segunda-feira, 30 de novembro de 2015

O cristão pode ter seu nome riscado do Livro da Vida?

O cristão pode ter seu nome riscado do Livro da Vida?
Por Vinicius Couto

O cristão pode ter seu nome riscado do Livro da Vida?O cristão pode ter seu nome riscado do Livro da Vida?
Um dos assuntos que fazem parte do rol de temas polêmicos do estudo das Escrituras Sagradas é a respeito do que conhecemos como Livro da Vida. Existem pessoas que não crêem na existência literal desse livro. Outros crêem que ele, de fato, é real e que contém o nome das pessoas que serão salvas. Se esse livro existe, quando foi escrito? Seria possível que ele ainda estivesse sendo escrito? Os nomes inscritos nesse livro divino podem ser riscados ou eles possuem um caráter inapagável? Essas dúvidas são corriqueiras em neófitos, mas também deixam os mais eruditos estudiosos de cabelo em pé.
O objetivo do presente artigo é apontar algumas considerações sobre o assunto, tendo como ponto de partida o que a Bíblia fala a respeito. Na medida em que o assunto avançar, serão realizadas algumas análises exegéticas do texto grego com a finalidade de ampliar o entendimento acerca desse assunto tão importante. Pretende-se com essas abordagens bíblicas e exegéticas, averiguar quando os nomes foram escritos e pensar se tais nomes podem ou não ser riscados. Não obstante, é preciso reconhecer que este é um dos temas da teologia que não possui unanimidade e, portanto, não é objetivo deste ensaio chamar para si o título de detentor da verdade.

Referências bíblicas do Livro da Vida

Antes de mais nada, é mister reconhecer que a Bíblia referencia a existência de um livro da vida. Em Filipenses 4.3 Paulo comenta que os cooperadores que lutaram ao seu lado pela causa do Evangelho têm seus nomes escritos nesse livro. As demais referências diretas do Novo Testamento estão concentradas no livro de Apocalipse. No capítulo 3 e verso 15, Jesus diz que “O vencedor será igualmente vestido de branco. Jamais apagarei o seu nome do livro da vida, mas o reconhecerei diante do meu Pai e dos seus anjos.”
Em Apocalipse 13.8 é possível ler que esse livro é do Cordeiro de Deus e que algumas pessoas não tiveram o nome escrito nele. Em 17.8 a idéia anterior de pessoas que não tiveram o nome inscrito neste livro é corroborada e aqui o texto sugere que tal livro foi escrito desde a fundação do mundo, assunto que será melhor abordado em seção adiante. Em 20.12 João tem uma visão na qual uma massa de pessoas, i. e, uma multidão de mortos (grandes e pequenos) se colocavam diante do trono e vê dois tipos de livros: um que provavelmente alude ao modus vivendi desses indivíduos enquanto estavam vivos e outro que ele denomina como “livro da vida.” O momento apocalíptico dessa visão se refere ao juízo final e, portanto, as pessoas cujos nomes não são encontrados no livro da vida, são condenadas ao lago de fogo.
No capítulo 21 João tem a visão da Nova Jerusalém. Ele a descreve como sendo um local muito belo, com muralhas e ornamentações de pedras preciosas, além de ruas de ouro. Lá não há sofrimento, choro, lágrimas, tristeza, dor e nem mesmo a morte. Não é preciso de sol, pois Cristo é a luz que ilumina. Todavia, João alerta seus leitores no versículo 27: “Nela jamais entrará algo impuro, nem ninguém que pratique o que é vergonhoso ou enganoso, mas unicamente aqueles cujos nomes estão escritos no livro da vida do Cordeiro.”
O Novo Testamento ainda mostra mais duas passagens que podem ser relacionadas com o citado livro da vida. A primeira passagem é Hebreus 12.22,23, onde o autor da epístola alega que existe uma igreja dos primogênitos. Sua localização é celestial e os detalhes desta localização corroboram com a visão que João teve da Nova Jerusalém em Apocalipse 21. Os nomes dos membros dessa igreja celeste “estão escritos nos céus” (Hb 12.23).
A segunda passagem é um relato de Lucas a respeito de quando o Messias envia os discípulos em dupla para um treinamento prático sobre proclamação do Evangelho. Eles anunciaram as boas novas e voltaram maravilhados, pois coisas extraordinárias aconteceram. “Os demônios se submetem a nós,” disseram eles estupefatos com a autoridade que há no nome de Jesus. Mas, Jesus, ao corrigir-lhes, declarou: “alegrem-se, não porque os espíritos se submetem a vocês, mas porque seus nomes estão escritos nos céu” (Lc 10.20).
Referências sobre tal livro não se limitam aos escritos neotestamentários. Após a morte de aproximadamente três mil israelitas no acampamento ao pé do monte Horebe, Moisés sobe novamente no monte a fim de interceder pelo pecado de idolatria do povo, quando confeccionaram um bezerro de ouro e blasfemaram dizendo que fora este objeto feito por mãos humanas quem os livrou do Egito. A intercessão de Moisés foi: “…perdoa-lhes o pecado; se não, risca-me do teu livro que escreveste.” Um pedido completamente ousado que trouxe uma resposta imediata do Deus Todo-Poderoso: “Riscarei do meu livro todo aquele que pecar contra mim” (Êx 32.32,33).
Num Salmo de lamentação, Davi se rasga o coração diante de suas tribulações e adversidades. Ele se sente atolado de problemas até o pescoço e alega estar deixando a vida o levar, como alguém que é carregado pela correnteza. Quem nunca se sentiu assim? Todavia, a partir do versículo 7 ele começa a revelar uma das razões de sua profunda tristeza. Ele alega que suportava zombaria, insultos, maledicências e o terrível fato de ter seu nome como objeto de sarcasmo na boca dos bêbados da cidade. Isto posto, Davi clama pela justiça divina, dizendo a respeito dos que o perseguiam: “Acrescenta-lhes pecado sobre pecado; não os deixes alcançar a tua justiça. Sejam eles tirados do livro da vida e não sejam incluídos no rol dos justo” (Sl 69.27,28).
Finalmente, duas últimas passagens veterotestamentárias que podem fazer alguma alusão mais indireta ao livro da vida são as visões que Daniel tem do juízo final e da grande tribulação, respectivamente. No primeiro caso ele tem uma visão semelhante à que João teve em Apocalipse 20.12 e vê tronos sendo postos num lugar e um Ancião de vestes brancas como a neve e cabelos brancos como a lã. Seu trono ardia em fogo e tinha a parte inferior incandescente, semelhantemente aos pés como latão reluzente de Apocalipse. Daniel continua descrevendo essa cena, dizendo que “saía um rio de fogo, de diante dele. Milhares de milhares o serviam; milhões e milhões estavam diante dele. O tribunal iniciou o julgamento, e os livros foram abertos” (Dn 7.10). No segundo caso, Daniel vê um tempo de angústia como nunca houve na história humana e relata que neste tempo, “ocasião o seu povo, todo aquele cujo nome está escrito no livro, será liberto” (Dn 12.1).

Quando os nomes são escritos nesse livro?

Algumas pessoas usam Apocalipse 13.8 para apontar quando o livro da vida foi escrito, entretanto, o texto em questão aponta para outra coisa. Antes de analisar a passagem, é melhor citá-la: “Todos os habitantes da terra adorarão a besta, a saber, todos aqueles que não tiveram seus nomes escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a criação do mundo.”
Como se pode perceber, o apontamento temporal “desde a fundação do mundo” não está se referindo, no contexto imediato desta passagem, ao livro da vida e sim a Jesus, o cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo. Stern concorda com isso e afirma que “Deus planejou a morte expiatória dele antes da criação do mundo.”[1] Não que o livro aqui não tenha importância. Ele tem. João enfatiza que seu dono é o Cordeiro! Outra informação importante é a ocorrência do verbo “Foi,” que no grego é esphagmenou e está no tempo aoristo, o que indica algo instantâneo.
Sobre o tempo aoristo na gramática grega, Wiley comenta que, no nosso idioma “não há tempo semelhante na conjugação verbal,” pois trata-se de algo que é feito de modo instantâneo e de uma vez por todas e não gradativamente.[2] O verbo no aoristo faz toda a diferença por dois motivos: 1) porque Jesus não foi morto várias vezes! 2) porque o texto semelhante, localizado em Apocalipse 17.8, usa o verbo em outro tempo gramatical grego, que é o perfeito e isso no contexto imediato aponta para outro lado, conforme será visto logo a seguir.
A fim de analisar a passagem de Apocalipse 17.8, segue a citação da mesma: “A besta que você viu, era e já não é. Ela está para subir do abismo e caminha para a perdição. Os habitantes da terra, cujos nomes não foram escritos no livro da vida desde a criação do mundo, ficarão admirados quando virem a besta, porque ela era, agora não é, e entretanto virá.”
A locução prepositiva grega “apo kataboles kosmou” significa “desde a fundação do mundo” e denota uma considerável diferença entre “antes da fundação do mundo,” pois “desde” fala da inserção dos nomes a partir da criação do mundo, i.e, desde Adão até os dias presentes, significando que Deus está agindo no chronos, inserindo os nomes no livro da vida a partir da conversão das pessoas. Em outras palavras, isso sugere que, quando a pessoa responde positivamente à graça preveniente, Deus opera neste indivíduo – que outrora estava morto em seus delitos e pecados – a salvação, regenerando o tal.
Ademais, o texto diz que “os nomes não estão escritos.” Esse “estão escritos” está conjugado no tempo perfeito do grego e a palavra ali é gegraptai. O tempo perfeito é usado numa ação que foi completada no passado e que está ocorrendo no presente. Esse tempo não tem correlato em português. É como se os nomes fossem conhecidos no kairós (haja vista os atributos naturais e incomunicáveis de Deus, a saber: onisciência e presciência), mas estivessem sendo escritos nochronos. É algo que versa sobre o contraste entre o tempo cósmico e o humano; o sobrenatural e o natural; o metafísico e o físico; o objetivo e o subjetivo; o atemporal e o temporal.
“O perfeito grego [é] um tempo gramatical aberto à evocação simbólica do além tempo.” Trata-se de “um recurso bastante singular” e peculiar do idioma grego. Esse recurso, o tempo perfeito, “exprime a idéia de uma ação começada no passado, mas que continua.”[3] Corrobora com isso Bréal ao comentar que “o perfeito grego conservou sempre na sua significação qualquer coisa que faz dele um intermediário entre o passado e o presente,” sendo usado “para designar uma ação passada cujo resultado dura ainda.”[4]
Um exemplo disso é a tradução do Salmo 2.7 na versão dos setenta (LXX – a septuaginta): “hyios mou eis y, egō sèmeron gegennèka se” ([tu és] meu filho; eu hoje te gerei). O autor da carta aos hebreus interpreta esse verso aplicando-o a Cristo por duas vezes (Hb 1.5; 5.5). O verbo gegennèka(gerei) está no perfeito grego. A aplicação do Salmo 2.7 no Novo Testamento tem a ver com a ressurreição de Cristo (cf. Atos 13.33). Na perspectiva do salmista, o Messias já havia sido gerado (ressuscitado), mas ao mesmo tempo ainda não, pois seria um anacronismo, afinal, o Verbo só encarnou séculos depois. Por isso, o fato estava consumado na eternidade (kairós), porém, teria uma ação efetiva e consolidada no decorrer do tempo humano (chronos).
Outro texto que cabe aqui a análise exegética é Hebreus 12.22-24, que de acordo com a NVI diz assim: “Mas vocês chegaram ao monte Sião, à Jerusalém celestial, à cidade do Deus vivo. Chegaram aos milhares de milhares de anjos em alegre reunião, à igreja dos primogênitos, cujos nomes estão escritos nos céus. Vocês chegaram a Deus, juiz de todos os homens, aos espíritos dos justos aperfeiçoados”
O verbo “chegaram,” logo no início do verso 22 é proselēlythate em grego. Ele está no tempo perfeito e tem o sentido de algo que já acontecera, mas que permanece ocorrendo. Deste modo, poderíamos dizer que o autor da epístola diz aos hebreus crentes que eles já haviam chegado ao monte Sião, mas que continuam a se aproximar.
No trecho “cujos nomes estão escritos nos céus,” do verso 23, o verbo “estão” é apogegrammenōnno grego e também está conjugado no tempo perfeito, dando o sentido de que os nomes estão escritos desde uma era passada, mas permanecem sendo escritos numa relação além-tempo e além-espaço, rompendo assim, com o presente mensurável e quantificável, ligando-o, ao mesmo tempo com o presente atemporal e metafísico.
Gogues e Talbot traduzem o versículo da seguinte maneira: “Mas vos começastes [e continuais] a vos aproximar do Monte Sião e da Cidade do Deus vivo, a Jerusalém Celeste, de milhões de anjos – reunião festiva e Igreja dos primogênitos [tendo começado e continuado a estar] inscritos nos céus – e de Deus, o juiz de todos e dos espíritos dos justos [tendo começado e continuado a se] tornar perfeitos.”[5]
Um último exemplo do tempo perfeito grego pode ser dado através do relato lucano acerca de coisas ocorridas naqueles dias do ministério de Jesus. Em seu prólogo, Lucas declara que “Muitos já se dedicaram a elaborar um relato dos fatos que se cumpriram entre nós” (Lc 1.1). O verbo “cumpriram” ali é peplērophorēmenōn. Lucas mostra que Jesus havia realizado muita coisa naquela região que se dedicou a pesquisar e os atos de Cristo deixaram uma marca muito forte. As pessoas entrevistadas por Lucas podiam sentir o efeito das palavras e dos milagres de Jesus anos depois.
Não é assim também entre nós? Quando tivemos o privilégio de conhecer a Cristo verdadeiramente e entregamos nossas vidas a Ele, algo maravilhoso ocorreu: Ele nos regenerou e ao mesmo tempo nos justificou e adotou. Todavia, essa experiência com Cristo não foi tão somente posicional. Ela também tem seu caráter gradativo. Simultaneamente com a regeneração, justificação e adoção, fomos santificados. A experiência da santificação permanece em nós e só será consumada, definitivamente, com a glorificação.

Os nomes podem ser riscados?

A Escritura aponta para a possibilidade dos nomes serem riscados. O primeiro exemplo a ser tomado é Apocalipse 3.5: “O vencedor será igualmente vestido de branco. Jamais apagarei o seu nome do livro da vida, mas o reconhecerei diante do meu Pai e dos seus anjos.”
Como se pode perceber, a promessa de não ter o nome riscado é para os que vencerem, i. e., aqueles que perseverarem até o fim e que não se apostatarão. Parafraseando, é como se Jesus estivesse dizendo “não apagarei o nome daqueles que vencerem, daqueles que perseverarem até o fim.” Em contrapartida, é óbvia a dedução de que se existem pessoas que perseverarão e vencerão, haverá pessoas que se apostatarão e serão derrotadas.
O verbo “riscar” é exaleipso e está conjugado no tempo futuro. Algo que ainda será feito. Nomes ainda serão riscados por Jesus enquanto outros não serão riscados e, por conseguinte, permanecerão escritos no livro da vida. O verbo “riscar” usado no texto de Apocalipse 3 significa, em grego, aniquilar, apagar, cancelar. Tem a ver com passar tinta ou cal a fim de apagar algo, ou com esfregar uma escrita e imprimir um selo em alguma tabuleta de cera. Essa palavra era usada para se referir ao cancelamento de obrigações e direitos.
Um modo interessante de mostrar essa verdade é analisando o que Paulo disse em 2 Timóteo 4.7: “Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé.” A NVI já traduz a palavra grega dromoncomo “corrida,” mas a maioria das outras versões em português traduzem como carreira. Essa ilustração de Paulo é interessante porque a vida cristã é exatamente como uma corrida. Existe o ponto de partida (conversão), o trajeto (vida cristã e santificação) e a chegada (glorificação). Alguns vão começar essa corrida e não a terminarão, ficarão no meio do caminho e tristemente terão seus nomes riscados do livro da vida.
Outro texto prova da possibilidade de ter o nome riscado é a oração intrépida de Moisés. Conforme já foi apontado mais no início do ensaio, Moisés subiu mais uma vez no monte a fim de interceder pelo pecado de idolatria do povo israelita, pois eles confeccionaram um bezerro de ouro e blasfemaram dizendo que fora este objeto feito por mãos humanas quem os livrou do Egito. A intercessão de Moisés foi: “…perdoa-lhes o pecado; se não, risca-me do teu livro que escreveste.” E a resposta de Deus, em seguida, foi: “Riscarei do meu livro todo aquele que pecar contra mim” (Êx 32.32,33 – grifos meus).
Moisés não faria uma oração dessas se ele não acreditasse na possibilidade de um nome ser riscado do livro da vida. Outrossim, Deus não responderia essa oração afirmando que risca somente os nomes daqueles que pecam contra ele, ou seja, daqueles que vivem na prática contínua e habitual do pecado. Kistemaker alega que no Antigo Testamento, a expressão “ser apagado do livro” significava “morrer.”[6] Nessa concepção, Moisés teria dito a Deus, “perdoa o povo ou me mate.” Todavia, Stern, que é um judeu messiânico, confirma que a crença judaica no episódio de Moisés tinha a ver com a eternidade e não com a morte terrena e atesta, ainda, que os judeus acreditam que “é possível sair da graça e ter o destino eterno mudado de salvação para condenação.”[7]
Concluindo essa seção, é interessante abordar mais uma vez o relato de Lucas a respeito de quando o Messias enviou os discípulos de dois em dois em Seu treinamento prático sobre proclamação do Evangelho. Esses discípulos anunciaram as boas novas e voltaram maravilhados, pois coisas extraordinárias aconteceram. “Os demônios se submetem a nós,” disseram eles estupefatos com a autoridade que há no nome de Jesus. Mas, Jesus, ao corrigir-lhes, declarou: “alegrem-se, não porque os espíritos se submetem a vocês, mas porque seus nomes estão escritos nos céu” (Lc 10.20).
Seria possível um discípulo se desviar? Segundo o dicionário VINE, discípulo é um aprendiz, alguém que aprende com esforço, um seguidor, alguém que permanece nos ensinos de seu mestre e finalmente, imitador. Jesus disse aos judeus que creram em sua mensagem: “Se vocês permanecerem firmes na minha palavra, verdadeiramente serão meus discípulos” (João 8.31). Observe que nesse texto há uma condição: “se.” Somente aquele que permanece se torna um legítimo discípulo. Em contrapartida, Jesus deixa claro com essas palavras que é possível não permanecer, i. e., deixar de perseverar.
Existem inúmeras exortações para que os crentes permaneçam e perseverem na presença do Altíssimo, bem como avisos sobre o perigo e possibilidade de apostasia (Mt 10.22; 24.12,13; 1 Co 10.12; Gl 5.4; 2 Ts 2.15; 1 Tm 4.1; 2 Tm 3.14; Hb 8.9; 10.39; Tg 5.19,20; 1 Pe 1.5; 2 Pe 2.20-22; 1 Jo 2.24; Ap 2.11). Seria estranho que Deus colocasse advertências contra a apostasia se isso não fosse possível acontecer. Deste modo, um discípulo que teve o nome escrito no livro da vida, ao se apostatar da fé, terá seu nome riscado.
Pedro comenta de obreiros que abandonaram o caminho reto, desviando-se dele (2 Pe 2.15). Ninguém abandona algo que não experimentou e vivenciou. E ninguém se desvia de um caminho que não estava seguindo. O Apóstolo comenta, ainda, que esses obreiros apóstatas chegaram a escapar das contaminações do mundo por meio do conhecimento de Jesus, mas permitiram ser dominados de novo por essa vida deliberadamente pecaminosa e estão piores do que estavam antes de se converterem (v. 20). Ora, somente alguém que foi regenerado é que se torna descontaminado (purificado ou santificado) do pecado. De acordo com a crítica de Pedro, o que provocou essa descontaminação (libertação) do pecado é foi conhecimento de Jesus, e João testifica isso em seu Evangelho (Jo 8.32).
Paulo atesta essa verdade (de que o regenerado escapa das contaminações do mundo) ao mostrar que quem nasce de novo é lavado, santificado e justificado (1 Co 6.11) e que Cristo “nos salvou pelo lavar regenerador e renovador do Espírito Santo” (Tt 3.5). Jesus purifica sua igreja pelo lavar de água mediante a Palavra (Ef 5.26) e “se entregou por nós a fim de nos remir de toda a maldade e purificar para si mesmo um povo particularmente seu, dedicado à prática de boas obras” (Tt 2.14). A Bíblia declara que o sangue de Cristo purifica nossa consciência de atos que levam à morte (Hb 9.14).
Deste modo, Pedro conclui: “Teria sido melhor que não tivessem conhecido o caminho da justiça, do que, depois de o terem conhecido, voltarem as costas para o santo mandamento que lhes foi transmitido” (2 Pe 2.21). Tais apóstatas, na opinião petrina, são como “o cão [que] voltou ao seu vômito” e como “a porca lavada [que] voltou a revolver-se na lama” (v. 22).

Considerações finais

Após refletir sobre o assunto, pode-se enumerar três informações coletadas a partir da Bíblia em relação aos nomes do livro da vida:
1) Alguns não tiveram o nome escrito;
2) Alguns tiveram o nome escrito;
3) Alguns dos que tiveram o nome escrito poderão tê-lo riscado, caso não perseverem.
Partindo desses três pontos e de tudo o que foi considerado bíblica e exegeticamente neste ensaio, é possível fazer uma analogia: é como se Deus tivesse uma espécie de “cartório.” Quem nasce de novo tem seu nome registrado no livro da vida. Quem continua morto (ou seja, que não se converte) nunca terá esse nome escrito. Mas se esse que nasceu de novo se apostatar terá o nome apagado do cartório de registros.
Referências
[1] STERN, David. Comentário Judaico do Novo Testamento. Belo Horizonte: Atos, 2007, p. 900
[2] WILEY, Orton. Introdução à Teologia Cristã. Campinas: CNP, 1990, pp. 353.
[3] GOUGUES, Michel; TALBOT, Michel. Naquele tempo…. Concepções e práticas daquele tempo. São Paulo: Loyola, 2004, p. 34.
[4] BRÉAL, Michel. Essai de Sémantique. Paris: Hachete, 1924, p. 349.
[5] GOGUES; TALBOT. Op. Cit., p. 36.
[6] KISTEMAKER, Simon. Comentário do Novo Testamento: Apocalipse. São Paulo: Cultura Cristã, 2004, p. 206.
[7] STERN, David. Op. Cit., p. 921.
https://estudos.gospelprime.com.br/nome-riscado-livro-da-vida/?utm_content=buffer0a399&utm_medium=social&utm_source=facebook.com&utm_campaign=buffer

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

“Vocês não terão o meu ódio", garante marido de vítima em carta aberta que emocionou o mundo Antoine Leiris perdeu a mulher, Hélène Muyal, 35, nos atentados do dia 13 de novembro em Paris


Reprodução/Facebook

O jornalista da rede de rádio francesa France Bleu usou o Facebook para escrever uma carta aberta aos assassinos da mulher. Ao invés de revolta, vingança e ódio, Antoine Leiris escolheu o amor como a resposta para os terroristas responsáveis pela morte da mulher dele, Hélène Muyal, 35, nos atentados do dia 13 de novembro em Paris. O jornalista da rede de rádio francesa France Bleu usou o Facebook para escrever uma carta aberta aos assassinos da mulher e mãe do seu bebê de 17 meses. No texto, ele garante aos terroristas que não lhes vai dar o prazer de os odiar e promete que ele e o filho não viverão com medo. Ele não explica onde Hélène estava na hora do atentado. A publicação de Antoine emocionou o mundo e já foi compartilhada quase 189 mil vezes na rede social. "A tua mensagem é tão perturbadora que é poderosa. Belo caminho que pediste emprestado... O teu filho tem sorte de ter um pai como tu", comentou Jennifer Eb Courage Antoine, ao ler a publicação do amigo.

Confira o texto:

Reprodução
Hélène Muyal, 35, está entre vítimas do atentado em Paris“Vocês não terão o meu ódio

Na noite de sexta-feira vocês acabaram com a vida de um ser excepcional, o amor da minha vida, a mãe do meu filho mas vocês não terão o meu ódio. Eu não sei quem são e não quero sabê-lo, são almas mortas. Se esse Deus pelo qual vocês matam cegamente nos fez à sua imagem, cada bala no corpo da minha mulher terá sido uma ferida no seu coração. Por isso eu não vos darei a prenda de vos odiar. Vocês procuraram-no mas responder ao ódio com a cólera seria ceder à mesma ignorância que vos fez ser quem são. Querem que eu tenha medo, que olhe para os meus concidadãos com um olhar desconfiado, que eu sacrifique a minha liberdade pela segurança. Perderam. Continuamos a jogar da mesma maneira.

Eu vi-a esta manhã. Finalmente, depois de noites e dias de espera. Ela ainda estava tão bela como quando partiu na noite de sexta-feira, tão bela como quando me apaixonei perdidamente por ela há mais de doze anos. Claro que estou devastado pela dor, concedo-vos esta pequena vitória, mas será de curta duração. Eu sei que ela nos vai acompanhar a cada dia e que nos vamos reencontrar no países das almas livres a que nunca terão acesso.

Nós somos dois, eu e o meu filho, mas somos mais fortes do que todos os exércitos do mundo. Eu não tenho mais tempo a dar-vos, eu quero juntar-me a Melvil que acorda da sua sesta. Ele só tem 17 meses, vai comer como todos os dias, depois vamos brincar como fazemos todos os dias e durante toda a sua vida este rapaz vai fazer-vos a afronta de ser feliz e livre. Porque não, vocês nunca terão o seu ódio."

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Judeus se unem em clamor a Deus pedindo que Ele “acelere” a vinda do Messias

Redenção: judeus se unem em clamor a Deus pedindo que Ele “acelere” a vinda do Messias

Publicado por Tiago Chagas em 16 de novembro de 2015
Tags: 

Redenção: judeus se unem em clamor a Deus pedindo que Ele “acelere” a vinda do Messias

Os atuais eventos mundiais levaram um grupo de rabinos a fazerem um clamor em concordância pela vinda do Messias, que para os cristãos, seria a segunda vinda de Jesus.

O clamor, realizado em Jerusalém, foi liderado pelo rabino Shlomo Amar, um dos chefes religiosos da cidade, ao final da Conferência Internacional da Chabad-Lubavitch, uma das maiores organizações judaicas do mundo.

De acordo com informações do Breaking Israel News, a Conferência da Chabad-Lubavitch reuniu mais de seis mil rabinos e líderes judaicos de 75 países.

Ao comentar o clamor, o rabino russo Berel Lazar destacou que há 25 anos os líderes religiosos judeus discutem a declaração de uma din psak, uma decisão rabínica oficial, sobre o pedido de redenção do povo judeu.

Sobre essa questão, o rabino Amar concordou que havia chegado a hora de anunciar o pedido a Deus para que Ele “acelerasse” a chegada do Messias, propiciando a “redenção final” dos judeus.

Não há notícia recente sobre uma concordância tão expressiva e abrangente entre rabinos sobre o momento de pedir a Deus a vinda do Messias

“Decidimos, atendendo ao pedido do público, reivindicar – embora vejamos o que pede, não podemos ver o réu – que Deus Todo-Poderoso acelere o fim e revele o Messias diante de nossos olhos em nossos dias”, disse Amar, em trecho de seu discurso, seguido de um vibrante “amém” dos rabinos que o cercavam, que cantaram uma canção que diz em seus versos “nós queremos o Messias agora, nós não queremos esperar!”.

Sobre a condição de “réu” atribuída a Deus nas palavras de Amar, o rabino Uri Kaploun explicou que ela é simbólica e faz parte da tradição judaica como uma expressão de urgência, quando o povo recorre a Deus diante de uma situação que “obriga” Sua intervenção. Os sábios judeus, conhecidos como Chazal, acreditam que esse clamor tem capacidade de tocar o coração de Deus, influenciando o Tribunal Celestial a agir.


http://noticias.gospelmais.com.br/clamor-judeus-deus-acelere-vinda-messias-80264.html

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

PROMESSAS AOS VENCEDORES.

João, o último dos apóstolos vivos, é exilado da cidade de Éfeso, onde era o pastor da Igreja que havia naquela cidade, para a Ilha de Patmos certamente por ordem do Império Romano. Já bem idoso ele se encontra solitário naquele lugar praticamente desértico. Mas quando as autoridades romanos pensavam que nesse lugar ele não pudesse mais testemunhar do senhorio de Cristo, é justamente aí que é usado para receber e transmitir as Revelações dos tempos finais, o Apocalipse às Sete Igrejas e consequentemente a todas as Igrejas em todos os tempos. Todas as gerações de cristãos a partir de então têm nesse livro a certeza das grandiosidades que Cristo Jesus tem preparado para os vencedores.

Cristo Jesus manda que João escreve as visões de acontecimentos futuros dirigindo-as às Sete Igrejas que se localizavam na província da Ásia Menor. Sete é um número do qual o apóstolo já tem grande familiaridade, pois usa esse número ao escrever o seu Evangelho. São sete milagres de Jesus, sete ensinamentos públicos, sete condições para termos nossas orações feitas no nome de Jesus serem atendidas, etc. Sete também são os candelabros e as estrelas que representam as sete Igrejas e os sete anjos, ou pastores que estão à frente das mesmas. E a sequência de sete segue pelo livro.


Vamos aqui enumerar as promessas escritas não apenas aos vencedores das Sete Igrejas, mas também a todos os vencedores em todos os tempos.

PROMESSA AOS VENCEDORES – 1
"Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus."
Apocalipse 2:7

PROMESSA AOS VENCEDORES – 2
"O que vencer, de modo algum sofrerá o dado da segunda morte."
Apocalipse 2:11
PROMESSA AOS VENCEDORES – 3 

 "Ao que vencer darei do maná escondido, e lhe darei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe."
Apocalipse 2:17

PROMESSA AO VENCEDORES – 4
"Ao que vencer, e ao que guardar as minhas obras até o fim, eu lhe darei autoridade sobre as nações, e com vara de ferro as regerá, quebrando-as do modo como são quebrados os vasos do oleiro, assim como eu recebi autoridade de meu Pai; também lhe darei a estrela da manhã."
Apocalipse 2:26-28

PROMESSA AOS VENCEDORES - 5
"O que vencer será assim vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; antes confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos."
Apocalipse 3:5

PROMESSA AOS VENCEDORES – 6
"A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, donde jamais sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, da parte do meu Deus, e também o meu novo nome." 

Apocalipse 3:12
Aleluia! Glória a Deus!

PROMESSA AOS VENCEDORES – 7
"Ao que vencer, eu lhe concederei que se assente comigo no meu trono."
Apocalipse 3:21

PROMESSA AOS VENCEDORES - 8
"Aquele que vencer herdará estas coisas; e Eu serei seu Deus, e ele será Meu filho."
Apocalipse 21:7

- São sete Igrejas para as quais Jesus faz sete promessas aos vencedores. Sete Igrejas representa a totalidade de Igrejas na face da Terra, por isso as profecias são para todas as Igrejas em todos os tempos, não apenas para as sete da Ásia Menor.

- 8 é o número da eternidade, pois a atual história compreenderá um período de 7 mil anos. Após viveremos a eternidade com Cristo na Nova Jerusalém no dia eterno.

- 8 também representa Cristo Jesus. Com Ele todos os justificados passaremos a eternidade.

- Cristo Jesus se revela nessa oitava promessa mais uma vez como o nosso Deus. Aleluia!

Ivo Gomes do Prado.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Astrofísica ateia se converte a Cristo; “Eu percebi que existe uma ordem no Universo”.

Astrofísica ateia se converte a Cristo; “Eu percebi que existe uma ordem no Universo.

cientifica-se-convierte-cristoPor: Helio Medeiros
Repercutiu em sites de todo o planeta, recentemente, o testemunho de pesquisadora do Departamento de Astronomia da Universidade do Texas e professora de Astrofísica na Universidade Southwestern. A incrível história de Sarah Salviander e sua conversão a Cristo começa com os seus estudos científicos e culmina com a morte da filha. Vale a pena investir cinco minutos em ler o depoimento dela.
Eu nasci nos Estados Unidos e fui criada no Canadá. Meus pais eram ateus, embora preferissem se definir como ‘agnósticos’. Eles eram carinhosos e mantinham uma ótima conduta moral, mas a religião não teve papel nenhum na minha infância”.
“O Canadá já era um país pós-cristão. Olhando em retrospectiva, é incrível que, nos primeiros 25 anos da minha vida, eu só conheci três pessoas que se identificaram como cristãs. A minha visão do cristianismo era intensamente negativa. Hoje, olhando para trás, eu percebo que foi uma absorção inconsciente dessa hostilidade geral que existe no Canadá e na Europa em relação ao cristianismo. Eu não sabia nada do cristianismo, mas achava que ele tornava as pessoas fracas e tolas, filosoficamente banais”.
Aos 25 anos, quando abraçava a filosofia racionalista de Ayn Rand, Sarah entrou em uma universidade dos EUA: “Entrei no curso de Física da Eastern Oregon University e percebi logo a secura e a esterilidade do objetivismo racionalista, incapaz de responder às grandes questões: qual é o propósito da vida? De onde foi que viemos? Por que estamos aqui? O que acontece quando morremos? Eu notei também que esse racionalismo sofria de uma incoerência interna: toda a sua atenção se volta para a verdade objetiva, mas sem apresentar uma fonte para a verdade. E, embora se dissessem focados em desfrutar a vida, os objetivistas racionalistas não pareciam sentir alegria alguma. Pelo contrário: estavam ferozmente preocupados em se manter independentes de qualquer pressão externa”.
A atenção da jovem se voltou completamente ao estudo da física e da matemática.
“Entrei nos clubes universitários, comecei a fazer amigos, e, pela primeira vez na minha vida, conheci cristãos. Eles não eram como os racionalistas: eram alegres, felizes e inteligentes, muito inteligentes. Fiquei de boca aberta ao descobrir que os meus professores de física, a quem eu admirava muito, eram cristãos. O exemplo pessoal deles começou a me influenciar e eu me via cada vez menos hostil ao cristianismo. No verão, depois do meu segundo ano, participei de um estágio de pesquisa na Universidade da Califórnia, num grupo do Centro de Astrofísica e Ciências Espaciais que estudava as evidências do Big Bang. Era incrível procurar a resposta para a pergunta sobre o nascimento do Universo. Aquilo me fez pensar na observação de Einstein de que a coisa mais incompreensível a respeito do mundo é que o mundo é compreensível. Foi aí que eu comecei a perceber uma ordem subjacente ao universo. Sem saber, ia despertando em mim o que Salmo 19 diz com tanta clareza: ‘Os céus proclamam a glória de Deus; o firmamento anuncia a obra das suas mãos’”.
Depois desse insight, a razão de Sarah foi gradualmente se abrindo ao Mistério:
“Comecei a perceber que o conceito de Deus e da religião não eram tão filosoficamente banais como eu pensava que fossem. Durante o meu último ano, conheci um estudante finlandês de ciências da computação. Um homem de força, honra e profunda integridade, que, assim como eu, tinha crescido como ateu num país laico, mas que acabou abraçando Jesus Cristo como o seu Salvador pessoal, aos 20 anos de idade, graças a uma experiência particular muito intensa. Nós nos apaixonamos e nos casamos. De alguma forma, mesmo não sendo religiosa, eu achava reconfortante me casar com um cristão. Terminei a minha formação em física e matemática naquele mesmo ano e, pouco tempo depois, comecei a dar aulas de astrofísica na Universidade do Texas em Austin”.
A penúltima etapa da jornada de Sarah foi a descoberta, também casual, de um livro de Gerald Schroeder:
The Science of God” [“A Ciência de Deus”]. “Fiquei intrigada com o título e alguma coisa me levou a lê-lo, talvez o anseio por uma conexão mais profunda com Deus. Tudo o que sei é que aquilo que eu li mudou a minha vida para sempre. O Dr. Schroeder é físico do MIT e teólogo. Eu notei então que, incrivelmente, por trás da linguagem metafórica, a Bíblia e a ciência estão em completo acordo. Também li os Evangelhos e achei a pessoa de Jesus Cristo extremamente convincente; me senti como quando Einstein disse que ficou ‘fascinado com a figura luminosa do Nazareno’. Mesmo com tudo isso, apesar de reconhecer a verdade e de estar intelectualmente segura quanto a ela, eu ainda não estava convencida de coração”.
O encontro decisivo com o cristianismo aconteceu há apenas dois anos, depois de um acontecimento dramático: “Eu fui diagnosticada com câncer. Não muito tempo depois, meu marido teve meningite e encefalite; ele se curou, felizmente, mas levou certo tempo. A nossa filhinha Ellinor tinha cerca de seis meses quando descobrimos que ela sofria de trissomia 18, uma anomalia cromossômica fatal. Ellinor morreu pouco depois. Foi a perda mais devastadora da nossa vida. Eu caí nas mãos do desespero até que tive, lucidamente, uma visão da nossa filha nos braços amorosos do Pai celestial: foi só então que eu encontrei a paz. Depois de todas essas provações, o meu marido e eu não só ficamos ainda mais unidos, como também mais próximos de Deus. A minha fé já era real. Eu não sei como teria passado por essas provações se tivesse continuado ateia. Quando você tem 20 anos, boa saúde e a família por perto, você se sente imortal. Mas chega um momento em que a sensação de imortalidade evapora e você se vê forçada a enfrentar a inevitabilidade da própria morte e da morte das pessoas mais queridas”.
“Eu amo a minha carreira de astrofísica. Não consigo pensar em nada melhor do que estudar o funcionamento do universo e me dou conta, agora, de que a atração que eu sempre senti pelo espaço não era nada mais do que um intenso desejo de me conectar com Deus. Eu nunca vou me esquecer de um estudante que, pouco tempo depois da minha conversão, me perguntou se era possível ser cientista e acreditar em Deus. Eu disse que sim, claro que sim. Vi que ele ficou visivelmente aliviado. Ele me contou que outro professor tinha respondido que não. Eu me perguntei quantos outros jovens estavam diante de questões semelhantes e decidi, naquela hora, que iria ajudar os que estivessem lutando com esses questionamentos. Eu sei que vai ser uma jornada difícil, mas o significado do sacrifício de Jesus não deixa dúvidas quanto ao que eu tenho que fazer”.
https://siteneoateutoddynho.wordpress.com/2015/11/02/astrofisica-ateia-se-converte-a-cristo-eu-percebi-que-existe-uma-ordem-no-universo/

ESPÍRITO SANTO - PODER PARA O MINISTÉRIO.



"A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana; e, sim, no poder de Deus”. I Coríntios 2.4,5
Com as nossas palavras nós podemos convencer muitas pessoas em muitas coisas, mas sem o poder do Espírito Santo, nós não conseguiremos converter pessoa alguma. Não é por muito falar ou tagarelar que seremos ouvidos aliás, a sabedoria está no pouco falar. Provérbios 17.28 nos diz que até "o ignorante é tido por sábio, quando se cala"
Para sermos sábios aos olhos do Senhor, nós devemos ser usados pelo poder de Deus, inclusive quando abrimos nossas bocas. De nada adianta querermos mostrar às pessoas que elas estão erradas, que as religiões não levam a Deus, se não demonstrarmos amor do Senhor por elas. O aproximar-se do amor de Deus, que flui através de nós, faz com que as pessoas se afastem dos descaminhos da vida. Quanto mais o ouro se aproxima do fogo mais refinado se torna. A causa de buscarmos o poder em nossas vidas deve ser o amor aos não alcançados.
Jesus após a sua ressurreição e pouco antes de subir aos céus disse: "Todo o poder (autoridade) me foi dado no céu e na terra" Mateus 28. 18 e em Atos 1. 9:- "mas, recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra". Cristo é a cabeça do corpo que é sua Igreja (nós), e se a cabeça tem todo o poder e autoridade, o corpo também, porque todas as ordens emanam da cabeça.
O Espírito nos concede o "dunamis", esta é uma palavra que vem do grego, e em nossa língua derivam desse termo as palavras:- dinamite e dínamo (gerador de energia). Para se abrir um poço ou uma estrada onde há uma pedreira é muito mais fácil e rápido transpor as barreiras usando-se dinamite e máquinas que geram força, do que se fazendo uso simplesmente da força dos braços com pás e picaretas. Assim é a atividade do Espírito Santo em nossas vidas.
Nós já vimos que juntamente com o Dom do Espírito nós recebemos os dons do Espírito. O Espírito passa a nos controlar começando com o leme da nossa vida, que é a língua, nos dando o rumo certo (Tiago 3.2-4), por isso o primeiro dom é o de línguas. É o único dom para a própria edificação daquele que o tem (I Cor. 14.4); os demais são para a edificação e proveito das outras pessoas. Do bom uso que fazemos dos dons recebidos é que o Espírito nos concede novos dons. Por exemplo:- ao sermos cheios do Espírito Santo com a evidência de falar em línguas, nos devemos edificar orando em línguas (a sós), nos desenvolvendo no dom. Embora recebamos os dons perfeitos, nós, por sermos imperfeitos, precisamos nos desenvolver nos dons. Fazendo bom uso e valorizando o presente recebido, o Espírito nos presenteará com novos e perfeitos dons.
O Espírito nos usa como quer.
Em diversas reuniões de células tem acontecido de muitas pessoas, entre as quais me incluo, serem usadas conforme a necessidade do momento nos dons espirituais tais como: curas, conhecimento, profecia, fé, sabedoria, etc., e mesmo em ministrações de enchimento do Espírito Santo para outras pessoas. O Espírito distribui funções aos membros do corpo conforme a necessidade, pois os dons são dele.
Os dons não são privilégio de certas pessoas, são ferramentas capacitadoras à disposição de todos nas células para a realização completa do ministério de Jesus Cristo por nosso intermédio. Em nossas reuniões devemos pedir ao Senhor a capacitação que Ele nos quer dar (Mateus 7.11).
No Novo Testamento temos uma quantidade grande de dons e ministérios concedidos pelo Espírito Santos. Relacionamos alguns:- apóstolos, profetas, evangelistas, mestres, fé, operadores de milagres, dons de curar, socorros, governos ou administração, variedade de línguas, interpretação das línguas, visão, sabedoria, conhecimento, discernimentos de espíritos, celibato, exortação, libertação, contribuição (que não é o mesmo que dízimo), prestação de ajuda, hospitalidade, intercessão, conhecimento, liderança, misericórdia, missões, serviços, etc. Cada item ainda tem diversas subdivisões, de maneira que no corpo de Cristo sempre haverá lugares para todos.

A oração é a fonte de poder
A oração é a fonte de poder para as células. Não basta uma bela estrutura, é necessário o poder liberado através das nossas orações. As linhas a seguir foram copiadas da Apostila "O Ano de Transição", módulo I:-
“Felizmente, não há falta de poder no Reino de Deus. O mesmo poder que ressuscitou Jesus dos mortos também está à nossa disposição! Tudo que precisamos fazer é estar ligados a Ele”.
Repetidas vezes nos Evangelhos e no livro de Atos, as Escrituras nos mostram que a presença e o poder miraculoso de Deus é revelado quando oramos.

Comentários no pequeno grupo:
Vamos agora orar pedindo a Deus os dons para sempre usados de forma proveitosa em nossas reuniões de células e em nossa vida.

Ivo Gomes do Prado

BBC - Papa está perdendo luta para 'moralizar' finanças do Vaticano, dizem dois novos livros

Papa está perdendo luta para 'moralizar' finanças do Vaticano, dizem dois novos livros

EPAImage copyrightEPA
Image captionO papa vive em um apartamento modesto no Vaticano
Dois livros publicados nesta quinta-feira na Itália afirmam que o papa Francisco está perdendo a batalha para moralizar as finanças do Vaticano.
Via Crúcis, do jornalista italiano Gianluigi Nuzzi, e Avareza, do também jornalista Emiliano Fittipaldi, mostram que o pontífice enfrenta imensa resistência nos altos escalões da Igreja Católica para implementar sua filosofia de mais frugalidade e austeridade nos gastos.
Os dois autores fazem alegações - às quais a Associated Press e o The New York Times tiveram acesso - que sugerem um péssimo gerenciamento financeiro na Santa Sé, com direito a suspeitas sobre algumas operações.

Aluguéis

Suas informações teriam como base documentos secretos obtidos juntos a alguns círculos do Vaticano. No fim de semana, o monsenhor Lucio Angel Vallejo Balda e a leiga Francesca Chaouqui, que trabalhava no departamento de relações públicas do Vaticano, foram presos sob a acusação de terem furtado material de uma comissão instaurada pelo papa em 2013, poucos meses após sua eleição como sumo pontífice, para apurar os gastos da igreja.
Uma das alegações mais graves feita por Via Crúcis é o destino do dinheiro do dízimo arrecadado em paróquias ao redor do mundo. Segundo Nuzzi, de cada 10 euros que chegam à sede da Igreja Católica, seis são consumidos com as despesas operacionais do Vaticano.
AFPImage copyrightAFP
Image captionChaoqui (à esquerda) e Balda foram presos, sob a acusação de roubar documentos
O escritor diz ainda ter obtido provas de um esquema de vendas de canonizações e beatificações pela Igreja, sob o qual meio milhão de euros poderia fazer com que algumas santificações ligadas a doações mais substanciais "furassem a fila".
Outra alegação de Nuzzi é de que o portfólio de imóveis do Vaticano valeria 2,7 bilhões de euros, valor sete vezes maior que o declarado nas contas da Santa Sé.
Fittipaldi faz alegações ainda mais graves: em Avareza, ele relata um suposto episódio em que 200 mil euros teriam sido desviados do orçamento de um hospital infantil mantido pela Igreja para custear uma reforma no apartamento do cardeal italiano Tarcisio Bertone, que de 2007 a 2014 foi uma espécie de vice-papa e uma das figuras mais poderosas da fé católica.
Em entrevista ao jornal Corriere della Sera, o cardeal chamou a acusação de "calúnia" e "uma vergonha".
As acusações, se confirmadas, podem revelar um quadro preocupante: Francisco não estaria conseguindo fazer com que muitos de seus colegas religiosos adotem sua rotina de frugalidade. Desde que assumiu, o papa tem feito da austeridade algo próximo da obsessão, a ponto de ter aberto mão dos luxuosos apartamentos papais, por exemplo.
EpaImage copyrightEPA
Image captionNuzzi (à esquerda) e Fittipaldi dizem que burocracia do Vaticano "trava" reformas do papa
Nuzzi afirma no livro que Francisco teria sido avisado do tamanho do problema quando se tornou papa: em junho de 2013, cinco auditores internacionais teriam alertado o pontífice para o que consideraram uma "completa falta de transparência" na contabilidade da Santa Sé.
Em sua avaliação, os custos estariam foram de controle. E um dos exemplos disso é a alegação de que ainda existe uma conta em nome do papa João Paulo 1º, morto em 1978, com fundos da ordem de 120 mil euros. Ele alega também que os aluguéis cobrados de sacerdotes têm preços muito menores que os do mercado, com alguns empregados por vezes morando de graça.
Nuzzi também diz ter informações de que o fundo de pensão do Vaticano tem um rombo de cerca de 800 milhões de euros.

'Burocracia poderosa'

"Francisco lota praças, mas não é muito popular entre alguns religiosos em altas posições. Eles atrasam as reformas que o papa quer fazer. A burocracia no Vaticano é poderosa e capaz de bloquear mudanças", disse o jornalista à BBC.
Segundo o livro de Nuzzi, a resistência se fez presente até no repasse de informações para a comissão instaurada por Francisco para apurar os gastos.
AFPImage copyrightAFP
Image captionDenúncias de corrupção no Vaticano teriam influenciado decisão de Bento 16 (à direita) de renunciar ao papado
Fittipaldi também acusa o Vaticano de ter desviado mais de 400 mil euros em doações em 2013 para cobrir rombos nos gastos do Vaticano.
"A Igreja Católica ainda está muito distante de servir os pobres, como o papa quer", explica Fittipaldi. "Escrevi sobre uma igreja muito rica e que gerencia seus recursos de uma maneira bem ambígua. O papa tem por trás dele uma igreja que não quer renunciar a seu poder econômico."
AFPImage copyrightAFP
Image captionNos tempos de cardeal, Francisco abriu mão de viajar de primeira classe
Em um comunicado oficial, o Vaticano se limitou a dizer que "publicações dessa natureza não ajudam de maneira alguma a estabelecer a verdade e que apenas geram confusão e conclusões parciais".
A publicação dos livros é um novo round de uma polêmica iniciada em 2012, quando Nuzzi lançou obra com base em informações supostamente repassadas pelo mordomo do então papa Bento 16 e fez denúncias de corrupção e fraudes em operações do Vaticano. A repercussão, segundo vaticanistas, teria contribuído para a decisão do alemão de renunciar ao papado, em dezembro de 2012.
http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/11/151105_papa_vazamento_briga_fd