quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

PODE O CRENTE PERDER A SUA SALVAÇÃO?

Um assunto muito polêmico e já bem discutido é sobre a perda da salvação, onde muitos defendem com unhas e dentes que o crente pode sim perder sua salvação.
Alguns versículos são utilizados para sustentar que o crente perde sua salvação, como esses:
Porquanto se, depois de terem escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, forem outra vez envolvidos nelas e vencidos, tornou-se-lhes o último estado pior do que o primeiro.
Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado;
2 Pedro 2:20,21
Ora para aqueles que uma vez foram iluminados, provaram o dom celestial, tornaram-se participantes do Espírito Santo, experimentaram a bondade da palavra de Deus e os poderes da era que há de vir, e caíram, é impossível que sejam reconduzidos ao arrependimento; pois para si mesmos estão crucificando de novo o Filho de Deus, sujeitando-o à desonra pública.
Hebreus 6.4-6
Mas será que os versos acima estão ensinando mesmo que o crente que foi salvo por Cristo pode perder sua salvação por algum motivo?
1- Se o crente pudesse perder sua salvação então com certeza todos perderiam, pois não somos capazes de manter nossa salvação.
Quem nos mantém firmes e salvos até o fim é o próprio Deus:
Ele os manterá firmes até o fim, de modo que vocês serão irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo. 1Corintios 1.8
Portanto se é Deus que nos mantém nEle, então podemos ter confiança de que Ele não nos perderá.
2- Se a salvação é pela graça e sem nenhum merecimento, então porque depois de salvos devemos continuar merecendo para não perder?
As perguntas mais frequentes são do tipo:
Mas e se fulano fazer isso, e se fulano morrer fazendo aquilo...
Qualquer um por mais piedoso que seja, se morrer agora nesse exato momento, até mesmo dormindo, merecerá o inferno por toda a eternidade! Pois somos maus e nossas melhores obras são como trapos de imundícia e por mais que nos esforcemos, nossas obras não podem nos tornar mais justos diante de Deus.
Somos como o impuro — todos nós! Todos os nossos atos de justiça são como trapo imundo. Murchamos como folhas, e como o vento as nossas iniqüidades nos levam para longe.
Isaías 64.4
A salvação é somente pela fé por meio da graça:
Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie.
Efésios 2.8-9
3- A fé salvadora vem de Deus, como vimos em Efésios 2.8-9, e se é Deus quem nos dá a salvação e decide nos salvar, então como pode o plano Divino de salvar alguém ser frustrado?
"Sei que podes fazer todas as coisas; nenhum dos teus planos pode ser frustrado.
Jó 42.2
4- Os salvos são selados, e esse selo garante a sua salvação.
Nele, quando vocês ouviram e creram na palavra da verdade, o evangelho que os salvou, vocês foram selados com o Espírito Santo da promessa, que é a garantia da nossa herança até a redenção daqueles que pertencem a Deus, para o louvor da sua glória.
Efésios 1.13
O salvo é selado com Espírito Santo, e esse selo é irrevogável, pois é a garantia de nossa herança!
5- Jesus disse claramente, que quando alguém é salvo, esse alguém permanecerá salvo por toda a eternidade:
Eu lhes dou a vida eterna, e elas jamais perecerão; ninguém as poderá arrancar da minha mão.
João 10.28
Uma vez ovelhas do rebanho de Cristo, nunca mais seremos perdidos, pois Cristo nos segura firmemente em suas mãos.
Conclusão:
Mas então como explicar 1Pedro 2.20-21 e Hebreus 6.4-6?
Esses textos falam de apostasia.
O apóstata nunca foi um salvo, ele cresce no meio da igreja de Cristo como joio no meio do trigo, é iluminado, torna-se participante, mas no fim é separado do trigo.
É o solo pedregoso ou espinhoso como em Mateus 4, que cresce, perece bonito e forte, mas é sufocado pelas dificuldades da vida e outros não possuem raiz.
Esse nunca recebera de fato a salvação, pois uma vez recebida não podemos mais perdê-la.
O apóstata não é evidência de perda de salvação, mas sim, uma evidência de que existe fé falsa.
Por Danilo Henrique Ribeiro

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