domingo, 16 de julho de 2017

17 DE JULHO - LEITURA BÍBLICA ANUAL - 2° Crônicas 31 A 32.

2 Crônicas 31

1Quando a festa acabou, os israelitas saíram pelas cidades de Judá e despedaçaram as pedras sagradas e derrubaram os postes sagrados. Eles des­truíram os altares idólatras em todo o Judá e Benjamim, e em Efra­im e Manassés. Depois de destruírem tudo, voltaram para as suas cidades, cada um para a sua propriedade.

Contribuições para o culto

2Ezequias designou os sacerdotes e os levitas por turnos, cada um de acordo com os seus deveres, para apresentarem holocaustos e sacrifícios de comunhão, ministrarem, darem graças e cantarem louvores junto às portas da habitação do Senhor.
3O rei contribuía com seus bens pessoais para os holocaustos da manhã e da tarde e para os holocaustos dos sábados, das luas novas e das festas fixas, conforme o que está escrito na Lei do Senhor.
4Ele ordenou ao povo de Jerusalém que desse aos sacerdotes e aos levitas a porção que lhes era devida a fim de que pudessem dedicar-se à Lei do Senhor.
5Assim que se divulgou essa ordem, os israelitas deram com generosidade o melhor do trigo, do vinho, do óleo, do mel e de tudo o que os campos produziam. Trou­xeram o dízimo de tudo. Era uma gran­de quan­tidade.
6Os habitantes de Israel e de Judá que viviam nas cidades de Judá tam­bém trouxeram o dízimo de todos os seus rebanhos e das coisas sagradas dedicadas ao Senhor, o seu Deus, ajuntando-os em muitas pilhas.
7Co­meçaram a fazer isso no terceiro mês e terminaram no sétimo.
8Quando Ezequias e os seus oficiais chegaram e viram as pilhas de ofer­tas, louvaram o Senhor e abençoaram Israel, o seu povo.
9Ezequias perguntou aos sacerdotes e aos levitas sobre essas ofertas;
10o sumo sacerdote Azarias, da família de Zadoque, respondeu: "Des­de que o povo começou a trazer suas contribuições ao templo do Senhor, temos tido o suficiente para comer e ainda tem sobrado muito, pois o Senhor tem abençoado o seu povo, e esta é a grande quantidade que sobra".
11Ezequias ordenou que preparassem despensas no templo do Senhor, e assim foi feito.
12Então recolheram fielmente as contribuições, os dízimos e os presentes dedicados. O levita Conanias foi encarregado desses deveres, e seu irmão Simei era o seu auxiliar.
13Jeiel, Aza­zias, Naate, Asael, Jeremote, Jozabade, Eliel, Ismaquias, Maate e Benaia eram supervisores, subordinados a ­Conanias e ao seu irmão Simei, por nomeação do rei Ezequias e de Aza­rias, o oficial encarregado do templo de Deus.
14Coré, filho do levita Imna, guarda da porta leste, foi encarregado das ofertas voluntárias feitas a Deus, distribuindo as contribuições dedicadas ao Senhor e as ofertas santíssimas.
15Sob o comando dele estavam Éden, Miniamim, Jesua, Semaías, Ama­rias e Secanias, que, nas cidades dos sacerdotes, com toda a fidelidade distribuíam ofertas aos seus colegas sacerdotes de acor­do com seus turnos, tanto aos idosos quanto aos jovens.
16Eles as distribuíam aos homens e aos meninos de três anos para cima, cujos nomes estavam nos registros genealógicos, e também a todos os que entravam no templo do Senhor para realizar suas várias tarefas diárias, de acor­do com suas responsabilidades e seus turnos.
17Os registros genealógicos dos sacerdotes eram feitos segundo suas famílias; o dos levitas com mais de vinte anos, de acor­do com suas responsabilidades e seus turnos.
18O re­gistro incluía todos os filhos pequenos, as mulheres e os filhos e as filhas de todo o grupo, pois os sacerdotes e os levitas haviam sido fiéis em se con­sagrarem.
19Entre os sacerdotes, descendentes de Arão, que viviam nas terras de pastagem ao redor de suas cidades, foram nomeados alguns deles, de cidade em cidade, para distribuírem as ofertas ­a todos os sacerdotes e a todos os que estavam registrados nas genealogias dos levitas.
20Foi isso que Ezequias fez em todo o reino de Judá. Ele fez o que era bom e certo, e em tudo foi fiel diante do Senhor, do seu Deus.
21Em tudo o que ele empreendeu no serviço do templo de Deus e na obediência à lei e aos mandamentos, ele buscou o seu Deus e trabalhou de todo o coração; e por isso prosperou.

2 Crônicas 32

Senaqueribe ameaça Jerusalém

1Depois de tudo o que Ezequias fez com tanta fidelidade, Senaqueribe, rei da Assíria, invadiu Judá e sitiou as cidades fortificadas para conquistá-las.
2Quan­do Ezequias viu que Senaqueribe pretendia guerrear contra Jerusalém,
3consultou os seus oficiais e os comandantes do exército sobre a ideia de mandar fechar a passagem de água das fontes do lado de fora da cidade; e eles concordaram.
4Assim, ajuntaram-se muitos ­homens, e fecharam todas as fontes e o riacho que atravessava a região. Eles diziam: "Por que deixar que os reis da Assíria venham e encontrem toda essa ­água?"
5Depois, com gran­de empenho reparou todos os trechos que­brados do muro e construiu torres sobre ele. Cons­truiu outro muro do lado de fora do primeiro e reforçou o Milo da Cidade de Davi; e mandou fazer também muitas ­lanças e muitos escudos.
6Nomeou sobre o povo oficiais militares e os reuniu na praça, junto à porta da cidade, animando-os com estas palavras:
7"Sejam fortes e corajosos. Não tenham medo nem desanimem por causa do rei da Assíria e do seu enorme exército, pois conosco está um poder maior do que o que está com ele.
8Com ele está somente o poder humano, mas conosco está o Senhor, o nosso Deus, para nos ajudar e para travar as nossas batalhas". E o povo ganhou con­fiança com o que disse Ezequias, rei de Judá.
9Mais tarde, quando Senaqueribe, rei da Assíria, e todas as suas forças estavam sitiando Laquis, mandou oficiais a Jerusalém com a seguinte mensagem a Ezequias e a todo o povo de Judá que morava lá:
10"Assim diz Senaqueribe, rei da Assíria: Em que vocês baseiam a sua confiança, para permanecerem cercados em Jerusalém?
11Quando Ezequias diz: 'O Senhor, o nosso Deus, nos salvará das mãos do rei da Assíria', ele os está enganando, para deixá-los morrer de fome e de sede.
12Mas não foi o próprio Ezequias que retirou os altares desse deus, dizendo a Judá e a Jerusalém: 'Vocês devem adorar diante de um só altar e sobre ele queimar ­incenso'?
13"Vocês não sabem o que eu e os meus antepassados fizemos a todos os povos das outras terras? Acaso alguma vez os deuses daquelas nações conseguiram livrar das minhas mãos a terra deles?
14De todos os deuses das nações que os meus antepassados destruíram, qual deles con­seguiu salvar o seu povo de mim? Como então o deus de vocês poderá livrá-los das minhas mãos?
15Portanto, não deixem Ezequias enganá-los ou iludi-los dessa maneira. Não acre­ditem nele, pois ne­nhum deus de qualquer nação ou reino jamais conseguiu livrar o seu povo das minhas mãos ou das mãos de meus antepassados. Muito menos o deus de vocês conseguirá livrá-los das minhas mãos!"
16Os oficiais de Senaqueribe desafiaram ainda mais Deus, o Senhor, e seu servo Ezequias.
17Senaqueribe também escreveu cartas insultando o Senhor, o Deus de Israel, e o desafiando: "Assim como os deuses dos povos das outras terras não livraram o povo deles das minhas mãos, também o deus de Ezequias não livrará o seu povo das minhas mãos".
18Então os oficiais gritaram na língua dos judeus ao povo de Jerusalém que estava sobre o muro, para assustá-lo e amedrontá-lo, com o intuito de conquistarem a cidade.
19Referiram-se ao Deus de Jerusalém como falavam dos deuses dos outros povos da terra, que não passam de obra das mãos dos ho­mens.
20Por tudo isso o rei Ezequias e o profeta Isaías, filho de Amoz, clamaram em oração aos céus.
21E o Senhor enviou um anjo, que matou todos os homens de combate e todos os líderes e oficiais no acampamento do rei assírio, de forma que este se retirou envergonhado para a sua terra. E certo dia, ao aden­trar o templo do seu deus, alguns dos seus filhos o mataram à espada.
22Assim o Senhor salvou Ezequias e o povo de Jerusalém das mãos de Senaqueribe, rei da Assíria, e das mãos de todos os outros e cuidou deles em todas as fronteiras.

O sucesso e a morte de Ezequias

23Mui­tos trouxeram ­a Jerusalém ofertas para o Senhor e presentes valiosos para Ezequias, rei de Judá. Daquela ocasião em diante ele foi muito respeitado por todas as nações.
24Naquele tempo, Ezequias ficou doente e quase morreu. Ele orou ao Senhor, que lhe respondeu dando-lhe um sinal milagroso.
25Mas Ezequias tornou-se orgulhoso e não correspondeu à bondade com que foi ­tratado; por isso a ira do Senhor veio sobre ele, sobre Judá e sobre Jerusalém.
26En­tão Ezequias humilhou-se, reconhecendo o seu orgulho, como também ­o povo de Jerusalém; por isso a ira do Senhor não veio sobre eles durante o reinado de Ezequias.
27Possuía Ezequias muitíssimas riquezas e glória; construiu depósitos para guardar prata, ouro, pedras preciosas, especiarias, escudos e todo tipo de objetos de valor.
28Também construiu armazéns para estocar trigo, vinho e azeite; fez ainda estábulos para os seus diversos rebanhos e para as ovelhas.
29Cons­truiu cidades e adquiriu muitos ­rebanhos, pois Deus lhe dera muitas riquezas.
30Foi Ezequias que bloqueou o manancial superior da fonte de Giom e canalizou a água para a parte oeste da Cidade de Davi. Ele foi bem-sucedido em tudo o que se propôs a fazer.
31Mas, quando os governantes da Babilônia enviaram uma delegação para perguntar-lhe acerca do sinal milagroso que havia ocorrido no país, Deus o deixou, para prová-lo e para saber tudo o que havia em seu coração.
32Os demais acontecimentos do reinado de Eze­quias e os seus atos piedosos estão escritos na visão do profeta Isaías, filho de Amoz, no livro dos reis de Judá e de Israel.
33Ezequias descansou com os seus antepassados e foi sepultado na colina onde estão os túmulos dos descendentes de Davi. Todo o Judá e o povo de Jerusalém prestaram-lhe homenagens por ocasião da sua morte. E seu filho Manassés foi o seu sucessor.
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