quarta-feira, 26 de abril de 2017

27/04/17 - LEITURA BÍBLICA ANUAL - 2º SAMUEL 13 E 14.


2 Samuel 13

Amnom e Tamar

1Depois de algum tempo, Amnom, filho de Davi, apaixonou-se por Tamar; ela era muito bonita e era irmã de Absalão, outro filho de Davi.
2Amnom ficou angustiado a ponto de adoecer por causa de sua meia-irmã Tamar, pois ela era virgem, e parecia-lhe impossível aproximar-se dela.
3Amnom tinha um amigo muito astuto chamado Jonadabe, filho de Simeia, irmão de Davi.
4Ele perguntou a Amnom: "Filho do rei, por que todo dia você está abatido? Quer me contar o que se passa?"
Amnom lhe disse: "Estou apaixonado por Tamar, irmã de meu irmão Absalão".
5"Vá para a cama e finja estar doente", disse Jonadabe. "Quando seu pai vier visitá-lo, diga-lhe: Permite que minha irmã Tamar venha dar-me de comer. Gostaria que ela preparasse a comida aqui mesmo e me servisse. Assim poderei vê-la."
6Amnom aceitou a ideia e deitou-se, fingindo-se doente. Quando o rei foi visitá-lo, Amnom lhe disse: "Eu gostaria que minha irmã Tamar viesse e preparasse dois bolos aqui mesmo e me servisse".
7Davi mandou dizer a Tamar no palácio: "Vá à casa de seu irmão Amnom e prepare algo para ele comer".
Então Amnom deu ordem para que todos saíssem e, depois que todos saíram,
8Tamar foi à casa de seu irmão, que estava deitado. Ela amassou a farinha, preparou os bolos na presença dele e os assou.
9Depois pegou a assadeira e lhe serviu os bolos, mas ele não quis comer.
10disse a Tamar: "Traga os bolos e sirva-me aqui no meu quar­to". Tamar levou os bolos que havia preparado ao quarto de seu irmão.
11Mas, quando ela se aproximou para servi-lo, ele a agarrou e disse: "Deite-se comigo, minha irmã".
12Mas ela lhe disse: "Não, meu ir­mão! Não me faça essa violência. Não se faz uma coisa dessas em Israel! Não cometa essa loucura.
13O que seria de mim? Como eu poderia livrar-me da minha desonra? E o que seria de você? Você cairia em desgraça em Israel. Fale com o rei; ele deixará que eu me case com você".
14Mas Amnom não quis ouvi-la e, sendo mais forte que ela, violentou-a.
15Logo depois Amnom sentiu uma forte aver­são por ela, mais forte que a paixão que sentira. E lhe disse: "Levante-se e saia!"
16Mas ela lhe disse: "Não, meu irmão, mandar-me embora seria pior do que o mal que você já me fez".
Ele, porém, não quis ouvi-la
17e, chamando seu servo, disse-lhe: "Ponha esta mulher para fora daqui e tranque a porta".
18Então o servo a pôs para fora e trancou a porta. Ela estava vestindo uma túnica longa, pois esse era o tipo de roupa que as filhas virgens do rei usavam desde a puberdade.
19Tamar pôs cinza na cabeça, rasgou a túnica longa que estava usando e se pôs a caminho, com as mãos sobre a cabeça e chorando em alta voz.
20Absalão, seu irmão, lhe perguntou: "Seu irmão, Amnom, fez algum mal a você? Acalme-se, minha irmã; ele é seu irmão! Não se deixe dominar pela angústia". E Tamar, muito triste, ficou na casa de seu irmão Absalão.
21Ao saber de tudo isso, o rei Davi ficou indignado.
22E Absalão não falou nada com Amnom, nem bem, nem mal, embora o odiasse por ter violentado sua irmã Tamar.

Absalão mata Amnom

23Dois anos depois, quando os tosquiadores de ovelhas de Absalão estavam em Baal-Hazor, perto da fronteira de Efraim, Absalão convidou todos os filhos do rei para se reunirem com ele.
24Absalão foi ao rei e lhe disse: "Eu, teu servo, estou tosquiando as ovelhas e gostaria que o rei e os seus conselheiros estivessem comigo".
25Respondeu o rei: "Não, meu filho. Não iremos todos, pois isso seria um peso para você". Embora Absalão insistisse, ele se recusou a ir, mas o abençoou.
26Então Absalão lhe disse: "Se não queres ir, permite, por favor, que o meu irmão Amnom vá conosco".
O rei perguntou: "Por que ele iria com você?"
27Mas Absalão insistiu tanto que o rei acabou deixando que Amnom e os seus outros filhos fossem com ele.
28Absalão ordenou aos seus homens: "Ouçam! Quando Amnom estiver embriagado de vinho e eu disser: 'Matem Amnom!', vocês o matarão. Não tenham medo; eu assumo a responsabilidade. Sejam fortes e corajosos!"
29Assim os homens de Absalão mataram Amnom, obedecendo às suas ordens. Então todos os filhos do rei montaram em suas mulas e fugiram.
30Estando eles ainda a caminho, chegou a seguinte notícia ao rei: "Absalão matou todos os teus filhos; nenhum deles escapou".
31O rei levantou-se, rasgou as suas vestes, prostrou-se com o rosto em terra, e todos os conselheiros que estavam com ele também rasgaram as vestes.
32Mas Jonadabe, filho de Simeia, irmão de Davi, disse: "Não pense o meu senhor que mataram todos os seus filhos. Somente Amnom foi morto. Essa era a intenção de Absalão desde o dia em que Amnom violentou Tamar, irmã dele.
33O rei, meu senhor, não deve acreditar que todos os seus filhos estão mortos. Apenas Amnom mor­reu".
34Enquanto isso, Absalão fugiu.
Nesse meio-tempo a sentinela viu muita gente que vinha pela estrada de Horonaim, descendo pela encosta da colina, e disse ao rei: "Vejo homens vindo pela estrada de Horonaim, na encosta da colina".
35E Jonadabe disse ao rei: "São os filhos do rei! Aconteceu como o teu servo disse".
36Acabando de falar, os filhos do rei chegaram, chorando em alta voz. Também o rei e todos os seus conselheiros choraram muito.
37Absalão fugiu para o território de Talmai, filho de Ami­úde, rei de Gesur. E o rei Davi pranteava por seu filho todos os dias.
38Depois que Absalão fugiu para Gesur e lá permaneceu três anos,
39a ira do rei contra Absalão cessou, pois ele se sentia consolado da morte de Amnom.

2 Samuel 14

Absalão volta a Jerusalém

1Joabe, filho de Zeruia, percebendo que o rei estava com saudade de Absalão,
2man­dou buscar uma mulher astuta em Tecoa, e lhe disse: "Fin­ja que está de luto: vista-se de preto e não se perfume. Aja como uma mulher que há algum tempo está de luto.
3Vá dizer ao rei estas palavras", e a instruiu sobre o que ela deveria dizer.
4Quando a mulher apresentou-se ao rei, prostrou-se com o rosto em terra, em sinal de respeito, e lhe disse: "Ajuda-me, ó rei!"
5"Qual é o seu problema?", perguntou-lhe o rei, e ela respondeu:
"Sou viúva, meu marido morreu,
6deixando-me com dois filhos. Eles brigaram no campo e, não havendo ninguém para separá-los, um acabou matando o outro.
7Agora, todo o clã levantou-se contra a tua serva, exigindo: 'Entregue o assassino, para que o matemos pela vida do irmão, e nos livremos também do herdeiro'. Eles querem apagar a última centelha que me restou, deixando meu marido sem nome nem descendência na face da terra".
8O rei disse à mulher: "Vá para casa. Eu mandarei que cuidem do seu caso".
9Mas a mulher de Tecoa lhe disse: "Ó rei, meu senhor, é sobre mim e sobre a família de meu pai que pesará a iniquidade; não pesa culpa sobre o rei e sobre o seu trono".
10O rei respondeu: "Se alguém ameaçá-la, traga-o a mim, e ele não mais a incomodará".
11Ela acrescentou: "Peço então ao rei que, em nome do Senhor, o seu Deus, não permita que o vingador da vítima cause maior destruição, matando meu outro filho".
E disse ele: "Eu juro pelo nome do Senhor: Nem um só fio de cabelo da cabeça de seu filho cairá".
12Disse-lhe ainda a mulher: "Permite que a tua serva fale mais uma coisa ao rei, meu se­nhor".
"Fale", respondeu ele.
13Disse então a mulher: "Por que terá o rei agido contra o povo de Deus? O rei está se condenando com o que acaba de dizer, pois não permitiu a volta do que foi banido.
14Que teremos que morrer um dia, é tão certo como não se pode recolher a água que se espalhou pela terra. Mas Deus não tira a vida; ao contrário, cria meios para que o banido não permaneça afastado dele.
15"E eu vim falar sobre isso ao rei, meu senhor, porque o povo me ameaçou. Tua serva pensou que, se falasse com o rei, talvez ele atendesse ao seu pedido
16e concordasse em livrar a sua serva das mãos do homem que está tentando eliminar tanto a mim como a meu filho da herança que Deus nos deu.
17"E agora a tua serva diz: Traga-me descanso a decisão do rei, o meu senhor; pois o rei, meu senhor, é como um anjo de Deus, capaz de discernir entre o bem e o mal. Que o Senhor, o teu Deus, esteja contigo!"
18Então o rei disse à mulher: "Não me esconda nada do que vou perguntar".
"Fale o rei, meu senhor", disse a mulher.
19O rei perguntou: "Não é Joabe que está por trás de tudo isso?"
A mulher respondeu: "Juro por tua vida, ó rei, ninguém é capaz de desviar-se para a direita ou para a esquerda do que ­tu dizes. Sim, foi o teu servo Joabe que me mandou aqui para dizer tudo isso.
20O teu servo Joabe agiu assim para mudar essa situação. Mas o meu senhor é sábio como um anjo de Deus, e nada lhe escapa de tudo o que acontece no país".
21Depois o rei disse a Joabe: "Muito bem, atenderei a esse pedido. Vá e traga de volta o jovem Absalão".
22Joabe prostrou-se com o rosto em terra, aben­çoou o rei e disse: "Hoje o teu servo ficou sabendo que o vês com bons olhos, pois o rei aten­deu ao pedido de teu servo".
23Então Joabe foi a Gesur e trouxe Absalão de volta para Jerusalém.
24Mas o rei disse: "Ele irá para a casa dele; não virá à minha presença". Assim, Absalão foi para a sua casa e não compareceu mais à presença do rei.
25Em todo o Israel não havia homem tão elogiado por sua beleza como Absalão. Da cabeça aos pés não havia nele nenhum defeito.
26Sem­pre que o cabelo lhe ficava pesado demais, ele o cortava e o pesava: eram dois quilos e quatrocentos gramas, segundo o padrão do rei.
27Ele teve três filhos e uma filha, chamada Tamar, que se tornou uma linda mulher.
28Absalão morou dois anos em Jerusalém sem ser recebido pelo rei.
29Então mandou chamar Joabe para enviá-lo ao rei, mas Joabe não quis ir. Mandou chamá-lo pela segunda vez, mas ele, novamente, não quis ir.
30En­tão Absalão disse a seus servos: "Vejam, a propriedade de Joabe é vizinha da minha, e ele tem uma plantação de cevada. Tratem de incendiá-la". E os servos de Absalão puseram fogo na plantação.
31Então Joabe foi à casa de Absalão e lhe perguntou: "Por que os seus servos puseram fogo na minha propriedade?"
32Absalão respondeu: "Mandei chamá-lo para enviá-lo ao rei com a seguinte mensagem: Por que voltei de Gesur? Melhor seria que eu lá permanecesse! Quero ser recebido pelo rei; e, se eu for culpado de alguma coisa, que ele mande me matar".
33Então Joabe foi contar tudo ao rei, que mandou chamar Absalão. Ele entrou e prostrou-se com o rosto em terra, perante o rei. E o rei saudou-o com um beijo.


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