sábado, 19 de dezembro de 2015

Usaria D’us o DNA pra trazer seus filhos de volta a Sião?

Usaria D’us o DNA pra trazer seus filhos de volta a Sião?

O profeta Jeremias diz: “Voltai, ó filhos pérfidos, diz o Senhor; porque eu sou como esposo para vós; e vos tomarei, a um de uma cidade, e a dois de uma família; e vos levarei a Sião…” ( Jer 3:14).
Já o profeta Ezequiel diz: “Pois, vos tirarei dentre as nações, e vos congregarei de todos os países, e vos trarei para a vossa terra (…) e deles farei uma nação na terra, nos montes de Israel, e um rei (Yeshua) será rei de todos eles(…). Assim eles serão o meu povo, e seu serei o seu D’us. ( Ez 36:24;37:22 e 23).
O Rei Davi diz: “Sim, de Sião se dirá: Este e aquele nasceram ali; o próprio Altíssimo a estabelecerá. O Senhor, ao registrar os povos, dirá: Este nasceu ali!”( Sl 87:5 e 6)
Não é muito difícil perceber que estamos entrando no tempo da restauração de todas as coisas, como está registrado em Atos 3:21, das quais D’us falou pela boca dos profetas, desde o princípio.
Estamos vendo a restauração do Estado de Israel, a grande volta dos judeus espalhados pelo mundo ao Éretz Israel, a reconexão da Igreja gentílica a Israel e às suas raízes, sobretudo, o renascer forte do movimento judaico-messiânico, principalmente em Israel.
Também podemos ver a redescoberta de muitos dos filhos dispersos de Israel; resquícios das tribos perdidas que começam a ser identificados pelo próprio Governo Israelense, como os supostos “B´nei Manashe” (da tribo de Manassés) na Índia, os judeus etíopes, os Bantu no sul da África, os “Marranos” íberos-latinos americanos, dentre outros.
Será que D’us já estaria restaurando as tribos perdidas de Israel? Não seria este fato um dos pré-requisitos para a vinda do Messias, conforme dito pelos profetas? Não estariam esses fatos correlatos com o crescimento dos judeus messiânicos ao redor do mundo, os remanescentes da Casa de Israel (Rm 9:27)? Sem sombra de dúvida que sim. Com certeza, nossos olhos podem ver D’us restaurando a terra de Israel, trazendo de volta seu povo escolhido e preparando uma Igreja nova para o Messias, onde judeus e gentios serão uma só família (Ef 2:19), sem mais o muro de separação entre os crentes em Yeshua e os judeus messiânicos. Um só Corpo, uma só noiva e, num futuro próximo, uma só esposa!
Nesse contexto, vejo a Igreja (em parte) sendo restaurada e voltando às suas raízes bíblicas e judaicas. Mas, o que estamos vendo em Israel além do infindável conflito árabe-israelense? Diria que D’us está falando a todos e de tudo por diversas maneiras. Pergunto a mim mesmo: – Como D’us faria esse retorno de mais de 12 milhões de judeus que ainda vivem fora de Israel? E, se considerarmos agora a inclusão de outros milhões e milhões de descendentes de judeus espalhados pelo mundo, miscigenados entre povos, assimilados por inúmeras e outras culturas pagãs?
Pessoalmente, vejo D’us agindo por partes e simultaneamente em várias etapas da restauração. Mas, por onde começar a restauração com os descendentes da Casa de Israel? Tentando entender a mente divina, talvez, Ele deveria começar a restaurar e a chamar aqueles filhos de Israel que estivessem mais distantes e assimilados, geneticamente, das leis e tradições de Israel. Os judeus ortodoxos são na verdade o oposto desse distanciamento, pelo menos em termos de um judaísmo milenar. Assim, creio que D’us terá critérios para chamar seu povo de volta. No versículo citado, Jeremias vê que D’us não chamará a todos. Tomará um de uma cidade e dois de uma família. Evidentemente, não creio que o sentido deste verso seja passível de uma interpretação literal. Mas, com certeza, D’us está nos dizendo que Ele é quem vai escolher os Seus filhos de volta, quer os que estão mais próximos geneticamente ou mais distanciados pelas mutações da miscigenação. Paralelamente, vemos D’us empregando o critério da fé em Yeshua também. Basta ver as autênticas revelações da Palavra, das tradições e do cumprimento profético que se passam nas verdadeiras congregações judaico-messiânicas espalhadas pelo mundo e no próprio Israel. Isto é de suma importância, pois o profeta Ezequiel diz que é necessário, nesse processo de restauração, uma grande e única “Teshuvá”, a troca do coração de pedra por um coração de carne, onde um novo Espírito é colocado dentro de cada judeu. E, nesse momento, vemos no mesmo texto do profeta que eles voltarão para a Torá (Ez 36:26, 27). É como se D’us estivesse deixando claro que o povo judeu precisa receber um coração novo pela fé em Yeshua (único modo bíblico de se nascer de novo e em Espírito [João 3:3]) e agora, nesta inefável graça, o judeu voltaria a cumprir as leis da Torá em Yeshua, através de seus mandamentos, estatutos e ordenanças.
Assim, D’us está agindo e está no controle de todas as coisas. Até mesmo uma vitória do Hamás nas eleições do povo palestino está absolutamente no controle de D’us, mesmo que nesse momento tal fato nos pareça incoerente. Mas, não o é.
Imaginem que os 12 milhões de judeus espalhados pelo mundo dobrassem em quantidade considerando aqueles que estão assimilados, e ainda que todos desejem agora restaurar e voltar às suas raízes judaicas fazendo sua “alyiah” para Israel. Seria necessário uma terra prometida de no mínimo 5 vezes o tamanho do Israel atual. Será, então, que D’us trará a todos? Provavelmente, não! E, quem Ele convidaria a voltar a Sião? O Salmista entendeu que somente D’us tem o registro dos povos e somente Ele é capaz de dizer: “…este nasceu aqui e este nasceu ali.”(Sl 87:6). Ora, pergunto eu: Se Ele tem o registro dos povos, então, Ele define e chama por Si próprio a quem quer chamar.
Às vezes questiono certos fatos, como: – por que D’us deu a cada um de nós uma única impressão digital? Por que a íris de nosso olho serve de identificação entre todo ser humano? Por que nossa identidade genética é única e ao mesmo tempo parte de uma determinada raça ou país? Teria Ele escondido no DNA humano alguma característica peculiar para identificação dos povos, em especial, o povo hebreu? Eu creio que sim, embora mais pela fé do que pelas evidências científicas que estão ainda sujeitas a erros e a enganos.
::. Uma grande surpresa para mim!
Através de meus ancestrais, tomei conhecimento que éramos descendentes de judeus portugueses que vieram para o Brasil no século XVIII, em específico para Minas Gerais, no período do ciclo do ouro. Porém, tal informação era um tanto vaga e vazia, pois nossa memória judaica havia se perdido quase por completo. Tal fato deixou de ser importante para mim e para meus familiares. Lembro-me que nos sentíamos acuados e até mesmo envergonhados de dizer sobre tal descendência, pois na boca do povo éramos tratados como “aquela raça de gente má que matou Jesus”. Mas, após três décadas de vida, num belo dia, conheci e recebi Yeshua como meu Senhor e Salvador. Minha vida mudou por completo. Então, pelas Sagradas Escrituras, comecei a entender a importância do povo judeu para D’us, para o mundo e para a Igreja. Corri atrás de vários livros sobre a história da Inquisição a fim de conhecer mais sobre a história do meu povo. Compilei fatos, verdades e tradições e resolvi escrever um próprio livro que ressaltasse a importância desse tema. Questionei a D’us se era possível para um descendente assimilado e desmemoriado das tradições e da cultura judaica, como eu, retornar ao chamado irrevogável de D’us quanto ao povo escolhido. Pela Bíblia, entendi que tinha tal direito. Mas, e os documentos necessários para provar tal “judaicidade”? Como os conseguiria?
Foi então que descobri um laboratório de Engenharia Genética em Houston-EUA, que vem desenvolvendo atualmente uma série de pesquisas genealógicas através da análise de DNA, especificamente dos haplotipos cromossomiais. Após confirmar a idoneidade deste laboratório, enviei meu DNA para análise. Para minha surpresa, meus ancestrais não tinham origem portuguesa e nem espanhola, como meus familiares pensavam. Meu perfil étnico, através de haplogrupos, foi definido como “judeu inglês”, com características do povo nórdico da Europa (povo viking). Além do mais, vários marcadores de cromossomos indicaram também uma descendência chamada de CMH (Cohen Modal Haplotype), ou seja, um tipo de forma cromossomial encontrada apenas nos judeus descendentes da tribo Levi, os sacerdotes (Cohen). Assim, o ter vindo de Portugal para o Brasil era somente uma história de passagem, mas não de origem de meus familiares. Surpresa total!
::. E agora? O que muda com esse resultado de DNA “judaicamente” positivo?
Antes de responder a esta pergunta, lembremo-nos que pela Palavra (Gal 3:28-29) não há diferença entre judeu e gentio quanto à salvação, pois ambos precisam de Cristo.
Segundo, somente há diferenças entre judeu e gentio quanto ao papel específico dado ao povo judeu e à Casa de Israel. Pois, o chamado de D’us é irrevogável para os hebreus (Rm11:29). Isto não é nenhum privilegio, mas somente maior responsabilidade em cumprir tal chamado e tais profecias concernentes a esse povo e a essa nação.
Para mim, tal confirmação de minha judaicidade não muda em nada meu chamado ministerial, apesar da minha imensa e incomensurável alegria por tal confirmação. Pois, já cria e vivia dentro dos princípios da restauração bíblica prescrita para um filho de Israel. Mas, é claro que a responsabilidade agora aumenta mais. Um bom exemplo dessa responsabilidade é que se agora D’us me chamar para voltar a Israel, eu tenho que ir e obedecer a sua voz. Como gentio crente não teria tal obrigação.
Mas, creio que estamos ainda num princípio de muitos fatos e comprovações que terão que suceder. Um deles é que o próprio governo de Israel aceite e decida sobre a validade deste tipo de exame de DNA e defina qual o percentual de judaicidade seria aceitável, pois judeus puros, simplesmente puros sem miscigenação, é algo muito raro.
::. E agora, o que muda se o resultado de DNA fosse negativo quanto à descendência judaica?
Creio que também não mudaria quase nada. Além do mais, num futuro próximo haverá exames mais sofisticados, penso eu, que darão mais informações genéticas em relação à precisão dos exames atuais. O que é mais importante é saber que, em Yeshua, um gentio é enxertado na Oliveira que é Israel, e por isso ele participa da mesma seiva e da mesma raiz como diz Paulo em Romanos 11, verso 17. Assim, ele também se alegrará por ser gentio, pois o Senhor de Israel o escolheu para participar da mesma seiva, das mesmas bênçãos, porém sem a responsabilidade de cumprir as profecias específicas para o povo judeu e para Israel.
Além do mais, conforme dito pelo profeta Isaías, D’us tomará gentios (estrangeiros ou “goim”) crentes, evidentemente em Yeshua, para ajudar na restauração espiritual e física de Israel ( Is 14:1). Então, há lugar e responsabilidade para todos.
::. Um Alerta
Se tais tipos de exames de DNA para descoberta de genealogias podem ser confiáveis e seguros, com certeza eles nos ajudarão em muito na definição dos membros do movimento judaico-messiânico, onde o judeu deve viver como judeu e o gentio como gentio, sem jamais ser judaizado, ou seja, transformado em judeu. Que cada um floresça segundo o seu chamado! ( I Co 7:20).
Creio, pessoalmente, que ainda muitas descobertas virão. Mas, até que se prove o contrário, o melhor que se pode fazer é viver intensamente os dias da Restauração de todas as coisas, testemunhando e esperando pelo grande “Acharit Haamim”, os dias vindouros do nosso Messias Yeshua, que em breve voltará como Ben David ( Filho de Davi) com glória e poder. Maran Ata! (Vem depressa!)
Líder e fundador do Ministério Ensinando de Sião-Brasil e da Congregação Judaico-Messiânica Har Tzion - Belo Horizonte - MG. www.ensinandodesiao.org.br – www.tvsiao.com – www.ccjm.org.br
http://ensinandodesiao.org.br/artigos-e-estudos/usaria-dus-o-dna-pra-trazer-seus-filhos-de-volta-a-siao/

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

OS AVIVAMENTOS ATRAVÉS DA HISTÓRIA

OS AVIVAMENTOS ATRAVÉS DA HISTÓRIA 

Deus é infinitamente poderoso para ainda hoje derramar sobre nós o seu Espírito como um rio transbordante, da mesma maneira como fez no passado. 

IRINEU (130-200dC), bispo de Lyon, na Gália. 
Declarou que no seu tempo muitos cristãos falavam línguas estranhas pelo Espírito e tinham dons, inclusive o de profecia. Irineu foi discípulo de Policarpo, bispo de Esmirna, que, por sua vez, fora discípulo de João, o apóstolo. 

JUSTINO MÁRTIR (100-165dC). 
Nasceu na Palestina, converteu-se em Éfeso e morreu em Roma. Nos seus escritos, mencionou os dons espirituais em evidência nos seus dias, inclusive o dom de línguas estranhas pelo Espírito Santo. 

ORÍGENES (185-254dC), teólogo de renome. 
Afirmou que os dons espirituais, inclusive o de línguas, eram um facto notório nos seus dias. 

CRISÓSTOMO (347-407dC), patriarca de Constantinopla. 
No sentido eclesiástico oriental, o termo “patriarca” designa um bispo investido de prerrogativas e precedências especiais. Crisóstomo relatou um caso em que três membros da sua igreja falaram pelo Espírito Santo em persa, latim e hindu. 

AGOSTINHO (354-430dC), bispo de Hipona, no Norte de África. 
Deu testemunho de que as línguas estranhas estavam em evidência no seu tempo. 

WALDENSES e ALBIGENSES (1140-1280dC). 
Isso no Sul da Europa, em plena Idade Tenebrosa – a Era Medieval. Eles eram dissidentes da Igreja Romana, seguidores dos princípios bíblicos da salvação e da vida cristã em geral. Os historiadores afirmam que entre eles havia manifestações espirituais em línguas estranhas, segundo o Novo Testamento. 

LUTERO (1483-1546). 
Falava em línguas e profetizava, conforme depoimento histórico do Dr. Jack Deer, eminente professor e historiador baptista, do Seminário Teológico de Dallas. Essa informação também é encontrada nas obras História da Igreja Alemã, de Souer (volume 3, pág. 406) e Pentecostes para Todos, de Emílio Conde, pág. 88. 

ANABAPTISTAS da Alemanha (1521-1550). 
Havia entre eles manifestações do Espírito, inclusive dons espirituais e línguas estranhas, como regista a história. 

HUGUENOTES (1560-1650). 
Eram, na França, protestantes, dissidentes quanto à forma de governo da época, no respeitante à liberdade religiosa. O historiador A. A. Boddy assim escreveu: “Durante a perseguição dos huguenotes, a partir de 1685, havia entre eles os que falavam em línguas, transbordantes de fervor espiritual”. 

QUAKERS (1647-1650) e os SHAKERS (1771-1774). 
Eram cristãos organizados em grupos distintos, no Nordeste da América do Norte, região da Nova Inglaterra. Dos Quakers (tremedores) e Shakers (puladores), diz a obra História da Igreja, de Philip Schaff, edição de 1882, que entre esses grupos havia manifestação de dons espirituais, inclusive línguas estranhas. 

METODISTAS primitivos. 
Líder: João Wesley (1703-1791), inglês. O historiador Philip Schaff, na sua História da Igreja, edição de 1882, relata que esses metodistas pugnavam por uma vida santa e muitos tinham dons espirituais e falavam línguas. O movimento avivalista metodista começou em 1739, em Londres. Foi no Metodismo que teve maior expressão e vulto o Movimento da Santidade, na América do Norte, entre determinadas igrejas tradicionais, após o início do século XIX, do qual, quase um século depois, surgiu o actual Movimento Pentecostal. 

IRVINGISTAS. 
Líder: Edward Irving (1822-1834), presbiteriano, da Igreja Escocesa de Londres. Irving testemunhou, entre outros factos, que, em 1831, uma irmã solteira, por nome Hall, cheia do Espírito Santo, falou em línguas num culto de oração. A Igreja Presbiteriana local, forçou o pastor Irving a renunciar ao seu pastorado por causa do avivamento que estava ocorrendo e seiscentos membros da igreja da Regent Square, de lá saíram com aquele pastor. Isso também está averbado na obra citada acima, de Schaff. 

D. L. MOODY (1837-1899), poderoso evangelista e avivalista norte-americano. 
Ele era baptista e pregava a salvação em Cristo de modo diferente e objectivo. Pregava a plenitude do Espírito Santo e uma vida cristã cheia do poder do alto. Acerca da sua marcante cruzada cristã evangelística de Londres, em 1873 escreveu Robert Boyd: “Moody pregou à tarde no Auditório da Associação Cristã de Moços, em Sunderland. Em pleno culto houve manifestação de línguas estranhas e profecia. O fogo espiritual dominava o ambiente” (Moody and Sankey in Great Britain, 1875). 

Há muitos outros exemplos de que, ao longo da história, o Espírito Santo vem sendo derramado sobre aqueles que o buscam. A mundialmente conhecida e respeitada Enciclopédia Britânica, declara: “A glossolália (o falar noutras línguas) esteve em evidência em todos os avivamentos da história da igreja” (volume 22, pág. 282, ano 1944). 

O declínio espiritual da igreja 

A igreja do primeiro século, pelo poder do Espírito Santo, tornou-se uma força invencível para levar o Evangelho de Cristo aos lugares mais remotos da Terra e conquistou almas para Deus em todos os locais do poderoso Império Romano, até no palácio do imperador César, como se lê em Filipenses 1:13 e 4:22. No fim do primeiro século, a espiritualidade da igreja já havia arrefecido (Apocalipse 2:4,15,20; 3:16-18). Era tão decadente o seu estado que, para cinco das sete igrejas locais mencionadas em Apocalipse 2 e 3, a mensagem do Senhor foi: “Arrepende-te” (2:5,16,22;3:3,19). 

Nos dias do imperador Constantino, já no quarto século, a igreja foi tutelada pelo Estado, ganhando muita fama. Mas isso fê-la perder espiritualidade e poder. A decadência continuou até que ela se transformou numa organização humana na Idade Média (500-1500dC), em vez de ser um organismo divino, como Corpo de Cristo, como revela o Novo Testamento. 

Como já vimos, Martinho Lutero foi um homem que experimentou a presença poderosa do Espírito Santo. Deus levantou esse baluarte cristão, por quem a doutrina bíblica fundamental da justificação pela fé foi restaurada à igreja. Lutero foi o instrumento de Deus para desencadear o Movimento da Reforma Religiosa em 1517. 

Outros movimentos avivalistas que se seguiram foram pelo Senhor usados para o retorno de outras doutrinas essenciais, como: 

a) O avivamento liderado por Wesley – A doutrina da santificação. 
b) Os morávios – As missões. 
c) O Exército de Salvação – A evangelização e a acção social da igreja. 
d) O Movimento Pentecostal – A dotação de poder do alto, mediante o baptismo no Espírito Santo, com a evidência física inicial no falar noutras línguas pelo Espírito, como ocorreu quando o Senhor Jesus baptizou os salvos pela primeira vez, em Jerusalém (Actos 2:1-4). 

Um exame da história, do ponto de vista religioso, mostra que os trinta anos que precederam o século XIX (1870-1900) foram, na igreja cristã em geral, de declínio espiritual, de disputas teológicas acirradas e vazias, de enfraquecimento na fé cristã, de “cristianismo” formal, de rejeição do sobrenatural, de profissionalismo ministerial, de inactividade na evangelização do mundo e de conformismo quanto à frieza espiritual. 

Ao mesmo tempo, em diferentes pontos do globo, pequenos grupos de homens e mulheres, movidos por Deus, confessando os seus pecados com arrependimento, clamavam a Deus em oração e jejum por um avivamento de busca da Palavra de Deus, de tristeza e repúdio pelo pecado – um avivamento de santidade e de derramamento de poder do alto para reavivar a igreja. 

Entre muitos líderes da igreja de então reacendeu a convicção de que há para o crente um baptismo no Espírito Santo subsequente à conversão como afirma Actos 1:4-5. Surgiu também, no íntimo deles, um incontido clamor pela evangelização do mundo, mediante missões estrangeiras, bem como a busca das operações sobrenaturais de Deus, como é o caso da cura divina e demais milagres, segundo as Escrituras. Já nesse tempo de sequidão espiritual, como regista a história, houve, em diferentes pontos do globo, muitos casos de cura divina e baptismo no Espírito Santo, com a manifestação de línguas estranhas. 

Texto extraído da revista Mensageiro da Paz de Setembro de 2007 

sábado, 12 de dezembro de 2015

A campanha da Globo e a legalização do aborto

A campanha da Globo e a legalização do aborto

 
Dizer que fiquei chocada com a campanha da Globo em favor do aborto seria um exagero, pois não foi exatamente esse sentimento que me acometeu, pois a gente se escandaliza fácil com o inesperado e o que vai contra a moral e os bons costumes. Na verdade, não fiquei muito surpresa, pois C.S. Lewis já me preparou para coisas desse tipo que não passam de um sinal do modernismo e, mais recentemente, do pós-modernismo, caracterizados pelo egoísmo, individualismo e subjetivismo.

Nesse vídeo, atores globais, homens e mulheres, usam um vestido cor de rosa e uma peruca para representar uma grávida, enquanto declamam, intercaladamente o texto. A mensagem central, a meu ver, após afirmar a repressão da mulher que, grávida, não pode reclamar e tem que permanecer bonita, é a que questiona: “e se ela foi estuprada, e se ela não quiser um filho, não pode abortar...”

Veja, aqui se coloca lado a lado duas situações completamente diferentes: uma objetiva, de estupro, e outra de desejo, não querer o filho, como se todos os casos de criança indesejada fossem desse tipo. E pela forma como está sendo colocado, a ênfase está no querer ou não querer a criança, e não no crime. Mas as conclusões são aplicadas a todos os casos. E o clímax vem logo em seguida, com a frase absolutamente individualista, subjetivista e egoísta, por mais que se diga que não seja: “Meu corpo, minhas regras”, fazendo um jogo de palavras com a menstruação. Como se ter um filho fosse apenas uma questão material, física, corporal e nada tivesse a ver com a vida de uma terceira pessoa (a segunda é a do parceiro, que também não é mencionado).

Em seguida, ser mãe ou não ser mãe, que se transforma em ser mulher ou não ser mulher, é disputado na base da brincadeira das pétalas de uma flor, como se fosse uma questão do acaso e da escolha ao léu. O vídeo termina com uma série de mulheres famosas na literatura e com a pergunta: o que é ser mulher, o que é uma mulher? Como se abortar ou não fosse uma questão não de vida ou de morte, mas de identidade subjetiva da mulher.

No final do vídeo, há a reiteração da frase absolutamente hedonista e epicurista: “Meu corpo, minhas regras.” Ora, o lema é adotado por pessoas totalitárias, psicopatas, drogados e viciados em geral e crianças muito mimadas, menos gente de bem e que considera os outros e o bem comum.

Não vou nem me reportar à observação no vídeo, cheia de ironia e deboche, de que a crença no nascimento de Jesus de uma virgem fosse decorrência de um erro de tradução na Bíblia, pois dispensa comentários.

Chamo a atenção antes para a celebração da privação de uma vida para evitar o desconforto de uma mulher que valoriza outras coisas mais do que a vida.

Um blog feminista tenta se defender, apresentando dados, sem citar fontes, de que a legalização do aborto, que é o projeto político que inspirou o vídeo, não aumenta o número de abortos e que a sua criminalização não diminui o seu número. Bem, só se poderia ter certeza sobre isso se o aborto fosse legalizado em vários países e não apenas em alguns, que não são uma amostra representativa.

Segundo as feministas ainda, ser a favor da legalização seria uma forma de proteger a vida das mulheres que teriam mais condições e recursos dos sistemas de saúde para fazer o procedimento de forma legal.

Se fôssemos usar essa lógica, em breve também teríamos que legalizar o roubo e o assassinato, já que a punição não reduz o número de incidências e a legalização contribui para o conforto dos ladrões e dos assassinos. Afinal, “meu corpo, minhas regras”, nem que sejam as de roubar e assassinar.

Isso não significa ser contra nos casos em que o aborto já é permitido no Brasil, como no caso de recomendação médica. Significa ser a favor da vida, como qualquer criança seria. Que tal perguntar às crianças, que são as maiores interessadas, o que acham do aborto?1

Nota:
1. Já existe um vídeo com crianças, mas, ao meu ver, muito induzido por adultos. Eu faria uma enquete sem rodeios, perguntando às crianças simplesmente o que elas acham do aborto, explicando-lhes obviamente, de forma objetiva, o que é isso.

Leia também
A Criança, a Missão e a Igreja
Uma Criança os Guiará
A humanidade da criança (não nascida) destruída

Foto: Valeer Vandenbosch/Freeimages.com
http://www.ultimato.com.br/conteudo/a-campanha-da-globo-e-a-legalizacao-do-aborto

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

BOM DIA! A MINHA ALMA TEM SEDE DEUS!


Deus é a delícia da minha alma. É como mel ao paladar. Outras coisas, por mais belas aos olhos e mais saborosas ao paladar não se comparam com a delícia da intimidade de Deus. 

É na presença de Deus que existem plenitude de alegria e delícias perpetuamente. O pecado é atraente e sedutor quando perdemos de vista a sublimidade do conhecimento de Cristo. Quando contemplamos Cristo em sua beleza e quando temos uma percepção da majestade de sua glória, então os prazeres e glórias deste mundo tornam-se como esterco. 

Ah! como precisamos conhecer mais a Deus. 

O conhecimento de Deus é nossa glória mais sublime. O povo que conhece a Deus é um povo forte. Que nossa alma anseie mais por Deus do que os guardas pelo romper da alma! 

Que a nossa alma tenha mais sede de Deus do que a corça pelas correntes das águas!


Hernandes Dias Lopes

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Salmos 91 - King James Atualizada.

Salmos 91
King James Atualizada 

1.Aquele que vive na habitação do Altíssimo e descansa à sombra do Todo-Poderoso desfrutará sempre da sua proteção.

2.Sobre o Eterno declara: “Ele é meu refúgio e minha fortaleza, o meu Deus, em quem deposito toda a minha confiança”.

3.Ele te livrará do laço do inimigo ardiloso e da praga mortal.

4.Ele te cobre com suas plumas, e debaixo de suas poderosas asas te refugias; sua fidelidade é escudo e armadura.

5.Não temas o terror que campeia na calada da noite, tampouco a seta que procura seu alvo durante o dia.

6.Não temas a peste que se move sorrateira nas trevas, nem o demônio que devasta ao meio-dia.

7.Ainda que caiam mil ao teu lado e dez mil à tua direita; tu não serás atingido.

8.Somente teus olhos perceberão e contemplarão a retribuição destinada aos ímpios.

9.Porquanto afirmaste: “O SENHOR é o meu refúgio” e fizeste do Altíssimo a tua morada,

10.nenhum mal te alcançará, desgraça alguma chegará à tua tenda.

11.Porque a seus anjos Ele dará ordens a teu respeito, para que te guardem em todos os teus caminhos;

12.com as mãos eles te susterão, para que jamais tropeces em alguma pedra.

13.Poderás pisar sobre o leão e a víbora; pisotearás o leão forte e a serpente mais vil.

14.“Porquanto ele me ama, Eu o resgatarei; Eu o protegerei, pois este conhece o meu Nome.

15.Sempre que chamar pelo meu Nome hei de responder-lhe; estarei sempre com ele; nos momentos mais difíceis, quando enfrentar tribulações, Eu o resgatarei e farei que seja devidamente honrado.

16Eu o contemplarei com vida longa e lhe revelarei a minha Salvação”, assim disse o Eterno!