quarta-feira, 31 de maio de 2017

01 DE JUNHO - LEITURA BÍBLICA ANUAL - ISAÍAS 15 A 17.


Isaías 15

Profecia contra Moabe

1Advertência contra Moabe:
Sim, na noite em que foi destruída,
Ar, em Moabe, ficou arruinada!
E, na noite em que foi destruída,
Quir, em Moabe, ficou arruinada!
2Sobe-se ao templo em Dibom,
a seus altares idólatras, para chorar;
por causa de Nebo e de Medeba
Moabe pranteia.
Todas as cabeças estão rapadas
e toda barba foi cortada.
3Nas ruas andam vestidos
de roupas de lamento;
nos terraços e nas praças públicas
todos pranteiam e se prostram chorando.
4Hesbom e Eleale clamam;
até Jaaz as suas vozes são ouvidas.
Por isso os homens armados
de Moabe gritam,
e o coração deles treme.
5O meu coração clama
por causa de Moabe!
Os seus fugitivos vão até Zoar,
até Eglate-Selisia.
Sobem pelo caminho de Luíte
caminhando e chorando.
Pela estrada de Horonaim
levantam clamor em face da destruição,
6porque as águas de Ninrim secaram-se,
a pastagem secou-se
e a vegetação morreu;
todo o verde desapareceu!
7Por isso, a riqueza que adquiriram
e armazenaram
eles levam para além
do riacho dos Salgueiros.
8Com efeito, seu clamor espalha-se
por todo o território de Moabe;
sua lamentação até Eglaim,
até Beer-Elim.
9Ainda que as águas de Dimom
estejam cheias de sangue,
trarei mais mal sobre Dimom:
um leão sobre os fugitivos de Moabe
e sobre aqueles que permanecem na terra.

Isaías 16

1Enviem cordeiros como tributo
ao governante da terra,
desde Selá, atravessando o deserto,
até o monte Sião.
2Como aves perdidas,
lançadas fora do ninho,
assim são os habitantes de Moabe
nos lugares de passagem do Arnom.
3"Dá conselhos e propõe uma decisão.
Torna a tua sombra como a noite
em pleno meio-dia
e esconde os fugitivos;
não deixes ninguém saber
onde estão os refugiados.
4Que os fugitivos moabitas
habitem contigo;
sê para eles abrigo contra o destruidor."
O opressor há de ter fim,
a destruição se acabará
e o agressor desaparecerá da terra.
5Então, em amor será firmado um trono;
em fidelidade um homem
se assentará nele na tenda de Davi:
um Juiz que busca a justiça
e se apressa em defender o que é justo.
6Ouvimos acerca da soberba de Moabe:
da sua arrogância exagerada,
de todo o seu orgulho e do seu ódio;
mas tudo isso não vale nada.
7Por isso choram os moabitas,
todos choram por Moabe.
Cada um se lamenta e se entristece
pelos bolos de passas de Quir-Haresete.
8As lavouras de Hesbom estão murchas,
como também as videiras de Sibma.
Os governantes das nações
pisotearam as melhores videiras,
que antes chegavam até Jazar
e estendiam-se para o deserto.
Seus brotos espalhavam-se
e chegavam ao mar.
9Por isso eu choro, como Jazar chora,
por causa das videiras de Sibma.
Hesbom, Eleale, com minhas lágrimas
eu as encharco!
Pois não se ouvem mais os gritos de alegria
por seus frutos e por suas colheitas.
10Foram-se a alegria
e a exultação dos pomares;
ninguém canta nem grita nas vinhas;
ninguém pisa as uvas nos lagares,
pois fiz cessar os gritos de alegria.
11Por isso as minhas entranhas gemem
como harpa por Moabe;
o íntimo do meu ser
estremece por Quir-Heres.
12Quando Moabe se apresentar cansado
nos lugares altos
e for ao seu santuário,
nada conseguirá.
13Essa palavra o Senhor já havia falado acerca de Moabe.
14Mas agora o Senhor diz: "Dentro de três anos, e nem um dia mais, o esplendor de Moabe e toda a sua grande população serão despreza­dos, e os seus sobreviventes serão poucos e fracos".

Isaías 17

Profecia contra Damasco

1Advertência contra Damasco:
Damasco deixará de ser cidade;
vai se tornar um monte de ruínas.
2Suas cidades serão abandonadas;
serão entregues aos rebanhos
que ali se deitarão,
e ninguém os espantará.
3Efraim deixará de ser uma fortaleza,
e Damasco uma realeza;
o remanescente de Arã será
como a glória dos israelitas,
anuncia o Senhor dos Exércitos.
4Naquele dia, a glória de Jacó se definhará,
e a gordura do seu corpo se consumirá.
5Será como quando
um ceifeiro junta o trigo
e colhe as espigas com o braço,
como quando se apanham
os feixes de trigo
no vale de Refaim.
6Contudo, restarão algumas espigas,
como, quando se sacode uma oliveira,
ficam duas ou três azeitonas
nos galhos mais altos
e umas quatro ou cinco
nos ramos mais produtivos,
anuncia o Senhor, o Deus de Israel.
7Naquele dia, os homens olharão
para aquele que os fez
e voltarão os olhos para o Santo de Israel.
8Não olharão para os altares,
obra de suas mãos,
e não darão a mínima atenção
aos postes sagrados
e aos altares de incenso
que os seus dedos fizeram.
9Naquele dia, as suas cidades fortes, que tinham sido abandonadas por causa dos israeli­tas, serão como lugares entregues aos bosques e ao mato. E tudo será desolação.
10Porque vocês se esqueceram de Deus,
do seu Salvador,
e não se lembraram da Rocha,
da fortaleza de vocês.
Por isso, embora vocês cultivem
as melhores plantas,
videiras importadas,
11as façam crescer
no dia em que as semearem
e as façam florescer de manhã,
não haverá colheita
no dia da tristeza e do mal irremediável.
12Ah! O bramido das numerosas nações;
bramam como o mar!
Ah, o rugido dos povos;
rugem como águas impetuosas!
13Embora os povos rujam como
ondas encapeladas,
quando ele os repreender,
fugirão para longe,
carregados pelo vento
como palha nas colinas,
como galhos arrancados pela ventania.
14Ao cair da tarde, pavor repentino!
Antes do amanhecer, já se foram!
Esse é o destino dos que nos saqueiam,
essa é a parte que caberá aos que roubam.




terça-feira, 30 de maio de 2017

31 DE MAIO - LEITURA BÍBLICA ANUAL - ISAÍAS 13 E 14.

Isaías 13

Profecia contra a Babilônia

1Advertência contra a Babilônia, que Isaías, filho de Amoz, recebeu em visão:
2Levantem uma bandeira no topo
de uma colina desnuda,
gritem a eles;
chamem-lhes com um aceno,
para que entrem pelas portas dos nobres.
3Eu mesmo ordenei aos meus santos;
para executarem a minha ira
já convoquei os meus guerreiros,
os que se regozijam
com o meu triunfo.
4Escutem! Há um barulho nos montes
como o de uma grande multidão!
Escutem! É uma gritaria entre os reinos,
como nações formando
uma imensa multidão!
O Senhor dos Exércitos está reunindo
um exército para a guerra.
5Eles vêm de terras distantes,
lá dos confins dos céus;
o Senhor e as armas da sua ira,
para destruírem todo o país.
6Chorem, pois o dia do Senhor está perto;
virá como destruição
da parte do Todo-poderoso.
7Por isso, todas as mãos ficarão trêmulas,
o coração de todos os homens se derreterá.
8Ficarão apavorados,
dores e aflições os dominarão;
eles se contorcerão como a mulher
em trabalho de parto.
Olharão chocados uns para os outros,
com os rostos em fogo.
9Vejam! O dia do Senhor está perto,
dia cruel, de ira e grande furor,
para devastar a terra
e destruir os seus pecadores.
10As estrelas do céu
e as suas constelações
não mostrarão a sua luz.
O sol nascente escurecerá,
e a lua não fará brilhar a sua luz.
11Castigarei o mundo
por causa da sua maldade,
os ímpios pela sua iniquidade.
Darei fim à arrogância dos altivos
e humilharei o orgulho dos cruéis.
12Tornarei o homem mais escasso
do que o ouro puro,
mais raro do que o ouro de Ofir.
13Por isso farei o céu tremer,
e a terra se moverá do seu lugar
diante da ira do Senhor dos Exércitos
no dia do furor da sua ira.
14Como a gazela perseguida,
como a ovelha que ninguém recolhe,
cada um voltará para o seu povo,
cada um fugirá para a sua terra.
15Todo o que for capturado
será traspassado;
todos os que forem apanhados
cairão à espada.
16Seus bebês serão despedaçados
diante dos seus olhos;
suas casas serão saqueadas
e suas mulheres, violentadas.
17Vejam! Eu despertarei
contra eles os medos,
que não se interessam pela prata
nem se deleitam com o ouro.
18Seus arcos ferirão os jovens,
e eles não terão misericórdia dos bebês,
nem olharão com compaixão
para as crianças.
19Babilônia, a joia dos reinos,
o esplendor do orgulho dos babilônios,
será destruída por Deus,
à semelhança de Sodoma e Gomorra.
20Nunca mais será repovoada
nem habitada, de geração em geração;
o árabe não armará ali a sua tenda
e o pastor não fará descansar ali
o seu rebanho.
21Mas as criaturas do deserto lá estarão,
e as suas casas se encherão de chacais;
nela habitarão corujas
e saltarão bodes selvagens.
22As hienas uivarão em suas fortalezas,
e os chacais em seus luxuosos palácios.
O tempo dela está terminando,
e os seus dias não serão prolongados.

Isaías 14

Restauração de Israel

1O Senhor terá compaixão de Jacó;
tornará a escolher Israel
e os estabelecerá em sua própria terra.
Os estrangeiros se juntarão a eles
e farão parte da descendência de Jacó.
2Povos os apanharão e os levarão
ao seu próprio lugar.
E a descendência de Israel
possuirá os povos
como servos e servas
na terra do ­Senhor.
Farão prisioneiros os seus captores
e dominarão sobre os seus opressores.
3No dia em que o Senhor der descan­so do sofrimento, da perturbação e da cruel escravidão que sobre você foi imposta,
4você zombará assim do rei da Babilônia:
Como chegou ao fim o opressor!
Sua arrogância acabou-se!
5O Senhor quebrou a vara dos ímpios,
o cetro dos governantes
6que irados feriram os povos
com golpes incessantes
e enfurecidos subjugaram as nações
com perseguição implacável.
7Toda a terra descansa tranquila,
todos irrompem em gritos de alegria.
8Até os pinheiros e os cedros do Líbano
alegram-se por sua causa e dizem:
"Agora que você foi derrubado,
nenhum lenhador vem derrubar-nos!"
9Nas profundezas
o Sheol está todo agitado
para recebê-lo quando chegar.
Por sua causa ele desperta
os espíritos dos mortos,
todos os governantes da terra.
Ele os faz levantar-se dos seus tronos,
todos os reis dos povos.
10Todos responderão e dirão a você:
"Você também perdeu as forças como nós,
e tornou-se como um de nós".
11Sua soberba foi lançada na sepultura,
junto com o som das suas liras;
sua cama é de larvas,
sua coberta, de vermes.
12Como você caiu dos céus,
ó estrela da manhã, filho da alvorada!
Como foi atirado à terra,
você, que derrubava as nações!
13Você, que dizia no seu coração:
"Subirei aos céus;
erguerei o meu trono
acima das estrelas de Deus;
eu me assentarei no monte da assembleia,
no ponto mais elevado do monte santo.
14Subirei mais alto
que as mais altas nuvens;
serei como o Altíssimo".
15Mas às profundezas do Sheol
você será levado,
irá ao fundo do abismo!
16Os que olham para você
admiram-se da sua situação,
e a seu respeito ponderam:
"É esse o homem que fazia tremer a terra,
abalava os reinos,
17fez do mundo um deserto,
conquistou cidades
e não deixou que os seus prisioneiros
voltassem para casa?"
18Todos os reis das nações
jazem honrosamente,
cada um em seu próprio túmulo.
19Mas você é atirado fora do seu túmulo,
como um galho rejeitado;
como as roupas dos mortos
que foram feridos à espada;
como os que descem às pedras da cova;
como um cadáver pisoteado,
20você não se unirá a eles
num sepultamento,
pois destruiu a sua própria terra
e matou o seu próprio povo.
Nunca se mencione
a descendência dos malfeitores!
21Preparem um local para matar
os filhos dele
por causa da iniquidade
dos seus antepassados;
para que eles não se levantem
para herdar a terra
e cobri-la de cidades.
22"Eu me levantarei contra eles",
diz o Senhor dos Exércitos.
"Eliminarei da Babilônia o seu nome
e os seus sobreviventes,
sua prole e os seus descendentes",
diz o Senhor.
23"Farei dela um lugar para corujas
e uma terra pantanosa;
vou varrê-la com a vassoura da destruição",
diz o Senhor dos Exércitos.

Profecia contra a Assíria

24O Senhor dos Exércitos jurou:
"Certamente, como planejei,
assim acontecerá,
e, como pensei, assim será.
25Esmagarei a Assíria na minha terra;
nos meus montes a pisotearei.
O seu jugo será tirado do meu povo,
e o seu fardo, dos ombros dele".
26Esse é o plano estabelecido
para toda a terra;
essa é a mão estendida
sobre todas as nações.
27Pois esse é o propósito
do Senhor dos Exércitos;
quem pode impedi-lo?
Sua mão está estendida;
quem pode fazê-la recuar?

Profecia contra os filisteus

28Esta advertência veio no ano em que o rei Acaz morreu:
29Vocês, filisteus, todos vocês,
não se alegrem
porque a vara que os feria está quebrada!
Da raiz da cobra brotará uma víbora,
e o seu fruto será uma serpente veloz.
30O mais pobre dos pobres
achará pastagem,
e os necessitados descansarão
em segurança.
Mas eu matarei de fome
a raiz de vocês,
e ela matará os seus sobreviventes.
31Lamente, ó porta! Clame, ó cidade!
Derretam-se todos vocês, filisteus!
Do norte vem um exército,
e ninguém desertou de suas fileiras.
32Que resposta se dará
aos emissários daquela nação?
Esta: "O Senhor estabeleceu Sião,
e nela encontrarão refúgio
os aflitos do seu povo".