma ignorância que vos fez ser quem são. Querem que eu tenha medo, que olhe para os meus concidadãos com um olhar desconfiado, que eu sacrifique a minha liberdade pela segurança. Perderam. Continuamos a jogar da mesma maneira.

Eu vi-a esta manhã. Finalmente, depois de noites e dias de espera. Ela ainda estava tão bela como quando partiu na noite de sexta-feira, tão bela como quando me apaixonei perdidamente por ela há mais de doze anos. Claro que estou devastado pela dor, concedo-vos esta pequena vitória, mas será de curta duração. Eu sei que ela nos vai acompanhar a cada dia e que nos vamos reencontrar no países das almas livres a que nunca terão acesso.

Nós somos dois, eu e o meu filho, mas somos mais fortes do que todos os exércitos do mundo. Eu não tenho mais tempo a dar-vos, eu quero juntar-me a Melvil que acorda da sua sesta. Ele só tem 17 meses, vai comer como todos os dias, depois vamos brincar como fazemos todos os dias e durante toda a sua vida este rapaz vai fazer-vos a afronta de ser feliz e livre. Porque não, vocês nunca terão o seu ódio."

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Judeus se unem em clamor a Deus pedindo que Ele “acelere” a vinda do Messias

Redenção: judeus se unem em clamor a Deus pedindo que Ele “acelere” a vinda do Messias

Publicado por Tiago Chagas em 16 de novembro de 2015
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Redenção: judeus se unem em clamor a Deus pedindo que Ele “acelere” a vinda do Messias

Os atuais eventos mundiais levaram um grupo de rabinos a fazerem um clamor em concordância pela vinda do Messias, que para os cristãos, seria a segunda vinda de Jesus.

O clamor, realizado em Jerusalém, foi liderado pelo rabino Shlomo Amar, um dos chefes religiosos da cidade, ao final da Conferência Internacional da Chabad-Lubavitch, uma das maiores organizações judaicas do mundo.

De acordo com informações do Breaking Israel News, a Conferência da Chabad-Lubavitch reuniu mais de seis mil rabinos e líderes judaicos de 75 países.

Ao comentar o clamor, o rabino russo Berel Lazar destacou que há 25 anos os líderes religiosos judeus discutem a declaração de uma din psak, uma decisão rabínica oficial, sobre o pedido de redenção do povo judeu.

Sobre essa questão, o rabino Amar concordou que havia chegado a hora de anunciar o pedido a Deus para que Ele “acelerasse” a chegada do Messias, propiciando a “redenção final” dos judeus.

Não há notícia recente sobre uma concordância tão expressiva e abrangente entre rabinos sobre o momento de pedir a Deus a vinda do Messias

“Decidimos, atendendo ao pedido do público, reivindicar – embora vejamos o que pede, não podemos ver o réu – que Deus Todo-Poderoso acelere o fim e revele o Messias diante de nossos olhos em nossos dias”, disse Amar, em trecho de seu discurso, seguido de um vibrante “amém” dos rabinos que o cercavam, que cantaram uma canção que diz em seus versos “nós queremos o Messias agora, nós não queremos esperar!”.

Sobre a condição de “réu” atribuída a Deus nas palavras de Amar, o rabino Uri Kaploun explicou que ela é simbólica e faz parte da tradição judaica como uma expressão de urgência, quando o povo recorre a Deus diante de uma situação que “obriga” Sua intervenção. Os sábios judeus, conhecidos como Chazal, acreditam que esse clamor tem capacidade de tocar o coração de Deus, influenciando o Tribunal Celestial a agir.


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