sexta-feira, 28 de abril de 2017

29/04/17 - LEITURA BÍBLICA ANUAL - 2º SAMUEL 17 A 19.

2 Samuel 17

1Aitofel disse a Absalão: "Permite-me escolher doze mil homens e partirei esta noite em perseguição a Davi.
2Eu o atacarei enquanto ele está exausto e fraco; vou causar-lhe pânico, e seu exército fugirá. Depois matarei somente o rei
3e trarei todo o exército de volta a ti. É somente um homem que procuras matar. Assim, todo o exército ficará em paz".
4Esse plano pareceu bom a Absalão e a todas as autoridades de Israel.
5Entretanto, Absalão disse: "Chamem também Husai, o arquita, para que ouçamos a opinião dele".
6Quando Husai entrou, Absalão lhe disse: "Aitofel deu-nos o conselho dele. Devemos fazer o que ele diz, ou você tem outra opinião?"
7Husai respondeu: "O conselho que Aitofel deu desta vez não é bom.
8Sabes que o teu pai e os homens que estão com ele são guerreiros e estão furiosos como uma ursa selvagem da qual roubaram os filhotes. Além disso, teu pai é um soldado experiente e não passará a noite com o exército.
9Ele, agora, já deve estar escondido numa caverna ou nalgum outro lugar. Se alguns dos teus soldados forem mortos no primeiro ataque, quem souber disso dirá: 'Houve matança no meio do exército de Absalão'.
10Então, até o mais bravo soldado, corajoso como leão, ficará morrendo de medo, pois todo o Israel sabe que teu pai é um guerreiro valente e que seus soldados são corajosos.
11"Por isso, dou o seguinte conselho: que se reúnam a ti todos os homens de Israel, desde Dã até Berseba, tantos como a areia da praia, e que tu mesmo os conduzas na batalha.
12Então o atacaremos onde quer que ele se encontre e cairemos sobre ele como o orvalho cai sobre a terra. Ele e todos os seus homens não escaparão.
13Se ele se refugiar em alguma cidade, todo o Israel levará cordas para lá, e arrastaremos aquela cidade para o vale, até que não reste ali nem sequer uma pequena pedra".
14Absalão e todos os homens de Israel consideraram o conselho de Husai, o arquita, melhor do que o de Aitofel; pois o Senhor tinha decidido frustrar o eficiente conselho de Aitofel, a fim de trazer ruína sobre Absalão.
15Husai contou aos sacerdotes Zadoque e Abiatar o conselho que Aitofel dera a Absalão e às autoridades de Israel, e o que ele mesmo lhes tinha aconselhado em seguida.
16En­tão pediu que enviassem ­imediatamente esta mensagem a Davi: "Não passe a noite nos pontos de travessia do Jordão, no deserto, mas atravesse logo o rio, senão o rei e todo o seu exército serão extermina­dos".
17Jônatas e Aimaás estavam em En-Rogel, e uma serva os informava regularmente, pois não podiam arriscar-se a serem vistos na cidade. Eles, por sua vez, iam relatar ao rei Davi o que tinham ouvido.
18Mas um jovem os viu e avisou Absalão. Então eles partiram rapidamente e foram para a casa de um habitante de Baurim, que tinha um poço no quintal. Eles desceram ao poço,
19e a dona da casa colocou a tampa no poço. Para disfarçar, espalhou grãos de cereal por cima.
20Os soldados de Absalão chegaram à casa da mulher e lhe perguntaram: "Onde estão Aimaás e Jônatas?"
A mulher respondeu: "Eles atravessaram as águas". Os homens os procuraram sem sucesso, e voltaram a Jerusalém.
21Tendo eles ido embora, os dois saíram do poço e foram informar o rei Davi. Falaram-lhe do conselho que Aitofel dera contra ele e lhe disseram que atravessasse imediatamente o Jordão.
22Então Davi e todo o seu exército saíram e, quando o sol nasceu, todos tinham atravessado o Jordão.
23Vendo Aitofel que o seu conselho não havia sido aceito, selou seu jumento e foi para casa, para a sua cidade natal; pôs seus negócios em ordem e depois se enforcou. Ele foi sepultado no túmulo de seu pai.
24Davi já tinha chegado a Maanaim quan­do Absalão atravessou o Jordão com todos os homens de Israel.
25Absalão havia nomeado Amasa comandante do exército em lugar de Joabe. Amasa era filho de Jéter, um israelita que havia possuído Abigail, filha de Naás e irmã de Zeruia, mãe de Joabe.
26Absalão e os israelitas acamparam em Gileade.
27Quando Davi chegou a Maanaim, Sobi, filho de Naás, de Rabá dos amonitas, Maquir, filho de Amiel, de Lo-Debar, e o gileadita Barzilai, de Rogelim,
28trouxeram a Davi e ao seu exército camas, bacias e uten­sílios de cerâmica e também trigo, cevada, farinha, grãos torrados, feijão e lentilha,
29mel e coalhada, ovelhas e queijo de leite de vaca; pois sabiam que o exér­cito estava cansado, com fome e com sede no deserto.

2 Samuel 18

A morte de Absalão

1Davi passou em revista o exército e nomeou comandantes de batalhões de mil e de cem.
2Depois dividiu o exér­cito em três com­panhias: uma sob o comando de Joabe, outra sob o comando de Abisai, irmão de Joabe, filho de Zeruia, e outra sob o comando de Itai, o giteu. Disse então o rei ao exército: "Eu também marcharei com vocês".
3Mas os homens disseram: "Não faças isso! Se tivermos que fugir, eles não se preocuparão conosco e, mesmo que metade de nós morra em batalha, eles não se importarão. Tu, porém, vales por dez mil de nós. Melhor será que fiques na cidade e dali nos dês apoio".
4O rei respondeu: "Farei o que acharem me­lhor".
E o rei ficou junto à porta, enquanto os soldados marchavam, saindo em unidades de cem e de mil.
5O rei ordenou a Joabe, a Abisai e a Itai: "Por amor a mim, tratem bem o jovem Absa­lão!" E todo o exército ouviu quando o rei deu essa ordem sobre Absalão a cada um dos comandantes.
6O exército saiu a campo para enfrentar Israel, e a batalha aconteceu na floresta de Efraim,
7onde o exército de Israel foi derrotado pelos soldados de Davi. Houve grande matança naquele dia, elevando-se o número de mortos a vinte mil.
8A batalha espalhou-se por toda a região e, naquele dia, a floresta matou mais que a espada.
9Durante a batalha, Absalão, montado em sua mula, encontrou-se com os soldados de Davi. Passando a mula debaixo dos galhos de uma grande árvore, Absalão ficou preso nos galhos pela cabeça. Ficou pendurado entre o céu e a terra, e a mula prosseguiu.
10Um homem o viu e informou a Joabe: "Acabei de ver Absalão pendurado numa grande árvore".
11"Você o viu?", perguntou Joabe ao homem. "E por que não o matou ali mesmo? Eu teria dado a você dez peças de prata e um cinturão de guerreiro!"
12Mas o homem respondeu: "Mesmo que fossem pesadas e colocadas em minhas mãos mil peças de prata, eu não levantaria a mão contra o filho do rei. Ouvimos o rei ordenar a ti, a Abisai e a Itai: 'Protejam, por amor a mim, o jovem Absalão'.
13Por outro lado, se eu tivesse atentado traiçoeiramente contra a vida dele, o rei ficaria sabendo, pois não se pode esconder nada dele, e tu mesmo ficarias contra mim".
14E Joabe disse: "Não vou perder mais tempo com você". Então pegou três dardos e com eles traspassou o coração de Absalão, quando ele ainda estava vivo na árvore.
15E dez dos escudeiros de Joabe cercaram Absalão e acabaram de matá-lo.
16A seguir Joabe tocou a trombeta para que o exér­cito parasse de perseguir Israel e assim deteve o exército.
17Reti­raram o corpo de Absalão, jogaram-no num grande fosso na floresta e fizeram um grande monte de pedras sobre ele. Enquanto isso, todos os israelitas fugiam para casa.
18Quando em vida, Absalão tinha levantado um monumento para si mesmo no vale do Rei, dizendo: "Não tenho nenhum filho para preservar a minha memória". Por isso deu à coluna o seu próprio nome. Chama-se ainda hoje Monumento de Absalão.

David chora a morte de Absalão

19Então Aimaás, filho de Zadoque, disse: "Deixa-me correr e levar ao rei a notícia de que o Senhor lhe fez justiça, livrando-o de seus inimigos".
20"Não é você quem deve levar a notícia hoje", disse-lhe Joabe. "Deixe isso para outra ocasião. Hoje não, porque o filho do rei morreu."
21Então Joabe ordenou a um etíope: "Vá dizer ao rei o que você viu". O etíope inclinou-se diante de Joabe e saiu correndo para levar a notícia.
22Todavia Aimaás, filho de Zadoque, disse de novo a Joabe: "Não importa o que aconteça, deixa-me ir com o etíope".
Joabe, porém, respondeu: "Por que está querendo tanto ir, meu filho? Você não receberá nenhuma recompensa pela notícia".
23Mas ele insistiu: "Não importa o que aconteça, quero ir".
Disse então Joabe: "Pois vá!" E Aimaás correu pelo caminho da planície e passou à fren­te do etíope.
24Davi estava sentado entre a porta interna e a externa da cidade. E, quando a sentinela subiu ao terraço que havia sobre a porta junto à muralha, viu um homem que vinha correndo sozinho.
25A sentinela gritou, avisando o rei.
O rei disse: "Se ele está sozinho, deve trazer boa notícia". E o homem aproximou-se.
26Então a sentinela viu outro homem que vinha correndo e gritou ao porteiro: "Vem outro homem correndo sozinho!"
"Esse também deve estar trazendo boa notícia!", exclamou o rei.
27A sentinela disse: "Está me parecendo, pelo jeito de correr, que o da frente é Aimaás, filho de Zadoque".
"É um bom homem", disse o rei. "Ele traz boas notícias."
28Então Aimaás aproximou-se do rei e o saudou. Prostrou-se com o rosto em terra, diante do rei e disse: "Bendito seja o Senhor, o teu Deus! Ele entregou os homens que se rebelaram contra o rei, meu senhor".
29O rei perguntou: "O jovem Absalão está bem?"
Aimaás respondeu: "Vi que houve gran­de confusão quando Joabe, o servo do rei, ia enviar teu servo, mas não sei o que aconteceu".
30O rei disse: "Fique ali ao lado esperando". E Aimaás ficou esperando.
31Então o etíope chegou e disse: "Ó rei, meu senhor, ouve a boa notícia! Hoje o Senhor te livrou de todos os que se levantaram contra ti".
32O rei perguntou ao etíope: "O jovem Absalão está bem?"
O etíope respondeu: "Que os inimigos do rei, meu senhor, e todos os que se levantam para te fazer mal acabem como aquele jo­vem!"
33Então o rei, abalado, subiu ao quar­to que ficava por cima da porta e chorou. Foi subindo e clamando: "Ah, meu filho Absalão! Meu filho, meu filho Absalão! Quem me dera ter mor­rido em seu lugar! Ah, Absalão, meu filho, meu filho!"

2 Samuel 19

1Informaram a Joabe que o rei estava chorando e se lamentando por Absalão.
2Para todo o exército a vitória daquele dia se trans­formou em luto, porque as tropas ouviram dizer: "O rei está de luto por seu filho".
3Na­quele dia o exército ficou em silêncio na cidade, como fazem os que fogem humilhados da batalha.
4O rei, com o rosto coberto, gritava: "Ah, meu filho Absalão! Ah, Absalão, meu filho, meu filho!"
5Então Joabe entrou no palácio e foi falar com o rei: "Hoje humilhaste todos os teus soldados, os quais salvaram a tua vida, bem como a de teus filhos e filhas, e de tuas mulheres e concubinas.
6Amas os que te odeiam e odeias os que te amam. Hoje deixaste claro que os comandantes e os seus soldados nada significam para ti. Vejo que ficarias satisfeito se, hoje, Absalão estivesse vivo e todos nós estivéssemos mortos.
7Agora, vai e encoraja teus soldados! Juro pelo Senhor que, se não fores, nem um só deles permanecerá contigo esta noite, o que para ti seria pior do que todas as desgraças que já te aconteceram desde a tua juventude".
8Então o rei levantou-se e sentou-se junto à porta da cidade. Quando o exército soube que o rei estava sentado junto à porta, todos os soldados juntaram-se a ele.
Enquanto isso os israelitas fugiam para casa.
9Em todas as tribos de Israel o povo discutia, dizendo: "Davi nos livrou das mãos de nossos inimigos; foi ele que nos libertou dos filisteus. Mas agora fugiu do país por causa de Absalão;
10e Absalão, a quem tínhamos ungido rei, morreu em combate. E por que não falam em trazer o rei de volta?"

David volta a Jerusalém

11Quando chegou aos ouvidos do rei o que todo o Israel estava comentando, Davi man­dou a seguinte men­sagem aos sacerdotes Zadoque e Abiatar: "Pergun­tem às autoridades de Judá: Por que vocês seriam os últimos a conduzir o rei de volta ao seu palácio?
12Vocês são meus irmãos, sangue do meu sangue! Por que seriam os últimos a ajudar no meu retorno?"
13E digam a Ama­sa: "Você é sangue do meu sangue! Que Deus me castigue com todo o rigor se, de agora em diante, você não for o comandante do meu exército em lugar de Joabe".
14As palavras de Davi conquistaram a lealdade unânime de todos os homens de Judá. E eles mandaram dizer ao rei que voltasse com todos os seus servos.
15Então o rei voltou e chegou ao Jordão.
E os homens de Judá foram a Gilgal, ao encontro do rei, para ajudá-lo a atra­vessar o Jordão.
16Simei, filho de Gera, benjamita de Baurim, foi depressa com os homens de Judá para encontrar-se com o rei Davi.
17Com ele estavam outros mil benjamitas e também Ziba, supervisor da casa de Saul, com seus quinze filhos e vinte servos. Eles entraram no Jordão antes do rei
18e atravessaram o rio a fim de ajudar a família real na travessia e fazer o que o rei desejasse.
Simei, filho de Gera, atravessou o Jordão, prostrou-se perante o rei
19e lhe disse: "Que o meu senhor não leve em conta o meu crime. E que não te lembres do mal que o teu servo cometeu no dia em que o rei, meu senhor, saiu de Jerusalém. Que o rei não pense mais nisso!
20Eu, teu servo, reconheço que pequei. Por isso, de toda a tribo de José, fui o primeiro a vir ao encontro do rei, meu se­nhor".
21Então Abisai, filho de Zeruia, disse: "Simei amaldiçoou o ungido do Senhor; ele deve ser morto!"
22Davi respondeu: "Que é que vocês têm com isso, filhos de Zeruia? Acaso se tornaram agora meus adversários? Deve alguém ser morto hoje em Israel? Ou não tenho hoje a garantia de que voltei a reinar sobre Israel?"
23E o rei prometeu a Simei, sob juramento: "Você não será morto".
24Mefibosete, neto de Saul, também foi ao encontro do rei. Ele não havia lavado os pés nem aparado a barba nem lavado as roupas, desde o dia em que o rei partira até o dia em que voltou em segurança.
25Quan­do chegou de Jerusalém e encontrou-se com o rei, este lhe perguntou: "Por que você não foi comigo, Mefibosete?"
26Ele respondeu: "Ó rei, meu senhor! Eu, teu servo, sendo aleijado, mandei selar o meu jumento para montá-lo e acompanhar o rei. Mas o meu servo me enganou.
27Ele falou mal de mim ao rei, meu senhor. Tu és como um anjo de Deus! Faze o que achares melhor.
28To­dos os descendentes do meu avô nada mereciam do meu senhor e rei, senão a morte. Entretanto, deste a teu servo um lugar entre os que comem à tua mesa. Que direito tenho eu, pois, de te pedir qualquer outro favor?"
29Disse-lhe então o rei: "Você já disse o suficiente. Minha decisão é que você e Ziba dividam a propriedade".
30Mas Mefibosete disse ao rei: "Deixa que ele fique com tudo, agora que o rei, meu senhor, chegou em segurança ao seu lar".
31Barzilai, de Gileade, também saiu de Rogelim, acompanhando o rei até o Jordão, para despedir-se dele.
32Barzilai era bastante idoso; tinha oitenta anos. Foi ele que sustentou o rei durante a sua permanência em Maanaim, pois era muito rico.
33O rei disse a Barzilai: "Ve­nha comigo para Jerusalém, e eu cuidarei de você".
34Barzilai, porém, respondeu: "Quan­tos anos de vida ainda me restam, para que eu vá com o rei e viva com ele em Jeru­salém?
35Já fiz oitenta anos. Como eu poderia distinguir entre o que é bom e o que é mau? Teu servo mal pode sentir o gosto daquilo que come e bebe. Nem consigo apreciar a voz de homens e mulheres cantando! Eu seria mais um peso para o rei, meu senhor.
36Teu servo acom­panhará o rei um pouco mais, atravessando o Jordão, mas não há motivo para uma recompensa dessas.
37Per­mite que o teu servo volte! E que eu possa morrer na minha própria cidade, perto do túmulo de meu pai e de minha mãe. Mas aqui está o meu servo Quimã. Que ele vá com o meu senhor e rei. Faze por ele o que achares me­lhor!"
38O rei disse: "Quimã virá comigo! Farei por ele o que você achar melhor. E tudo o mais que desejar de mim, eu o farei por você".
39Então todo o exército atravessou o Jordão, e também o rei o atravessou. O rei beijou Barzilai e o abençoou. E Barzilai voltou para casa.
40O rei seguiu para Gilgal; e com ele foi Quimã. Todo o exér­cito de Judá e a metade do exército de Israel acompanharam o rei.
41Logo os homens de Israel chegaram ao rei para reclamar: "Por que os nossos irmãos, os de Judá, sequestraram o rei e o levaram para o outro lado do Jordão, como também a família dele e todos os seus homens?"
42Todos os homens de Judá responderam aos israelitas: "Fizemos isso porque o rei é nosso parente mais chegado. Por que vocês estão irritados? Acaso comemos das provisões do rei ou tomamos dele alguma coisa?"
43Então os israelitas disseram aos homens de Judá: "Somos dez com o rei; e muito maior é o nosso direito sobre Davi do que o de vocês. Por que nos desprezam? Nós fomos os primeiros a propor o retorno do nosso rei!"
Mas os homens de Judá falaram ainda mais asperamente do que os israelitas.



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