terça-feira, 23 de junho de 2015

Os Dons de Poder

Os Dons de Poder


Texto Áureo

“E as multidões unanimemente prestavam atenção ao que Filipe dizia, porque ouviam e viam os sinais que ele fazia” (At 8.6).

– É interessante notar que Filipe, assim como Estêvão, não era apóstolo, mas isso não era nenhum impedimento ao seu ministério miraculoso. Os milagres em si não trazem a salvação, mas normalmente atraem as pessoas para a mensagem do Evangelho. Todos os milagres operados pelo poder do Espírito Santo encerram uma mensagem importante para transmitir, como também, servem para confirmar a veracidade da palavra do Evangelho (Mc 16.20).

Verdade Prática

Através da operação de sinais e prodígios, pelo poder do Espírito Santo, o Senhor Jesus confirma a ação evangelizadora e missionária da Igreja no mundo.

Leitura Bíblica em Classe

Atos 8.5-8; 1Corintios 12.4-10

Objetivos

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Conhecer os dons de poder;
Explicar o que representa cada dom, e
Saber que os dons são necessários para a edificação do Corpo de Cristo.

Palavra-Chave

PODER: [do grego kratos]. Força para fazer a obra de Deus.

Comentário
(I. Introdução)

Os dons espirituais formam a base do crescimento espiritual e capacita o crente para o serviço. Seu exercício é fundamental, tanto na adoração como na edificação da Igreja. Eles podem ser classificados em três grupos: primeiro, dons de revelação: palavra da sabedoria, palavra da ciência e discernimento dos espíritos. Segundo, dons de poder: fé, dons de cura e operação de maravilhas. Terceiro, dons de inspiração: profecia, variedades de línguas e interpretação de línguas. Através dos dons espirituais, o Espírito Santo opera maravilhas no seio da Igreja. Sabemos que a Bíblia não se arroga o título de livro científico mas ela encerra em suas páginas todas as áreas de estudo humano, inclusive a medicina. A diferença entre ambos reside no fato de que a medicina apenas previne e diagnostica, enquanto que as Sagradas Escrituras oferecem a cura eficaz. Hoje, veremos os dons de poder e que através destes dons, a Igreja prossegue na sua missão primordial: evangelizar. Boa aula!

(II. Desenvolvimento)

I. O DOM DA FÉ

1. Definição. O dicionário VINE assim define o termo fé: “pistis, primariamente, ‘persuasão firme’, convicção fundamentada no ouvir, sempre é usado no NT acerca da ‘fé em Deus ou em Jesus, ou às coisas espirituais’” [1].Em Mt 17.20 Jesus fala de uma fé que pode remover montanhas, operar milagres e curars, e realizar grandes coisas para Deus. É uma fé genuína que produz resultados: ‘nada vos será impossível’. É distinta da fé que produz salvação e da fé como fruto do Espírito. Não se trata da fé para salvação, mas de uma fé sobrenatural especial, comunicada pelo Espírito Santo, capacitando o crente a crer em Deus para a realização de coisas extraordinárias e milagrosas. É a fé que remove montanhas (1Co 13.12) e que frequentemente opera conjuntamente com outras manifestações do Espírito Santo, como os dons de cura e de operação de milagres e maravilhas.

2. A distinção entre o dom da fé e a fé natural. Não confundamos este dom com a fé natural ou mesmo aquela manifestada para a conversão. A palavra de Paulo ao carcereiro de Filipos mostra a fé para a salvação: “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa” (At 16.31) A redenção não se obtém pelos méritos, mas unicamente pela fé no Filho de Deus (Ef 2.18). O segredo do Cristianismo não é o ‘ver para crer’ e, sim, o ‘crer para ver’. A fé “é a certeza das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem” (Hb 11.1). A fé natural se constitui num elemento puramente humano. Essa fé é daquele que crê que Deus existe, mas nele não deposita confiança. Qualquer pessoa pode possuí-la, independente de ser cristão ou não. É a fé que o agricultor tem quando semeia o trigo, o arroz, o feijão, com a esperança de que vai nascer. Satanás também acredita que Deus existe e tem poder, (Tg 2.19). O dom da fé é um equipamento sobrenatural, que concede ao crentepoder de confiar em Deus nas ocasiões em que só um milagre pode alterar a situação. É um poder extraordinário de confiança no Senhor, capacitando para se valer dos recursos do poder divino. É um alto grau de fé, no poder e na misericórdia, mediante a qual até milagres podem ser operados (Hb 11.32-34). Este dom capacita o crente a confiar quando tudo está aparentemente perdido, sem a mínima esperança de uma solução, atua visando fazer triunfar a vontade de Deus. Aqui, o impossível se torna possível, o abstrato se torna concreto, o invisível se torna visível, e o absurdo se torna uma possibilidade. Para Deus nada é impossível.

3. Nem todos possuem o dom da fé. A fé como dom é distribuída soberanamente pelo Espírito Santo para o proveito da Igreja onde ela for necessária. Recebemos a permissão, na verdade uma ordem, de "procurar os melhores dons", e isto "com zelo" (1Co. 12.31). É possível que este desejo sério esteja relacionado com "a medida da fé que Deus repartiu a cada um" (Rm 12.3), e a Bíblia nos incentiva a orarmos por um aumento da nossa fé. Mesmo assim, a partilha dos dons não depende da nossa vontade, mas da vontade do próprio Espírito Santo. Portanto, os charismata provêm da vontade graciosa de Deus, e são concedidos por Ele através do Espírito Santo.

Sinópse do Tópico

O dom da fé é concedido ao crente para que ele realize proezas em nome do Senhor.

II. OS DONS DE CURAR

1. Por que “dons de curar”? Dos dons de poder, a cura estabelece a continuidade do ministério terreno de Jesus. Ele sarou a muitos e ordenou a seus discípulos: “Curai os enfermos” (Mt 10.8). Em 1Co 12.9 Paulo se refere a ‘dons de curar’. Do grego charismata e iamaton, convergindo para o português ‘dons de curar’. O fato destas palavras estarem no plural não deixa dúvidas de que se trata de ‘dons especiais. A Bíblia de Estudo Plenitude comentando 1Co 12.8-11, afirma: “Os dons de curar são aquelas curas que Deus realiza sobrenaturalmente pelo Espírito. O plural sugere, que como existem muitas doenças e moléstias, o dom está relacionado à cura de muitas desordens[2]. Já a Bíblia de Estudo Pentecostal traz o seguinte: “O plural indica curas de diferentes enfermidades e sugere que cada ato de cura vem de um dom especial de Deus [3].

2. Os propósitos dos dons de curar. A fim de que a missão da Igreja não pudesse ser limitada à capacidade de simples iniciativa humana, o Espírito Santo fornece dons especialmente designados e distribuidos. A clara intenção é que a cura sobrenatural dos doentes deve ser um ministério permanente, estabelecido na Igreja ao lado e favorecendo a obra de evangelização do mundo. Isso vale para hoje – eterno – ‘porque os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento’ (Rm 11.29) [4]. A Igreja é a expressão de Cristo, pois ela é o seu corpo dinâmico na terra (1Co 12.12,27). Quando pregamos a Cristo, demônios são expulsos, oramos e impomos as mãos sobre os enfermos, o fazemos em nome do Filho de Deus. Os dons de curar são especiais para a libertação de vários tipos de enfermidade. Eles atuam em prol da saúde do povo de Deus e da conversão dos que não conhecem a Cristo. Como o dom da fé, os dons de curas não são concedidos a todos os crentes (cf 1Co 12.11,30), todavia, todos nós podemos orar pelos enfermos e havendo fé, eles serão curados.

3. Os dons de curar e a doutrina da salvação. Aquele que recebe o dom de curar deve ser cônscio de que não pode curar indiscriminadamente quem quer; para que haja a cura é necessário que haja fé por parte do doente e também da permissão de Deus, ou seja, a cura do indivíduo depende do querer de Deus para com ele naquele momento. A Bíblia afira que, por onde os apóstolos passavam, os milagres e as curas aconteciam, e o povo era liberto ao ouvir a mensagem do Evangelho. É necessário saber que as curas divinas convenciam as pessoas do poder salvador de Jesus. Filipe exerceu o poder de cura e libertação (At 8.5-7). Sem dúvida alguma, a pregação do Evangelho, acompanhada por sinais e prodígios, promove a fé e a conversão de muitas almas a Cristo. Negar este fato é negar a própria fé pentecostal. Os dons de curar devem estar presentes na Igreja hoje para promover a fé e a ousadia na pregação do Evangelho e, principalmente, para que ela não caia na rotina e mero formalismo.

Sinópse do Tópico

Os dons de curar são concedidos à Igreja para que os enfermos sejam curados e o nome do Senhor seja glorificado.

III. O DOM DE OPERAÇÃO DE MARAVILHAS

1. O que é a operação de maravilhas? É algo sobrenatural (2Rs 4.1-7); algo que vai contra todas as leis da natureza (2Rs 4.32-37); algo que vai contra as leis da química e da física (2Rs 6.1-7); algo que está acima da compreensão e raciocínio humano, capaz até mesmo de mudar toda a ordem universal (Js 10.12-13). Existem três termos gregos identificados com o dom de maravilhas:dunamis, que significa poder, sem o qual não haveria milagres; teras, algo estranho que leva o observador a se maravilhar; maravilha, correspondendo ao que é assombroso e admirável, e semeion, que encerra o sentido de sinais. Portanto, sinais e maravilhas estão na mesma magnitude de milagres. Pedro, em seu sermão no dia de Pentecostes, asseverou: “Varões israelitas, escutai estas palavras: a Jesus Nazareno, varão aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis” (At 2.22). O sinal tem o propósito de apelar para o entendimento, a maravilha apela para a imaginação, o poder (dunamis) indica que a sua fonte é sobrenatural [5]Dom de operação de Maravilhas, portanto, é a capacitação sobrenatural que o Espírito Santo concede a Igreja de Cristo para que esta realize sinais, maravilhas e obras portentosas, incluindo algumas como a ressurreição de mortos (Lc 7.11-17), e intervenção nas forças da natureza (Ex 14.21); incluindo os atos divinos em que se manifesta o reino de Deus contra satanás e os espíritos malignos (Jo 6.2).

2. A atualidade do operação de maravilhas. Os dons são dados à igreja para a sua própria edificação (1Co 14.12), levando-a a manter e a desenvolver sua unidade no corpo de Cristo (Ef 4.4-6). Podemos ver isso através dos ministérios espirituais, e dons espirituais. O objetivo da Igreja como o corpo de Cristo é executar as ordens da cabeça, o próprio Cristo. (Ef 4.16). Sem exceção, maravilhas acompanharam o ministério de pregação dos líderes da Igreja primitiva. Pedro, em seu sermão registrado em At 2, relembrou às pessoas de que a credibilidade de Jesus baseava-se em seu ministério de maravilhas. Essa mesma credibilidade acompanhou aqueles escolhidos para liderança, como Estêvão, Filipe, Barnabé, Silas e Paulo, bem como os apóstolos originais. Este permanece na presente era disponível à Igreja, é um dom para todos os crentes em todas as gerações. Em At 2.39, ‘todos os que estão longe’ incluem os crentes distantes, quer geografica como temporalmente.

3. A importância desse dom para a Igreja. O dom, também chamado de operação de milagres, prodígios e sinais, se constitui em manifestações especiais do poder de Deus que fogem às limitações humanas. São superiores e inexplicáveis. Ele demonstra o poder de Deus na realização de coisas miraculosas e extraordinárias. Ex: Jesus: “Dito isto, cuspiu no chão e com a saliva fez lodo, e untou com lodo os olhos do cego, e disse-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé (que significa Enviado). E ele foi, lavou-se, e voltou vendo.”(Jo 9.6,7), Paulo: “Mas ele, sacudindo o réptil no fogo, não sofreu mal nenhum.”(At 28.5). Na operação dos poderosos sinais que envolvem os milagres, o supremo Senhor, apenas usa da forma que ele quer as leis e forças por ele mesmo criadas em socorro dos seus filhos. Isso é milagre (Leia Gl 3.5). A Igreja que ignora a atualidade dos dons, acaba por apagar o Espírito, como afirmou o teólogo holandês Abraham Kuiper: “Se os ministros não derem crédito à obra do Espírito Santo, darão pedra em vez de pão ao seu rebanho”. Precisamos enfatizar não apenas os dons de poder, mas todos os dons do Espírito, não apenas o dom de línguas ou o de profecia, mas como espirituais, desejar os mais excelentes dons; no dizer do Rev Hernandes Dias Lopes, “Hoje, quando se fala no Espírito Santo, quase só se pensa em dons, especialmente os dons de sinais. Não se pode restringir a ação do Espírto Santo aos dons. Não somos apenas carismáticos, somos pneumáticos. [...] Temos apagado o Espírito – quando tiramos o combustível que o alimenta: Palavra, oração. [6].

Sinópse do Tópico

O dom de operação de maravilhas é concedido pelo Senhor para que a Igreja opere sobrenaturalmente nas mais diversas circunstancias.

(III. Conclusão)

Já vimos em lições anteriores que é falacioso, antibíblico e insensato o ensino de que aquele que possui um dom de operação exteriorizada (mais visível) é mais espiritual do que quem tem dons de operação mais interiorizada, menos visível. Também, quando uma pessoa possui um dom espiritual, isso não significa que Deus aprova tudo quanto ela faz ou ensina. Os dons de poder, como os demais dons, são soberanamente distribuídos pelo Espírito, continuam atuais e disponíveis à Igreja para a glória do nome do Senhor.

Aplicação Pessoal

O Espírito Santo manifesta Seus dons e poder em homens e mulheres de Deus, para que eles possam fazer o que Ele decide soberanamente o que deve ser realizado. Nós precisamos destas Manifestações Poderosas em nossa vida para que possamos cumprir o nosso papel para o qual fomos alistados: servir e edificar a Igreja, estender a mão aos incrédulos e edificar a nossa fé. No pensamento do apóstolo Paulo, vida na igreja e dons do Espírito Santo eram coisas intrísecas. Jesus, o nosso Sumo-Mestre viveu, trabalhou e orou no poder do Espírito Santo e é dele a afirmativa que diz: “Aquele que crê em mim, também fará as obras que eu faço.” Com a mesma unção que estava sobre Ele nós também podemos fazer estas obras e levar a cabo seu imperativo de ir e ensinar todas as nações. Certa feita, os opositores da seita do Caminho inquiriram os discípulos: “Por meio de que poder vocês fizeram isso?” Foi no poder do qual Jesus havia falado: “Recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo”. Ao findar este trimestre abençoado, estaremos mais convictos da fé que temos abraçado e quiçá, também poderemos nos tornar como Estêvão - “cheio de fé e poder, fazendo grandes maravilhas e sinais entre o povo”.

Notas Bibliográficas

[1]. DICIONÁRIO VINE - W. E. Vine, Merril F. Unger & William White Jr. CPAD, Rio de Janeiro, RJ. 1ª edição, 2002; p. 648;
[2]. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP, Sociedade Bíblica do Brasil, 2001. Nota textual 1Co 12.8-11, p. 1189;
[3]. STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal; CPAD. 2ª impressão, 1996, Rio de Janeiro; Adaptado do no Estudo Doutrinário Dons Espirituais para o Crente; pp.1756 e 1757;
[4]. Op. Cit. [2], p 1188;
[5]. Op. Cit. [1], p. 774;
[6]. http://hernandesdiaslopes.com.br/2011/03/a-acao-do-espirito-santo-na-vida-da-igreja/;
Lições Bíblicas 1º Trim 1994 – Livro do Mestre, CPAD, Espírito Santo – A Chama Pentecostal;
Lições Bíblicas 3º Trim 1996 - Jovens e Adultos: Atos - O padrão para a Igreja da última hora;
Lições Bíblicas 1º Trim 2004 - Jovens e Adultos: A Pessoa e Obra do Espírito Santo;
Lições Bíblicas 2º Trim 2011 – Livro do Mestre, CPAD, Movimento Pentecostal – As doutrinas da nossa fé;
Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP, Sociedade Bíblica do Brasil, 2001;
Bíblia de estudos de Genebra. Trad. de João Ferreira de Almeida. São Paulo: Cultura Cristã, 1999.
Os textos das referências bíblicas foram extraídos da versão Almeida Revista e Atualizada, 2a edição (Sociedade Bíblica do Brasil), salvo indicação específica.

Exercícios

1. De acordo com a lição, defina o dom da fé.
R. É o equipamento espiritual e sobrenatural do crente, para lhe conceder o poder sobrenatural de confiar em Deus em ocasiões onde só um milagre glorioso poderia alterar a situação.
2. Quais são os dois propósitos básicos dos dons de curar?
R. Atestar o poder do Evangelho com o objetivo de glorificar a Deus e amenizar o sofrimento humano, confirmando o amor do Eterno.
3. O que acontece quando uma Igreja supeenfatiza a cura divina?
R. Quando a Igreja superenfatiza a cura divina, a salvação das almas deixa de ser o mais importante.
4. Qual o significado da expressão “operação de maravilhas”?
R. Significa que a Igreja de Cristo habilita-se, por este dom e de acordo com a vontade divina, a operar de forma sobrenatural nas mais diversas circunstancias.
5. Qual a importância desse dom para a Igreja hoje?
R. Traz o sobrenatural de Deus ao mundo natural dos homens, fazendo com que Deus seja engrandecido e o seu Reino venha a se expandir até os confins da terra.

http://auxilioebd.blogspot.com.br/2011/05/licao-7-os-dons-de-poder.html

A Pureza do Movimento Pentecostal II

A Pureza do Movimento Pentecostal II

29 de maio de 2011
 Texto Áureo
“Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e serme-eis testemunhas tanto em Jerusalémcomo em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra” (At 1.8).
– O termo original para ‘virtude’ é dunamis, que encerra o sentido de ‘poder real’ e ‘poder em ação’. Esse é o texto áureo de Atos. Em cinco referências do NT, Jesus incumbe diretamente seus discípulos a ir e pregar o evangelho a todo o mundo (Mt 28.18-20; Mc 16.15-18; Lc 24.45-48; Jo 20.21-23, e At 1.8). Nesse texto, a promessa do derramamento do Espírito precede o ‘ide’, numa clara alusão à ligação intrínseca entre o evangelizar e a capacitação com o poder do Alto concedida pelo Espírito Santo e o livro de Atos segue esta estratégia.
Verdade Prática
O Movimento Pentecostal é a maior demonstração de que a Igreja de Cristo não é uma mera organização, mas um organismo vivo.
Leitura Bíblica em Classe
Atos 2.1-4,14-17
Objetivos
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Conhecer a origem do pentecoste cristão;
Descrever a trajetória histórica do pentecostalismo, e
Saber distinguir o verdadeiro do falso pentecostalismo.
Palavra-Chave
PUREZA: Estado ou qualidade de puro.
Comentário
(I. Introdução)
18 de junho, a maior denominação pentecostal do Brasil comemorará seu centenário. A comemoração presta justa homenagem aos pioneiros que deixaram sua pátria, e impulsionados pelo poder do Espírito Santo, infundiram suas marcas nos trabalhos que levantaram em meio a muito sofrimento, necessidades e perseguições. Não obstante este evento histórico, ainda persiste uma forte rejeição às doutrinas pentecostais, especialmente por parte de Igrejas históricas de linha reformada. Hoje, teremos uma aula que vai alicerçar nossa fé quanto a pureza do movimento que sacudiu o mundo desde a Rua Azuza, Los Angeles, Estados Unidos, no já loge ano de 1906, bem como, conheceremos os movimentos pseudopentecostais que maculam e denigrem o genuíno movimento pentecostal. Boa aula!
(II. Desenvolvimento)
I. A ORIGEM DO PENTECOSTE CRISTÃO
1. O ponto de partida. O Pentecostes em grego pentekostos (cinqüenta), foi um feriado anual judaico, também conhecido como a Festa das Semanas, festa dos primeiros frutos da colheita. Ela é celebrada cinqüenta dias depois da Páscoa. Em Jerusalém, quando todos o judeus, tanto os que habitavam na Palestina quanto aqueles que estavam dispersos por todas as partes do mundo de então, estavam reunidos para comemorar esta festa, o Senhor Jesus cumpriu sua promessa. Depois que Jesus Cristo ressuscitou ordenou a seus apóstolos e discípulos a permanecer em Jerusalém até serem revestidos de poder do alto (Lc 24.49). Do mesmo modo, em Mc 16.17, Jesus diz a seus discípulos que em seu nome expulsariam os demônios e falariam novas línguas. No livro de Atos, o autor Lucas fala de um mandato mais específico que Jesus disse aos seus discípulos, descrevendo-o como segue: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.” (At 1.8). Dez dias depois da ascenção de Cristo ao céu, chegou o dia de Pentecostes, cento e vinte crentes estavam esperando no cenáculo, unânimes, a promessa que Jesus Cristo tinha feito antes, e “de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles” (At 2.2-3). Atos registra a hora exata desse evento: a terceira hora do dia - nove horas da manhã. Com toda a multidão atônita, Pedro explica a profecia de Joel e aplica-a ao que todos ali presenciaram.
2. Como surgiu o termo pentecostalismo. O termo pentecostes, procede originalmente da festa judaica chamada de ‘festa das semanas’ ou ‘hag shabu’ot’, como descreve o AT (Lv 23.15-25; Dt 16.9-12). Essa festa era comemorada sete semanas após a Páscoa. Literalmente, o termo significa ‘festa dos períodos de sete’, em razão de a festa ser comemorada a partir do dia seguinte ao sétimo sábado, após o dia das Primícias (Lv 23.15,16). Outra expressão da qual se deriva o vocábulo pentecostes é hamishîm yôn, que significa ‘festa dos cinquenta dias’ (Lv 23.16), termo traduzido pela versão grega do AT, a Septuaginta, por pentekonta hemeras, ou ‘quinquagésimo dia’. A solene festa de Pentecostes é chamada no AT de ‘festa das Semanas’, ‘festa das Primícias da sega do trigo’, ‘festa da Colheita’ e o ‘dia das Primícias’ – ocasião em que se apresentavam os primeiros frutos do campo (Êx 23.16; 34.22; Nm 28.26-31; Dt 16.9-12).
3. Do pentecostes judaico ao cristão. Atos 2 faz uma narrativa do primeiro dia de Pentecostes depois da ressurreição de Cristo. Depois que o Terceiro Templo foi quase totalmente destruído pelas tropas do General e futuro Imperador Romano Titus Flávio, em 70 d.C., abafando aquilo que foi a Grande Revolta Judaica onde morreram mais de um milhão de judeus. Uma primeira revolta acontecera em 136 a.C., e a terceira seria liderada pelo suposto Messias Bar Kochba em 135 d.C. (A única porção do Segundo Templo que ainda hoje se encontra em pé, Muro das Lamentações), os judeus perderam seu lugar de culto. Após o exílio na Babilônia, com a reforma litúrgica e a concentração do culto judaico no Templo de Jerusalém, a Festa de Pentecostes passou a celebrar a Aliança do Sinai e a entrega ou revelação da Lei, da Torá, complementando a Páscoa, comemorativa da libertação do Egito. Celebrada em Jerusalém, Pentecostes era uma das festas de Peregrinação, junto com Páscoa e Tabernáculos (Sucot). Os cristãos judeus logo uniram esta festa ao cumprimento da profecia de Joel e Pentecostes passou a ser símbolo do Cenáculo, onde os Apóstolos se reuniram, pela primeira vez, à espera do Espírito Santo. No Cenáculo, desde a fundação, a comunidade cristã aí se reúne, para ser conduzida pelo Sopro Inspirador, compartilhando o amor em Cristo. Há ação do Espírito Santo no ser humano sempre que este se converte dos seus pecados, pelo arrependimento, e passa a crer em Jesus Cristo como único e suficiente Senhor e Salvador, pedindo a Deus que lhe revista e encha do Espírito Santo. Tal experiência é chamada de batismo no Espírito Santo. Isto tem ocorrido durante toda a história do cristianismo, sendo enfatizado, especialmente, na primeira década do século XX com o surgimento das primeiras Igrejas Protestantes Pentecostais.
Sinópse do Tópico
O verdadeiro Movimento Pentecostal teve sua origem no Dia de Pentecostes.
II. A TRAJETÓRIA DO PENTECOSTALISMO
1. A promessa da efusão do Espírito. Foi o profeta Joel, no Antigo Testamento, a quem Deus revelou com mais detalhes o derramamento do Espírito nos últimos tempos (Jl 2.23-32). Joel foi talvez, o primeiro dos profetas literários – profetas que escreveram suas mensagens – o que salienta ainda mais a sua profecia sobre o pentecostes (At 2.16-21,33). No texto hebraico, Jl 2.28-32 perfazem um capítulo à parte e 2Co 3.7-12 corrobora essa sublimidade, principalmente o versículo 8: “Como não será de maior glória o ministério do Espírito?” Corrobora com este texto a passagem de Rm 8, uma das mais ricas de toda a Bíblia sobre o indisível e glorioso ministério do Espírito nesta era da igreja (Is 55.1; 44.3).
2. O Movimento Pentecostal tem o testemunho dos séculos. O comentarista cita o escritor e jornalista Emílio Conde, chamado de apóstolo da imprensa evangélica pentecostal no Brasil, nasceu no dia 8 de outubro de 1901, em São Paulo. Seus pais, João Batista Conde e Maria Rosa eram de origem italiana, conseqüentemente, o primeiro contato de Emílio com o Evangelho foi na Congregação Cristã no Brasil, fundada por italianos. Ali, o futuro escritor evangélico creu em Jesus Cristo e se tornou membro da igreja no dia 21 de abril de 1919, sendo em seguida batizado com o Espírito Santo. Transferindo-se para o Rio de Janeiro, passou a freqüentar a Assembléia de Deus na Rua Figueira de Melo, 232, em São Cristóvão, pastoreada na época pelo missionário Samuel Nyström. Em sua obra, citada na lição, Emílio Conde analisando a História da Igreja, observa nitidamente que Deus sempre avivou ou reavivou a sua Igreja em várias ocasiões diferentes. Esses períodos da Era Cristã foram marcados por reavivamentos maravilhosos, onde Deus se manifestou aos seus servos de forma sobrenatural. A doutrina do Batismo no Espírito Santo não nasceu em arraiais pentecostais, mas teve precedentes históricos importantes. Sendo uma doutrina polêmica, há contestações de várias vertentes teológicas, até mesmo entre os pentecostais. Grandes teólogos e pastores do Século 19 compartilhavam uma visão bem semelhante com os pentecostais em relação a uma experiência subseqüente a salvação, a chamada “segunda bênção”. Entre os pregadores da “segunda bênção” encontravam-se D. L. Moody, R. A. Torrey, Andrew Murray, F. B. Meyer e o presbiteriano A. B. Simpson. A diferença entre esses pré-pentecostais era o fato de não defenderem as línguas com sinal físico-inicial. No século 20, o teólogo reformado Dr. Martyn Lloyd-Jones, estava entre os que defendiam essa experiência pós-salvação. Mas lembrando que nenhum desses teólogos compartilhavam da visão pentecostal clássica, de que o Batismo no Espírito Santo deve ser acompanhado por uma evidência física [1]. Analisando a História da Igreja, podemos observar nitidamente que Deus sempre avivou ou reavivou a sua Igreja em várias ocasiões diferentes. Esses períodos da Era Cristã foram marcados por reavivamentos maravilhosos, onde Deus se manifestou aos seus servos de forma sobrenatural. No período da Reforma Protestante, no século XVI, Deus levantou homens como Martinho Lutero, João Calvino e John Knox. No século XVIII, ocorreu o Avivamento Morávio com o Conde Zinzendorf, o Grande Reavivamento na Inglaterra com John Wesley, Charles Wesley e George Whitefield e o Reavivamento Americano com Jonathan Edwards. Nenhum destes avivamentos foi conhecido como Pentecostal, pois o termo é do início do século XX, quando houve o derramamento do Espírito Santo nos USA, semelhante à manifestação de Atos dois. John Stott conceitua avivamento como: “... uma visitação inteiramente sobrenatural do Espírito soberano de Deus, pela qual uma comunidade inteira toma consciência de Sua santa presença e é surpreendida por ela” [2].[Para ler mais, vá a Lição 3 – O Derramamento do Espírito Santo no Pentecostes].
3. O genuíno pentecostalismo. Os estudiosos do ‘fenômeno pentecostal’ no Brasil costumam dividir o movimento em três grupos: os pentecostais clássicos – os de 1ª e 2ª geração, e os neo pentecostais. Os neopentecostais formaram um grupo coexistente com os pentecostais, mas com uma identidade distinta. Possuem uma forma muito sobrenaturalista de encarar sua vida religiosa, com ênfase na busca de revelações diretas da parte de Deus, de curas milagrosas para doenças e uma intensa batalha espiritual entre forças espirituais do bem e do mal, que afirmam ter consequências diretas em sua vida cotidiana. São, em geral, mais flexíveis em questões de costumes em relação aos Pentecostais tradicionais. Segundo Alan B. Pieratt, "Os ensinos da prosperidade não tiveram origem no pentecostalismo. Todavia, a tendência das denominações pentecostais de aceitarem as afirmações de autoridade profética criou um espaço teológico onde a doutrina da prosperidade pode afirmar-se e crescer... Nossa primeira conclusão histórica, é que o pentecostalismo foi o portador desta doutrina, mas ela necessariamente não faz parte das crenças pentecostais." [3]Na contra-mão desses novos movimentos, o genuíno pentecostalismo prima pela ortodoxia bíblica e tem como características as seguintes expressões: Contrição total pelo Espírito Santo; Amplo perdão e reconciliação (At 4.32); Santidade de vida, dentro e fora da Igreja; Renovação espiritual; zelo pelo modelo bíblico (Sl 119.25, 154), e amor, zelo e frequência à casa do Senhor. No genuíno pentecostalismo não há espaço para comodismo e indiferença (Ez 37.9), para a sonolência espiritual (Ef 5.14), para a insensibilidade (Cl4.17; 2Tm 1.6), nem para o secularismo (Rm 12.2). Crê unicamente ser a Bíblia Sagrada a inspirada, infalível, inerrante e completa Palavra de Deus.
Sinópse do Tópico
Podemos afirmar que pentecostalismo é um movimento legitimamente bíblico e que, historicamente, não se restringiu à Igreja Primitiva.
III. O VERDADEIRO PENTECOSTALISMO
1. Características das igrejas pentecostais. Os grupos pentecostais são unânimes quanto às doutrinas cristãs básicas, tais como: pecado original, penas eternas, salvação pela fé, escatologia, santificação. Além disso, têm alguns traços característicos: Ênfase à doutrina do batismo com o Espírito Santo; Ensino de que os dons são para hoje e não apenas para a igreja do primeiro século, (Mc 16.17,18); Aproveitamento do leigo na igreja; Liturgia informal, com oportunidades para testemunhos, cânticos acompanhados ou não por palmas; Aceitação da escatologia dispensacionalista, segundo a qual a Igreja não passa pela Grande Tribulação e a vinda de Jesus em duas fases distintas; Ênfase à doutrina bíblica da santificação (Ef 4.13). Algumas igrejas são rigorosas nos usos e costumes.
2. Novos movimentos. Após o surgimento do pentecostalismo histórico na primeira década do século 20 (Assembléia de Deus e Congregação Cristã do Brasil), e dos pentecostais da segunda geração, surgidos a partir da década de 50 (Quadrangular, Brasil para Cristo, Casa da Bênção, Deus é Amor), surgem os neopentecostais a partir da década de setenta sendo a principal a Universal do Reino de Deus. Estes novos movimentos se baseiam em uma doutrina conhecida como "confissão positiva", também chamada Teologia da Prosperidade promulgada por vários televangelistas contemporâneos, sob a liderança e a inspiração de Essek William Kenyon. A expressão "confissão positiva" se refere literalmente a trazer à existência o que declaramos com nossa boca, uma vez que a fé é uma confissão. De acordo com Paulo Romeiro, em seu livro "Super Crentes, o Evangelho segundo Kenneth Hagin, Valnice Milhomens e os Profetas da Prosperidade", é a corrente doutrinária que ensina que uma vida medíocre do cristão indica falta de fé. Assim, a marca do cristão cheio de fé e bem-sucedido é a plena saúde física, emocional e espiritual, além da prosperidade material. Pobreza e doença são resultados visíveis do fracasso do cristão que vive em pecado ou que possui fé insuficiente. Outros ensinamentos comuns em igrejas neopentecostais são a batalha espiritual (confronto espiritual direto com os demônios), maldições hereditárias, possessão de crentes (domínio demoníaco sobre as pessoas, resultando em doenças ou fracasso), etc. Justamente a ênfase que as denominações neopentecostais dão a esses ensinos que as levam a ser bastante criticadas pelas demais denominações protestantes. Segundo os críticos, o sucesso do movimento teria seu fundamento na pulverização teológica promovida por Mary Baker depois por Essek William Kenyon ao misturar o gnosticismo das religiões metafísicas com o cristianismo pentecostal. A maior denominação neopentecostal, a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) apropriou-se de símbolos da Umbanda, como o descarrego, o sal grosso e a arruda, trouxe-os para dentro do seu culto, alegando que eles foram criados por Deus, mas que através de uma manifestação sombria esses elementos acabaram nas religiões afro-brasileiras. A constatação é de Antonio Vieira, que apresentou dissertação de mestrado na Universidade de São Paulo (USP), em fevereiro, sob o título “Filho-de-santo ou filho-de-encosto? Conflitos e aproximações nas disputas simbólicas entre Igreja Universal do Reino de Deus e Umbanda”. Ele sustentou, na dissertação, que há trocas simbólicas entre as duas manifestações religiosas[4]. “O neo-pseudo-pentecostalismo não prega conversão e santidade, mas neo-indulgências e sessões de descarrego. Do novo nascimento ao sabonete de arruda tem sido caminho, por onde possam os sócios “evangélicos” dos escândalos da República”, afirma o bispo anglicano Dom Robinson Cavalcanti [5]. Na mesma aba, encontramos a Igreja Internacional da Graça de Deus, fundada pelo Missionário R.R. Soares, cunhado do Bispo Macedo, da IURD, com quem rompeu relações em 1978 fundando a sua denominação. Esses movimentos têm trazido vexame ao genuíno pentecostalismo, e não é vexatório somente os neopentecostais dizerem ser protestantes pelo simples anti-catolicismo radical que carregam, mas pior ainda é se declararem cristãos, ainda que, com todas as bizarrices que ensinam. Assista a esse vídeo onde o falecido Pr David Wilkerson (http://www.iead-pvh.com/portal/modules/news/article.php?storyid=2233), mostra a direção exata que a igreja nos dias atuais, tem tomado em todo o mundo, principalmente no Brasil.
Sinópse do Tópico
O verdadeiro pentecostalismo caracteriza-se pela aceitação das Escrituras como a inspirada Palavra de Deus, manutenção da sã doutrina, atualidade dos dons espirituais, cumprimento integral da grande comissão e compromisso com a santidade.
(III. Conclusão)
A festividade judaica do Dia de Pentecostes assume novo significado em At 2, pois é o dia no qual o Espírito Santo prometido desce em poder e torna possível o avanço do evangelho até aos confins da terra. A profecia de Joel 2.23 prediz a “chuva temporã” e a “serôdia”, e o mesmo está dito em Tg 5.7,8:“Sede pois, irmãos, pacientes até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba a chuva temporã e serôdia. Sede vós também pacientes, fortalecei os vossos corações; porque já a vinda do Senhor está próxima”. Como é notório, muitas inovações, modismos e práticas descabidas e antibíblicas vêm afetando o genuíno movimento pentecostal, inclusive nossa centenária Assembleia de Deus. É urgente voltarmos sempre ao cenáculo para receber mais poder (Ef 5.18), mas igualmente, manter a sã doutrina do Senhor (Tt 2.1,7; 1Tm 4.16).
Aplicação Pessoal
Somos surpreendidos todos os dias com novos fatos que nos levam a mais profunda perplexidade. Lamentavelmente em alguns de nossos templos tem se percebido as mais estranhas bizarrices, que só em mencionar me faz ficar completamente envergonhado (veja este video: http://www.youtube.com/watch?v=yt8wylT69zw). Unção do riso; unção apostólica; unção do leão; unção do vômito; unção do cachorro; crentes de segunda classe; troca de anjo da guarda; arrebatamento ao 3º céu seguido por novas revelações; night gospel song; sal grosso pra espantar mal olhado; maldições hereditárias; encostos; atos proféticos; óleo ungido pra arrumar namorado; sessões do descarrego; que dentre tantas outras coisas mais, tornaram-se marcas negativas dessa geração. Compartilho da tristeza do Rev. David Wilkerson, isso não é o genuíno Movimento Pentecostal... ‘não consigo rir quando fazem o Espírito Santo parecer um tolo... o Espírito Santo vem para convencer do pecado e da justiça e do juízo. Leve em consideração as palavras do sábio pastor David Wilkerson sobre as unções estranhas que ocorrem na atualidade dentro das igrejas, as quais muitas vezes temos presenciado...
N’Ele, que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Ef 2.8),
Francisco A Barbosa
auxilioaomestre@bol.com.br
Notas Bibliográficas
[2]. STOTT, John. A verdade do Evangelho, p. 119;
[3]. Pieratt, Alan B. O Evangelho da Prosperidade.São Paulo: Vida Nova, 1993.
[4]. Mensageiro Luterano, junho de 2007, p.28.
[5]. Ultimato, novembro-dezembro de 2006, p.43
Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP, Sociedade Bíblica do Brasil, 2001. Nota textual 1Co 12.8-11, p. 1189;
Lições Bíblicas 1º Trim 2004 - Jovens e Adultos: A Pessoa e Obra do Espírito Santo;
Lições Bíblicas 2º Trim 2011 – Livro do Mestre, CPAD, Movimento Pentecostal – As doutrinas da nossa fé;
Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP, Sociedade Bíblica do Brasil, 2001;
Os textos das referências bíblicas foram extraídos da versão Almeida Revista e Atualizada, 2a edição (Sociedade Bíblica do Brasil), salvo indicação específica.
Exercícios
1. Como surgiu o termo ‘pentecostalismo’?
R. A expressão ‘pentecostalismo’ procede do vocábulo grego pentekostéque significa quinquagésimo.
2. O que significa Pentecostes?
R. Quinquagésimo.
3. Como distinguir o verdadeiro do falso pentecostalismo?
R. O pentecostalismo não admite outra revelação além das Escrituras Sagradas.
4. Cite algumas características das Igrejas pentecostais.
R. Manutenção da pureza da sã doutrina, crer na atualidade dos dons espirituais e cumprir integralmente a Grande Comissão.
5. Qual a origem do verdadeiro Movimento Pentecostal?
R. O dia de Pentecostes.